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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Março 2017 - Volume 1  - Número 1

Editoriais

1 - Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia

Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia

Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):1-2

PDF Português

2 - O futuro da especialidade de Alergia e Imunologia

The future of the specialty of Allergy and Immunology

Norma de Paula M. Rubini

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):3-4

PDF Português

3 - Avanços no manejo do angioedema hereditário

Advances in the management of hereditary angioedema

Antonio Abílio Motta

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):5-6

PDF Português

ARTIGOS ESPECIAIS

4 - Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica

Practical guide to environmental control for patients with allergic rhinitis

Norma de Paula M. Rubini; Gustavo F. Wandalsen; Maria Cândida V. Rizzo; Marcelo V. Aun; Herberto José Chong Neto; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):7-22

Resumo PDF Português

A asma e a rinite alérgica são doenças frequentes e acometem parcela significativa da população, sobretudo crianças. Frequentemente a asma e a rinite coexistem e tem sido documentado que a presença de rinite potencialmente aumenta a gravidade da asma e impacta negativamente na qualidade de vida. Entre os agentes desencadeantes/agravantes dessas doenças são apontados: aeroalérgenos (ácaros do pó domiciliar, fungos, alérgenos de baratas, epitélio de animais, polens e ocupacionais), poluentes intradomiciliares e extradomiciliares (fumaça de tabaco, material particulado liberado pela cocção/aquecimento - gás de cozinha, fogão a lenha) e irritantes (odores fortes, ar-condicionado). O objetivo desse estudo foi identificar as medidas recomendadas para reduzir a exposição de pacientes sensíveis a esses agentes. Realizou-se busca em base de dados MEDLINE, SciELO e LILACS empregando-se os descritores: environmental control, mite, cockroach, fungi, furry pets, pollen, irritants, smoking, indoor pollution, cooking. Foram revisados os principais estudos e elaborou-se um documento em que são discutidas as relações entre exposição e aparecimento de sintomas, assim como as medidas apontadas como tendo potencial para evitar a exacerbação/agravamento das doenças alérgicas respiratórias.

Palavras-chave: Ácaros, barata, animais de pelo, fungos, polens, controle ambiental.

5 - Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento do angioedema hereditário - 2017

Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of hereditary angioedema - 2017

Pedro Giavina-Bianchi; L. Karla Arruda; Marcelo V. Aun; Regis A. Campos; Herberto J. Chong-Neto; Rosemeire N. Constantino-Silva; Fátima F. Fernandes; Maria F. Ferraro; Mariana P. L. Ferriani; Alfeu T. França; Gustavo Fusaro; Juliana F. B. Garcia; Shirley Komninakis; Luana S. M. Maia; Eli Mansour; Adriana S. Moreno; Antonio A. Motta; João Bosco Pesquero; Nathalia Portilho; Nelson A. Rosário; Faradiba S. Serpa; Dirceu Solé; Eliana Toledo; Solange O. R. Valle; Camila Lopes Veronez; Anete S. Grumach

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):23-48

Resumo PDF Português

O angioedema hereditário é uma doença autossômica dominante caracterizada por crises de edema com o envolvimento de múltiplos órgãos. A doença é desconhecida por muitos profissionais da área da saúde e, portanto, subdiagnosticada. Os pacientes que não são diagnosticados e tratados adequadamente têm uma mortalidade estimada de 25% a 40%, devido ao angioedema da laringe, resultando em asfixia. O angioedema de alças intestinais é outra manifestação importante e incapacitante, que pode ser a principal ou a única durante uma crise da doença. Neste cenário, um grupo de especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e do Grupo Brasileiro de Estudos sobre Angioedema Hereditário (GEBRAEH) atualizou as diretrizes para o diagnóstico e terapia do angioedema hereditário.

Palavras-chave: Angioedema, angioedema hereditário, diagnóstico, tratamento.

6 - Vacina rotavírus: segurança e alergia alimentar - Posicionamento das Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP)

Rotavirus vaccine: safety and food allergy - Position paper of the Brazilian Societies of Allergy and Immunology (ASBAI), Immunizations (SBIm), and Pediatrics (SBP)

Renato A. Kfouri; Juarez Cunha; Emanuel C. Sarinho; Dirceu Solé; Eduardo Jorge da Fonseca Lima; Renata R. Cocco; Fátima R. Fernandes; Ana Karolina B. B. Marinho; Luciana R. Silva; Norma de Paula M. Rubini

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):49-54

Resumo PDF Português

O rotavírus continua sendo o principal agente causador de diarreia na criança, a despeito da ampla utilização de vacinas nos programas públicos de vacinação em todo o mundo. No Brasil, a vacina monovalente foi introduzida no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2006, e a segurança da vacina está bem documentada em diferentes estudos pré e pós-licenciamento. Embora não haja nenhuma associação entre o uso da vacina rotavírus e o desenvolvimento da alergia às proteínas do leite de vaca (APLV), existe o receio, por parte de alguns pediatras e familiares, da vacina estar relacionada ao surgimento ou desencadeamento desta reação de hipersensibilidade. Este artigo faz uma revisão dos dados de segurança da vacina e aborda aspectos imunológicos das reações de hipersensibilidade, demonstrando não haver nexo causal entre a vacina e a APLV, reforçando o posicionamento e recomendações de organismos nacionais, internacionais e das sociedades científicas.

Palavras-chave: Vacina, rotavírus, alergia alimentar, eventos adversos.

Artigos de Revisão

7 - Fatores de risco para otite média secretora

Risk factors for otitis media with effusion

Mario Sánchez-Borges; Nelson Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):55-58

Resumo PDF Português

A patogênese da otite média secretora é multifatorial e envolve a resposta imunológica, fatores genéticos e anatômicos. Muitos dos fatores relacionados à otite média aguda também têm sido postulados como relevantes para a otite média crônica e recorrente. Evidências indicam que não há diferenças na função da tuba auditiva entre orelhas que desenvolvem otite médica crônica (OMC) recorrente e as que não têm OMC. A mucosa da orelha média reage igualmente à inflamação alérgica respiratória. Atopia pode promover disfunção tubária ou reação direta no epitélio da tuba auditiva. Obstrução da tuba auditiva não é o mecanismo principal de OMC, mas a inflamação alérgica do epitélio respiratório da orelha média. Alergia ao leite de vaca é rara em crianças com otite média secretora, no entanto sensibilização a alérgenos inaláveis deve ser investigada, e em casos selecionados, imunoterapia específica pode ser empregada.

Palavras-chave: Otite, otite média crônica, otite secretora.

8 - Fisioterapia no paciente com asma: intervenção baseada em evidências

Physiotherapy in asthma patients: evidence-based intervention

Fernanda de Cordoba Lanza; Simone Dal Corso

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):59-64

Resumo PDF Português

As intervenções fisioterapêuticas destacam-se como tratamento não farmacológico e são coadjuvantes no tratamento da asma. O tratamento fisioterapêutico só deve ser iniciado quando o indivíduo estiver com a medicação ajustada para sua condição e em acompanhamento médico regular. Como a asma é uma doença crônica com episódios recorrentes de sibilância, tosse e dispneia, ocorre aumento do trabalho respiratório e da percepção do esforço, podendo levar a alterações da mecânica respiratória, função muscular respiratória e do descondicionamento físico. Os objetivos da fisioterapia são: reduzir o desconforto respiratório e a dispneia, melhorar a mecânica respiratória, melhorar a força muscular respiratória nos casos de fraqueza desta musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, promover higiene brônquica, quando necessária, e melhorar a qualidade de vida. Estudos prévios investigaram os efeitos dos exercícios respiratórios, do treinamento muscular respiratório (TMR), da reabilitação pulmonar (RP) e das técnicas de higiene brônquica em pacientes asmáticos. Não há evidências de que os exercícios respiratórios melhorem a função pulmonar, embora reduzam os sintomas e a medicação de resgate e melhorem a qualidade de vida. O TMR diminui a dispneia, aumenta a força muscular inspiratória e melhora a capacidade de exercício. O treinamento físico, que é o principal componente da RP, leva à melhora dos sintomas respiratórios, da capacidade funcional e qualidade de vida. Por fim, não há evidências científicas que suportem a realização de técnicas manuais de higiene brônquica. No entanto, o oscilador oral de alta frequência pode ser uma estratégia para eliminar secreção de adultos e crianças na vigência de infecção pulmonar.

Palavras-chave: Asma, exercícios respiratórios, músculos respiratórios, tolerância ao exercício, função pulmonar, qualidade de vida.

Artigos Originais

9 - Conhecimento e implementação de medidas de controle ambiental no manejo da asma e da rinite alérgica

Knowledge and implementation of environmental control measures in the management of asthma and allergic rhinitis

Ana Paula W. Fabro; Katia L. Jojima; Márcia Mallozi; Dirceu Solé; Gustavo F. Wandalsen

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):65-74

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar o conhecimento de pais ou responsáveis por pacientes sobre medidas de controle ambiental no manejo da asma e da rinite alérgica, bem como a implementação destas medidas.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, que incluiu pacientes entre 5 e 18 anos, com asma e/ou rinite alérgica, sensibilizados a alérgenos inalatórios domésticos. Os entrevistados responderam questionário sobre sensibilização alérgica, medidas de controle ambiental e exposição ao tabagismo passivo.
RESULTADOS: Foram incluídos 122 pais ou responsáveis. Embora 97% acreditassem que seu filho tinha uma doença alérgica, apenas 43% conseguiam relacionar os sintomas da doença à presença de alérgenos. O percentual de pais capaz de referir os alérgenos para os quais seus filhos estavam sensibilizados foi de 88% para ácaros, 56% para fungos, 41% para baratas e gatos, e 40% para cães. Medidas para controle de ácaros foram adotadas por 83% das famílias, com exceção das capas antiácaros, utilizadas por 39%. Entre donos de cães e gatos, 57% não permitiam que seus animais entrassem na casa; 21 % dedetizavam a casa contra baratas. Entre os familiares tabagistas, 14% pararam de fumar.
CONCLUSÕES: A maioria dos entrevistados reconheceu que seu filho tinha uma doença alérgica, mas grande parte não relacionou os sintomas da doença à exposição a alérgenos. Grande percentagem dos entrevistados cujos filhos eram sensibilizados a fungos, baratas, gatos e cães não soube referir este resultado. Os entrevistados aplicavam medidas gerais para controle de alérgenos, mas a maioria não implementava algumas medidas com benefício comprovado para uma estratégia abrangente de controle ambiental.

Palavras-chave: Alérgenos, saúde ambiental, asma, rinite, criança.

10 - Vacina de Bordetella pertussis reduz IgE específica, inflamação e remodelamento num modelo animal de alergia respiratória induzida por ácaro

Bordetella pertussis vaccine reduces specific IgE, inflammation, and remodeling in an animal model of respiratory allergy caused by house dust mites

Marcelo Vivolo Aun; Beatriz Mangueira Saraiva-Romanholo; Francine Maria de Almeida; Thayse Regina Brüggemann; Paulo Lee Ho; Jorge Kalil; Milton de Arruda Martins; Fernanda Magalhães Arantes-Costa; Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):75-86

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Adjuvantes, como lipopolissacárides bacterianos, vêm sendo estudados para melhorar a eficácia da imunoterapia alérgeno-específica. A vacina de Bordetella pertussis (Pw) mostrou ter papel protetor em modelos de asma induzida por ovalbumina. Porém, seu papel na alergia a ácaros é desconhecido. Avaliamos os efeitos da vacina difteria-tétano-coqueluche (DTPw) em um modelo murino de alergia respiratória induzida por Dermatophagoides pteronyssinus (Derp).
MÉTODOS: Num protocolo de 30 dias, camundongos BALB/c foram imunizados por via subcutânea com salina ou Derp, isoladamente ou associados às vacinas de difteria-tétano (DT) ou DTPw (dias 0, 7 e 14). Posteriormente, os animais sofreram desafio intranasal diariamente com salina ou Derp (dias 22 a 28) e foram sacrificados (dia 29). Avaliamos imunoglobulinas séricas específicas, celularidade no lavado bronco-alveolar (BAL), remodelamento das vias aéreas inferiores, densidade de leucócitos polimorfonucleares (PMN) e área de muco ácido no epitélio nasal.
RESULTADOS: Os animais sensibilizados com Derp produziram altos níveis de imunoglobulinas específicas, apresentaram aumento da densidade de PMN e da área de muco ácido nasal, elevação da celularidade no BAL e remodelamento. As vacinas levaram à redução dos níveis de IgE, sendo o grupo Derp-DTPw similar aos grupos salina. Os grupos vacinados tiveram redução da celularidade no BAL e do remodelamento, com resultados mais expressivos no grupo Derp-DTPw em relação ao Derp-DT. As vacinas DT e DTPw inibiram o infiltrado PMN nasal e DTPw modulou a produção do muco ácido.
CONCLUSÕES: A vacina DTPw diminuiu a IgE específica sérica, inflamação nasal e pulmonar e o remodelamento das vias respiratórias inferiores.

Palavras-chave: Asma, rinite alérgica, modelos animais, Imunoglobulina E, inflamação, remodelação das vias aéreas.

11 - Asma alérgica e não alérgica apresentam diferentes características fenotípicas e genotípicas

Allergic and non-allergic asthma have different phenotypic and genotypic characteristics

Priscila Takejima; Rosana Câmara Agondi; Helcio Rodrigues; Marcelo Vivolo Aun; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):87-98

Resumo PDF Português

OBJETIVO: A identificação dos fenótipos da asma permite uma melhor compreensão e abordagem desta doença heterogênea. Muitos estudos têm demonstrado associação entre os antígenos leucocitários humanos (HLA) e asma em diversas populações, porém os resultados são inconclusivos e raramente consideram uma doença com diferentes fenótipos. O objetivo deste estudo foi caracterizar os fenótipos alérgico e não alérgico da asma e avaliar possíveis associações com o sistema HLA.
MÉTODOS: Um total de 190 pacientes com asma foram prospectivamente acompanhados durante dois anos. Foram divididos em dois grupos, asma alérgica e não alérgica, de acordo com a história clínica e os resultados do teste cutâneo de puntura e da pesquisa da IgE sérica específica. O grupo controle foi composto por 297 doadores falecidos de órgãos sólidos. As características de cada grupo e a tipificação dos HLA classe I e II foram avaliadas e comparadas.
RESULTADOS: O estudo mostrou diferentes características entre os fenótipos estudados. Os pacientes com asma não alérgica relataram uma idade mais tardia de início dos sintomas da doença e maior frequência de história sugestiva de intolerância aos anti-inflamatórios não esteroidais. O grupo asma alérgica apresentaram IgE sérica total elevada, presença de dermatite atópica e rinoconjuntivite mais frequente e, inesperadamente, maior gravidade da doença. Novas associações entre os genótipos HLA e os fenótipos alérgico e não alérgico da asma foram identificados. Os genótipos HLA-B*42, HLA-C*17, HLA-DPA1*03 e HLA-DPB1*105 foram associados com a asma alérgica, e o HLA-B*48 com o fenótipo não alérgico. A presença do haplótipo HLA-DPA1*03 DQA*05 foi associado com asma alérgica, e a presença do HLA-DPA1*03 e ausência do HLA-DQA*05 com a asma não alérgica.
CONCLUSÕES: A asma alérgica e não alérgica apresentaram diferentes características fenotípicas e genotípicas. Novas associações entre os fenótipos e o sistema HLA classe I e II foram identificadas.

Palavras-chave: Asma, hipersensibilidade respiratória, antígenos HLA, fenótipo, genótipo.

12 - IgE, IgG4 e IgA específicas na alergia ao látex

Specific IgE, IgG4, and IgA in latex allergy

Laila S. Garro; Marcelo V. Aun; Antônio A. Motta; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):99-108

Resumo PDF Português

OBJETIVO: A alergia ao látex é considerada um problema mundial de saúde por estar associada a reações potencialmente fatais. O objetivo principal deste estudo é identificar fatores clínico-laboratoriais associados à sensibilização e alergia ao látex, avaliando as concentrações de IgE, IgG4 e IgA específicas nestas condições.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal em uma coorte de 400 crianças e adolescentes com defeito do fechamento do tubo neural. Os pacientes realizaram entrevista clínica e foram submetidos a coleta de sangue periférico para a detecção dos níveis séricos de IgE, IgG4 e IgA específicas para látex. As prevalências de sensibilização e alergia ao látex foram calculadas e as variáveis clínico-laboratoriais coletadas foram analisadas.
RESULTADOS: A prevalência de sensibilização e de alergia ao látex em pacientes com defeito de fechamento do tubo neural foi de 33,2% e 12,2%, respectivamente. As manifestações clínicas de alergia ao látex mais frequentes foram as cutâneas (79,6%), mas anafilaxia foi observada em 4,75% dos pacientes. Os fatores clínico-cirúrgicos associados à alergia ao látex foram identificados e um escore de sintomas para rastrear os pacientes foi desenvolvido. A concentração de IgE sérica específica para látex ≥ 0,77 kUA/L tem boa acurácia para diferenciar os pacientes sensibilizados assintomáticos dos alérgicos. As dosagens de IgE sérica específica para alérgenos recombinantes também apresentaram boa acurácia no diagnóstico da alergia.
CONCLUSÕES: Maior concentração de IgE específica para látex e Hevb5, menor concentração de IgG4 específica para látex e escore de sintomas ≥ 40% estiveram associados com alergia ao látex.

Palavras-chave: Látex, biomarcadores, alergia, anafilaxia, IgE, IgG4, IgA, alérgenos, anticorpos específicos, sensibilização, história natural, tolerância, espinha bífida, defeito de fechamento do tubo neural.

Comunicações Clínicas e Experimentais

13 - Interleucina-2 no tratamento adjuvante de paciente com linfocitopenia CD4 idiopática e tuberculose disseminada

Interleukin 2 as adjuvant treatment in a patient with idiopathic CD4 lymphocytopenia and disseminated tuberculosis

Juliana Fóes Bianchini Garcia; Nathalia Silveira Barsotti; Cristina Maria Kokron; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):109-113

Resumo PDF Português

Linfocitopenia CD4 idiopática (LCI) é uma imunodeficiência rara e grave caracterizada por uma diminuição inexplicável da contagem absoluta de linfócitos T CD4, a qual está associada a infecções oportunistas. Existem poucos relatos de casos na literatura que descrevem a IL2 como uma opção terapêutica em infecções oportunistas associadas à LCI. Relatamos os benefícios da adição de IL2 ao tratamento padrão em um paciente com ICL e infecções oportunistas. Um homem de 38 anos de idade foi internado por acidente vascular cerebral isquêmico devido à vasculite infecciosa. A análise do líquido cefalorraquidiano mostrou meningite neutrofílica. Cultura e PCR foram positivos para Mycobacterium tuberculosis. A tomografia de tórax foi compatível com tuberculose pulmonar. O paciente também apresentava candidíase oral, onicomicose e dermatite seborreica. A contagem de células sanguíneas mostrou linfocitopenia. O tratamento padronizado para tuberculose disseminada (RIPE) e fluconazol foram iniciados e mantidos em casa após a alta do paciente. Após cinco meses de seguimento, o paciente foi encaminhado ao imunologista clínico, pois não apresentava melhora clínica significativa, tendo sido hospitalizado diversas vezes. A avaliação imunológica mostrou uma contagem sanguínea de CD4 T consistentemente inferior a 100 células/mm3 e o diagnóstico de LCI foi confirmado (linfocitopenia inexplicável com menos de 300 células/mm3 ou menos de 20% de células T CD4+ em mais de uma ocasião com pelo menos 2 meses de intervalo). O paciente também apresentava episódios raros de linfocitopenia de células B e hipogamaglobulinemia, tendo recebido gamaglobulina. Como tratamento adjuvante, a IL2 subcutânea foi associada ao tratamento padronizado. Até agora, o paciente recebeu cinco ciclos consecutivos de IL2, mostrando melhora clínica e aumento da contagem de células T CD4 no sangue, atingindo um valor máximo de 401 células/mm3. As células CD8, B e natural killer também aumentaram. Novas análises do líquido cefalorraquidiano foram normais, e a cultura de Mycobacterium tuberculosis e a PCR foram negativas. Nosso paciente com infecções oportunistas associadas à LCI apresentou evolução laboratorial e clínica favoráveis após a adição de IL2 ao tratamento padrão. Este relato de caso apoia o uso de IL2 como um coadjuvante seguro e potencialmente eficaz para infecções oportunistas associadas à LCI. O caso destaca a importância da avaliação e acompanhamento de pacientes com suspeita de imunodeficiência por imunoalergologistas.

Palavras-chave: Interleucina-2, linfocitopenia CD4 idiopática, tuberculose, imunidade, tratamento.

14 - Doenças autoinflamatórias em adultos: abordagem prática ao diagnóstico baseada em um caso clínico

Autoinflammatory diseases in adults: practical approaches to diagnosis based on a clinical case

Leonardo Oliveira Mendonça; Ricardo Krieger Azzolini; Andre Franco Silva; Jorge Kalil; Alessandra Pontillo; Fabio Morato Castro; Myrthes Toledo Barros

Braz J Allergy Immunol.2017;1(1):114-118

Resumo PDF Português

As doenças autoinflamatórias são doenças inflamatórias raras cujo cerne imunológico baseia-se na imunidade inata. A maioria das doenças autoinflamatórias tem início na idade pediátrica, mas pouco se sabe sobre as doenças que se iniciam na vida adulta. O diagnóstico é feito por exclusão, e, quando possível, com auxílio de técnicas moleculares. Este artigo tem como objetivo relatar um caso de doença autoinflamatória de início na vida adulta e a partir dele estabelecer fluxograma de auxílio ao diagnóstico.

Palavras-chave: Inflamação, imunidade inata, doenças hereditárias autoinflamatórias, síndromes periódicas associadas à criopirina, febre familiar do Mediterrâneo, Imunoglobulina D.

CARTA AO EDITOR

Junho 2017 - Volume 1  - Número 2

Editoriais

1 - Dermatite atópica: novos desafios

Atopic dermatitis: new challenges

Régis A. Campos

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):123-127

PDF Português

2 - Urticária: fenótipos e opções terapêuticas

Urticaria: phenotypes and treatment options

Rosana Câmara Agondi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):128

PDF Português

3 - Anafilaxia e adrenalina no Brasil: vai, vai, vai..., mas não vai!

Anaphylaxis and adrenaline in Brazil: almost there but not quite

Herberto José Chong-Neto

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):129-130

PDF Português

ARTIGOS ESPECIAIS

4 - Guia prático de atualização em dermatite atópica - Parte I: etiopatogenia, clínica e diagnóstico. Posicionamento conjunto da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria

Updated practical guide on atopic dermatitis - Part I: etiopathogenesis, clinical features, and diagnosis. Joint position paper of the Brazilian Association of Allergy and Immunology and the Brazilian Society of Pediatrics

Adriana A. Antunes; Dirceu Solé; Vânia O. Carvalho; Ana E. Kiszewski Bau; Fábio C. Kuschnir; Márcia C. Mallozi; Jandrei R. Markus; Maria G. Nascimento e Silva; Mário C. Pires; Marice E. El Achkar Mello; Nelson A. Rosário Filho; Emanuel S. Cavalcanti Sarinho; Herberto J. Chong-Neto; Norma P. M. Rubini; Luciana R. Silva

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):131-156

Resumo PDF Português

A dermatite atópica (DA) é uma doença crônica e recidivante que acomete principalmente pacientes da faixa etária pediátrica. A fisiopatologia inclui fatores genéticos, alterações na barreira cutânea e imunológicas. A prevalência da DA no Brasil, entre adolescentes, oscila entre 7,1% e 12,5%, com tendência à estabilização. O diagnóstico é clínico, e exames complementares auxiliam na determinação dos fatores desencadeantes. A identificação dos fatores irritantes e/ou desencadeantes envolvidos permite melhor controle das crises. Entre os fatores desencadeantes destacam-se os agentes infecciosos, alérgenos alimentares e aeroalérgenos. Tomando-se como ponto de partida o "Guia Prático para o Manejo da Dermatite Atópica - opinião conjunta de especialistas em alergologia da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria" publicado em 2006, foi realizada revisão e atualização dos conceitos apresentados por grupo de alergologistas, dermatologistas e pediatras especializados no tratamento de pacientes com DA. O objetivo desta revisão foi elaborar um documento prático e que auxilie na compreensão dos mecanismos envolvidos na DA, assim como dos possíveis fatores de risco associados a sua apresentação, bem como sobre a avaliação subsidiária disponível para a identificação dos fatores associados à DA.

Palavras-chave: Dermatite atópica, fatores de risco, diagnóstico clínico, Staphylococcus aureus, IgE específica, teste cutâneo, alergia alimentar.

5 - Guia prático de atualização em dermatite atópica - Parte II: abordagem terapêutica. Posicionamento conjunto da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria

Updated practical guide on atopic dermatitis - Part II: treatment approach. Joint position paper of the Brazilian Association of Allergy and Immunology and the Brazilian Society of Pediatrics

Vânia O. Carvalho; Dirceu Solé; Adriana A. Antunes; Ana E. Kiszewski Bau; Fábio C. Kuschnir; Márcia C. Mallozi; Jandrei R. Markus; Maria G. Nascimento e Silva; Mário C. Pires; Marice E. El Achkar Mello; Nelson A. Rosário Filho; Emanuel S. Cavalcanti Sarinho; Herberto J. Chong-Neto; Luciana R. Silva; Norma P. M. Rubini

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):157-182

Resumo PDF Português

Nas últimas décadas o conhecimento sobre a etiopatogenia da dermatite atópica (DA) avançou muito. Além da identificação dos principais agentes desencadeantes e/ou agravantes envolvidos na expressão clínica da DA, verificou-se ser a integridade da barreira cutânea um dos pontos fundamentais para a manutenção da homeostase da pele. Assim, no tratamento do paciente com DA, além da evitação dos agentes desencadeantes e/ou irritantes, o uso de hidratantes é parte fundamental, e acredita-se que tenha ação preventiva de surtos agudos. Além disso, a aquisição de agentes anti-inflamatórios de uso tópico tem permitido o controle de pacientes com formas leves a moderadas da DA. Embora tenham uso mais restrito, os agentes imunossupressores sistêmicos também têm sido empregados no tratamento de pacientes com DA grave ou refratária aos procedimentos habituais. Comenta-se também a imunoterapia alérgeno-específica como tratamento adjuvante da DA para alguns pacientes, sobretudo alérgicos aos ácaros e com manifestações respiratórias associadas. A aquisição de novos agentes, os imunobiológicos, também são apresentados à luz das evidências científicas e clínicas atuais. O presente guia prático de atualização em dermatite atópica - abordagem terapêutica teve por objetivo rever os esquemas de tratamento disponíveis e empregados no acompanhamento de pacientes com DA, além de apresentar terapêuticas futuras, como os agentes imunobiológicos que em breve estarão à disposição para o tratamento de formas mais graves e/ou refratárias da DA.

Palavras-chave: Dermatite atópica, hidratação da pele, corticosteroides tópicos, inibidores da calcineurina, ciclosporina, imunobiológico, imunoterapia.

Artigos de Revisão

6 - O papel da IgG4 na fisiopatogenia da nefropatia membranosa idiopática: estado da arte

The role of IgG4 in the physiopathology of idiopathic membranous nephropathy: state of the art

Denise Maria do Nascimento Costa; Lucila Maria Valente; Gisélia Alves Pontes da Silva; Emanuel Sarinho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):183-188

Resumo PDF Português

Nefropatia membranosa idiopática é uma causa de síndrome nefrótica cuja etiopatogenia não está completamente esclarecida. Trata-se de uma doença imunologicamente mediada, na qual a deposição de imunocomplexos decorre da reação antígenoanticorpo in situ, na região subepitelial glomerular. A maioria dos antígenos envolvidos identificados são alvos da IgG4, subclasse predominante em imunofluorescências renais na nefropatia membranosa idiopática, em contraste com as formas secundárias da doença, nas quais IgG1, IgG2 e IgG3 prevalecem. Apesar da IgG4 ser um subtipo de imunoglobulina com baixa capacidade de ativação do complemento, há várias evidências deste envolvimento na glomerulopatia (GMP). Esses dados, em conjunto com achados de depósitos glomerulares de lectina ligadora de manose, um dos principais componentes da via das lectinas do complemento, podem sugerir que tanto a via da lectina como a IgG4 estão envolvidas nesta patologia. Os motivos que desencadeiam a formação dos imunocomplexos e a ativação das vias do complemento nesta doença são incertos. A hipótese mais aceita é a de que a nefropatia membranosa idiopática resulte do conjunto de três condições: presença de proteínas com conformações alteradas que passam a atuar como autoantígenos, anticorpos do tipo IgG4 contra estes antígenos, e susceptibilidade genética. O objetivo foi verificar o possível papel da IgG4 na etiopatogenia da nefropatia membranosa primária segundo o que foi publicado até o momento na base de dados MEDLINE/PubMed, a partir de uma revisão narrativa.

Palavras-chave: Glomerulonefrite membranosa, imunoglobulina G, ativação do complemento, etiologia.

7 - Síndrome de sobreposição asma e DPOC

Asthma-COPD overlap syndrome

Ataualpa Pereira dos Reis; Roberto Stirbulov

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):189-194

Resumo PDF Português

Asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são doenças crônicas altamente prevalentes na população geral. Ambas são caracterizadas por inflamação crônica heterogênea e obstrução das vias aéreas. Em ambas as condições, a inflamação crônica afeta todo o trato respiratório das grandes e pequenas vias aéreas, com recrutamento de diferentes células e com diferentes mediadores produzidos. A obstrução das vias aéreas é tipicamente intermitente e reversível na asma, mas é progressiva e frequentemente irreversível na DPOC. Quando asma e DPOC ocorrem juntas, o termo síndrome de sobreposição asma e DPOC tem sido usado. Realizou-se revisão de artigos originais, revisões e publicações indexadas nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS e SciELO nos últimos 20 anos. Uma forma prática de diagnóstico da Síndrome de sobreposição asma e DPOC é incluir pacientes com diagnóstico de DPOC pelo critério do GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) e da Asma pelo critério do GINA (Global Initiative for Asthma). Assim, a síndrome inclui pacientes que preenchem os critérios de DPOC (obstrução fixa das vias aéreas) e que também têm típicos achados de asma (sibilância, atopia, eosinofilia e resposta positiva a broncodilatador). A presença de diferentes fenótipos ou componentes das doenças aéreas obstrutivas crônicas necessita ser analisada para individualizar e otimizar o tratamento para se alcançar os melhores resultados. Embora intervenções específicas variem conforme a doença, o objetivo do tratamento para as doenças obstrutivas respiratórias é semelhante e dirigido primariamente para a necessidade de controlar os sintomas, otimizar a saúde geral, e prevenir exacerbações.

Palavras-chave: Asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diagnóstico, terapêutica, Síndrome de sobreposição asma e DPOC.

Artigos Originais

8 - Perfil clínico da rinite alérgica no idoso

Clinical profile of elderly patients with allergic rhinitis

Bruna Beatriz Correa Barbosa; Cássio Caetano Macedo Mendes; Jorge Kalil; Fabio F. Morato Castro; Clóvis Eduardo Santos Galvão; Cynthia Mafra Fonseca de Lima

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):195-200

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INTRODUÇÃO: A rinite alérgica é uma doença de grande prevalência em todo o mundo, acometendo 15 a 42% da população geral, e 3 a 12% dos idosos. Acredita-se ser uma doença subdiagnosticada nesta população, porque algumas doenças frequentes nos idosos podem confundir o diagnóstico de doenças alérgicas.
OBJETIVO: Avaliar o perfil clínico dos idosos com rinite alérgica atendidos no serviço de imunologia clínica e alergia de um hospital terciário de São Paulo. Avaliar também a sensibilização a aeroalérgenos, presença de asma alérgica e outras comorbidades.
MÉTODOS: Foram selecionados 104 pacientes maiores de 60 anos, diagnosticados com rinite alérgica e não alérgica. Esses pacientes foram comparados quanto à presença de asma e outras doenças concomitantes, sensibilização a aeroalérgenos e uso de medicamentos.
RESULTADOS: Dentre os pacientes com rinite alérgica, identificamos predomínio de rinite persistente moderada, sendo a asma o principal diagnóstico associado à rinite. Dentre as demais comorbidades observadas, os idosos tinham doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), hipertensão arterial sistêmica e diabetes, mas não foram encontradas associações significativas entre a presença destas comorbidades e a rinite. Detectamos 71,9% de sensibilidade entre os idosos com rinite alérgica, e verificamos associação significativa com relação a IgE específica in vitro e ocorrência de sintomas.
CONCLUSÃO: Estudos com a população idosa são necessários para melhor conhecimento da rinite nesta população, suas necessidades e possíveis ações preventivas.

Palavras-chave: Rinite alérgica, idoso, asma, alérgenos.

9 - Perfil dos pacientes com urticária e angioedema por anti-inflamatórios não esteroidais do Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo

Profile of patients with urticaria and angioedema caused by nonsteroidal anti-inflammatory drugs in the Allergy and Immunology Division of Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo

Priscila Bechaalani; Veridiana Aun-Pereira; Andrea Pescadinha de Carvalho; Wilson Tartuce Aun; João Ferreira de Mello

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):201-205

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OBJETIVOS: Identificar pacientes com história de urticária e angioedema desencadeados por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), no Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, classificá-los como seletivos e não seletivos e avaliar a tolerabilidade ao inibidor de COX-2 (etoricoxib 90 mg).
MÉTODOS: Os indivíduos com múltiplas reações desencadeadas por AINE, de grupos diferentes, foram submetidos a teste de provocação oral com Etoricoxib 90 mg. Pacientes com história de urticária e/ou angioedema a um único grupo de AINE, ou com primeiro episódio, realizaram testes de provocação oral com outro grupo de AINE, para classificá-los em seletivo ou não.
RESULTADOS: Estudou-se 43 pacientes, com idade entre 18 e 71 anos, predomínio do sexo feminino (77%). A maioria dos pacientes apresentavam reações a múltiplos AINE (não seletivos) e 2 (5%) a um único AINEs (seletivos). Observou-se sintomas alérgicos em 53%, com predomínio da rinite (61%). Os fármacos mais implicados foram: dipirona (39%), diclofenaco (18%) e AAS (14%). Todos os pacientes apresentaram teste com etoricoxib 90 mg negativo.
CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes apresentou reação não seletiva, e todos os pacientes apresentaram teste com etoricoxib 90 mg negativo, demonstrando segurança e ser uma boa opção terapêutica.

Palavras-chave: Reação a anti-inflamatórios não esteroidais, inibidor da COX-2, angioedema e urticária.

10 - Urticária crônica exacerbada por anti-inflamatórios não esteroidais e resposta aos antileucotrienos

Nonsteroidal anti-inflammatory drug-exacerbated chronic urticaria and response to antileukotrienes

Mariele Morandi Lopes; Pâmela Diogo-Salles; Paula Dantas; Jorge Kalil; Antonio Abílio Motta; Rosana Câmara Agondi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):206-211

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INTRODUÇÃO: Pacientes com urticária crônica espontânea (UCE) frequentemente exacerbam com o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que são medicamentos que inibem a ciclooxigenase 1 (COX-1) e levam a um desvio para produção de leucotrienos. Os antileucotrienos seriam uma opção terapêutica para aqueles que não respondam aos anti-histamínicos (AH1).
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia dos antileucotrienos nos pacientes com UCE exacerbada ou não pelos AINEs que não responderam apenas aos AH1.
MÉTODO: Estudo retrospectivo com análise de prontuários eletrônicos de pacientes com UCE em seguimento ambulatorial. Todos os pacientes foram interrogados sobre a história de exacerbação ou não da UCE por AINEs. Além dos AH1, o montelucaste foi introduzido para todos os pacientes, em algum momento do acompanhamento. Foram avaliadas a resposta ao antileucotrieno e a presença da associação desta resposta à história de exacerbação com AINE.
RESULTADOS: Sessenta e dois pacientes participaram do estudo. A média de idade foi de 48,4 anos, sendo 82,3% do sexo feminino. Destes, 35 pacientes (56,5%) referiam piora da urticária com uso de AINEs, e, destes, 77,1% responderam ao antileucotrieno associado ao AH1. Dentre os 27 pacientes que não apresentavam UCE exacerbada por AINE, 48,1% obtiveram boa resposta ao uso de antileucotrieno associado ao AH1.
CONCLUSÃO: A resposta ao antileucotrieno foi superior e estatisticamente significante (p = 0,031) no grupo de pacientes com UCE exacerbada por AINE. Portanto, a associação dos antileucotrienos aos AH1 seria uma opção eficaz e segura, sendo que essa associação se torna ainda mais relevante em pacientes que UC exacerbada por AINEs.

Palavras-chave: Urticária, anti-inflamatórios não esteroidais, antileucotrieno.

11 - Urticária crônica espontânea refratária aos anti-histamínicos: opção por ciclosporina

Antihistamine-refractory chronic spontaneous urticaria: opting for cyclosporine

Rosana Câmara Agondi; Lorena Crispim; Franciane B. Almonfrey; Jorge Kalil; Antônio Abilio Motta

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):212-216

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INTRODUÇÃO: Anti-histamínico de segunda geração (AH1 2ªG) é o tratamento de escolha para pacientes com urticária crônica espontânea (UCE). Porém, cerca de 50% dos pacientes não responde a este tratamento. A ciclosporina é uma opção para os quadros mais graves. A ciclosporina tem propriedades imunossupressoras potentes, mas, apesar de sua eficácia, seu uso é limitado devido a diversos efeitos colaterais importantes.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta à ciclosporina em pacientes com UCE refratária aos anti-histamínicos.
MÉTODO: Estudo retrospectivo baseado no prontuário eletrônico de pacientes com UCE refratária aos AH1 2ªG e que não responderam à introdução de outros medicamentos para controle da urticária. A ciclosporina foi indicada para todos os pacientes. A dosagem de D-dímero foi realizada em alguns pacientes.
RESULTADOS: Trinta pacientes participaram do estudo. Desses pacientes, 80% eram do sexo feminino, e a média de idade era de 42,8 anos. Previamente à introdução da ciclosporina, todos estavam em uso de AH1, 60% de AH2, 67% de montelucaste, 33,3% de hidroxicloroquina, e 56,7% de corticoide oral. A mediana de tempo de uso da ciclosporina foi de 11,5 meses. Em relação à eficácia, 40% dos pacientes apresentaram melhora dos sintomas, 40% não responderam ao tratamento, e em 20% dos pacientes a resposta não foi avaliada por suspensão da ciclosporina devido a efeitos colaterais, ou não foi introduzida devido a alterações clínicas ou laboratoriais prévias. Houve aumento dos níveis pressóricos em 9 pacientes (30%), e nefrotoxicidade em 5 pacientes (16,7%).
CONCLUSÕES: Embora a ciclosporina seja uma boa opção terapêutica para pacientes com UCE refratária aos AH1, os efeitos colaterais são frequentes e devem ser monitorados.

Palavras-chave: Urticária, urticária crônica espontânea, urticária refratária aos anti-histamínicos, ciclosporina.

12 - Anafilaxia na sala de emergência: tão longe do desejado!

Anaphylaxis in the emergency room: still a long way to go

Maria Luiza Kraft Köhler Ribeiro; Ana Carolina Barcellos; Hannah Gabrielle Ferreira Silva; Luís Henrique Mattei Carletto; Marcela Carolina Bet; Nathalia Zorze Rossetto; Nelson Augusto Rosário; Herberto José Chong-Neto

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):217-225

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OBJETIVO: Anafilaxia é a mais dramática condição clínica da emergência em alergia. O objetivo deste estudo foi verificar o conhecimento de médicos em serviços de urgência e emergência sobre o manejo da anafilaxia.
MÉTODOS: Estudo transversal, onde foi aplicado questionário escrito para 119 médicos em oito hospitais (grupo Hospital) e 210 médicos de nove Unidades de Pronto Atendimento/Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (grupo UPA/SAMU) entre abril e setembro/2016.
RESULTADOS: Entre os convidados, responderam ao questionário 79 (66,4%) médicos que atuavam em Hospital, e 78 (37,1%) em UPA/SAMU. Cento e vinte e dois participantes (78,7%) se formaram há até 10 anos. Sessenta e nove médicos (43,9%) acertaram o diagnóstico de anafilaxia, e apenas 29 (18,5%) identificaram os sistemas que podem ser acometidos na reação anafilática. A adrenalina intramuscular foi referida como primeira opção de tratamento da anafilaxia por 64 (40,7%), e o glucagon foi escolhido como opção em pacientes que utilizam β-bloqueadores por 19 (12,1%) dos médicos. A orientação quanto aos autoinjetores foi referida por 71 (45,3%) dos médicos.
CONCLUSÃO: O nível de conhecimento médico em serviços de urgência e emergência sobre o manejo da anafilaxia é baixo.As diretrizes não são seguidas e podem resultar em desfecho desfavorável ao paciente com reação anafilática.

Palavras-chave: Anafilaxia, adrenalina, conhecimento, serviços médicos de emergência.

Comunicações Clínicas e Experimentais

13 - Doença sistêmica relacionada à IgG4 com linfopenia: relato de caso e breve revisão de literatura

IgG4-related systemic disease associated with lymphopenia: case report and brief literature review

Leonardo Oliveira Mendonça; Julia Biegelmeyer; João Paulo de Assis; Larissa Costa Amorim; Mauricio Levy-Neto; Jorge Kalil; Milton de Arruda Martins; Fabio Morato Castro; Myrthes Toledo de Barros

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):226-230

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A doença sistêmica relacionada à IgG4 é uma doença emergente, recentemente descrita, caracterizada clinicamente por aumento parcial ou total de um órgão, e, por isso, com amplo espectro de manifestações clínicas. Esta é uma doença sistêmica fibroinflamatória, patologicamente provocada pela infiltração de plasmoblastos IgG4 positivos que levam à inflamação eosinofílica do tecido e, consequentemente, fibrose estoriforme. Quando o diagnóstico é precoce, a melhora clínica e resposta sustentada com corticosteroides sistêmicos é impressionante. O diagnóstico é baseado em critérios patológicos, mas, recentemente, alguns trabalhos têm descrito que plasmoblastos no soro podem servir como um fator independente para auxiliar no diagnóstico da doença. Este artigo descreve uma apresentação atípica da doença relacionada à IgG4, em um paciente linfopênico com medição inconclusiva de plasmoblastos no soro.

Palavras-chave: Imunoglobulina G, eosinófilos, hipergamaglobulinemia, imunoglobulinas, serosite, IgG4, doença sistêmica relacionada à IgG4.

14 - Persistência de teste cutâneo positivo 25 anos após anafilaxia por penicilina

Persistence of positive skin test 25 years after penicillin-induced anaphylaxis

Ana Carolina D'Onofrio-Silva; Eduardo Longen; Antonio Abílio Motta; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi; Marcelo Vivolo Aun

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):231-234

Resumo PDF Português

Os testes cutâneos são importantes na investigação das reações de hipersensibilidade a betalactâmicos, mas a sensibilidade diminui com o tempo, ficando negativos, em geral, em até 5 anos após a reação índice. Descrevemos um caso de persistência do teste cutâneo positivo 25 anos após uma reação anafilática induzida por penicilina. Mulher de 39 anos encaminhada ao serviço de alergia por quadro de sífilis gestacional e antecedente de anafilaxia induzida por penicilina, de modo a avaliar a possibilidade de realizar dessensibilização. A paciente havia apresentado duas reações de hipersensibilidade há 25 anos, sendo a primeira uma urticária imediata após penicilina benzatina, e uma reação anafilática na semana seguinte após receber outra dose da medicação. Não voltou a tomar antibióticos betalactâmicos, mas referia urticária de contato ao preparar medicação de uso oral para os filhos (amoxicilina). Realizado teste cutâneo com benzilpenicilina 10.000 UI/mL. O prick test foi negativo, mas o teste intradérmico foi positivo, confirmando a presença de IgE específica. Foi submetida à dessensibilização, com sucesso, mas apresentou reação de hipersensibilidade grau I (urticária) durante procedimento. Ao final, recebeu penicilina benzatina 2.400.000 UI em 3 doses semanais, sem intercorrências. Os testes cutâneos devem ser realizados na investigação da alergia à penicilina, mesmo em longo período após a reação índice, pois permite predizer o risco de recidiva da reação em uma reexposição.

Palavras-chave: Alergia, anafilaxia, reação a droga, penicilina, teste cutâneo, dessensibilização.

CARTAS AO EDITOR

15 - Uso de paracetamol e incidência de asma

Paracetamol use and the incidence of asthma

Aldo José Fernandes Costa; Geórgia Véras de Araújo; Emanuel Sávio Cavalcante Sarinho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):-

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16 - Poluição, aquecimento global e alergia

Pollution, global warming, and allergy

Nelson Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):-

PDF Português

17 - Maio é o mês do angioedema hereditário

May: the month of hereditary angioedema

Eli Mansur; Regis A. Campos; Herberto J. Chong-Neto; Pedro Giavina-Bianchi; Eliana Toledo; Solange O. R. Valle; Anete S. Grumach

Braz J Allergy Immunol.2017;1(2):-

PDF Português

Setembro 2017 - Volume 1  - Número 3

Editoriais

1 - Resposta imune tipo 2

Type 2 immune response

Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):241-243

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2 - Imunoterapia alérgeno-específica

Allergen-specific immunotherapy

Clóvis E. S. Galvão

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):244

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ARTIGO ESPECIAL

3 - Vacina contra a febre amarela: reações adversas e populações de risco

Yellow fever vaccine: adverse reactions and at-risk populations

Ana Karolina Barreto Berselli Marinho; Aluce Loureiro Ouricuri; Cláudia França Cavalcante Valente; Fátima Rodrigues Fernandes; Gilberto Saciloto; Lorena de Castro Diniz; Mônica de Araújo Álvares da Silva; Antonio Condino Neto; Norma de Paula M. Rubini; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):245-256

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A febre amarela é uma doença infecciosa grave causada por um arbovírus e transmitida pelos mosquitos Haemagogus (ciclo silvestre) e Aedes aegypti (ciclo urbano). Os sintomas mais comuns são febre, calafrios, cefaleia, mialgia e náuseas. Uma parcela dos pacientes desenvolve as formas graves, que podem cursar com insuficiência hepática e renal. A partir de 2014 a febre amarela passou a ser endêmica em áreas extra-amazônicas, tornando-se um grave problema de saúde pública. Por isso, a vacinação contra a febre amarela é essencial para o controle da doença no Brasil, tornando-se a medida mais eficaz, com imunogenicidade superior a 95%. Em relação à segurança, a maioria dos eventos adversos após a vacinação são locais, e os eventos adversos graves, como a encefalite pós-vacinal, são relatados principalmente em idosos e imunossuprimidos. Por se tratar de vacina de vírus vivo atenuado, é recomendada cautela na sua indicação nesses indivíduos. Outra preocupação em relação à segurança se deve ao fato de que, por ser cultivada em ovos embrionados de galinha (maior quantidade de proteínas do ovo), a vacina febre amarela é contraindicada em indivíduos que apresentam história prévia de reação anafilática ao ovo. No entanto, diante do cenário epidemiológico atual, indivíduos com história de hipersensibilidade leve ou moderada ao ovo podem recebê-la seguindo as recomendações de segurança revisadas e sugeridas neste texto. O objetivo deste documento foi revisar as indicações e contraindicações da vacina febre amarela e apresentar uma abordagem prática em situações especiais, com a finalidade de garantir a imunização à população de risco.

Palavras-chave: Vacina, febre amarela, eventos adversos, alergia, imunossuprimidos.

Artigos de Revisão

4 - Mecanismos da imunoterapia alérgeno-específica

Mechanisms of allergen-specific immunotherapy

Veridiana Aun Rufino Pereira; Wilson C. Tartuci Aun; João Ferreira de Mello

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):257-262

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A imunoterapia alérgeno-específica tem sido usada há mais de 100 anos como um tratamento de dessensibilização para doenças alérgicas, representando um método potencialmente curativo e específico. O presente estudo tem como objetivo revisar os mecanismos da imunoterapia alérgeno-específica, através de revisão bibliográfica com base em artigos publicados entre 1998 e 2016, disponíveis no banco de dados PubMed. Os mecanismos de ação da imunoterapia incluem modulação de linfócitos T e B, produção de IgG4 alérgeno-específica e redução de IgE alérgenoespecífica, migração de eosinófilos, basófilos e mastócitos nos tecidos, bem como a liberação de seus mediadores. As células T reguladoras (Treg) suprimem as células dendríticas responsáveis pela geração de células T efetoras, inibindo TH1, TH2 e TH17. As células Treg foram identificadas como peças-chave no processo de indução de tolerância periférica aos alérgenos.

Palavras-chave: Imunoterapia, linfócitos T reguladores, linfócitos B reguladores.

5 - Uma nova classe de doenças: doenças autoinflamatórias

A new class of diseases: autoinflammatory diseases

Leonardo Oliveira Mendonça; Ricardo Krieger Azzolini; João Paulo de Assis; André Franco; Jorge Kalil; Fabio Morato Castro; Alessandra Pontillo; Myrthes Toledo de Barros

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):263-271

Resumo PDF Português

As doenças autoinflamatórias sistêmicas são um grupo de doenças raras recentemente descritas, mas que vêm ganhando espaço no cenário clínico. Caracterizam-se por alterações da imunidade inata, portanto sem a presença de linfócito T autorreator ou autoanticorpo, e que respondem ao bloqueio de uma única citocina. Esta revisão tem como objetivo analisar a base imunofisiológica destas doenças e descrever brevemente cada uma delas com suas características clínicas mais importantes.

Palavras-chave: Inflamação, doenças hereditárias autoinflamatórias, imunidade inata.

Artigos Originais

6 - Os fatores associados à asma em crianças e adolescentes são universais? Estudo sistemático multicêntrico brasileiro

Are the factors associated with asthma in children and adolescents universal? A systematic multicenter Brazilian study

Dirceu Solé; Antonio C. Pastorino; Fabio Kuschnir; Inês C. Camelo-Nunes; Bruno A. Paes-Barreto; Arnaldo C. Porto; Magna A. Q. Coelho; Eliana C. Toledo; Fernanda P. Furlan; Rejane R. Casagrande; Fernando Palvo; Marly S. Freitas; Sergio L. O. Santos; Cristina A. Cardozo

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):272-278

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Comparar os fatores de risco associados à asma em escolares brasileiros habitantes de diferentes regiões do país.
MÉTODO: Participaram estudantes (4-8 anos, n = 4.262; 10-14 anos, n = 10.603) matriculados em escolas privadas ou particulares de onze centros de nove cidades brasileiras, utilizando-se o protocolo do International Study of Asthma and Allergy in Childhood (ISAAC). Após a obtenção das taxas de prevalência de asma, foram selecionados de modo aleatório estudantes com asma ativa (resposta afirmativa para "sibilos nos últimos 12 meses") e sem asma (resposta negativa) mantendo-se como base a proporção 1:2. A seguir os responsáveis responderam questionário complementar ISAAC sobre fatores de risco. A análise de regressão logística identificou os fatores associados à expressão da asma nos escolares, em cada centro de origem.
RESULTADOS: Na faixa etária mais jovem, ter antecedente de rinite ou eczema atópico, história familiar de doenças alérgicas e ser exposto ao tabaco foram identificados pela maioria dos centros. Entre os adolescentes ocorreu o mesmo: ter rinite alérgica (8/11 centros), ter antecedentes familiares de doenças alérgicas (6/11), ser exposto passivamente ao tabaco (6/11), assim como a animais domésticos, sobretudo gato (5/11), nascer pré-termo, ter baixo consumo de vegetais e suco de frutas foram os fatores identificados.
CONCLUSÕES: Os fatores associados ao desenvolvimento de asma em escolares brasileiros não foram uniformes. Fatores genéticos, como ter outra doença alérgica, ou familiares com doença alérgica, foram identificados pela maioria dos centros participantes. A exposição ao tabaco, assim como a animais domésticos, também mostrou ser de importância clínica.

Palavras-chave: Fatores de risco, asma, crianças, adolescentes, fatores de proteção.

7 - Avaliação do teste do soro autólogo e do teste do plasma autólogo na urticária crônica espontânea

Evaluation of autologous serum skin test and autologous plasma skin test in chronic spontaneous urticaria

Cristiane Fernandes Moreira Boralli; Sérgio Duarte Dortas Júnior; Bruno Emanuel Carvalho Oliveira; Alfeu Tavares França; Solange Oliveira Rodrigues Valle

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):279-286

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Comparar o teste do soro autólogo (TSA) e o teste do plasma autólogo (TPA) para o diagnóstico de autorreatividade em pacientes com urticária crônica espontânea (UCE) e avaliar sua relação com autoanticorpos antitireoidianos.
MÉTODOS: Cinquenta pacientes com UCE foram pareados por sexo e faixa etária a 50 indivíduos saudáveis (controle) e comparados em relação aos resultados do TSA e TPA e autoimunidade tireoidiana.
RESULTADOS: Vinte e três (46%) pacientes e 5 (10%) controles apresentaram TSA positivo; 16 (32%) pacientes e 7 (14%) controle apresentaram TPA positivo. Houve associação entre função tireoidiana e TSA em pacientes com UCE. Pacientes eutireóideos com UCE tiveram taxa maior de TSA positivo.
CONCLUSÃO: O TSA é simples e barato e contribui consideravelmente para a elucidação da patogênese da UCE e pode demonstrar a presença de autoanticorpos funcionais. Alguns autores sugerem que o TPA é mais sensível que o TSA. Todos os estudos relevantes sobre o assunto até o momento reportaram que ambos podem ser utilizados como métodos diagnósticos em pacientes com UCE. Concluindo, TSA e TPA podem ser utilizados para a avaliação de autorreatividade na etiologia da UCE, e autoanticorpos antitireoidianos devem ser investigados mesmo quando testes de função tireoidiana revelam-se normais.

Palavras-chave: Urticária, testes cutâneos, autoimunidade.

8 - Reações adversas locais e sistêmicas à imunoterapia alérgeno-específica para ácaros em pacientes de ambulatório especializado de Hospital Universitário em São Paulo

Local and systemic adverse reactions to allergen-specific immunotherapy for mites among patients seen at a university hospital's specialty outpatient clinic in São Paulo

Cynthia Mafra Fonseca de Lima; Alessandra Morais da Silva; Giovanna Hernandes y Hernandes; Adriana Teixeira Rodrigues; Jorge Kalil; Clóvis E. S. Galvão

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):287-292

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Relatar e classificar as reações adversas à imunoterapia subcutânea (ITSC) com extratos de ácaros no tratamento de alergias.
MÉTODO: Foram incluídos 38 pacientes que receberam ITSC com extratos de Dermatophagoides pteronyssinus (Der p) isolado ou associado a Blomia tropicalis (Blo t). As reações adversas sistêmicas que ocorreram durante o tratamento foram registradas e classificadas de acordo com a WAO - World Allergy Organization. Também foram registrados o tratamento instituído e a evolução do quadro.
RESULTADOS: A média de idade dos pacientes do estudo foi 36 anos. Foram administradas 1.127 doses de ITSC com extrato de Der p. Destas, 87,3% (984) provocaram reação. De acordo com a classificação proposta pela WAO, 35,49% das reações foram Grau 1; 46,85% Grau 2; e 17,6% Grau 3. O tratamento utilizado foi: anti-histamínico em 81,3% das reações, corticosteroide em 81,3%, e beta-agonista inalatório em 70% dos casos. A adrenalina foi administrada em 41% das reações. No grupo que recebeu extrato associado de Der p e Blo t foram administradas 435 doses, das quais 155 (37,47%) resultaram em reações, sendo 78% de Grau 1, e 21,9% de Grau 2. O tratamento utilizado foi: anti-histamínico em 77,2% das reações, corticosteroide em 77,2% e beta-agonista inalatório em 58% dos casos.
CONCLUSÃO: Na população estudada, as reações sistêmicas para Der p de acordo com a classificação da WAO, foram na sua maioria reações Grau 2. Já na imunoterapia para Der p e Blo t associados, as reações de Grau 1 prevaleceram. Embora seja um tratamento seguro, a imunoterapia pode levar ao aparecimento de reações sistêmicas, e deve ser realizada pelo médico especialista, em ambiente adequado e equipado para tratamento de reações sistêmicas.

Palavras-chave: Alergia e imunologia, ácaros, imunoterapia, reações adversas.

9 - Análise de prescrições de imunoglobulina humana endovenosa para situações clínicas não referendadas nos protocolos clínicos nacionais

Analysis of intravenous human immunoglobulin prescriptions for clinical situations not referenced in national clinical protocols

Christiane Rodrigues Spacil; Denise Bueno

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):293-298

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar para quais indicações clínicas a imunoglobulina humana está sendo utilizada, considerando ser esse um medicamento de alto custo e autorizado pelos protocolos nacionais para diagnósticos específicos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, baseado na busca de informações através do prontuário eletrônico dos pacientes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre no período de janeiro a dezembro de 2015.
RESULTADOS: Foram identificadas 191 prescrições, totalizando 116 pacientes que tiveram prescrita a imunoglobulina humana endovenosa (IGIV). Desses pacientes, 27 casos foram relacionados a 6 tipos de doenças autoimunes e que apresentam protocolos definidos. Esses protocolos auxiliam os profissionais da saúde quanto aos cuidados necessários de manejo medicamentoso. Os demais casos identificados não constam nas indicações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde e representam mais de 75% dos pacientes atendidos. Não foram identificados efeitos colaterais sistêmicos ou periféricos em nenhum caso.
CONCLUSÃO: Foi possível identificar para quais indicações clínicas está sendo realizada a administração de IGIV, evidenciando-se a necessidade de ampliação desse estudo para outras instituições, como forma de sinalizar a necessidade de administração desse hemoderivado devido a segurança e efetividade no tratamento.

Palavras-chave: Imunoglobulina, doenças autoimunes, segurança.

10 - Perfil de sensibilização a alérgenos prevalentes em clínica especializada de Catalão, Goiás

Sensitization profile to prevailing allergens in a specialty clinic in Catalão, state of Goiás

Eliane Gama da Silva; Juliana Lima Ribeiro; Maria Rita de Cássia Campos

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):299-304

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Investigar o perfil de sensibilização a alérgenos e a frequência de reatividade ao teste cutâneo de puntura com aeroalérgenos mais comuns em uma clínica especializada de Catalão, GO.
MÉTODOS: Neste estudo retrospectivo, foram analisados 400 prontuários de pacientes atendidos no período de 2008 a 2010, que realizaram teste cutâneo de puntura para avaliar sensibilidade a aeroalérgenos.
RESULTADOS: A prevalência de sensibilização alérgica foi de 70,7% entre os pacientes avaliados. Entre os aeroalérgenos analisados, houve frequência elevada de positividade a ácaros da poeira domiciliar em todos os meses, principalmente em julho e dezembro, seguidos por fungos. Sensibilização alérgica foi predominante para Dermatophagoides pteronyssinus (62%), entre os ácaros da poeira domiciliar. Em relação à frequência de pacientes atendidos com sintomas de doenças atópicas, observou-se que rinite foi a principal causa de atendimento (48,2%), seguida de asma, com 23,2% dos atendimentos. Houve um aumento de 24% no número de pacientes que procuraram atendimento, refletindo possível aumento na prevalência de doenças alérgicas durante os anos avaliados.
CONCLUSÕES: Os resultados obtidos no presente trabalho mostraram que os ácaros são os agentes causadores mais frequentes de alergia, e que a rinite foi a doença atópica mais frequente entre os pacientes de uma clínica especializada. Foi verificado aumento no número de atendimentos por doenças alérgicas nos anos avaliados.

Palavras-chave: Hipersensibilidade, alérgenos, ácaros.

11 - Impacto da dermatite atópica na qualidade de vida da família

Impact of atopic dermatitis on the quality of life of the family

Sheron L. C. de Carvalho; Ana P. Boguchewski; Fernanda L. S. Nascimento; Luana M. Dalmas; Vânia O. Carvalho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):305-310

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Relacionar o impacto da gravidade da dermatite atópica na qualidade de vida dos cuidadores dos pacientes.
MÉTODO: Estudo transversal e analítico, com aplicação de questionários aos cuidadores de pacientes com dermatite atópica, que foram consultados consecutivamente de agosto a dezembro de 2015. A gravidade da doença foi determinada conforme o índice de pontuação da dermatite atópica (Scoring Atopic Dermatitis - SCORAD) e foi classificada como leve (pontuação ≤ 20), moderada (> 20 a ≤ 40) ou grave (> 40). O questionário utilizado para avaliar qualidade de vida do cuidador foi o Dermatitis Family Impact Questionnaire - DFI, validado para o português.
RESULTADOS: Cento e um cuidadores participaram do estudo; 31,7% cuidavam de pacientes com dermatite atópica leve; 36,6% moderada; e 31,7% grave. A média dos índices de qualidade de vida foi de 9,1±6,7. Os índices de qualidade de vida dos cuidadores foram piores quanto mais grave a dermatite atópica da criança (correlação de Spearman 0,53; p < 0,0001). Os domínios mais afetados foram gastos com o tratamento, sono e sentimento de cansaço e exaustão. O valor médio de gastos com o tratamento foi de 200 reais ao mês, o que representou um percentual de 7,5% do salário mensal. Houve diferença significativa no percentual de gastos/salário conforme a gravidade da dermatite pelo SCORAD (5% na DA leve; 7,2% na moderada e 10% na grave).
CONCLUSÃO: Os índices de qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com dermatite atópica são piores quanto maior a gravidade da doença, em razão dos gastos com tratamento, sono e exaustão.

Palavras-chave: Dermatite atópica, criança, qualidade de vida, perfil de impacto da doença.

Comunicações Clínicas e Experimentais

12 - Síndrome de desregulação imune, poliendocrinopatia e enteropatia ligada ao X (IPEX): a importância da história familiar para o diagnóstico precoce

Immune dysregulation, polyendocrinopathy, enteropathy, X-linked (IPEX) syndrome: the importance of family history for early diagnosis

Iramirton Figuerêdo Moreira; Bruna de Sá Duarte Auto; Juciene de Matos Braz; Helena Vieira de Souza Rodrigues; Thaylla Soares Rodrigues

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):311-315

Resumo PDF Português

A síndrome de desregulação imune, poliendocrinopatia e enteropatia ligada ao X (IPEX) é uma síndrome de imunodeficiência primária rara, de herança recessiva, que afeta lactentes do sexo masculino. A doença cursa com enteropatia perdedora de proteínas, dermatite eczematosa e poliendocrinopatias, podendo ser fatal naqueles sem tratamento apropriado. O objetivo deste relato é descrever um caso de IPEX, enfatizando a importância da história familiar para o diagnóstico precoce. O caso descreve um lactente com tipo grave da síndrome, com apresentação clínica precoce e história familiar característica, com episódios de morte prematura em doze homens pertencentes à linhagem materna. O diagnóstico por mapeamento genético demostrando mutação no gene FOXP3 foi obtido após o óbito do paciente, decorrente de choque séptico. O transplante de células-tronco hematopoiéticas é o melhor tratamento disponível, e na sua ausência, a síndrome IPEX pode ser fatal nos primeiros dois anos de vida. Assim, assegurar um diagnóstico precoce é fundamental.

Palavras-chave: Síndrome de imunodeficiência, doenças genéticas ligadas ao cromossomo X, diagnóstico precoce, dermatite, poliendocrinopatias autoimunes, enteropatias perdedoras de proteínas.

13 - Anafilaxia a cloridrato de benzidamina: relato de caso

Anaphylaxis to benzydamine hydrochloride: a case report

Luciana Maraldi Freire; Phelipe Santos Souza; Juliana Augusta Sella; Mariana Paes Leme Ferriani; Luisa Karla Arruda; Janaina Michelle Lima Melo; Ullissis Pádua Menezes

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):316-318

Resumo PDF Português

Reações de hipersensibilidade a medicamentos (RHM) podem induzir manifestações clínicas heterogêneas, desde leves até graves. São classificadas em imunológicas ou alérgicas quando mediadas por anticorpos ou linfócitos T, e não imunológicas quando decorrentes de efeitos farmacológicos da droga, incluindo inibição da enzima cicloxigenase (Cox). Os dois grupos mais frequentemente implicados nas RHM são os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), e os antibióticos betalactâmicos. O manejo adequado das reações aos AINEs depende da identificação do mecanismo fisiopatológico envolvido, que permitirá classificar em reator seletivo (indivíduo que reage a um único fármaco e a outros com estrutura química similar), ou reator múltiplo ou intolerante cruzado (aquele que reage a múltiplos fármacos de estrutura química não relacionada). O cloridrato de benzidamina (CBZ) é um AINE de uso frequente e relativamente seguro, sem descrições de reações graves associadas ao seu uso. Atua inibindo as enzimas Prostaglandina Endoperoxidase H Sintase 1 e/ou 2, e a Fosfolipase A2. Em pacientes com história de reações aos AINEs, o teste de provocação é a ferramenta diagnóstica padrão ouro para confirmar ou excluir a reatividade cruzada a outros AINEs e definir um fármaco alternativo seguro. Descreveremos um caso raro de anafilaxia ao CBZ durante teste de provocação oral.

Palavras-chave: Benzidamina, anti-inflamatórios não esteroidais, hipersensibilidade a drogas, anafilaxia.

CARTA AO EDITOR

14 - Hipersensibilidade a ácaros e dermatite atópica

House dust mite hypersensitivity and atopic dermatitis

Cristine S. Rosario; Nelson A. Rosario Filho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):319-320

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Imagens em Alergia e Imunologia

15 - Tatuagens: de temporárias a permanentes

Tattoos: from temporary to permanent

Catarina Oliveira Pereira; Dulce Helena Saraiva dos Santos; Agostinho Silva Fernandes; Filipa Inês de Sousa Vela Cunha

Braz J Allergy Immunol.2017;1(3):321-324

Resumo PDF Português

A realização de tatuagens temporárias é frequente, sendo percebida como inofensiva. A tinta usada deriva da henna, pigmento castanho-avermelhado obtido de uma planta. No entanto, para obter "henna negra" e facilitar a realização da tatuagem, são adicionados outros compostos, mais frequentemente a parafenilenodiamina. Esta está associada a reações alérgicas, por vezes graves e com sequelas. Os autores apresentam um caso de uma criança de 10 anos com uma reação alérgica exuberante com provável sobreinfecção bacteriana em local de tatuagem temporária. Havia história de sensibilização prévia, pelo que a reação foi precoce e mais agressiva. Os sinais inflamatórios francos motivaram o internamento sob corticoterapia sistêmica e antibioticoterapia endovenosa. Apesar da boa evolução clínica, permaneceu uma lesão hipopigmentada sequelar. Pretende-se alertar para os perigos desta realidade e também para a falta de legislação existente.

Palavras-chave: Dermatite alérgica de contato, tatuagem, fenilenodiaminas.

Dezembro 2017 - Volume 1  - Número 4

Editorial

1 - Os primeiros passos dos Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia

The first steps of the Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia journal

Pedro Giavina-Bianchi, Antônio Condino Neto, Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho, Ernesto Akio Taketomi, Fábio Chigres Kuschnir, Gustavo Falbo Wandalsen, Herberto José Chong Neto, Régis de Albuquerque Campos

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):325-326

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ARTIGO ESPECIAL

2 - O atendimento médico de pacientes com doenças imunoalérgicas no Brasil: reflexões e propostas para a melhoria - Carta de Belo Horizonte

Caring for patients with immunoallergic diseases in Brazil: reflections and proposals for improvement - The Belo Horizonte Charter

Faradiba S. Serpa, Álvaro A.S. Cruz, Antonio Condino Neto, Eduardo Costa F. Silva, Jackeline Motta Franco, Janaína M. Lima Mello, Marilyn Urrutia-Pereira, Marta de Fátima Guidacci, Regina S.W. Di Gesu, Norma de Paula M. Rubini, Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):327-334

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Artigos de Revisão

3 - Uso de corticoides e anti-histamínicos na prevenção da anafilaxia: uma revisão bibliométrica

Use of corticosteroids and antihistamines in the prevention of anaphylaxis: a bibliometric review

Maria Cecília Barata dos Santos Figueira, Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):335-341

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4 - Biomarcadores na dermatite atópica

Biomarkers in atopic dermatitis

Messias E. Faria, Vanessa C.E.S.A. Orso, Isabela A. R. Lisciotto, Cybele C. Faria, Messias E.F. Filho, Bárbara T.G. Soares, Marina A. de Siqueira

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):342-348

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5 - Medicina de precisão na asma

Precision medicine in asthma

Ataualpa Pereira dos Reis, José Augusto Nogueira Machado

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):349-356

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6 - Dermatite autoimune à progesterona

Autoimmune progesterone dermatitis

Danilo Gois Gonçalves, Jorge Kalil, Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):357-362

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7 - Esofagite eosinofílica: um conceito em evolução?

Eosinophilic esophagitis: an evolving concept?

Fernanda Marcelino da Silva Veiga, Ana Paula Beltran Moschione Castro, Cristiane de Jesus Nunes dos Santos, Mayra de Barros Dorna, Antonio Carlos Pastorino

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):363-372

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Artigos Originais

8 - Incidência aumentada de haplótipo de HLA de classe II na anafilaxia grave secundária à carboplatina

Increased incidence of a class II HLA haplotype in severe anaphylaxis secondary to carboplatin

Violeta Régnier Galvão, Elizabeth Phillips, Mariana Castells, Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):373-378

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9 - Estudo do perfil proteico e reatividade imunoquímica dos extratos dos ácaros D. farinae, D. pteronyssinus e B. tropicalis na cidade do Rio de Janeiro, Brasil

Study of protein profile and immunochemical reactivity for extracts of D. farinae, D. pteronyssinus and B. tropicalis mites in the city of Rio de Janeiro, Brazil

Francisca das Chagas Sobral Silva Mihos, Patrícia Ribeiro Pereira, Anderson Bruno de Almeida Matos, Caio Velloso Mergh, Maria Queiroz da Cruz

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):379-386

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10 - Avaliação dos fatores de risco associados ao broncoespasmo induzido pelo exercício em crianças e adolescentes sem diagnóstico prévio de asma

Assessment of risk factors associated with exercise-induced bronchospasm in children and adolescents without prior diagnosis of asthma

Luciana Oliveira e Silva, Patricia Leão da Silva, Morgana Borges Silva, Nadia Cheik

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):387-394

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11 - Respirador bucal e alterações craniofaciais em alunos de 8 a 10 anos

Mouth breathing and craniofacial alterations in students aged 8 to 10 years

Claudia Salvini Barbosa Martins da Fonseca, Maria de Fátima Pombo March, Clemax Couto Sant'Anna

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):395-402

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12 - Características de pacientes asmáticos com bronquiectasias

Characteristics of asthmatic patients with bronchiectasis

João Paulo de Assis, Gabriella Melo Fontes Silva Dias, Giane Cristina de Moraes Garcia, Jorge Kalil, Pedro Giavina-Bianchi, Rosana Câmara Agondi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):403-409

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Comunicações Clínicas e Experimentais

13 - Hipersensibilidade a anti-inflamatórios não esteroidais em crianças: relato de dois casos e revisão das novas classificações

Hypersensitivity reactions to nonsteroidal anti-inflammatory drugs in children: report of two cases and review of new classifications

Mara Morelo Rocha Felix, Gladys Reis e Silva de Queiroz, Carolina Sanchez Aranda, Marcelo Vivolo Aun, Ullissis Pádua de Menezes, Adriana Teixeira Rodrigues, Inês Cristina Camelo-Nunes, Monica Soares de Souza, Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho, Maria Fernanda Malaman

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):410-416

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14 - DRESS: relato de caso com estudo genético

DRESS syndrome: case report with genetic testin

Maria Inês Perelló Lopes Ferreira, Eduardo Costa de Freitas Silva, Luís Cristóvão Pôrto, Maria de Fátima Guimarães Scotelaro Alves, Anna Carolina Arraes, Assunção de Maria Castro, Sonia Conte, Denise Lacerda Pedrazzi, Gabriela Coelho Dias

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):417-421

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15 - Síndrome de Wiskott-Aldrich com plaquetas de volume normal

Wiskott-Aldrich syndrome with normal-sized platelets

Danddara Morena Gonçalves Silveira, Sarah Angelica Maia, Camila Forestiero, Gesmar Rodrigues Silva Segundo, Débora Carla Chong-Silva, Herberto Jose Chong Neto, Carlos Antônio Riedi, Troy R. Torgerson, Nelson Augusto Rosário

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):422-426

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16 - Um caso de alergia a romã e a noz - qual o papel da proteína de transferência lipídica Pru p 3?

A case of allergy to pomegranate and walnut: what is the role of lipid transfer protein Pru p 3?

Alexandra Fernandes, Cristina Madureira, Sylvia Jacob, Susana Lopes, Fernanda Carvalho

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):427-430

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Imagens em Alergia e Imunologia

17 - Erupção variceliforme de Kaposi: subdiagnóstico

Eczema herpeticum: a missing diagnosis

Andressa Zanandréa, Cláudia Castilho Mouco, Mara Giavina-Bianchi, Pedro Giavina-Bianchi

Braz J Allergy Immunol.2017;1(4):431-433

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2018 Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

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