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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Número Atual:  Outubro-Dezembro 2017 - Volume 1  - Número 4


Artigo de Revisão

Uso de corticoides e anti-histamínicos na prevenção da anafilaxia: uma revisão bibliométrica

Use of corticosteroids and antihistamines in the prevention of anaphylaxis: a bibliometric review

Maria Cecília Barata dos Santos Figueira; Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho


DOI: 10.5935/2526-5393.20170050

Hospital das Clínicas, UFPE, Centro de Pesquisas em Alergia e Imunologia Clínica - Recife, PE, Brasil


Endereço para correspondência:

Maria Cecília Barata dos Santos Figueira
E-mail: mcbsfigueira@gmail.com


Submetido em: 15/08/2017
Aceito em: 02/10/2017
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.

RESUMO

Apesar de pouca evidência, é comum a prescrição de corticoides e anti-histamínicos como preventivos de anafilaxia. O objetivo deste estudo foi realizar uma análise bibliométrica sobre o uso de esteroides e anti-histamínicos como medicamentos preventivos de anafilaxia. Para tanto, foi realizada busca ativa de artigos publicados até outubro de 2016 na base de dados Scopus contendo os termos "anaphylaxis and prevention and steroid or antihistaminic" nos campos título, resumo e palavra-chave. Realizada a leitura dos artigos selecionados, na íntegra, com busca específica do foco do estudo, que foi sobre o uso de corticoide e/ou anti-histamínico na prevenção da anafilaxia. Foram encontrados 292 artigos publicados até outubro 2016 na base de dados Scopus. Ao realizar busca dos 104 artigos completos elegíveis, foram incluídos no estudo apenas 49 artigos pela referência explícita aos medicamentos do foco de estudo como possíveis preventivos, e por serem estudos mais recentes, com disponibilidade e digitalização existentes. Nenhum dos 49 artigos lidos na íntegra abordou especificamente o papel dos corticoides e/ou anti-histamínicos na prevenção da anafilaxia. No momento, não há na literatura evidência de que o uso de corticoides e anti-histamínicos seja benéfico ou traga malefício na prevenção da anafilaxia.

Palavras-chave: Anafilaxia, antagonistas dos receptores histamínicos, corticosteroides.




INTRODUÇÃO

A anafilaxia é uma reação sistêmica, IgE mediada e potencialmente fatal. Ocorre pela liberação de mediadores como histamina pelos mastócitos e basófilos após exposição a um alérgeno1. As reais incidência e prevalência são desconhecidas, porém revisão sistemática europeia encontrou uma prevalência estimada de 0,3%2. Apesar do número de casos e de internamentos ter apresentado aumento nos últimos anos a mortalidade se mantem estável e menor que 0,001%3,4. Levantamento realizado no Brasil encontrou como principais desencadeantes, respectivamente, drogas, alimentos e insetos5, enquanto dados da epidemiologia mundial referem os alimentos como o principal gatilho6,7.

O tratamento da anafilaxia deve ser realizado com a adrenalina intramuscular, que por seus efeitos alfa e beta-adrenérgicos, promove aumento da pressão arterial (efeito inotrópico e cronotrópico positivos, vasoconstricção seletiva), redução do angioedema e broncodilatação. A segunda linha de tratamento consiste em remover o desencadeante, chamar ajuda, posicionar adequadamente o paciente, promover suporte de oxigênio e de volume e beta-2 agonista de curta ação inalado. Os corticoides e anti-histamínicos são apenas drogas de segunda ou até terceira linha no tratamento da anafilaxia. Os mesmos podem retardar a administração da adrenalina, não são salvadoras na anafilaxia e apresentam início de ação lento8-12.

Os anti-histamínicos H1 diminuem a permeabilidade capilar (edema), atuam nas terminações nervosas (prurido) e suprimem a secreção de algumas glândulas exócrinas (lacrimejamento e rinorreia). Apesar de provocarem relaxamento da musculatura lisa, quase não apresentam efeito benéfico no broncoespasmo. Quando administrados por via oral, atingem o nível máximo plasmático em 2-3 horas. Os corticoides possuem efeito anti-inflamatório, porém o início desta ação ocorre apenas de 4 a 6 horas após a administração10,12. Apesar desses potenciais efeitos benéficos, revisões sistemáticas da Cochrane não encontraram evidências relevantes do uso de corticoide ou anti-histamínico no tratamento da anafilaxia. Desta forma, no momento não há recomendações para indicar ou contraindicar o uso dessas medicações no manejo da anafilaxia13,14.

Em relação à prevenção, os últimos guidelines recomendam medidas como acompanhamento com alergista, evitar o agente implicado, possuir plano de ação escrito, portar dispositivo de adrenalina autoinjetável quando há história prévia de anafilaxia e a realização de imunoterapia ou dessensibilização em casos selecionados6-9,11,15-19. O uso de corticoides e anti-histamínicos como pré-medicação na prevenção da anafilaxia é controverso.

Apesar de pouca evidência, é comum a prescrição destes medicamentos como preventivos de anafilaxia. O objetivo deste estudo foi, portanto, realizar uma análise bibliométrica sobre o uso de esteroides e anti-histamínicos como medicamentos preventivos de anafilaxia.

 

MÉTODOS

Realizada busca ativa de artigos na base de dados Scopus contendo os termos "anaphylaxis and prevention and steroid or antihistaminic", publicados até outubro 2016, nos campos título, resumo e palavra-chave.

Os artigos encontrados tiveram os resumos lidos pelos dois autores, que excluíram os artigos publicados em outra língua que não o inglês, estudos em animais, e aqueles que claramente não abordavam a prevenção da anafilaxia.

Após esta fase, foi realizada a leitura dos artigos selecionados, na íntegra, com busca específica do foco do estudo, que foi sobre o uso de corticoide e/ ou anti-histamínico na prevenção da anafilaxia.

 

RESULTADOS

Através da busca realizada com as palavras-chave selecionadas, foram encontrados 292 artigos publicados até outubro 2016, na base de dados Scopus.

Após a primeira leitura do título dos artigos pelos autores, foram excluídos 44 estudos que não apresentavam resumos disponíveis, 9 artigos que foram redigidos em outra língua que não o inglês, e 135 que não correspondiam ao tema na avaliação dos autores. Nenhum dos estudos se referia a animais.

Ao realizar busca dos 104 artigos completos elegíveis, foram incluídos no estudo apenas 49 artigos pela referência explícita aos medicamentos do foco de estudo como possíveis preventivos, e por serem estudos mais recentes, com disponibilidade e digitalização existentes.

Nenhum dos 49 artigos lidos na íntegra abordou especificamente o papel dos corticoides e/ou antihistamínicos na prevenção da anafilaxia. Inclusive, 24 sequer fizeram qualquer referência ao tema. Na Figura 1 temos o número de publicações sobre prevenção de anafilaxia por ano.

 


Figura 1 Número de publicações encontradas (referentes à prevenção de anafilaxia) por ano

 

Três artigos afirmaram que o uso de corticoide e anti-histamínico não previne a anafilaxia durante a anestesia, exame com meio de contraste ou por alimentos20-22. Por outro lado, sete artigos recomendaram o uso da associação corticoide e antihistamínico em casos selecionados na prevenção de anafilaxia por contraste, perioperatória e a determinados fármacos23-28. Um artigo recomendou o uso de corticoide na prevenção de anafilaxia por contraste radiológico29, enquanto dois recomendaram o uso de anti-histamínico também na prevenção de anafilaxia por contraste radiológico, e durante imunoterapia com duas drogas na anafilaxia por meio de contraste35. veneno de insetos30,31.Três trabalhos encontraram al-Além disso, doisautores acham duvidoso o papel dos gum benefício dos anti-histamínicos na prevenção de anti-histamínicos na prevenção da anafilaxia, e sete anafilaxia a algumas drogas e durante imunoterapia estudos questionam qualquer papel da associação na com veneno de inseto32-34, e um da associação das prevenção da anafilaxia29,36-43 (Figura 2, Tabelas 1 e 2).

 


Figura 2 Recomendações quanto ao uso de corticoides e/ou anti-histamínicos na prevenção da anafilaxia

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

Segundo os últimos protocolos, os anti-histamínicos e os corticoides podem ser utilizados para diminuir a gravidade das reações na anafilaxia perioperatória7,19 e na anafilaxia idiopática (diminuindo também sua frequência), e não parece haver benefício na anafilaxia induzida pelo exercício6,7,19. O presente estudo encontrou dados conflitantes em relação à prevenção da anafilaxia perioperatória. Alguns autores recomendam essa prática tanto em procedimentos eletivos quanto em pacientes de alto risco26,44, enquanto outros afirmam que a mesma não pode prevenir anafilaxia com segurança20,36, e que seu papel na prevenção de anafilaxia é controverso37,42. Nenhum dos artigos recomenda ou condena o uso da associação na prevenção da anafilaxia idiopática ou induzida por exercício, porém, um ressaltou que não existe evidência suficiente do uso de anti-histamínicos e corticoides isolados ou em associação na prevenção deste último tipo de anafilaxia41.

Apesar do uso da pré-medicação ser discutível na prevenção de anafilaxia por contraste radiológico, a maioria dos protocolos sugere uso em casos selecionados, como por exemplo em pacientes com história prévia de anafilaxia6-8,15,16,18,19. Os resultados do presente estudo são compatíveis com o que foi encontrado na literatura23-26,28,29,44, no entanto alguns autores afirmam que há poucos dados na literatura para que esta recomendação seja feita com segurança, ou que seja utilizada de rotina22,38,39. Não está bem definido também quais seriam esses pacientes de maior risco, nem quais drogas e em que posologia deveriam ser utilizadas.

Há evidências de que a adrenalina utilizada isoladamente antes da infusão de soro antiofídico poderia diminuir o risco anafilaxia8,15,16,18,45,46.

Os protocolos dos últimos anos pouco abordam o papel da pré-medicação na prevenção da anafilaxia, principalmente durante imunoterapia ou dessensibilização, apesar de na prática essas medidas serem algumas vezes utilizadas para prevenir reações adversas. O Consenso Internacional de Anafilaxia de 2014 ressalta que nenhum guideline recente aborda o uso de pré-medicação na imunoterapia com veneno de inseto, apesar de estudo com antihistamínico H1 durante imunoterapia com veneno de abelha ter diminuído o número de reações16,47. O guideline da Organização Mundial de Alergia (World Allergy Organization - WAO) de 2012 cita o uso de anti-histamínico H1 ou anti-IgE como pré-tratamento na imunoterapia para veneno de inseto para possível prevenção de reações adversas18,48,49. Um dos estudos encontrados evidenciou menos efeitos locais e sistêmicos nos pacientes que receberam pré-medicação com anti-histamínico H1 antes da imunoterapia com veneno de Hymenoptera 34, e outro, inclusive, recomenda o uso desta medicação com esse objetivo31.

 

CONCLUSÃO

No momento, não há na literatura evidência de que o uso de corticoides e anti-histamínicos seja benéfico ou traga malefício na prevenção da anafilaxia. Alguns estudos, porém, mostram dados conflitantes em relação ao pré-tratamento com estas drogas individualmente ou em associação na prevenção da anafilaxia perioperatória, por radiocontraste e durante imunoterapia com veneno de insetos. Apesar da prevenção de anafilaxia com anti-histamínicos e corticoides ser bastante utilizada na prática clínica, é importante que o médico alergista reconheça que ainda não existe robustez bibliométrica que ancore esta conduta.

 

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