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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Número Atual:  Fevereiro 2013 - Volume 1  - Número 1

Nota do Editor

1 - Brazilian Journal of Allergy and Immunology: no caminho da internacionalização

Brazilian Journal of Allergy and Immunology: on its way to internationalization

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):1-2

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Editorial

2 - Alergia, obesidade, microbiota e transplante de fezes: o que isto significa para nossa saúde?

Allergy, obesity, microbiota, and fecal transplantation: what do they mean to our health?

L. Karla Arruda; Cristina Miuki Abe Jacob

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):3-4

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Artigos de Revisão

3 - Hipótese da biodiversidade explicando o aumento dos transtornos inflamatórios crônicos - alergia e asma entre eles - em populações urbanizadas?

Biodiversity hypothesis explaining the rise of chronic inflammatory disorders - allergy and asthma among them - in urbanized populations?

Tari Haahtela; Leena von Hertzen; Ilkka Hanski

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):5-7

Resumo PDF Português PDF Inglês

Comensais humanos não são mais considerados como espectadores passivos ou passageiros temporários, mas cada vez mais como participantes ativos e essenciais no desenvolvimento e manutenção da função de barreira e da tolerância imunológica. Uma redução súbita na abundância e/ou na diversidade desses micro-organismos, outrora ubíquos, pode ter levado a falhas em regular e restaurar respostas imunes e inflamatórias apropriadas. Evidências indicam que alterações na microbiota nativa se correlacionam com doenças inflamatórias, e sabe-se que inflamação é aspecto fundamental de condições clínicas como asma e doenças alérgicas, doenças autoimunes e muitas formas de câncer. Este artigo de revisão focaliza na nova "hipótese da biodiversidade", que pode ser considerada como uma extensão da hipótese da higiene e privação microbiana, ou hipótese da microbiota. Segundo a mesma, o crescimento populacional (urbanização) leva à perda da biodiversidade (macrobiota/microbiota pobre), microbiota humana pobre (disbiose), disfunção imune (baixa tolerância), inflamação e, finalmente, à doença clínica.

Palavras-chave: Hipótese da biodiversidade, microbiota, tolerância imunológica, asma, doenças alérgicas, inflamação.

4 - As múltiplas faces da anafilaxia: anafilaxia induzida por exercício e anafilaxia idiopática

The multiple faces of anaphylaxis: exercise-induced anaphylaxis and idiopathic anaphylaxis

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):8-13

Resumo PDF Português

A anafilaxia é uma reação grave que pode ter fatores desencadeantes diversos. É frequentemente associada a mecanismos alérgicos e/ou imunológicos, e requer pronto tratamento, pois em geral é de instalação rápida, progressiva, sendo potencialmente fatal. Anafilaxia induzida por exercício e anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento são condições raras, mas potencialmente ameaçadoras à vida, nas quais a associação com o exercício é essencial. Atividades desencadeantes podem ser atividades físicas leves, bem como exercícios vigorosos. Na anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, a combinação de ingestão do alimento sensibilizante e o exercício é necessária para induzir os sintomas. Alimentos sensibilizantes comuns são: trigo, frutos do mar (particularmente camarão), amendoim, leite de vaca, soja, e farinhas contaminadas com ácaros. Anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamentos pode também ocorrer; anti-inflamatórios não-esteroidais e antibióticos são desencadeantes frequentes desta condição. Aspectos clínicos e manejo do episódio agudo de anafilaxia induzida por exercício não diferem de forma significante de outros tipos de anafilaxia. Anafilaxia idiopática é diagnosticada por exclusão de outros tipos de anafilaxia de etiologia conhecida. Na anafilaxia idiopática, degranulação de mastócitos foi documentada, com liberação de histamina e triptase. Este artigo de revisão descreve os aspectos clínicos, diagnóstico e manejo da anafilaxia induzida por exercício, anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamento, e anafilaxia idiopática.

Palavras-chave: Anafilaxia, anafilaxia induzida por exercício, anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamento, epinefrina autoinjetora.

5 - Fatores de risco associados à rinite alérgica e à asma em crianças

Risk factors associated with allergic rhinitis and asthma in children

Sílvia Paschoalini Azalim; Antonio Leite Alves Radicchi; Paulo Augusto Moreira Camargos; José Dirceu Ribeiro; Eliane Dias Gontijo

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):14-22

Resumo PDF Português

O objetivo deste artigo é apresentar os resultados de estudos sobre os fatores de risco intradomicilares e extradomiciliares associados à rinite alérgica e/ou a asma em crianças e adolescentes. Utilizaram-se bancos de dados eletrônicos do MEDLINE, LILACS e do HIGHWIRE e busca direta para a seleção de artigos publicados entre 1990 e 2011. Os fatores intradomiciliares associados à prevalência de rinite alérgica e asma foram o tabagismo materno durante a gestação (valores médios de OR em torno de 1,8), tabagismo passivo (OR em torno de 1,6) e a presença de mofo visível nas paredes das residências (OR em torno de 1,3). Resultados contraditórios foram encontrados quanto à associação dos poluentes ambientais, PM10, SO2, O3, NO2 e CO, pois o OR variou de 0,7 a 1,3. Como a exposição a poluentes ambientais mostrou-se contraditória com as doenças estudadas, parece prudente a adoção de medidas de controle ambiental direcionadas principalmenteparaa cessação dotabagismomaterno duranteagestaçãoe reduçãoda exposição ao mofo nas residências. Outros estudos são necessários para se estabelecer o papel de outros aeroalérgenos e dos poluentes ambientais na prevalência da rinite alérgica e da asma..

Palavras-chave: Rinite alérgica, asma, prevalência, fatores de risco, poluentes do ar, poluição por fumaça de tabaco.

6 - Neutropenia congênita

Congenital neutropenia

Paolo Ruggero Errante; Josias Brito Frazão; Antônio Condino Neto

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):23-38

Resumo PDF Português

Buscamos aqui revisar os mecanismos imunopatológicos relacionados à neutropenia congênita. O termo neutropenia congênita é utilizado para designar uma série de distúrbios neutropênicos, de caráter permanente, intermitente, grave (< 500 neutrófilos/mm3 de sangue), ou moderado (entre 500-1.500 neutrófilos/mm3 de sangue), que podem acometer pele e mucosa do trato respiratório e gastrintestinal. Quando a neutropenia é diagnosticada, ela deve ser distinguida das formas adquiridas, incluindo a neutropenia pós-viral e a autoimune, da forma congênita, que pode ser uma enfermidade isolada ou fazer parte de uma doença genética. Cinquenta por cento das formas congênitas de neutropenia apresentam manifestação extra-hematopoiética com resposta imune adaptativa normal e infecções recorrentes no início da vida. O tratamento destes pacientes tem por objetivo o controle e a prevenção de infecções através do uso profilático de antibióticos, e outra forma de tratamento consiste na utilização de fator estimulador de colônia de granulócitos recombinante humano (rHUG-CSF), que aumenta o número de granulócitos, diminui o número infecções e melhora de forma significativa a sobrevida e qualidade de vida. A revisão foi realizada por levantamento bibliográfico de banco de dados obtidos através de pesquisa direta, LILACS, MEDLINE e capítulos de livros. A revisão literária demonstra a importância dos neutrófilos pela defesa do hospedeiro contra micro-organismos, e defeitos genéticos que envolvem estas células acarretam maior susceptibilidade a infecções microbianas em locais como pele e mucosa do trato respiratório e gastrintestinal. Estes defeitos genéticos dos neutrófilos envolvem o seu número, função, ou ambos. Como estes defeitos envolvendo fagócitos são de caráter congênito e hereditário, as crianças são os pacientes predominantes. Os neutrófilos apresentam um papel importante na imunidade inata, prevenindo o surgimento de infecções de repetição. O tratamento com rHUG-CSF aumenta o número de granulócitos, diminui o número de novas infecções e melhora de forma significativa a sobrevida e qualidade de vida. O transplante de células-tronco hematopoiéticas é indicado em casos refratários ao tratamento com rHUG-CSF que apresentam infecções recorrentes graves e resistência ao tratamento sem detecção de mielodisplasia/leucemia.

Palavras-chave: Neutropenia, neutropenia congênita, ELANE, G6PC3, síndrome de Shwachman-Diamond.

Artigos Originais

7 - Associação entre o ganho de peso e a prevalência e gravidade de sibilância e asma no primeiro ano de vida

Association between weight gain and the prevalence and severity of wheezing and asthma in the first year of life

Gustavo F. Wandalsen; Leila V. Borges; Nathália Barroso; Anna Carolina P. Navarro; Fabíola Suano-Souza; Elaine X. Prestes; Herberto Chong Neto; Nelson Rosário Filho; Ana Carolina Dela Bianca; Carolina S. Aranda; Décio Medeiros; Emanuel Sarinho; Lilian S. Moraes; Javier Mallol; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):39-44

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a relação entre diferentes padrões de ganho de peso no primeiro ano de vida e a prevalência e gravidade de sibilância e asma em crianças.
MÉTODOS: Foram analisadas as respostas ao questionário EISL de 9.159 pais moradores das cidades de São Paulo, Recife, Cuiabá, Curitiba e Belém. Os dados referidos do peso de nascimento e com um ano de vida foram convertidos em escore z (z). Foram considerados como tendo ganho de peso acelerado aqueles com diferença entre os pesos superior a 0,67 z, e ganho de peso excessivo aqueles com diferença superior a 2,01 z.
RESULTADOS: Ganho de peso acelerado foi observado em 55,7% dos lactentes, e ganho excessivo em 20,8%. Lactentes com ganho de peso acelerado apresentaram, de modo significante, maior prevalência de sibilância recorrente (18,9% vs 18,2%) e de hospitalização por sibilância (8,9% vs 7,5%). Entre os lactentes com ganho de peso excessivo houve, de modo significante, maior prevalência de hospitalização por sibilância (10,1% vs 7,8%) e do diagnóstico médico de asma (8,7% vs 7,3%). A presença de aleitamento materno por pelo menos seis meses foi associada de forma significante com menor prevalência de ganho de peso acelerado (45,2% vs 51,4%).
CONCLUSÕES: A maioria dos lactentes avaliados apresentou ganho de peso superior ao esperado durante o primeiro ano de vida. Ganho de peso acelerado e ganho de peso excessivo no primeiro ano de vida foram associados a formas mais graves de sibilância, enquanto que o ganho de peso excessivo foi associado ao diagnóstico médico de asma, independentemente da presença do aleitamento materno.

Palavras-chave: Asma, sibilância, lactentes, ganho de peso.

8 - Sensibilização a aeroalérgenos em pacientes com suspeita de alergia respiratória atendidos na rede pública e privada no município de Aracaju

Sensitization to inhalant allergens in patients with suspected respiratory allergy treated at public and private health care clinics in the city of Aracaju

Allisson M. Oliveira; Enaldo V. Melo; Glauber A. Nunes; Jackeline M. Franco; Mario A. dos Santos; Silvia de M. Simões

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):45-50

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Identificar e comparar os padrões de sensibilização a alérgenos inalantes entre pacientes com suspeita de alergias respiratórias atendidos em ambulatórios públicos e privados do município de Aracaju.
MÉTODOS: Foram analisados 1.514 resultados de testes cutâneos (TC) de punctura, realizados de abril de 2006 a setembro de 2009. Destes, 872 TC foram realizados em consultório de setor privado, e 642 nos ambulatórios do setor público. Os extratos alergênicos utilizados em TC foram: Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae, Blomia tropicalis, Periplaneta americana, Blattella germanica, penas, mistura de fungos e epitélios de cão e de gato.
RESULTADOS: Asensibilização a pelo menos um alérgeno foi de 55% (58,4% no setor privado vs 50,3% no setor público; p < 0,05). Houve predomínio de TC positivos para ácaros domiciliares (total 53%; 57,3% vs. 47,2%; p < 0,0001), seguido de baratas (total 19,9%; 22,1% vs. 16,8%; p < 0,05) e animais domésticos (total 18,4%; 24,4% vs. 10,3%; p < 0,0001). Foram encontradas frequências significativamente maiores de TC positivos no setor privado quando comparado ao setor público para D. farinae (50,1% vs. 37,5%; p < 0,0001), D. pteronyssinus (47,7% vs. 35,7%; p < 0,0001), B. tropicalis (50,8% vs. 35,5%; p < 0,0001), epitélio de gato (18,1% vs. 6,2%; p < 0,0001), epitélio de cão (12,0% vs. 4,2%; p < 0,0001), penas (4,8% vs. 2,6%; p = 0,03) e B. germanica (16,1% vs. 11,5%; p = 0,01). Não se observou diferença significante quanto à sensibilização a fungos do ar e a P. americana.
CONCLUSÃO: Ácaros domiciliares, baratas e animais domésticos foram as principais fontes de sensibilização alérgica na população estudada. Indivíduos atendidos no setor público apresentaram menor frequência de sensibilização a alérgenos inalantes quando comparados àqueles atendidos em clínica privada na cidade de Aracaju.

Palavras-chave: Sensibilização, alérgenos inalantes, ácaros, doenças alérgicas.

9 - Determinação de IgE específica in vivo e in vitro após a imunoterapia específica com veneno de himenópteros: é parâmetro para avaliação do sucesso do tratamento?

In vivo and in vitro specific IgE determination after specific immunotherapy with Hymenoptera venom: parameter to evaluate treatment success?

Cynthia Mafra Fonseca de Lima; Alexandra Sayuri Watanabe; Jorge Kalil; Fábio Fernandes Morato Castro; Clóvis Eduardo Santos Galvão

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):51-55

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Comparar os níveis séricos de anticorpos IgE veneno-específicos e a reatividade em testes cutâneos antes e após 3 anos de imunoterapia específica com veneno de himenópteros.
MÉTODO: Pacientes foram selecionados para imunoterapia de acordo com a história clínica e pesquisa de anticorpos IgE veneno-específicos (ImmunoCap, Phadia, Brasil) e testes cutâneos (prick test e intradérmico). Após 3 anos de imunoterapia, os pacientes foram avaliados sobre ferroadas acidentais e foram repetidos a IgE sérica e o teste cutâneo.
RESULTADOS: Trinta e cinco pacientes foram avaliados. Dos que fizeram imunoterapia com veneno de abelha, 56% tiveram diminuição dos níveis de IgE por ImmunoCap, 71% permaneceram com teste cutâneo positivo, e 5% apresentaram sensibilização ao veneno de vespa, que não havia sido detectada na avaliação inicial. Para os que fizeram imunoterapia com veneno de vespa, 80% tiveram diminuição no nível de IgE sérica, 88% apresentaram teste cutâneo negativo, e 5% apresentaram sensibilização ao veneno de abelha. Dos que fizeram imunoterapia com veneno de formiga, 92% tiveram diminuição dos níveis de IgE sérica específica, 78% permaneceram com teste cutâneo positivo, e 10%, apresentaram sensibilização para abelha e vespa. Não houve reação sistêmica dos pacientes que apresentaram ferroadas acidentais (86% dos pacientes alérgicos a abelha, 75% a vespa e 82% a formiga).
CONCLUSÃO: A imunoterapia por pelo menos 3 anos foi efetiva, pois todos os pacientes que foram ferroados acidentalmente não apresentaram reações sistêmicas. Nossos resultados também demonstraram que tanto a IgE sérica específica assim como os testes cutâneos não servem como parâmetros de sucesso no tratamento, pois a maioria permanece com positividade, no entanto sem reatividade clínica.

Palavras-chave: Imunoterapia com veneno, ferroada de inseto, Hymenoptera, anafilaxia, IgE específica.

10 - Avaliação da resposta clínica dos pacientes com imunodeficiência comum variável submetidos à vacinação com antígenos proteicos e polissacarídicos

Clinical evaluation of patients with common variable immunodeficiency before and after immunization with polysaccharide and protein antigens

Ana Karolina B.B. Marinho; Maíra Pedreschi; Andrea Cohon; Jorge Kalil; Myrthes T. Barros; Cristina M. Kokron

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):56-64

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a resposta clínica a imunização com antígenos proteicos e polissacarídicos após administração de vacinas de antígenos específicos (Pneumococo e Influenza H2N3 e H1N1) em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV) acompanhados no ambulatório de Imunodeficiências Primáriasdo Serviço de Imunologia Clínica e Alergia, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
MÉTODOS: Os pacientes foram diagnosticados segundo critérios da OMS, PAGID e ESID. Os pacientes foram vacinados contra Influenza H2N3, Influenza H1N1 e Pneumococo. A avaliação clínica foi realizada a partir de um escore clínico no qual os parâmetros considerados foram: pneumonias, sinusites, otite média aguda, infecções de vias aéreas superiores virais (IVAS), amigdalite, diarreia, bronquiectasias, hospitalizações, uso de antibiótico terapêutico, uso de antibiótico profilático, sepse e meningite. Avaliação do escore clínico foi realizada durante o ano que precedeu a vacinação e um ano após a administração das vacinas.
RESULTADOS: Participaram do estudo 45 pacientes (51% mulheres), com idade entre 20 a 78 anos (média 36,3 anos). Observamos mediana de 7 anos de retardo no diagnóstico dos pacientes com ICV. IVAS, pneumonias e sinusites foram as manifestações infecciosas mais frequentes em mulheres (80%, 78% e 55% respectivamente). IVAS, sinusites e pneumonias foram os achados mais frequentes em homens (78%, 65% e 35% respectivamente). Houve redução significativa do escore clínico em relação ao número de sinusites e IVAS após a administração das vacinas (p < 0,001).
CONCLUSÕES: Observamos redução do número de infecções, especialmente sinusites e IVAS no ano posterior à vacinação. Esta observação reforça o benefício da vacinação e sugere modificação na orientação quanto às indicações de vacinas nos pacientes com ICV.

Palavras-chave: Imunodeficiência comum variável, vacinas, infecções.

11 - Teste de contato atópico com aeroalérgenos: uma ferramenta promissora no diagnóstico da dermatite atópica

Atopy patch test with aeroallergens: a promising tool in the diagnosis of atopic dermatitis

Sérgio Duarte Dortas Junior; Soloni Afra Pires Levy; Andrea Huguenim Silva Pires; Augusto Tiaqui Abe; Solange Oliveira Rodrigues Valle; Vilma Perez Coelho; Ludwig Ruppert Hahnstadt; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):65-70

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Avaliar a padronização do método com relação à concentração do aeroalérgeno, tempo de oclusão, de interpretação; e determinar a especificidade e a sensibilidade do teste de contato alérgico (TCA) em relação ao teste por puntura e a dosagem de IgE específica, na verificação da sensibilização a ácaros em crianças com dermatite atópica (DA).
MÉTODOS: Foram selecionadas 72 crianças com idade entre 2 e 12 anos, acompanhadas no ambulatório de alergia do Hospital São Zacharias. Estas foram submetidas a teste de puntura, dosagem de IgEs específicas e TCA para ácaros (Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis). Os testes foram realizados em 3 grupos: (1) DA com ou sem rinite e asma, (2) Rinite e/ou asma sem DA, (3) Saudáveis (controle).
RESULTADOS: No grupo 1, 40% dos pacientes apresentaram reação positiva. A sensibilidade foi maior nos pacientes com maior tempo de exposição (48 h e 72 h). No grupo 2, o TCA foi mais específico que sensível para todos os extratos, com aumento da sensibilidade quanto maior o tempo de exposição (72 h). No grupo 3, apenas 8,3% apresentaram positividade a algum aeroalérgeno do TCA.
CONCLUSÃO: O TCA mostrou ter valor diagnóstico em relação às reações de fase tardia a ácaros (D. pteronyssinus, D. farinae e B. tropicalis), com elevada especificidade. Ele demonstrou ser um teste confiável quando comparado aos resultados do grupo controle.

Palavras-chave: Dermatite atópica, teste de contato atópico, ácaros.

Programa de Educação Médica Continuada

12 - Programa de Educação Médica Continuada

Braz J Allergy Immunol.2013;1(1):71-72

PDF Português

Número Atual:  Abril 2013 - Volume 1  - Número 2

Nota do Editor

1 - Profª Ruby Pawankar é a nova editora associada internacional do BJAI: estreitando vínculo ASBAI-WAO

Prof. Ruby Pawankar new International Associate Editor for BJAI: strengthening bonds between ASBAI and WAO

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(2):73-74

PDF Português

Editorial

2 - Nova ASBAI para os seus associados: bem-vindos a Belém!

New ASBAI for its members: welcome to Belém!

L. Karla Arruda; Maria das Graças Franco Daguer; Fábio Fernandes Morato Castro

Braz J Allergy Immunol.2013;1(2):75-76

PDF Português

XL Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia

3 - Temas Livres

Braz J Allergy Immunol.2013;1(2):77-86

PDF Português

4 - Pôsteres

Braz J Allergy Immunol.2013;1(2):87-132

PDF Português

Número Atual:  Junho 2013 - Volume 1  - Número 3

Editorial

1 - Corticosteroides tópicos: lobo em pele de cordeiro?

Topical glucocorticoids: wolf in sheep's clothing?

L. Karla Arruda; Emanuel S.C. Sarinho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):133-137

PDF Português

Artigos de Revisão

2 - Asma na gravidez: atualização no manejo

Asthma in pregnancy: current management

Mauro M. de Aguiar; José A. Rizzo; Maria E.P.L. e Silva Lima; Elias F. de Melo Junior; Emanuel S.C. Sarinho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):138-142

Resumo PDF Português

A asma é doença crônica frequente na gestação, cujo descontrole encontra-se associado a desfechos maternos e perinatais desfavoráveis. O manejo da doença apresenta desafios, tais como a resistência das pacientes em utilizar medicações durante a gravidez, além de queixas frequentes de dispneia associada ao estado gravídico, não relacionada à asma. O objetivo do presente trabalho foi revisar os conhecimentos atuais sobre asma na gravidez. As fontes de dados foram revisões e artigos originais publicados nos últimos 12 anos e indexados nas bases de dados PubMed, SciELO e Lilacs. As conclusões deste artigo de revisão indicam que o controle adequado da asma juntamente com a vigilância obstétrica cuidadosa devem ser integrados e constituir objetivo global do tratamento de gestantes asmáticas. O tratamento medicamentoso permite o uso de algumas medicações utilizadas em pacientes não gestantes.

Palavras-chave: Asma, gravidez, dispneia, tratamento.

3 - Fatores de risco para morte por asma

Risk factors for death from asthma

Andréia G.O. Fernandes; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado; Álvaro A. Cruz

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):143-148

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Revisar a literatura quanto a fatores de risco associados a mortes por asma e estratégias utilizadas para prevenção de óbito entre asmáticos.
MÉTODOS: Revisão narrativa a partir dos principais artigos abordando o tema de interesse em português e inglês, publicados nos últimos 30 anos, selecionados nos seguintes bancos de dados: MEDLINE, SciELO, Lilacs e BIREME. Fontes complementares de pesquisa foram os sítios da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil.
RESULTADOS: A asma é responsável por uma elevada morbidade, resultando em hospitalizações, asfixia recorrente e mortes prematuras, passíveis de prevenção. Mortes por asma são consideradas eventos incomuns, sendo, na maioria das vezes, evitáveis se a doença, e particularmente sua exacerbação, for diagnosticada e tratada precocemente. Fatores biológicos e psicossociais e fatores relacionados à enfermidade, tais como os relativos à redução da função pulmonar dos pacientes, e ao seu tratamento, podem estar associados à ocorrência de óbito entre asmáticos. O diagnóstico precoce, o uso adequado dos medicamentos, e intervenções com abordagem educativa para obter adesão e uso adequado das medicações inalatórias, bem como a orientação sobre plano de ação para exacerbações, podem evitar hospitalizações e mortes.
CONCLUSÕES: A asma é uma doença crônica muito frequente. Quando não é controlada adequadamente pode resultar em hospitalizações e mortes, que podem ser prevenidas por estratégias terapêuticas eficazes e efetivas amplamente validadas, que incluem medicamentos e educação para o autocuidado supervisionado no tratamento imediato de exacerbações.

Palavras-chave: Asma, mortalidade, fatores de risco, prevenção.

4 - Imunoglobulina endovenosa em pacientes pediátricos e adultos em unidades de terapia intensiva com síndrome de resposta inflamatória sistêmica grave e/ou síndrome de disfunção de múltiplos órgãos

Intravenous immunoglobulin in pediatric and adult patients in intensive care units with systemic inflammatory response syndrome and/or multiple organ dysfunction syndrome

María Claudia Ortega López; Janna Dalel Arboleda Salaiman

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):149-154

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A literatura revela benefícios, em termos de sobrevivência, relacionados ao uso da imunoglobulina endovenosa em adultos com sepse hospitalizados em unidades de terapia intensiva, em comparação com pacientes tratados com placebo, ou com os que não sofreram intervenção. Em nossa prática clínica, alguns pacientes com sepse e/ou com síndrome de disfunção de múltiplos órgãos apresentam níveis de imunoglobulinas dentro das faixas utilizadas para interpretação do estado imunológico de indivíduos saudáveis. Desconhecemos se pacientes em estado crítico devido a infecção e inflamação poderiam ter a função das imunoglobulinas diminuída, a despeito de ter níveis de imunoglobulinas dentro da faixa de normalidade. O objetivo do presente artigo foi utilizar as informações dos resultados sobre segurança e eficácia publicados na literatura para intervenção com imunoglobulina humana endovenosa (IGIV), sobretudo em adultos com sepse e internados em unidades de terapia intensiva, numa tentativa de extrapolar os resultados para pacientes pediátricos com sepse e/ou com síndrome de disfunção de múltiplos órgãos, dando suporte ao seu uso durante as primeiras 12 e 24 horas em unidade de terapia intensiva pediátrica como coadjuvante, imunomodulador e anti-inflamatório, juntamente com a intervenção de rotina, em crianças com níveis "fisiologicamente normais" e/ou limítrofes baixos de IgG. Foram consultados os bancos de dados PubMed, MEDLINE e Cochrane de 1995 a 2011, com os seguintes termos: sepse, síndrome de disfunção orgânica múltipla, adultos, população pediátrica, unidade de terapia intensiva, e intervenção ou tratamento com imunoglobulina humana endovenosa.

Palavras-chave: Sepse, síndrome de disfunção de múltiplos órgãos, unidade de terapia intensiva pediátrica, imunoglobulina endovenosa, terapia.

Artigos Originais

5 - Avaliação da densidade mineral óssea em crianças com dermatite atópica moderada ou grave

Bone mineral density in children with moderate or severe atopic dermatitis

Ariana C. Yang; Vanessa R.A. Penterich; Rosa M.R. Pereira; Liliam Takayama; Marise Lazaretti-Castro; Jorge Kalil; Fábio F.M. Castro

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):155-162

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Determinar o impacto da Dermatite Atópica (DA) no estado nutricional e metabolismo ósseo em crianças.
MÉTODOS: Quarenta e nove crianças com DA moderada ou grave (4-12 anos) e 48 crianças saudáveis foram avaliadas por z-escore altura/idade, z-escore peso/idade, z-escore IMC, duração e gravidade da doença, uso de Glicocorticoides (GC) tópico e parâmetros ósseos. Conteúdo mineral ósseo (CMO), densidade mineral óssea (DMO) e z-escores foram medidos por absormetria de dupla emissão de raios-X (DXA). Níveis séricos de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, cortisol e telopeptídeo carboxiterminal do colágeno tipo 1 (CTX), e níveis plasmáticos de 25 hidroxivitamina D (25OHD) e hormônio da paratireoide (PTH), foram determinados.
RESULTADOS: Crianças com DA apresentaram menor altura para idade quando comparadas às crianças controle (p = 0,007). Menor CMO em coluna lombar [16,5 (6,4) vs. 19,8 (8,3)g, p = 0,027] e fêmur total [12,2 (4,0) vs. 14,2 (5,0)g, p = 0,029] foi encontrado em crianças com DA. Níveis de CTX foram menores em pacientes com DA [1,36 (0,59) vs. 1,67 (0,79)ng/mL, p = 0,026] e tendência a níveis mais baixos de fosfatase alcalina foi observada em crianças com DA [228 (75,3) vs. 255 (70,7) ng/mL, p = 0,074]. Crianças com DA apresentaram níveis mais baixos de cortisol que crianças saudáveis [9,06 (4.8) 10,57 vs. (4,9), p = 0,061], sem diferença significante.
CONCLUSÕES: Redução em altura para idade, remodelamento ósseo e conteúdo mineral ósseo em crianças com DA moderada ou grave poderia estar associada a fatores incluindo determinantes genéticos, baixa exposição solar, inflamação crônica e uso crônico do GC tópico.

Palavras-chave: Dermatite atópica, densidade óssea, criança, estado nutricional, glicocorticoide.

6 - Prevalência de sensibilização a aeroalérgenos em adolescentes de Belém, Pará

Prevalence of sensitization to aeroallergens among adolescents in the city of Belém, Pará, northern Brazil

Bruno A.P. Barreto; Kamila S. Ferreira

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):163-169

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Doenças alérgicas afetam atualmente um quarto da população mundial. Em nosso meio, ácaros da poeira doméstica são os principais aeroalérgenos intradomiciliares. Os objetivos deste estudo caso-controle foram verificar a prevalência de sensibilização a aeroalérgenos em adolescentes de Belém, PA, e investigar sua correlação com asma.
MÉTODOS: A amostra foi feita por conveniência, incluindo 104 adolescentes de 13 e 14 anos participantes do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) e que realizaram teste cutâneo de hipersensibilidade imediata (TCHI) com painel de extratos incluindo Dermatophagoides pteronyssinus, Blomia tropicalis, epitélios de cão e gato, mistura de fungos, Alternaria alternata, mistura de polens, Blattella germanica e Periplaneta americana. Resultado positivo do TCHI foi considerado como presença de pápula de diâmetro médio superior a 3 mm após aplicação do extrato. Asma ativa foi definida por presença de sibilos nos últimos 12 meses, e gravidade da asma foi caracterizada por dificuldade de falar duas palavras entre cada respiração.
RESULTADOS: Sensibilização a aeroalérgenos ocorreu com maior frequência para B. tropicalis (34,6%), D. pteronyssinus (29,8%) e epitélio de cão (17,3%). Positividade para extrato de mistura de fungos ocorreu em 21% dos adolescentes asmáticos, mostrando 84% de acurácia no diagnóstico de asma. Entretanto, positividade a nenhum alérgeno foi útil para estimar gravidade da asma.
CONCLUSÕES: Sensibilização a ácaros D. pteronyssinus e B. tropicalis foi encontrada com maior frequência entre adolescentes com e sem asma. Testes cutâneos positivos para mistura de fungos mostraram valor diagnóstico para asma, entretanto não houve correlação com gravidade de asma para nenhum dos alérgenos testados.

Palavras-chave: Alérgenos, testes cutâneos, asma, hipersensibilidade imediata, adolescentes.

7 - Prevalência e gravidade de asma, rinite e eczema entre crianças e adolescentes de Feira de Santana, BA, por questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC)

Prevalence and severity of asthma, rhinitis, and eczema among children and adolescents living in Feira de Santana, Bahia, northeastern Brazil, according to International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) questionnaire

Heli V. Brandão; Wesley Batista; Constança Sampaio Cruz; Andressa de Moura; Davi Felix Martins Junior

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):170-174

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Determinar a prevalência e gravidade de asma, rinite e eczema entre escolares de 6-7 anos e adolescentes de 13-14 anos residentes em Feira de Santana, BA.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal. Questionários padronizados do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) foram respondidos pelos pais de escolares em residência e devolvidos às escolas, e pelos adolescentes em sala de aula. Na análise estatística utilizou-se o teste do qui-quadrado.
RESULTADOS: A prevalência de sintomas de asma, rinite e eczema atópico nos últimos 12 meses em escolares foi de 19,1% (118); 40,7% (251) e 7,8% (48) respectivamente; e em adolescentes foi de 23,9% (247); 38,7% (400) e 11% (114). Rinite esteve associada de forma significante à asma em escolares, com com razão de prevalência RP 2,16 IC95% (1,83-2,56) e em adolescentes, com RP 1,53 IC95% (1,31-1,78). Eczema também mostrou associação significante com asma em escolares, com RP 2,15 IC95% (1,22-3,78) e em adolescentes RP 3,29 IC95% (2,35-4,62). Asma grave foi observada em 7,1% e 7,4% dos escolares e adolescentes, enquanto que rinite grave ocorreu em 25,8% e 21,6% de escolares e adolescentes, respectivamente.
CONCLUSÕES: A prevalência de asma e rinite foi elevada entre escolares e adolescentes de Feira de Santana, BA. Em concordância com estudos prévios, a asma permanece subdiagnosticada. Houve elevada frequência de asma e rinite graves. Ações por órgãos públicos e privados de saúde são necessárias para o controle destas doenças.

Palavras-chave: Asma, rinite, eczema, epidemiologia, escolares, adolescentes.

RELATO DE CASO

8 - Urticária pigmentosa: mastocitose cutânea na infância

Urticaria pigmentosa: cutaneous mastocytosis in a child

Claudia Salvini B.M. da Fonseca; Elisângela Ferreira Vasconcellos; Juliana Salvini B.M. da Fonseca; Raquel Machado Barbosa; Vivian Santos C. Oliveira

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):175-179

Resumo PDF Português

A mastocitose é uma doença rara caracterizada pela proliferação e subsequente acúmulo de mastócitos na pele e/ou órgãos internos. Esta patologia pode ser dividida em cutânea e sistêmica. A cutânea é mais frequente na infância; o infiltrado de mastócitos é limitado à pele, geralmente tem uma evolução benigna e regride espontaneamente na adolescência. A urticária pigmentosa é a apresentação cutânea mais comum. São máculas, pápulas, nódulos ou placas, de coloração vermelho-acastanhada, com predileção pelo tronco. O sinal de Darier ocorre em 90% dos pacientes. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de mastocitose cutânea na infância, no qual o quadro clínico e a biópsia de pele foram suficientes para o diagnóstico. Em pacientes com mastocitose, é importante enfatizar a necessidade do acompanhamento periódico com realização de exames laboratoriais e de imagem, conforme a sintomatologia apresentada pelo paciente, e informar a família sobre a doença e acerca da maior predisposição à anafilaxia.

Palavras-chave: Mastocitose, urticária pigmentosa, infância.

CARTAS AO EDITOR

9 - Prednisolona na sibilância induzida por vírus

Nelson Augusto Rosario Filho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):180-182

PDF Português

10 - Pustulose exantemática localizada aguda (PELA) causada pela associação amoxicilina-ácido clavulânico

Acute localized exanthematous pustulosis (ALEP) caused by the association amoxicillin-clavulanic acid

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):182-183

PDF Português PDF Inglês

Errata

11 - Errata

Braz J Allergy Immunol.2013;1(3):184

PDF Português

Número Atual:  Agosto 2013 - Volume 1  - Número 4

Nota do Editor

1 - Fatima Ferreira: do diagnóstico e terapia em alergia à compreensão da ciência pelo público e valorização das mulheres na ciência

Fatima Ferreira: from allergy diagnosis and treatment to public understanding of science and promotion of women in science

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):185-186

PDF Português

Editorial

2 - Diagnóstico molecular de alergia: pronto para a prática clínica?

Molecular diagnosis of allergy: ready for clinical practice?

L. Karla Arruda; Adriana S. Moreno; Fátima Ferreira

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):187-194

PDF Português

Artigos de Revisão

3 - Anafilaxia e urticárias físicas

Anaphylaxis and physical urticarias

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):195-201

Resumo PDF Português

As urticárias físicas são condições clínicas associadas a disfunção mastocitária, com diminuição do limiar para liberação de substâncias vasoativas por exposição a estímulos físicos externos. Fatores físicos desencadeantes incluem: fatores mecânicos, térmicos, os relacionados aos exercícios, à exposição ao sol, ou aquagênicos. Extremos de temperatura (frio e calor), pressão, trauma, vibração, contato com a água, com a luz solar, e exercícios aeróbicos (com e sem dependência alimentar), constituem desencadeantes para estas alergias físicas. Vários tipos de urticárias físicas podem coexistir em um mesmo paciente. As urticárias físicas ocorrem em cerca de 1/5 dos pacientes com urticária crônica espontânea. Podem causar anafilaxia potencialmente fatal. São aqui discutidos o diagnóstico diferencial, os testes confirmatórios e a terapia atual disponível para urticárias físicas.

Palavras-chave: Anafilaxia, urticárias físicas, disfunção mastocitária, testes diagnósticos, dessensibilização.

4 - Anti-IgE na urticária crônica

Anti-IgE in chronic urticaria

Solange Oliveira Rodrigues Valle; Sergio Duarte Dortas Júnior; Soloni Afra Pires Levi; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):202-210

Resumo PDF Português

A urticária é uma condição frequente; consiste de lesões eritematopapulosas pruriginosas, isoladas ou agrupadas, fugazes, geralmente circulares, podendo variar em forma e tamanho. Convencionalmente, a urticária pode ser dividida, quanto a sua duração, em duas formas: aguda e crônica. Na forma crônica as lesões estão presentes diariamente ou quase diariamente, permanecendo menos de 24 horas na maior parte dos casos, durante um período superior a seis semanas, frequentemente tendo impacto na qualidade de vida. A anti-IgE é um anticorpo monoclonal humanizado aprovado para o uso em asma de difícil controle. Atualmente, várias linhas de evidência indicam que a anti-IgE pode ser benéfica no tratamento da urticária espontânea crônica e física. Neste artigo revisamos as principais e atuais publicações sobre o uso de anti-IgE para o tratamento da urticária crônica refratária aos tratamentos convencionais. Outros estudos ainda são necessários para melhor compreender os mecanismos envolvidos na resposta favorável a esta terapia.

Palavras-chave: Urticária crônica, anti-imunoglobulina E (IgE), urticárias físicas, angioedema, mastócitos.

5 - Alérgenos recombinantes: papel no diagnóstico e na imunoterapia alérgeno-específica

Recombinant allergens: role in diagnosis and in allergen-specific immunotherapy

L. Karla Arruda; Michelle C. R. Barbosa; Gil Bardini; Ariana Campos Yang; Isabel Ruguê Genov; Adriana Santos Moreno

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):211-218

Resumo PDF Português

Nos últimos 30 anos tem havido um avanço notável na identificação, purificação e expressão recombinante de alérgenos relevantes das mais variadas fontes, incluindo ácaros, insetos, mamíferos, polens, alimentos, fungos, látex e outras fontes. Estes avanços resultaram na utilização crescente de alérgenos purificados, naturais ou recombinantes, para melhorar o diagnóstico de alergia pelos métodos que dispomos, incluindo os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata, e os métodos in vitro para medida de anticorpos IgE específicos, como ImmunoCAP, ImmunoCAP-ISAC, ELISA e MARIA. Mais recentemente, o uso de alérgenos recombinantes de pólen de bétula (rBet v 1) e de gramas (coquetel de 5 alérgenos) em imunoterapia foi relatado como seguro e eficaz, com resultados comparáveis aos obtidos usando extratos naturais, em pacientes com rinoconjuntivite alérgicos a polens. No presente artigo, apresentamos revisão atualizada do uso de alérgenos recombinantes em diagnóstico de alergia e em imunoterapia alérgeno-específica, incluindo novas estratégias de imunoterapia. Focalizamos na avaliação crítica de estudos que investigaram sensibilidade, especificidade, reatividade cruzada e valor prognóstico de métodos diagnósticos com uso de alérgenos recombinantes versus extratos naturais; nas recomendações atuais para o uso destes novos métodos na prática clínica; e na revisão de estudos clínicos com imunoterapia usando alérgenos recombinantes realizados até o momento.

Palavras-chave: Alérgenos, dessensibilização imunológica, imunoterapia alérgeno-específica, alérgenos recombinantes.

Artigos Originais

6 - Determinação de IgE a alérgenos alimentares por microarray (ImmunoCAP-ISAC) em pacientes com rinite alérgica

Evaluation of IgE antibodies to food allergens in patients with allergic rhinitis using microarray analysis (ImmunoCAP ISAC)

Laura Maria Lacerda Araujo; Nelson Augusto Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):219-222

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Determinar a frequência de anticorpos IgE a alérgenos alimentares em pacientes com doenças alérgicas respiratórias por análise molecular.
MÉTODO: Este estudo transversal incluiu 101 participantes, com idades entre 6-18 anos, com diagnóstico de rinite alérgica (89,1% com asma associada), sem história de alergia alimentar. Foi realizada análise de IgE sérica específica por ImmunoCAP ISAC, método que emprega biologia molecular para detecção de IgE a componentes alergênicos, sendo 42 alimentares e provenientes das seguintes fontes: abacaxi, aipo, amendoim, avelã, bacalhau, camarão, carpa, castanha de caju, castanha do Pará, cenoura, gergelim, kiwi, leite de vaca, maçã, ovo, pêssego, soja e trigo. Valores > 0,3 ISU (unidades padronizadas do ISAC) foram considerados positivos. Utilizou-se análise estatística descritiva.
RESULTADOS: Vinte e sete (26,7%) pacientes apresentaram IgE específica a pelo menos um dos alérgenos alimentares analisados. Entre os 42 componentes alergênicos testados, 20 (47,6%) foram associados a resposta IgE em pelo menos um dos pacientes. Alérgenos com maior frequência de reatividade IgE foram: camarão (Pen a 1 15,8%, Pen i 1 16,8%, Pen m 1 16,8%) e pêssego (Pru p 3 5,9%).
CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que a avaliação de alergia alimentar baseada em análise molecular deve considerar vários elementos, particularmente a correlação com os sintomas clínicos, e o conhecimento sobre reatividade cruzada IgE entre alérgenos das mais variadas fontes. Presença de IgE específica a determinado componente alergênico significa sensibilização, e não necessariamente alergia. Diagnóstico incorreto de alergia alimentar pode levar a tratamento inadequado, com dietas restritivas desnecessárias e prejuízo nutricional para os pacientes.

Palavras-chave: Sensibilização, alérgenos alimentares, alergia respiratória, IgE.

7 - Sensibilização a aeroalérgenos em adultos jovens vivendo na região sul do Brasil

Sensitization to aeroallergens among young adults living in southern Brazil

Maria Sonia Dal Bello; Márcia L. M. Schneider; Marlene Doring; Larissa M. Gomes; Tainã C. Mistura

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):223-228

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Estudos epidemiológicos sobre rinite foram realizados em crianças e adolescentes, entretanto a população adulta tem sido pouco avaliada, uma vez que o protocolo International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) não foi validado para essa faixa etária. O objetivo do presente trabalho foi determinar a frequência de rinite e de sensibilização a aeroalérgenos em adultos jovens.
MÉTODOS: Estudo de série, com participação de 236 estudantes de Medicina, com idades entre 16 e 32 anos, que preencheram o questionário ISAAC módulo Rinite. Subgrupo de indivíduos que relataram sintomas de rinite no questionário ISAAC foi submetido a testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (prick test), com extratos de ácaros da poeira domiciliar e polens de gramíneas.
RESULTADOS: A idade média dos participantes foi de 21,4 anos (±2,4). Cento e setenta e um estudantes (72,5%) relataram sintomas de rinite, e 156 destes (91,2%) apresentaram sintomas nos últimos 12 meses. Cento e dezesseis indivíduos (67,8%) relataram lacrimejamento e prurido ocular associados. Rinite foi mais frequente no sexo feminino (62,2%). Dos 63 indivíduos que realizaram prick-test, 79% tiveram teste positivo para algum alérgeno, sendo a maioria (88%) positiva tanto para ácaros quanto para polens. Houve associação entre ocorrência de sintomas de rinite nos meses de janeiro, fevereiro, setembro, outubro, novembro e dezembro e testes cutâneos positivos para azevém (p < 0,05).
CONCLUSÃO: A alta frequência de rinite sugere a necessidade de ações conjuntas da saúde ambiental e da saúde coletiva, visando à diminuição da exposição a alérgenos ambientais derivados de polens e ácaros.

Palavras-chave: Rinite, Lolium, Paspalum, Dermatophagoides.

8 - Avaliação da função respiratória: comparação entre valores de referência percentuais fixos e o 5º percentil para diagnóstico de obstrução das vias aéreas

Lung function evaluation: comparing fixed percentage reference values vs. the 5th percentile in the diagnosis of airway obstruction

Luís Miguel Borrego; Mariana Couto; Isabel Almeida; Lara Pimenta; Sara Matos; Mário Morais-Almeida

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):229-235

Resumo PDF Português

INTRODUÇÃO: Têm sido utilizados critérios fixos para avaliação funcional de doentes com patologia respiratória. É atualmente recomendado pelas orientações internacionais a utilização preferencial do limite inferior do normal (LIN) e limite superior do normal (LSN) (inferior ou superior ao 5º percentil).
OBJETIVO: Comparar os resultados das provas de função respiratória (PFR), utilizando os valores percentuais fixos versus 5º percentil (método de referência), como limites da normalidade, no diagnóstico funcional de obstrução das vias aéreas.
MÉTODOS: Análise retrospetiva dos registos de PFR (espirometria e pletismografia corporal) efetuados pelos autores em 2011. Foi avaliada a concordância entre os dois métodos na amostra global, sendo os doentes distribuídos por faixas etárias. Posteriormente foram selecionadas as PFR com razão VEF1/CV < LIN. Nestas, foram analisados os parâmetros VEF1, CVF, CPT e VR quando considerados o 5º percentil versus valores percentuais fixos. A análise estatística for realizada utilizando-se o kappa de Cohen.
RESULTADOS: Em 2011, 1.358 indivíduos realizaram PFR. Foram excluídos 8 por dados incompletos. De forma geral, o grau de concordância entre os dois critérios foi bom (valor de Kappa = 0,655±0,035). Entretanto, entre os 124 doentes que apresentavam obstrução pelo LIN, 32 (26%) tiveram um teste normal pelo cut-off de 0,70, pelo que seriam erroneamente subdiagnosticados. Este fato foi verificado apenas nas faixas etárias mais jovens, enquanto nos grupos etários mais idosos se observou uma elevada taxa de sobrediagnóstico (51 indivíduos, 36%). Entre os doentes com obstrução, a concordância para os restantes parâmetros foi boa, exceto para a hiperinsuflação diagnosticada por CPT.
CONCLUSÃO: A utilização de valores percentuais fixos para diagnóstico de obstrução resulta em elevada taxa de subdiagnóstico em idades jovens e sobrediagnóstico em idade avançadas.

Palavras-chave: Asma, função respiratória, obstrução brônquica, testes diagnósticos, valores referência.

CARTA AO EDITOR

9 - Anafilaxia induzida por exercício com dependência alimentar sem IgE específica

Food-dependent, exercise-induced IgE-independent anaphylaxis

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol.2013;1(4):236

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Número Atual:  Outubro 2013 - Volume 1  - Número 5

Nota do Editor

1 - WISC 2014: da teoria à prática da Alergia, com ênfase em Imunoterapia e Alergia Alimentar

WISC 2014: from theory to practice in Allergy, with emphasis on Immunotherapy and Food Allergy

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):237-238

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Editorial

2 - Dermatite atópica e filagrina: restaurando barreiras para o controle da doença

Atopic dermatitis and filaggrin: restoring barriers to control the disease

Renata N. Cardili; Janaina M.L. Melo; Ana M. Roselino; Adriana S. Moreno; Ana Paula M. Castro; L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):239-242

PDF Português

Artigos de Revisão

3 - Perspectivas atuais sobre inflamação e remodelamento das vias aéreas na asma e na rinite alérgica

Current perspectives on airway inflammation and remodelling in asthma and allergic rhinitis

Ruby Pawankar

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):243-252

Resumo PDF Português PDF Inglês

O desenvolvimento da rinite alérgica (RA) e da asma requer uma interação entre ambiente, sistema imunológico e susceptibilidade genética. Enquanto a rinite induzida por pólen é a mais característica doença alérgica mediada pela imunoglobulina E, na RA perene os desencadeantes da alergia são mais contínuos e levam à inflamação constante. Várias células e mediadores coordenam e mantêm essa inflamação. Embora a histamina ainda seja um dos principais mediadores da reação alérgica, muitos outros mediadores produzidos por diferentes tipos celulares estão envolvidos. Assim, a intrincada interação entre esses mediadores, citocinas, quimiocinas, neuropeptídeos, moléculas de adesão e várias células na forma de uma rede complexa leva ao desenvolvimento de sintomas específicos e à hiper-reatividade não específica presente na RA. A asma é caracterizada por graus variáveis de inflamação crônica e alterações estruturais nas vias aéreas que incluem denudação epitelial, metaplasia das células caliciformes, espessamento subepitelial, aumento da massa do músculo liso nas vias aéreas, aumento das glândulas brônquicas, angiogênese, e alterações nos componentes da matriz extracelular envolvendo as pequenas e grandes vias aéreas. Acredita-se que a inflamação crônica inicie e perpetue ciclos de dano e reparo tecidual na asma, embora o remodelamento também possa ocorrer em paralelo com a inflamação. Ao mesmo tempo em que RA e asma apresentam várias semelhanças em termos de perfil e resposta das células inflamatórias e dos mediadores, o remodelamento como observado na asma não é característico da RA. Na asma, as relações entre inflamação e remodelamento das vias aéreas e função pulmonar estão sendo melhor compreendidas. Uma variedade de células inflamatórias e células estruturais atuam na coordenação da inflamação e das mudanças estruturais na asma. O aumento da responsividade das vias aéreas é um marcador substituto de inflamação e pode refletir o desenvolvimento de mudanças estruturais nas vias aéreas. Tal aumento persistente da responsividade brônquica aponta para a ocorrência de remodelamento parcialmente resistente à terapia.

Palavras-chave: Asma, rinite alérgica, remodelamento de vias aéreas, inflamação de vias aéreas, citocinas.

4 - Deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo e resposta humoral a vacinas pneumocócicas: atualização em diagnóstico

Specific anti-pneumococcal polysaccharide antibody deficiency and humoral response to pneumococcal vaccines: uptdate on diagnosis

Bruno Acatauassú Paes Barreto; Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho; Germana Pimentel Stefani; Herberto José Chong Neto; Joseane Chiabai; Maria Luiza Oliva Alonso; Neusa Falbo Wandalsen; Victor Nudelman

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):253-260

Resumo PDF Português

A deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo é o comprometimento da resposta IgG específica aos antígenos polissacarídeos do pneumococo e manifesta-se de maneira semelhante às outras deficiências de imunoglobulinas, com infecções recorrentes do trato respiratório. A prevalência é variável, entre 7 a 19%, representando no Brasil 8,7% dos casos de imunodeficiências. O diagnóstico funcional baseia-se na capacidade do organismo montar uma resposta imune constituída pela produção de anticorpos quando estimulado por antígenos polissacarídeos presentes na vacina pneumocócica polissacarídea pura. No estudo da resposta à vacina pneumocócica polissacarídea pura é necessário testar os sorotipos não comuns à vacina polissacarídea conjugada para determinar a resposta de anticorpos antipolissacarídeos sem a interferência de anticorpos antiproteínas advindos da vacina polissacarídea conjugada. São reconhecidos quatro diferentes fenótipos da doença, denominados memória, leve, moderada e grave. O objetivo do presente trabalho foi realizar revisão da literatura para verificar a epidemiologia, diagnóstico e fenótipos da deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo. Trata-se de revisão narrativa de artigos nos últimos 10 anos sobre a deficiência de anticorpo específica para o pneumococo. Concluímos que a deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo é frequente, com espectro laboratorial variável.

Palavras-chave: Antígeno polissacarídeo, anticorpo específico, pneumococo.

5 - Vitamina D e dermatite atópica: o que há de novo?

Vitamin D and atopic dermatitis: what is new?

Renata Robl; Vânia O. Carvalho; Marjorie Uber; Kerstin T. Abagge; Rosana M. Pereira

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):261-266

Resumo PDF Português

Não há consenso sobre quais são os valores ideais da vitamina D em crianças saudáveis. Porém, níveis séricos altos ou baixos parecem ter influência na fisiopatologia das doenças alérgicas. Há dados na literatura atual que demonstram os potenciais efeitos da vitamina D em aumentar a atividade dos peptídeos antimicrobianos e suprimir a resposta inflamatória, apontando uma relação inversa entre os níveis de vitamina D e a gravidade da dermatite atópica. O objetivo do presente trabalho foi revisar artigos publicados sobre a relação entre níveis séricos de vitamina D e dermatite atópica, uma vez que a vitamina D tem sido implicada em várias ações imunomoduladoras e alguns estudos têm descrito sua influência na gravidade da dermatite atópica, porém com resultados conflitantes. Este estudo baseou-se em revisão de artigos originais, artigos de revisão e consensos publicados nos últimos 10 anos, obtidos a partir da pesquisa dos termos "vitamin D" e "atopic dermatitis", nos bancos de dados online. Concluímos que a suplementação da vitamina D pode trazer benefícios no tratamento da dermatite atópica. No entanto, mais pesquisas são necessárias para determinar se existe alguma relação entre os níveis de vitamina D e a gravidade da dermatite atópica.

Palavras-chave: Dermatite atópica, atopia, vitamina D.

Artigos Originais

6 - Teste do soro autólogo em urticária crônica espontânea na criança

Autologous serum skin test in children with chronic spontaneous urticaria

Débora Toassa Gomes Geschwandtner; Herberto José Chong Neto; Carlos Antônio Riedi; Nelson Augusto Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):267-272

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Verificar a reatividade ao teste do soro autólogo em crianças com urticária crônica espontânea e analisar a relação entre o teste do soro autólogo, as características clínicas e o tratamento utilizado nesses pacientes.
MÉTODO: Este estudo transversal analisou resultados de testes cutâneos com soro autólogo dos pacientes. Foram incluídas crianças com urticária crônica espontânea nos últimos 12 meses, submetidas ao teste do soro autólogo entre agosto/2001 a junho/2012. Soro autólogo (0,05 mL) foi injetado via intradérmica e reações interpretadas após 30 minutos. Medicações que pudessem suprimir a resposta cutânea foram suspensas por 7 dias antes da realização do teste cutâneo. Todos os pacientes foram investigados detalhadamente para urticária crônica e outras doenças. As crianças foram consideradas não responsivas ao tratamento se submetidas ao uso oral de anti-histamínicos em doses habituais, com persistência dos sintomas por no mínimo 3 meses.
RESULTADOS: Foram incluídos 57 pacientes (61,4% meninos), com mediana de 10,6 anos (3,7-17,1 anos). Trinta pacientes (53%) apresentaram teste do soro autólogo positivo e 21 destes (70%) não responderam ao tratamento habitual (p < 0,001). Pacientes com teste do soro autólogo positivo apresentaram maior frequência de sintomas, com 1,5 episódios/mês (p = 0,04). Quatorze por cento das crianças apresentaram níveis altos de anticorpo antiperoxidase e 16,6% níveis altos de anticorpo antitireoglobulina. Houve relação significativa entre os altos títulos de anticorpo antiperoxidase com a positividade ao teste do soro autólogo (p = 0,02).
CONCLUSÕES: A frequência de reatividade ao teste do soro autólogo foi alta, sugerindo que o teste deve ser realizado rotineiramente em crianças com urticária crônica espontânea. Pacientes com teste do soro autólogo positivo apresentaram maior chance de não responder ao tratamento habitual.

Palavras-chave: Criança, teste do soro autólogo, urticária crônica.

7 - Aspectos clínicos e perfil de sensibilização em pacientes pediátricos em um programa de asma

Clinical aspects and sensitization profile of pediatric patients enrolled in an asthma program

Juliana Lima Ribeiro; Gesmar Rodrigues Silva Segundo

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):273-278

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Determinar as características clínicas e o perfil de sensibilização dos pacientes pediátricos acompanhados em um programa de asma.
MÉTODOS: Este estudo transversal, observacional, analítico avaliou crianças com diagnóstico de asma, com idades entre 2 e 15 anos, atendidas no período de julho de 2010 a julho de 2011, participantes de programa de asma na cidade de Catalão, Goiás. Dados dos pacientes foram obtidos por meio de questionário e por consulta ao prontuário do paciente. Foram realizados os testes cutâneos de puntura (TCP) para os principais alérgenos regionais, para avaliação do perfil de sensibilização.
RESULTADOS: Trezentos e um pacientes participaram do estudo. Cento e setenta e três (57,5%) destes eram do sexo masculino, e a mediana de idade foi de 74 meses (24-166 meses). Antecedentes parentais ou pessoais de atopia foram encontrados em 80% dos pacientes. Sensibilização a aeroalérgenos observada no TCP foi de 63% para pelo menos um alérgeno. Ácaros foram os aeroalérgenos associados a maior frequência de sensibilização. Os pacientes de 2 a 5 anos incompletos apresentaram frequência de sensibilização significantemente inferior aos pacientes dos outros grupos etários (p < 0,0001). Observamos que 62% dos pacientes apresentavam controle da asma.
CONCLUSÕES: O nível controle da asma observado no presente estudo foi maior que o descrito na literatura. Observamos diferentes perfis de sensibilização de acordo com a faixa etária. Conhecer esses perfis auxilia na diferenciação de padrões de sibilância, no prognóstico de evolução destes pacientes, e, ainda, na elaboração de estratégias de prevenção para a asma na infância.

Palavras-chave: Asma, alergia, sibilância, sensibilização.

8 - Prevalência de asma em escolares de 6 e 7 anos de idade na cidade de Fortaleza, Brasil

Prevalence of asthma among 6-7 year-old schoolchildren in the city of Fortaleza, Brazil

Maria de Fátima G. de Luna; Gilberto B. Fisher; João Rafael G. de Luna; Marcelo Gurgel Carlos da Silva; Paulo César de Almeida; Daniela Chiesa

Braz J Allergy Immunol.2013;1(5):279-285

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a prevalência de asma e de sintomas relacionados em escolares de 6 e 7 anos de Fortaleza, Brasil.
MÉTODOS: Neste estudo transversal, o questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) foi aplicado a 2.020 crianças de escolas públicas e privadas, em 2010.
RESULTADOS: A prevalência de "sibilos cumulativos" (sibilos na vida) foi 52,6% e a de "sibilos nos últimos 12 meses" (asma ativa), 28,3%, enquanto a taxa de "asma diagnosticada" foi 12,4%. Para os sintomas associados à gravidade da asma, como "sibilos com limite da fala", "quatro ou mais crises de sibilos no último ano" e "sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana", as prevalências foram, respectivamente, 4,1, 3,9 e 6,7%. A taxa de "sibilos pós-exercícios" foi 7,2%, e a de "tosse seca noturna" foi de 39,7%. Houve predomínio no gênero masculino, com significância estatística, de "sibilos cumulativos" (p < 0,001) e asma ativa (p = 0,04). "Sibilos com limite da fala", "sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana" e "sibilos pós-exercícios" predominaram no grupo das escolas públicas, comparado ao das escolas privadas (p = 0,002; p = 0,002; e p = 0,003, respectivamente).
CONCLUSÕES: A prevalência de asma e de sintomas relacionados em escolares de 6 e 7 anos morando em Fortaleza mostrou-se elevada e acima da média nacional, com predomínio dos sintomas no gênero masculino e entre o grupo das escolas públicas, onde a asma também foi mais grave. Observou-se, ainda, que a asma é subdiagnosticada entre as crianças de 6 e 7 anos de Fortaleza.

Palavras-chave: Asma, sibilos, escolares, epidemiologia, prevalência, ISAAC.

CARTAS AO EDITOR

Número Atual:  Dezembro 2013 - Volume 1  - Número 6

Nota do Editor

1 - ASBAI: sob um olhar de mudanças

ASBAI: under the eye of changes

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):289-290

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Editorial

2 - Asma sim, mortes por asma não!

Asthma yes, deaths for asthma no!

L. Karla Arruda, Elcio O. Vianna

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):291-296

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Artigos de Revisão

3 - Paracetamol e asma: evidências atuais

Paracetamol and asthma: current evidence

Geórgia Véras de Araújo; Bruno Acatauassú Paes Barreto; Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho; Germana Pimentel Stefani; Herberto José Chong Neto; Joseane Chiabai; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):297-304

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Há vários mecanismos possíveis para explicar o nexo de causalidade entre o paracetamol e a asma. A hipótese mais abordada está relacionada com o desequilíbrio entre o balanço oxidante/antioxidante, principalmente no epitélio pulmonar. A produção de um metabólito altamente reativo, o N-acetil-p-benzoquinonaimina (NAPQI), derivado do metabolismo do paracetamol, promove depleção no pool de glutationa intracelular, resultando em danos oxidativos, inflamação e broncoespasmo, destacados na asma. A diminuição dos níveis de glutationa pode alterar a apresentação antigênica e favorecer uma resposta imune polarizada para Th2. Existem evidências fisiopatológicas e epidemiológicas consistentes na literatura para considerar a forte relação de causalidade do paracetamol no desencadeamento da asma e outras desordens alérgicas, como rinoconjuntivite e eczema, em diferentes populações no mundo. Descrições em consensos e diretrizes devem enfatizar esta associação e orientar o uso somente de forma esporádica, evitando doses altas deste fármaco em grávidas. Estudos randomizados controlados seriam úteis em dirimir possíveis dúvidas quanto ao não uso em crianças e adultos com asma ou em risco de asma. Esta revisão narrativa pretende ressaltar o conhecimento científico atual sobre a relação causal do paracetamol (acetaminofeno), durante exposição intrauterina, infância, adolescência e na fase adulta, e as desordens alérgicas, em especial a asma. Para tanto, foram selecionados os principais artigos abordando o tema de interesse, em inglês e espanhol, a partir da pesquisa nos bancos de dados MEDLINE, SCOPUS e Web of Science publicados entre março de 1983 a março de 2014, e livros-textos selecionados sobre o assunto.

Palavras-chave: Acetaminofeno, alergias, asma, paracetamol.

4 - Diagnóstico das reações imediatas aos meios de contraste iodados: revisão da literatura

Diagnosis of immediate reactions to iodinated contrast media: a review

Mara M. R. Felix; Maria Fernanda Malaman; Luis Felipe C. Ensina

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):305-312

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As reações adversas aos meios de contraste são comuns e incluem as reações de hipersensibilidade alérgicas e não-alérgicas. As reações de hipersensibilidade são denominadas imediatas quando ocorrem em até 1h após a administração do contraste, e têm se tornado menos frequentes com o uso de compostos não-iônicos. Além do tipo de contraste, a história de reação prévia é um fator de risco importante para recorrência destas reações. As principais manifestações clínicas são cutâneas, como urticária e/ou angioedema, porém quadros graves de anafilaxia também podem ocorrer. O diagnóstico correto, através da história e testes cutâneos, pode auxiliar na prevenção de novas reações. Além disso, a identificação do paciente sob risco, e a minimização deste risco através da utilização de outros métodos radiológicos ou do uso de contrastes alternativos, pode ser útil na redução da incidência destas reações. Outra medida profilática que pode ter impacto positivo é a utilização das pré-medicações. O objetivo deste artigo foi fornecer uma revisão atualizada da abordagem às reações de hipersensibilidade imediatas aos meios de contraste iodados, através da busca de artigos originais, revisões e consensos indexados nas bases bibliográficas LILACS e MEDLINE.

Palavras-chave: Hipersensibilidade imediata, meios de contraste, testes cutâneos.

5 - Doença das pequenas vias aéreas na asma: revisão

Small airways disease in asthma: a review

Ataualpa P. Reis; Álvaro A. Cruz

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):313-318

Resumo PDF Português

Recentes evidências demonstram que anormalidades nas pequenas vias aéreas contribuem para a expressão clínica da asma. O conceito de que a asma é doença das grandes vias aéreas tem mudado bastante, e esta revisão enfoca os conhecimentos recentes do papel das pequenas vias aéreas. Existem várias técnicas pouco invasivas, incluindo medidas de fluxo aéreo, estimativas do aprisionamento de ar nos pulmões, dosagem do óxido nítrico alveolar (NO), impedância respiratória, técnicas de imagem e nariz eletrônico que podem estudar e avaliar as pequenas vias aéreas. Há considerável quantidade de evidência de que partículas extrafinas utilizadas em aerossóis para tratamento de asma terão maior chance de se depositar nas vias distais e podem melhorar a função destas pequenas vias aéreas, mais do que as comparativas formulações com partículas maiores de aerossol. Esta revisão incluiu artigos originais, revisões e consensos indexados nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SCIELO e publicações on line nos últimos 20 anos, e pretende apresentar o conhecimento atual da importância das pequenas vias aéreas e a influência que tratamentos visando estas vias podem ter na asma.

Palavras-chave: Asma, pequenas vias aéreas, corticosteroides inalados, tratamento da asma.

Artigos Originais

6 - Mortalidade por asma em adultos no município do Rio de Janeiro no período de 2000 a 2009: análise de causas múltiplas

Mortality from asthma in adults in the city of Rio de Janeiro from 2000 to 2009: analysis of multiple causes of death

Eliane Miranda da Silva; Gulnar Azevedo e Silva; Norma de Paula Motta Rubini; Carlos Alberto Morais de Sá

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):319-327

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Analisar a tendência da mortalidade por asma em adultos, considerando-a como causa múltipla de óbito, no município do Rio de Janeiro, no período de 2000 a 2009.
MÉTODOS: Os dados foram obtidos no Sistema de Informações de Mortalidade, no período de 2000 a 2009, nas Declarações de Óbitos registradas com CID-10 J45 e J46, de residentes do município do Rio de Janeiro, com 20 anos ou mais de idade, considerando-se asma como causa básica e como causa múltipla. Foram calculadas taxas de mortalidade padronizadas nas faixas etárias 20-34 anos, 35-59 anos, 60 e mais anos, segundo gênero para cada ano do período. Para análise de dados, foi utilizada a técnica de regressão linear.
RESULTADOS: A asma foi causa básica em 66,1% dos óbitos que mencionaram asma. A recuperação da mortalidade por asma como causa múltipla foi igual a 51,2%. A tendência foi de declínio nas taxas de mortalidade padronizadas por asma como causa básica e múltipla (β = -0,07, p = 0,036 e β = -0,12, p = 0,013, respectivamente). Quando a asma foi causa básica, as causas associadas mais frequentes foram doenças do aparelho respiratório.
CONCLUSÃO: A série histórica mostrou tendência ao declínio nas taxas de mortalidade, segundo causas básicas e múltiplas, com queda entre os homens e estabilidade entre as mulheres. A mortalidade por asma foi subestimada quando considerada apenas como causa básica, o que poderia ser evitado com a utilização da metodologia de causas múltiplas nas estatísticas de mortalidade da asma.

Palavras-chave: Asma, mortalidade, óbitos.

7 - Reações adversas à imunoglobulina humana endovenosa no tratamento de pacientes com imunodeficiência primária

Adverse reactions to intravenous human immunoglubulin for the treatment of patients with primary immunodeficiency

Danielli C. Bichuetti-Silva; Fernanda P. Furlan; Fernanda A. Nobre; Camila T. M. Pereira; Tessa R. T. Gonçalves; Mariana Gouveia-Pereira; Rafael Rota; Juliana T. L. Mazzucchelli; Beatriz T. Costa-Carvalho

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):328-334

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Avaliar a incidência e gravidade das reações adversas à infusão de imunoglobulina endovenosa (IgEV) em pacientes com imunodeficiência primária (IDP) e identificar fatores de risco associados.
MÉTODOS: Estudo prospectivo das infusões ocorridas no período de agosto/2011 a junho/2012 em centro de referência para atendimento de pacientes com IDP. Foi realizada análise descritiva e não paramétrica (teste do qui-quadrado) através do software Minitab 16®. O valor de p < 0,05 foi considerado significante.
RESULTADOS: Um total de 741 infusões de IgEV foram realizadas em 93 pacientes, sendo 34% mulheres e 66% homens. A faixa etária variou de 6 meses a 77 anos, e os pacientes foram divididos em 3 grupos: < 10 anos (33,3%); 10-18 anos (21,5%); >18 anos (12,9%). A maioria foi representada por pacientes com deficiências humorais (70,9%). As marcas de IgEV utilizadas foram: Octagam® (31,6%), Flebogama® (28%), Tegeline® (27,2%), Imunoglobulin® (8,6%), Vigam® (2,6%), e Kiovig® (0,9%). A incidência de reações foi 2,8%, ocorrendo em 21 infusões, (IC95% 1,6-4,0%), sendo 86% de intensidade leve/moderada. O grupo com maior incidência de reações adversas foi o de pacientes < 10 anos. Não houve diferença significante (p = 0,743) entre os que receberam IgEV com ou sem processo infeccioso agudo. Quanto às reações adversas, 81,2% (13) ocorreram em infusões com velocidade < 4 mg/kg/min, e 18,8% no grupo com velocidade acima desta; não houve diferença significante entre os grupos (p=0.21). O uso de Tegeline® quando comparado ao uso de outras preparações de IgEV representou fator de risco significante para reação (p=0,002).
CONCLUSÃO: IgEV mostrou ser uma droga segura, com baixa incidência de reações adversas, sendo a maioria não graves.

Palavras-chave: Imunodeficiência, imunoglobulina endovenosa, efeitos adversos.

8 - Perfil de sensibilização a aeroalérgenos e espécies de ácaros mais prevalentes na cidade de Marília: dados preliminares

Profile of sensitization to inhalant allergens and the most prevalent mite species in Marília: preliminary data

Zamir Calamita; Marina F. C. Barbosa; Odilon M. Almeida Filho; João G. P. Capobianco; Lisiane A. S. Messias; Gilberto J. Moraes

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):335-340

Resumo PDF Português

OBJETIVO: O conhecimento do perfil de sensibilização aos aeroalérgenos, assim como da prevalência dos alérgenos nos domicílios, é fundamental para um melhor entendimento e abordagem das alergias respiratórias. Este é um estudo preliminar cujo objetivo foi analisar o perfil de sensibilização a alérgenos inalantes em pacientes adolescentes e adultos com alergia respiratória, assim como as características da fauna acarina na região de Marília, cidade situada no interior de São Paulo.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico em que foi analisada a prevalência de sensibilização a alérgenos inalantes em 412 pacientes adolescentes e adultos com alergia respiratória, e em que foram coletadas aleatoriamente amostras de poeira domiciliar de 30 moradias. O estudo foi coordenado pela Disciplina de Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA).
RESULTADOS: Entre os aeroalérgenos analisados, houve alta prevalência de sensibilização aos ácaros domiciliares Dermatophagoides pteronyssinus (59,4%), Blomia tropicalis (44,6%) e Dermatophagoides farinae (39,3%). Para os demais alérgenos inalantes estudados, a prevalência de sensibilização foi menor ou igual a 21,8%. Em relação à fauna acarina, encontramos alta prevalência das famílias Pyroglyphidae (36%) e Acaridae (25%). Entre as espécies, predominaram Dermatophagoides pteronyssimus (26,5%), Tyrophagus putrescentiae (24,5%) e Dermatophagoides farinae (14,2%).
CONCLUSÕES: O perfil de sensibilização encontrado neste estudo foi semelhante ao observado em outras regiões do Brasil, entretanto quando analisamos a fauna acarina, também encontramos alta prevalência de ácaros de estocagem. O fato de nossa região ter uma forte inserção no ramo da indústria alimentícia poderia contribuir para este achado, entretanto mais estudos são necessários no sentido de comprovar esta afirmação.

Palavras-chave: Alergia respiratória, sensibilização, aeroalérgenos, ácaros.

RELATO DE CASO

9 - Asma ocupacional por farinha de trigo

Occupational asthma due to wheat flour

Camila Nunes Cardoso Sora; Carolina T. Gehlen; Maurício Domingues Ferreira; Marcelo Nunes Cardoso; Luís Piaia

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):341-344

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Asma ocupacional é definida pela presença de obstrução reversível ao fluxo aéreo e/ou hiper-responsividade brônquica causadas por agentes presentes no ambiente de trabalho. O teste de provocação, com objetivo de reproduzir a sintomatologia do paciente em ambiente controlado, pode ser utilizado para confirmação diagnóstica. Neste artigo, descrevemos um paciente trabalhador de padaria, exposto a farinha de trigo em suspensão, com sintomas de tosse seca, dispneia, prurido nasal e espirros, associados ao trabalho. Os sintomas desaparecem ao se afastar do trabalho, e reaparecem em cerca de três dias após retomar suas atividades profissionais. A investigação laboratorial revelou níveis elevados de IgE específica para trigo (14,9 kU/L). Sua prova de função pulmonar mostrou distúrbio ventilatório obstrutivo leve, reversível após uso de broncodilatador de curta duração. Teste de provocação foi realizado, em que o paciente manipulou a mesma farinha de trigo utilizada em seu trabalho na padaria, reproduzindo a preparação de massa de pão, sob supervisão. Após vinte minutos, apresentou dispneia moderada, com queda do pico de fluxo expiratório para 250 L/m (48% do valor predito). Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata com farinha de trigo in natura foi positivo, indicando tratar-se de reação IgE mediada. Este caso ilustra de forma clara que a estratégia de teste de provocação com simulação do ambiente de trabalho, e a anamnese dirigida para investigar os sintomas decorrentes do trabalho, podem contribuir para o diagnóstico dos casos de asma iniciada em adultos. A identificação do agente causal é de importância fundamental para a prevenção de progressão da doença ocupacional.

Palavras-chave: Asma ocupacional, trigo, asma.

CARTAS AO EDITOR

11 - Sibilância recorrente, ganho excessivo de peso e corticosteroides sistêmicos em lactentes

Dr. João Mário Mazzola (in memoriam); Eduardo Mundstock; Dr. Pedro Celiny Ramos Garcia

Braz J Allergy Immunol.2013;1(6):346-347

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