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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI
Revista oficial da Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología SLaai

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Março 2022 - Volume 6  - Número 1

Editorial

1 - Surfando a terceira onda

Surfing the third wave

Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):1-3

PDF Português

ARTIGOS ESPECIAIS

2 - Diretriz Latino-americana sobre o Diagnóstico e Tratamento da Alergia Ocular - Em nome da Sociedade Latinoamericana de Alergia, Asma e Imunologia (SLAAI)

Latin American Guideline on the Diagnosis and Treatment of Ocular Allergy - On behalf of the Latin American Society of Allergy, Asthma and Immunology (SLAAI)

Herberto Jose Chong-Neto; Alfonso Cepeda; Ana Sofia Moreira; Andrea Leonardi; Cristine Rosário; Dirceu Solé; Elizabeth Maria Mercer Mourão; Fábio Chigres Kuschnir; Fábio Ejzembaum; Fausto Matsumoto; Francisco M. Vieira; Gennaro D'amato; German Dario Ramon; Gesmar Rodrigues Silva Segundo; Giorgio Walter Canonica; Gustavo Falbo Wandalsen; Hector Badelino; Ignácio Ansotegui; Ivan Oswaldo Tinoco; João Negreiros Tebyriçá; Jose E. Gereda; Juan Carlos Sisul Alvariza; Leonard Bielory; Luis Felipe Ensina; Maria Isabel Rojo Gutiérrez; Maria Susana Repka-Ramirez; Marilyn Urrutia Pereira; Marina Fernandes A. Cheik; Mario Sanchez Borges; Marylin Valentin Rostan; Patricia Latour Staffeld; Pedro Piraino; Raphael Coelho Figueredo; René Maximiliano Gomez; Rodrigo Rodrigues Alves; Rubén Horacio Pulido; Nelson Augusto Rosário

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):4-48

Resumo PDF Português

A alergia ocular, também conhecida como conjuntivite alérgica (CA), é uma reação de hipersensibilidade mediada por imunoglobulina E (IgE) do olho desencadeada por aeroalérgenos, principalmente ácaros da poeira doméstica e pólen de gramíneas. Os sintomas geralmente consistem em prurido ocular ou periocular, lacrimejamento e olhos vermelhos que podem estar presentes durante todo o ano ou sazonalmente. A alergia ocular tem frequência elevada, é subdiagnosticada e pode ser debilitante para o paciente. É potencialmente danosa para a visão, nos casos em que ocasiona cicatrização corneana grave, e na maioria dos pacientes associa-se a outros quadros alérgicos, principalmente rinite, asma e dermatite atópica. É classificada em conjuntivite alérgica perene, conjuntivite alérgica sazonal, ceratoconjuntivite atópica e ceratoconjuntivite vernal. O diagnóstico procura evidenciar o agente etiológico e a confirmação se dá pela realização do teste de provocação conjuntival. O tratamento baseia-se em evitar o contato com os desencadeantes, lubrificação, anti-histamínicos tópicos, estabilizadores de mastócitos, imunossupressores e imunoterapia específica com o objetivo de obter o controle e prevenir as complicações da doença.

Descritores: Alergia ocular; conjuntivite alérgica; rinoconjuntivite.

3 - Introdução dos alimentos no primeiro ano de vida e prevenção da alergia alimentar: quais as evidências?

Introduction of food in the first year of life and food allergy prevention: what is the evidence?

Jackeline Motta Franco; Lucila Camargo Lopes de-Oliveira; Ana Paula Beltran Moschione Castro; Fabiane Pomiecinski; Ana Carolina Rozalem Reali; Ariana Campos Yang; Bárbara Luiza de Britto Cançado; Germana Pimentel Stefani; Ingrid Pimentel Cunha Magalhães Souza Lima; José Carlison Santos de-Oliveira; José Luiz Magalhães Rios; Nathalia Barroso Acatauassú Ferreira; Renata Rodrigues Cocco; Valéria Botan Gonçalves; Norma de Paula M. Rubini; Emanuel Sarinho

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):49-57

Resumo PDF Português

OBJETIVO: A incidência das doenças alérgicas cresceu nas últimas décadas. Na tentativa de conter o aumento da alergia alimentar (AA) ao longo dos anos, estratégias de prevenção vêm sendo implementadas. Para promover um melhor entendimento dos dilemas que permeiam a introdução alimentar no primeiro ano de vida, esse artigo trata de uma revisão bibliográfica narrativa sobre a introdução dos alimentos complementares no primeiro ano de vida e possíveis associações com a prevenção primária da alergia alimentar.
FONTE DOS DADOS: Publicações relevantes foram pesquisadas nas bases de dados Cochrane Library, MEDLINE, PubMed, Guidelines International Network, National Guidelines Clearinghouse e revisadas recomendações do guia e do consenso nacional de alergia alimentar.
RESULTADOS: Estudos observacionais diversos e ensaios clínicos randomizados estão disponíveis, bem como recomendações publicadas por organizações científicas; no entanto, de qualidade variável. Foram consideradas as recomendações de diretrizes de prática clínica classificadas como de alta qualidade e publicações recentes ainda não categorizadas de forma sistemática em sua qualidade, mas internacionalmente reconhecidas como relevantes para a atenção primária.
CONCLUSÃO: Até o momento, não há evidências consistentes de que a introdução precoce, antes dos 6 meses, dos alimentos alergênicos, contribua para a prevenção de alergia a alimentos na população geral.

Descritores: Prevenção primária; hipersensibilidade alimentar; alimentos infantis; desenvolvimento infantil; ingestão de alimentos.

4 - Posicionamento da ASBAI sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a COVID-19 com a vacina Comirnaty/ Pfizer/BioNTech - 27/12/2021

ASBAI's position on vaccination of children aged 5 to 11 years against COVID-19 with the Comirnaty/Pfizer/BioNTech vaccine - 12/27/2021

Ana Karolina Barreto Berselli Marinho; Lorena de Castro Diniz; Bianca Noleto Ayres Guimarães; Clarissa Morais Busatto Gerhardt; Cláudia França Cavalcante Valente; Claudia Leiko Yonekura Anagusko; Fátima Rodrigues Fernandes; Gisele Feitosa Zuvanov Casado; Mônica de Araújo Álvares da Silva; Newton Bellesi; Ronney Correa Mendes; Dewton de Moraes Vasconcelos; Ekaterini Simões Goudouris; Pedro Giavina-Bianchi; Emanuel Savio Cavalcanti Sarinho

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):58-62

Resumo PDF Português

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) se manifesta totalmente favorável à imunização contra a COVID-19 em indivíduos entre 5 e 11 anos, para a proteção não somente deste grupo, mas também de seus conviventes. A vacinação de crianças, demonstrada sua eficácia e segurança, é fundamental para o controle da circulação do vírus e proteção de indivíduos cuja resposta vacinal pode não ocorrer de modo eficiente, como os imunocomprometidos e idosos. A imunização de pessoas entre 5 e 11 anos deve ser uma estratégia de saúde pública fundamental para o controle da pandemia que nos assola desde março de 2020 com todas as suas graves consequências para a saúde pública e a economia.

Descritores: Vacinas contra COVID-19; imunização; criança.

Artigos de Revisão

5 - Atualização em reações de hipersensibilidade aos anestésicos locais

Update on local anesthetics hypersensitivity reactions

Fernanda Casares Marcelino; Mara Morelo Rocha Felix; Maria Inês Perelló Lopes Ferreira; Maria Fernanda Malaman; Marcelo Vivolo Aun; Gladys Queiroz; Inês Cristina Camelo-Nunes; Ullissis Pádua Menezes; Adriana Teixeira Rodrigues; Denise Neiva de Aquino; Luiz Alexandre Ribeiro da Rocha; Ana Carolina D'Onofrio e Silva; Tânia Maria Gonçalves Gomes; Diogo Costa Lacerda

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):63-70

Resumo PDF Português

Os anestésicos locais são essenciais em diversos procedimentos médicos e odontológicos. Funcionam estabilizando as membranas neuronais e inibindo a transmissão de impulsos neurais, o que permite a realização desses procedimentos com mais segurança e sem dor. As reações adversas a drogas são definidas pela Organização Mundial da Saúde como todos os efeitos nocivos, não intencionais e indesejáveis de uma medicação, que ocorrem em doses usadas para prevenção, diagnóstico e tratamento. As reações de hipersensibilidade são reações adversas do tipo B, imprevisíveis, que clinicamente se assemelham a reações alérgicas e podem ou não envolver um mecanismo imune. As reações de hipersensibilidade verdadeiras aos anestésicos locais são raras, apesar de superestimadas. Nesta revisão destacamos a necessidade de uma avaliação completa dos pacientes com suspeita de reação alérgica aos anestésicos locais, incluindo a investigação de outros possíveis alérgenos que tenham sido utilizados no procedimento, como analgésicos, antibióticos e látex. A estratégia de investigação e seleção de pacientes para testes deve se basear na história clínica. Dessa forma, poderemos fornecer orientações mais assertivas e seguras aos pacientes.

Descritores: Anestésicos locais; ésteres; amidas; hipersensibilidade a drogas; lidocaína.

6 - Alergia a frutos do mar: principais desafios na alimentação e soluções desenvolvidas por alunos do curso de nutrição e gastronomia

Seafood allergy: main challenges in their diet and solutions developed by students of the nutrition and gastronomy course

Maria Jaqueline Nenevê; Breno Matheus Barbosa; Felipe Davanço Messias; Carine Varela dos-Reis; João Victor Bini; Bruna Oliveira Linke; Carolina Quadros Camargo

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):71-83

Resumo PDF Português

A alergia alimentar caracteriza-se por uma reação adversa a um determinado alimento, envolvendo um mecanismo imunológico. Uma das alergias mais comuns encontradas atualmente é a alergia a frutos do mar, a qual se baseia em uma hipersensibilidade a animais desse grupo. O objetivo desta pesquisa é identificar os desafios expostos na alimentação de alérgicos a frutos do mar e formular soluções para essa população baseadas em alimentos nutricionalmente substitutos. Sendo realizado em três etapas: investigação inicial, construção de conceitos e planejamento de uma ação com orientações nutricionais. De acordo com as dificuldades encontradas na alimentação dessa parcela populacional, realizaram-se diferentes preparações, com nutrientes como ômega-3, proteínas, vitaminas do complexo B, zinco, ferro, potássio, magnésio, iodo e selênio, os quais também são encontrados nos frutos do mar, a fim de evitar possíveis contaminações cruzadas e garantir seu aporte nutricional em alimentos substitutos. Foi possível concluir que os alérgicos aos frutos do mar não apresentam uma interferência significativa em sua qualidade de vida, tendo um impacto nutricional pequeno, visto que por meio da alimentação existem outras fontes, necessitando somente de alguns cuidados no dia a dia em virtude das consequências de uma possível contaminação.

Descritores: Hipersensibilidade alimentar; frutos do mar; alérgenos; nutrientes substitutos.

7 - Infecções graves por SARS-CoV-2 com uso de tocilizumabe

Severe infections by SARS-CoV-2 with the use of tocilizumab

Albervania Reis Paulino; Anne Caroline Matos dos Santos; Rubenrhaone Alberto Paulino; João Salviano Rosa Neto; Matheus Alves Jordão; Pedro Stefano Françoso; Cecilia Guimarães Barcelos; Renan Almeida e Silva; Webert Fernando Reis

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):84-90

Resumo PDF Português

O SARS-CoV-2 é causador da doença infecciosa COVID-19. A infecção estimula o sistema imunológico a produzir citocinas pró-inflamatórias. A principal citocina envolvida é a IL-6, e está ligada à gravidade da doença. Devido à associação dos altos níveis de IL-6 com a mortalidade na COVID-19, investiga-se sobre o uso de tocilizumabe (TCZ), um anticorpo monoclonal humanizado antirreceptor de IL-6 humana. O objetivo desta revisão sistemática é avaliar a eficácia do uso do TCZ em pacientes com COVID-19 grave. As buscas foram feitas através das bases de dados Science Direct e PubMed em setembro de 2021. Foram incluídos os ensaios clínicos randomizados com pacientes em um único estágio de COVID-19, casos graves e sem restrição de idade, os quais receberam o TCZ como medicação de intervenção combinado a tratamentos protocolados por cada hospital e associado a corticosteroides. A análise desses estudos demonstrou resultados significantes sobre o uso de TCZ em casos severos de COVID-19. O uso de TCZ associado a glicocorticoides levou a uma redução no índice de mortalidade e de submissão a ventilações mecânicas e a uma melhora expressiva em relação à escala "WHO-endorsed 7-point ordinal scale". Entretanto, não houve melhora relevante quanto ao uso do TCZ de maneira isolada.

Descritores: COVID-19; anticorpos monoclonais; Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica.

8 - Poluição do ar e saúde respiratória

Air pollution and respiratory health

Faradiba Sarquis Serpa; Valderio Anselmo Reisen; Eliana Zandonade; Higor Cotta Aranda; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):91-99

Resumo PDF Português

O aumento da prevalência de doenças respiratórias crônicas coincide com o da exposição aos poluentes atmosféricos pelo crescente processo de industrialização, aumento do tráfego veicular e migração da população para áreas urbanas. A poluição do ar é uma mistura complexa de poluentes e outros compostos químicos tóxicos e não tóxicos, e o efeito na saúde pode derivar dessa mistura e da interação com parâmetros meteorológicos. Apesar disso, busca-se estabelecer o papel de um poluente específico em separado e consideram-se os parâmetros meteorológicos como fatores de confusão. Há evidências de que a exposição aos poluentes contribui para maior morbidade e mortalidade por doenças respiratórias, especialmente nas crianças, mesmo em concentrações dentro dos padrões estabelecidos pela legislação. Identificar os efeitos dos poluentes no sistema respiratório, isoladamente e em associação, é um desafio, e os estudos têm limitações devido à variabilidade de resposta individual, a presença de doenças pré-existentes, aos fatores socioeconômicos, às exposições a poluentes intradomiciliares, ocupacionais e ao tabaco. A maioria das evidências sobre o efeito dos poluentes no sistema respiratório de crianças deriva de estudos que incluem desfechos de função pulmonar. Entretanto, esses estudos têm diferenças quanto ao desenho, ao método de avaliação de exposição aos poluentes, às medidas de função pulmonar, às covariáveis consideradas como capazes de alterar a resposta aos poluentes e aos tipos de modelos utilizados na análise dos dados. Considerar todas essas diferenças é fundamental na interpretação e comparação dos resultados dessas pesquisas com os dados já existentes na literatura.

Descritores: Poluição do ar; doenças respiratórias; material particulado; poluentes atmosféricos; criança.

9 - Asma tem cura?

Is asthma curable?

Hisbello da Silva Campos

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):100-107

Resumo PDF Português

A asma é o produto de processos coordenados, interligados e complexos que têm origem nos genes/epigenética, microbioma e ambiente/estilo de vida. Os medicamentos atualmente disponíveis não são capazes de interferir com a inserção da asma no organismo. A abordagem terapêutica atual envolve fármacos que visam controlar os sintomas e antagonizar parte dos efeitos de algumas das citocinas envolvidas. Dessa forma, o tratamento atual visa o controle da asma e não a sua cura. Mecanismos epigenéticos traduzem os estímulos microbiômicos e ambientais em comportamento celular alterado. Por essa razão, a identificação de marcadores epigenéticos certamente apontará novos alvos terapêuticos e, idealmente, estratégias para reverter o comportamento celular alterado no trato respiratório. Aí, sim, poderíamos dizer que a asma tem cura.

Descritores: Asma; epigenômica; tratamento biológico.

Artigos Originais

10 - Avaliação da qualidade de vida de pacientes com urticária crônica em Aracaju - Sergipe

Analysis of the quality of life of patients with chronic urticaria in Aracaju - Sergipe

Catarina Fagundes Moreira; Juliana Monroy Leite; Julianne Alves Machado; Adriana de Oliveira Guimarães

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):108-115

Resumo PDF Português

INTRODUÇÃO: A urticária crônica é uma doença com prevalência em pelo menos 0,1% da população, definida pela presença de pápulas pruriginosas, angioedema ou ambos por período superior a seis semanas. Os pacientes com urticária crônica têm um severo prejuízo na qualidade de vida.
OBJETIVO: Avaliar o impacto da urticária crônica na qualidade de vida dos portadores da doença dentro de um serviço especializado no estado de Sergipe.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo observacional a partir de dados coletados de 40 pacientes atendidos, em 2021, no Serviço de Alergia e Imunologia do Ambulatório de Alergia e Imunologia do Decós Day Hospital, através de dois questionários específicos para a avaliação da qualidade de vida na urticária crônica: o Chronic Urticaria Quality of Life Questionnaire e o Urticaria Control Test.
RESULTADOS: Foi possível identificar uma correlação positiva, através do questionário Urticaria Control Test, entre a intensidade dos sintomas e a piora da qualidade de vida (r = 0,774; p < 0,001). Também foi possível identificar uma correlação positiva entre a intensidade dos sintomas e a piora da qualidade de vida, desta vez mensurada pela escala Chronic Urticaria Quality of Life Questionnaire (r = 0,768; p < 0,001). Noventa por cento dos pacientes afirmaram se sentir cansados durante o dia porque não dormiram bem, 87,5% sentem dificuldade para se concentrar, 90% sentem-se nervosos, 80% afirmaram sentirem-se para baixo, 75% disseram ter vergonha das lesões da urticária que aparecem no corpo, e 60% tem vergonha de frequentar lugares públicos.
CONCLUSÕES: A urticária crônica compromete a qualidade de vida, medida pelos questionários Urticaria Control Test e Chronic Urticaria Quality of Life Questionnaire. O comprometimento da qualidade de vida dos doentes com urticária crônica ocorre principalmente nos aspectos psicológicos, nos relacionamentos sociais e na qualidade do sono.

Descritores: Urticária crônica; qualidade de vida; inquéritos e questionários.

11 - Avaliação da expressão da filagrina em biópsias esofágicas de pacientes com esofagite eosinofílica

Evaluation of philagrin expression in esophageal biopsies of patients with eosinophilic esophagitis

Fernando Monteiro Aarestrup; Klaus Ruback Bertges; Alvaro Dutra Presto; Laetitia Alves Cinsa; Luiz Carlos Bertges; Matheus Fonseca Aarestrup; Paula Fonseca Aarestrup; Thais Abranches Bertges; Beatriz Julião Vieira Aarestrup

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):116-121

Resumo PDF Português

INTRODUÇÃO: Mutações do gene da filagrina vêm sendo associadas, classicamente, a alterações da barreira epitelial em doenças alérgicas com comprometimento da pele e das superfícies mucosas. Particularmente na dermatite atópica, a relação entre filagrina, mecanismo fisiopatológico e evolução clínica tem sido demonstrada. Recentemente, alterações da barreira epitelial com redução da expressão da filagrina, também têm sido associadas a mecanismos imunológicos envolvidos na patogênese da esofagite eosinofílica. Devido a disfunções na barreira epitelial, microrganismos e alérgenos são capazes de penetrarem no epitélio da mucosa esofágica, assim como na dermatite atópica.
OBJETIVO: Avaliar a possível correlação da expressão da filagrina com os achados histopatológicos em biópsias esofágicas de pacientes com esofagite eosinofílica.
MÉTODOS: A expressão da filagrina foi investigada in situ, por imuno-histoquímica, em biópsias esofágicas nos seguintes grupos: Grupo I, controle (n=8), amostras provenientes de pacientes saudáveis; Grupo II (n=27), amostras provenientes de pacientes com esofagite eosinofílica.
RESULTADOS: Os resultados demonstraram uma diminuição da expressão da filagrina na mucosa do esôfago de portadores de esofagite eosinofílica. Adicionalmente, a intensidade da marcação imuno-histoquímica foi menor na mucosa esofágica com maior infiltração de eosinófilos.
CONCLUSÃO: A diminuição da expressão de filagrina pode ser um fenomeno fisiopatológico associado ao aumento da quantidade de eosinófilos na mucosa esofágica, podendo impactar na evolução clínica da esofagite eosinofílica.

Descritores: Esofagite eosinofílica; imuno-histoquímica; mucosa esofágica; dermatite atópica.

Comunicações Clínicas e Experimentais

12 - Urticária aquagênica: relato de caso e revisão de literatura

Aquagenic urticaria: a case report and literature review

Bruna Gehlen; Isadora França de Almeida Oliveira Guimarães; Giovanna Cobas Pedreira; Jorge Kalil; Antônio Abilio Motta; Rosana Câmara Agondi

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):122-126

Resumo PDF Português

A urticária aquagênica é uma forma rara de urticária crônica induzida (UCInd) desencadeada por um estímulo específico. A patogênese não é totalmente compreendida, mas os sintomas se iniciam minutos após a exposição cutânea à água, independentemente de sua temperatura, e as urticas têm o padrão foliculocêntricas. O diagnóstico é confirmado através do teste de provocação, e o tratamento de primeira linha são os anti-histamínicos de segunda geração. Neste artigo, relatamos um caso de urticária aquagênica e fazemos uma breve revisão da literatura sobre o tema.

Descritores: Urticária crônica; prurido; antagonistas dos receptores histamínicos H1.

13 - Anemia hemolítica autoimune na doença de Castleman multicêntrica: relato de caso

Autoimmune hemolytic anemia in multicentric Castleman's disease: case report

Marcos Tadeu Nolasco da-Silva; Katariny Parreira de Oliveira Alves; Izilda Aparecida Cardinalli; Amanda Avesani Cavotto Furlan; Priscila Machado Fernandes

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):127-133

Resumo PDF Português

A doença de Castleman é um distúrbio linfoproliferativo raro, podendo se manifestar sob a forma de massas localizadas ou como doença multicêntrica. A doença de Castleman multicêntrica é caracterizada por adenopatias generalizadas, visceromegalias, manifestações autoimunes e infecções recorrentes. Este artigo apresenta o relato de caso de anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes em paciente com doença de Castleman multicêntrica. Resposta eficaz foi obtida com uso de corticoterapia sistêmica e tocilizumabe.

Descritores: Hiperplasia do linfonodo gigante; anemia hemolítica autoimune; anticorpos monoclonais.

14 - Tuberculose intratorácica na forma pseudotumoral e óssea como manifestação de doença granulomatosa crônica

Intrathoracic tuberculosis in the pseudotumoral and bone form as a manifestation of chronic granulomatous disease

Priscilla Filippo A. M. Santos; Antonio Condino-Neto; Lillian Nunes Gomes; Claudete Araújo Cardoso

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):134-140

Resumo PDF Português

A doença granulomatosa crônica (DGC) é um erro inato da imunidade de fagócitos, e ocorre em decorrência de mutações que afetam componentes da enzima NADPH oxidase. Os pacientes são suceptíveis a infecções graves e letais por fungos e bactérias. O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um lactente com DGC que apresentou manifestação clínica de tuberculose (TB) intratorácica na forma pseudotumoral e óssea iniciada no período neonatal. O diagnóstico de DGC foi realizado através do teste de DHR e, após o início da profilaxia com sulfametoxazol-trimetroprima e itraconazol, o paciente manteve-se estável clinicamente. A mãe e a irmã também apresentaram DHR alterados, a análise genética revelou uma mutação ligada ao X no exon 2 do gene CYBB c.58G>A, levando uma alteração em G20R. É fundamental que o diagnóstico seja realizado o mais precocemente possível, a fim de instituir as orientações aos familiares e tratamento adequado, reduzindo assim complicações infecciosas e melhorando prognóstico.

Descritores: Doença granulomatosa crônica; doenças da imunodeficiência primária; tuberculose.

15 - Angioedema hereditário e Aspergilose broncopulmonar alérgica: uma associação inesperada

Hereditary angioedema and Allergic bronchopulmonary aspergillosis: an unexpected association

Laise Fazanha Sgarbi; Sérgio Duarte Dortas-Junior; Maria Luiza Oliva Alonso; Alfeu Tavares França; Solange Oliveira Rodrigues Valle

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):141-143

Resumo PDF Inglês

Angioedema hereditário (AEH) é uma doença autossômica dominante; aspergilose broncopulmonar alérgica (ABPA) é uma doença de hipersensibilidade pulmonar relacionada ao esporo de Aspergillus fumigatus, mais suscetível em pacientes com asma e fibrose cística, ambas são consideradas doenças raras. Apresentamos um caso de AEH e ABPA em um paciente. O diagnóstico de AEH foi confirmado com exames laboratoriais: C4 = 3 mg/dL, C1INH < 2,8 mg/dL - nefelometria. Prova de função pulmonar evidenciou aumento de VR e VR/CVF, sugerindo doenças de pequenas vias aéreas. Teste de puntura positivo para A. fumigatus (03 mm); IgE total = 3.100 IU/mL (nefelometria - BNII Siemens), eosinofilia 11% (528/mm3) e IgG específica para A. fumigatus 6,8 mgA/L (FEIA - ThermoFisher), TC de tórax evidenciou impactação mucoide, consistente com ABPA. Controlar ABPA pode prevenir e reduzir as crises de angioedema e os danos ao tecido pulmonar. O diagnóstico precoce de ambas as doenças deve ser enfatizado para reduzir a morbimortalidade.

Descritores: Angioedema hereditário tipos I e II; aspergilose broncopulmonar alérgica; asma; bradicinina; angioedemas hereditários.

CARTA AO EDITOR

16 - Células T αβ duplo negativas para o diagnóstico de ALPS e ALPS-like - os valores do critério diagnóstico de ALPS de 2010 são adequados?

Double Negative (DN) αβ T Cells for the diagnosis of ALPS and ALPS-like - are the 2010 ALPS diagnostic criteria values adequate?

Fernanda Pinto-Mariz; Elaine Sobral da Costa; Ekaterini Simões Goudoris

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(1):144-145

PDF Português

Junho 2022 - Volume 6  - Número 2

ARTIGOS ESPECIAIS

3 - Diretrizes brasileiras do angioedema hereditário 2022 - Parte 1: definição, classificação e diagnóstico

2022 Brazilian guidelines for hereditary angioedema - Part 1: definition, classification, and diagnosis

Régis A. Campos, Faradiba Sarquis Serpa, Eli Mansour, Maria Luiza Oliveira Alonso, Luisa Karla Arruda, Marcelo Vivolo Aun, Maine Luellah Demaret Bardou, Ana Flávia Bernardes, Fernanda Lugão Campinhos, Herberto Jose Chong-Neto, Rosemeire Navickas Constantino-Silva, Jane da Silva, Sérgio Duarte Dortas-Junior, Mariana Paes Leme Ferriani, Joanemile Pacheco de Figueiredo, Pedro Giavina-Bianchi, Lais Souza Gomes, Ekaterini Goudouris, Anete Sevciovic Grumach, Marina Teixeira Henriques, Antônio Abilio Motta, Therezinha Ribeiro Moyses, Fernanda Leonel Nunes, Jorge A. Pinto, Nelson Augusto Rosario-Filho, Norma de Paula M. Rubini, Almerinda Maria do Rêgo Silva, Dirceu Solé, Ana Julia Ribeiro Teixeira, Eliana Toledo, Camila Lopes Veronez, Solange Oliveira Rodrigues Valle

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(2):151-169

PDF Português

4 - Diretrizes brasileiras de angioedema hereditário 2022 - Parte 2: terapêutica

2022 Brazilian guidelines for hereditary angioedema - Part 2: therapy

Régis A. Campos, Faradiba Sarquis Serpa, Eli Mansour, Maria Luiza Oliveira Alonso, Luisa Karla Arruda, Marcelo Vivolo Aun, Maine Luellah Demaret Bardou, Ana Flávia Bernardes, Fernanda Lugão Campinhos, Herberto Jose Chong-Neto, Rosemeire Navickas Constantino-Silva, Jane da Silva, Sérgio Duarte Dortas-Junior, Mariana Paes Leme Ferriani, Joanemile Pacheco de Figueiredo, Pedro Giavina-Bianchi, Lais Souza Gomes, Ekaterini Goudouris, Anete Sevciovic Grumach, Marina Teixeira Henriques, Antônio Abilio Motta, Therezinha Ribeiro Moyses, Fernanda Leonel Nunes, Jorge A. Pinto, Nelson Augusto Rosario-Filho, Norma de Paula M. Rubini, Almerinda Maria do Rêgo Silva, Dirceu Solé, Ana Julia Ribeiro Teixeira, Eliana Toledo, Camila Lopes Veronez, Solange Oliveira Rodrigues Valle

Arq Asma Alerg Imunol 2022;6(2):170-196

PDF Português

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