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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI
Revista oficial da Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología SLaai

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Número Atual:  Abril-Junho 2022 - Volume 6  - Número 2


Artigo Original

Caracterização da fauna dos ácaros de poeira na cidade do Rio de Janeiro e sua importância em diagnósticos de alergias

House dust mite fauna characterization in the city of Rio de Janeiro and its importance in allergy diagnosis

Matheus S. Abreu1; Anderson B. A. Matos2; Francisca C. S. Silva2; Yordy E. Licea3; Maria Clara G. Pedrosa3; Daniel V. R. Silva2; Diana M. A. García4


1. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) - Rio de Janeiro, RJ, Brazil
2. Laboratório de Extratos Alergênicos, Pesquisa & Desenvolvimento - Rio de Janeiro, RJ, Brazil
3. Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) - Rio de Janeiro, RJ, Brazil
4. Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brazil


Endereço para correspondência:

Francisca C. S. Silva
E-mail: franciskasobral@gmail.com

RESUMO

INTRODUÇÃO: O ambiente domiciliar é um dos espaços favoráveis para o desenvolvimento de ácaros, tendo em vista a baixa luminosidade, umidade e temperatura, o que contribui para os crescentes casos de alergias em indivíduos atópicos.
OBJETIVO: Investigar o perfil faunístico dos ácaros na cidade do Rio de Janeiro e o potencial alergêncio para essa região.
MÉTODOS: Foram coletadas 30 amostras de poeira em residências na cidade do Rio de Janeiro, e as espécies encontradas foram classificadas quanto à morfologia, família e o gênero por chave de classificação. Para as regiões das coletas, a carga total de proteínas contendo os alérgenos foi determinada pelo método de Lowry e eletroforese em condições desnaturantes (SDS-PAGE).
RESULTADOS: Os resultados mostram a predominância de 84,9% de ácaros da família Pyroglyphidae; para os demais ácaros o percentual corresponde a 8% Tyrophagus putrescentiae, 6% Blomia tropicalis, 1% Cheyletus malaccensis, e 0,1% de Acarus siro. O conteúdo proteico alergêncio constituinte das amostras foram, grupo 1: 25 kDa (Der 1, Der p 1 e Blo t 1); grupo 2: 15 kDa (Der f 2, Der 2, Tyr p 2 e Blo t 2); e para o grupo 3: 29-30 kDa (Der f 3 e Blo t 3), o que indica uma região passível à sensibilização de indivíduos por estes ácaros.
CONCLUSÃO: O conhecimento da acarofauna nas regiões em estudo permite orientar a comunidade médica quanto à realização de testes cutâneos, além da terapêutica a partir do pool de extratos de ácaros contendo os antígenos, a fim de tornar a imunoterapia mais eficaz.

Descritores: Ácaros, identificação, alérgenos.



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