Logo ASBAI

Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

 2015 - Volume 3  - Número 1

Editorial

1 - A epidemia de alergia: por que as alergias estão aumentando no Brasil e no mundo?

The allergy epidemics: why are allergies increasing in Brazil and worldwide?

L. Karla Arruda, Janaina M. L. Melo

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):1-6

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Aspectos regulatórios e normativos sobre luvas de látex cirúrgicas e de procedimento

Regulatory and normative aspects regarding of latex surgical and procedure gloves

Fátima Leone Martins,; Sylvia Helena Mota Rabelo; Ana Lúcia Torres Seroa da Motta ; Luiz Querino de Araújo Caldas

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):7-12

Resumo PDF Português

Este artigo mostra a importância do controle de qualidade de luvas de látex cirúrgicas e de procedimento, tendo por base a constatação de defeitos de fabricação, presença de orifícios e baixa resistência do material, podendo levar a rompimento nas luvas. Além disso, a possibilidade de luvas de látex provocarem dermatite de contato e outras reações de hipersensibilidade em profissionais de saúde ou usuários será abordada. Devido à relevância da preservação da saúde humana, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por requisito de instituições e consumidores, decidiu analisar as luvas fazendo um Programa de Análise de Produtos - PAP, que evoluiu para um Programa de Avaliação da Conformidade - PAC, cujos ditames técnicos foram estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os dados apresentados neste artigo mostram que a certificação compulsória das luvas por regulamentações do Inmetro e da ANVISA confere mais qualidade para o produto e, consequentemente, maior segurança para a população brasileira. Além disso, este artigo alerta sobre possíveis reações alérgicas causadas pelo látex e por alérgenos que apresentam reatividade cruzada com o látex, incluindo aqueles presentes em alimentos.

Palavras-chave: Avaliação da conformidade, luvas cirúrgicas, luvas de procedimento, hipersensibilidade ao látex, borracha.

Artigo de Revisão

3 - Epigenética da asma: revisão

Epigenetics of asthma: a review

Ataualpa P. Reis

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):13-18

Resumo PDF Português

O tratamento atual da asma permite controlar os sintomas, mas não modifica a sua história natural. Mecanismos epigenéticos aumentaram muito nosso conhecimento do início e progressão da asma, e novas estratégias de tratamento serão desenvolvidas para esta geração e para prevenção de asma de gerações futuras. O campo certamente avançou muito nos últimos anos. O objetivo deste trabalho foi fazer uma revisão de estudos experimentais e clínicos publicados nos últimos anos. As fontes de dados incluiram artigos originais, revisões e publicações concernentes indexados nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SciELO e publicações on line nos últimos 20 anos. Os resultados da presente revisão mostraram que marcadores epigenéticos (metilação do DNA, modificações das histonas e síntese de RNAs não codificadores) trabalham em concerto com outros componentes do mecanismo regulador celular para controlar a expressão de genes. Alterações nestes marcadores epigenéticos estão associadas com exposições relevantes para a asma, particularmente dieta, poluição atmosférica, endotoxinas, alérgenos ambientais e fumaça de cigarro, assim como com fenótipos de asma. Por outro lado, estudos estão começando a decifrar o papel da regulação epigenética da expressão dos genes associados ao desenvolvimento de asma alérgica. Em conclusão, avanços tecnológicos recentes têm tornado possível o estudo de marcadores epigenéticos nos pulmões, e está sendo antecipado que este conhecimento vai melhorar a compreensão da biologia dinâmica nos pulmões e que levará ao desenvolvimento de novos meios de diagnóstico e tratamento para pacientes com asma.

Palavras-chave: Asma, epigenética, fatores ambientais, doenças alérgicas.

Artigo Original

4 - Análise das tendências das internações hospitalares por asma no Brasil de 1998 a 2010

Analysis of hospital admission trends for asthma in Brazil between 1998 and 2010

Ivan Kirche Duarte; Rodolfo de Paula Vieira; Gustavo Silveira Graudenz

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):19-24

Resumo PDF Português

OBJETIVO: A asma é uma doença crônica responsável por grande número de internações hospitalares em praticamente todos os países industrializados. O objetivo do presente estudo foi avaliar a tendência das internações por asma no Brasil entre 1998 e 2010.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo de séries temporais, utilizando o banco de dados do DATASUS (banco de dados do Sistema Único de Saúde), para analisar as tendências de internação hospitalar por asma segundo faixa etária, sexo e região do Brasil.
RESULTADOS: Todos os grupos estudados apresentaram comportamento linear decrescente, mostrando a atual tendência de queda no número de internações por asma no Brasil. Dentre os gêneros, tanto homens como mulheres mostraram uma tendência de queda, com taxas de admissão hospitalar semelhantes. As regiões com maior declínio no número anual de casos foram o Centro-Oeste, Sul e Nordeste. Com relação à idade, os extremos etários (menores de quatro anos e acima de setenta e cinco) apresentaram a maior redução do índice de internações devido a asma.
CONCLUSÃO: Houve uma tendência geral de decréscimo linear nas internações hospitalares devido a asma entre 1998 e 2010.

Palavras-chave: Asma, tendências, estudos de séries temporais.

RELATO DE CASO

5 - Deficiência do componente C5 do complemento associada a meningites meningocócicas

Complement component C5 deficiency associated with meningococcal meningitis

Wilma C. Neves Forte; Tainá Mosca; Vitor A. P. Mazon; Elias J. E. Ghosn; Raphael J. P. Fins; Carlos A. Longui; Maria da Conceição S. de Menezes

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):25-29

Resumo PDF Português

O presente estudo teve como objetivo relatar o caso de paciente com infecções meningocócicas graves, avaliar seu sistema complemento e o de 22 membros de sua família. Foram quantificados o complemento total (CH50) e os componentes C3, C4 e C5 do complemento. Foi observado que a paciente e quatro familiares apresentavam deficiência do componente C5: dois haviam apresentado meningites meningocócicas graves e um apresentou a infecção logo após o diagnóstico da deficiência. Concluímos que a paciente com história de infecções meningocócicas graves apresentou deficiência do componente C5 do complemento, assim como quatro de seus familiares. Nossos resultados indicam que a avaliação do sistema complemento em portadores de infecções meningocócicas e em familiares próximos deva ser realizada para identificar pacientes de risco.

Palavras-chave: Imunodeficiência, complemento C5, meningite meningocócica, Neisseria.

CARTAS AO EDITOR

6 - Telemedicina, uma questão de hábito

Telemedicine: a matter of habit

Carlos Eduardo Cassiani Camargo

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):30

PDF Português

7 - Prática clínica, diagnóstico molecular por componentes e polinose: o que aprendemos com nossos pacientes

Clinical practice, component-resolved molecular diagnosis, and pollinosis: what we learn from our patients

Francisco M. Vieira

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):31-32

PDF Português

8 - Angioedema hereditário

Hereditary angioedema

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):33

PDF Português

Homenagem

9 - Dr. Nelson Figueiredo Mendes

Braz J Allergy Immunol.2015;3(1):34

PDF Português

Abril 2015 - Volume 3  - Número 2

Editorial

1 - O poder do exercício: em asma e em doença pulmonar obstrutiva crônica

The power of exercise: in asthma and in chronic pulmonary obstructive disease

L. Karla Arruda, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):35-39

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Anafilaxia induzida por exercício: atualização

Exercise-induced anaphylaxis: state of the art

Mario Geller, MD, MACP, FAAAAI, FACAAI

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):40-46

Resumo PDF Português

A prevalência de anafilaxia induzida por exercício é estimada em cerca de 2,3-5% de todos os casos de anafilaxia. As manifestações clínicas da anafilaxia induzida pelo exercício incluem fadiga, rubor, aumento da sensação de calor, prurido difuso, urticária, angioedema, broncoespasmo, dispneia, quaisquer sintomas gastrointestinais, hipotensão, choque cardiocirculatório e edema laríngeo. O principal diagnóstico diferencial se dá com a urticária colinérgica, que também pode ocasionalmente apresentar anafilaxia. A anafilaxia induzida por exercício pode estar associada a alimentos, com ou sem sensibilização IgE-específica. Os alimentos mais comumente envolvidos são trigo (epítopo ômega-5-gliadina), frutos do mar (especialmente camarão), aipo, milho, leite de vaca, banana, farinhas contaminadas com ácaros e amendoim. Curiosamente, exercícios aeróbicos isolados, assim como somente a ingestão dos alimentos alergênicos sem exercícios associados, não causam anafilaxia nesses pacientes. O efeito sinérgico dos dois fatores indutores é necessário para a ocorrência das manifestações anafiláticas. Pode haver fármaco-dependência na anafilaxia induzida por exercício. Os fármacos e produtos químicos envolvidos incluem aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), antibióticos (cefalosporinas) e os chamados suplementos energizadores anticatabólicos, como beta-hidroximetilbutirato. Recomenda-se evitar a ingestão dos alimentos que desencadeiam a reação quando possível e, nas zonas temperadas do planeta, uma medida adicional de prevenção é não se exercitar quando há alta exposição ambiental aos polens para pacientes atópicos, realizando portanto o exercício em ambiente fechado. Também é aconselhável evitar o exercício em condições climáticas extremas, de muito calor, muito frio ou em ambientes bastante úmidos. O anticorpo monoclonal anti-IgE (omalizumabe) pode estabilizar mastócitos pela regulação negativa da expressão de receptores de alta afinidade para IgE (FcεRI), e tem sido demonstrado que esta estratégia terapêutica previne anafilaxia. Epinefrina autoinjetora e educação elucidativa para pacientes, extensiva aos familiares, são essenciais para pacientes com anafilaxia induzida por exercício, bem como para todas as pessoas envolvidas na prática de exercícios e esportes, para diagnóstico e prevenção apropriados, e conduta terapêutica bem sucedida.

Palavras-chave: Anafilaxia, exercício, alimentos, anti-inflamatórios não esteroides, hipersensibilidade a trigo, gliadina.

Artigo de Revisão

3 - Broncoespasmo induzido por exercício no atleta

Exercise-induced bronchospasm in the athlete

José Ângelo Rizzo MD, PhD; Adelmir Souza-Machado, MD, PhD; Flávio Sano, MD, PhD; Álvaro Augusto Souza da Cruz Filho, MD, PhD; Faradiba Sarquis Serpa, MD, MSc; Gustavo Falbo Wandalsen, MD, PhD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD; Marcelo Vivolo Aun, MD; Pedro Francisco Giavina Bianchi Jr.; José Laerte Boechat, MD, PhD; Eduardo Costa de Freitas Silva, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):47-55

Resumo PDF Português

No presente artigo, os autores realizam uma revisão narrativa sobre a definição, prevalência, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento do broncoespasmo induzido pelo exercício em atletas. A prevalência varia de acordo com os critérios diagnósticos adotados, mas nos estudos que empregaram métodos objetivos, pode alcançar até 39% nos atletas de natação não asmáticos, e 51% em atletas de futebol asmáticos. São discutidos os aspectos fisiopatológicos do broncoespasmo induzido pelo exercício, incluindo o papel da desidratação e da inflamação das vias aéreas nos atletas. Para o diagnóstico, são mostrados dados que confirmam ser inadequado o diagnóstico baseado apenas em critérios clínicos, e é apresentada uma avaliação crítica dos métodos objetivos mais empregados para confirmação diagnóstica. Para finalizar, os conceitos atuais de prevenção do broncoespasmo induzido pelo exercício são apresentados, ressaltando que em atletas de elite o máximo desempenho é exigido, e qualquer redução da capacidade física pode separá-los da vitória.

Palavras-chave: Asma induzida por exercício, asma, diagnóstico, terapêutica.

Artigo Original

4 - Prevalência da síndrome de sobreposição de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (ACOS) em idosos

Prevalence of asthma-chronic obstructive pulmonary disease overlap syndrome (ACOS) in elderly patients

Antônio Carlos Maneira Godinho Netto, MD, MSc; Túlio Gonçalves dos Reis; Cássia Franco Matheus; Tamara Aarestrup de Freitas; Fernando Monteiro Aarestrup, MD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):56-60

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Avaliar a prevalência da síndrome de sobreposição de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) (asthma-chronic obstructive pulmonary disease overlap syndrome, ACOS) em idosos.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional transversal, com amostra composta por 202 idosos, sendo 147 mulheres e 55 homens, que responderam a questionário baseado no módulo de asma do International Study of Asthma and Allergies in Children (ISAAC) modificado para o idoso, e foram avaliados de acordo com critérios estabelecidos pelo Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) para diagnóstico de DPOC.
RESULTADOS: Dos 202 pacientes, 11,3% apresentaram asma definitiva; 5,4% asma provável; 9,9% DPOC; e 6,4% síndrome da sobreposição de asma e DPOC. Dentre os pacientes idosos, a frequência de ACOS foi maior em pacientes na faixa etária de 60 a 69 anos (10,6%), e em mulheres quando comparadas aos homens (6,8 e 5,4%, respectivamente).
CONCLUSÃO: No grupo estudado, houve uma prevalência de ACOS semelhante à relatada em estudos em outros países do mundo, reforçando a necessidade de realizar diagnóstico correto, para propiciar melhor qualidade de vida aos idosos.

Palavras-chave: Idoso, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, questionários.

RELATO DE CASO

5 - Imunodeficiência comum variável: dificuldades no diagnóstico

Common variable immunodeficiency: diagnostic constraints

Karin Milleni Araujo, MD; Licio Augusto Velloso, MD, PhD; Eli Mansour, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):61-67

Resumo PDF Português

A imunodeficiência comum variável (IDCV) é a imunodeficiência primária sintomática mais comum, e representa um conjunto heterogêneo de distúrbios que resultam principalmente da deficiência de anticorpos, levando a infecções recorrentes. A variabilidade na expressão clínica e o desconhecimento da doença contribuem para o retardo no diagnóstico, aumentando a morbidade e a mortalidade. Neste artigo apresentamos o caso clínico de um jovem diagnosticado com IDCV, ressaltando as dificuldades para se estabelecer o diagnóstico frente aos múltiplos achados clínicos e laboratoriais durante o processo de investigação. Tal fato levou a hospitalização prolongada, com grande número de complicações graves e elevado custo.

Palavras-chave: Imunodeficiência comum variável, manifestações clínicas, critérios diagnósticos, diagnóstico tardio.

CARTAS AO EDITOR

6 - Reatividade cutânea em idosos

Cutaneous reactivity in the elderly

Lilian Dias dos Santos Alves; Zamir Calamita

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):69

PDF Português

7 - Lúpus induzido por drogas

Drug-induced lupus

Bruno Emanuel Carvalho Oliveira

Braz J Allergy Immunol.2015;3(2):69-70

PDF Português

Junho 2015 - Volume 3  - Número 3

Editorial

1 - Terapia anti IL-4/IL-13: revolução no tratamento da asma, dermatite atópica e rinossinusite crônica com polipose nasossinusal?

Anti IL4/IL-13 therapy: a revolution in the treatment of asthma, atopic dermatitis and chronic rhinossinusitis with nasal polyps?

L. Karla Arruda, MD, PhD; Lucas Brom, MD; Thais Nociti Mendonça, MD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):71-76

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Uma visão diferenciada no manejo do dermografismo

A differentiated view of the management of dermographism

Eduardo Magalhães Souza Lima, MD; Ingrid Cunha de Souza Lima, MD; Cynthia Dias Pinto Coelho, LCP; Marina Cunha de Souza Lima

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):77-85

Resumo PDF Português

A urticária apresenta-se com diversos aspectos clínicos e tem causas distintas. Constitui uma das dermatoses mais frequentes: 15 a 20% da população tem pelo menos um episódio agudo da doença, resultando em 1 a 2% dos atendimentos nas especialidades de Dermatologia e Alergia/Imunologia. Urticária é classificada em aguda, com duração inferior a seis semanas, ou crônica, com duração superior a seis semanas. A urticária crônica pode ser espontânea ou induzida. O tratamento da urticária compreende tanto medidas farmacológicas, que podem estar associadas a efeitos adversos, como medidas não farmacológicas, incluindo realização do psicodiagnóstico. Dermografismo é um tipo de urticária crônica induzida física em que a aplicação de uma determinada pressão na pele do paciente resultará no aparecimento de pápula no trajeto da pressão exercida. Para investigar a associação entre dermografismo e alterações psicológicas, foi avaliado grupo de 280 pacientes com dermografismo, na faixa etária de 18 a 68 anos de idade, com predominância de 3:1 do sexo feminino. Muitos destes pacientes não apresentavam resposta favorável com o tratamento convencional. Quando foi associado ao seu tratamento o uso de um antidepressivo tricíclico com ação anti-histamínica, como o cloridrato de doxepina, e avaliação psicológica pelo Teste Projetivo HTP (House-Tree-Person), foi evidenciada melhora significante dos sintomas. O psicodiagnóstico foi realizado por psicóloga clínica. Os resultados revelaram uma clara associação com fatores psicossomáticos na evolução do dermografismo, indicando benefício da abordagem multiprofissional, com visão diferenciada, biopsicossocial, e do uso de terapêutica antidepressiva isolada ou adjuvante a anti-histamínicos para o controle sintomático do dermografismo.

Palavras-chave: Urticária, dermografismo, urticária crônica.

Artigo de Revisão

3 - MicroRNAs: papel no diagnóstico e tratamento da asma

MicroRNAs: role in the diagnosis and treatment of asthma

Ataualpa P. Reis, MD, PhD; Karla Fernandes, PhD; Fernanda Sarquis Jehee, BSc, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):86-92

Resumo PDF Português

A asma é reconhecida como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e que tem como características a hiper-reatividade das vias aéreas, a hipersecreção de muco e a obstrução ao fluxo aéreo, resultando em sintomas de gravidade variável. Na maior parte dos casos, a asma está associada a processo inflamatório crônico mediado por padrão tipo 2 da resposta imune, que pode ser induzido ou aumentado por alérgenos ambientais, irritantes primários, exercício, infecções do trato respiratório e comorbidades. Alterações epigenéticas são reconhecidas como participantes do início e/ou da manutenção da resposta tipo 2. MicroRNAs (miRNAs) são reguladores da expressão gênica e têm papel importante na patogênese da asma. Sua caracterização na circulação sanguínea pode prover uma ferramenta de alta especificidade e sensibilidade no diagnóstico da asma. Seu papel em regular a expressão de genes por mecanismos pós-transcricionais através de interação com RNAs mensageiros (mRNA) pode oferecer o potencial de constituir uma nova modalidade terapêutica desta doença. A presente revisão incluiu artigos originais, revisões e consensos indexados nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SciELO e publicações on line nos últimos 10 anos, e pretende apresentar o conhecimento atual da importância dos microRNAs no diagnóstico e tratamento da asma.

Palavras-chave: Asma, microRNA, diagnóstico e tratamento da asma.

Artigos Originais

4 - Pneumonias em imunodeficiência comum variável após mudança de ambiente físico

Pneumonia in common variable immunodeficiency after change in physical environment

Ana Paula Kazue Beppu, MD; Julia Warchavchik Melardi, MD; Verônica Reche Rodrigues Gaudino, MD; Marina Colella dos Santos, MD; Maria da Conceição Santos de Menezes, MD, MSc; Wilma Carvalho Neves Forte, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):93-98

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Estudar a possível relação entre mudança para ambiente físico com maior número de pessoas e aparecimento de pneumonias de repetição em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV).
MÉTODOS: Realizou-se estudo prospectivo-transversal em amostra de conveniência de pacientes com ICV e história de pneumonias de repetição, acompanhados em serviço especializado de hospital terciário.
RESULTADOS: Entre os 23 pacientes selecionados com ICV e história de pneumonias, cinco apresentaram pneumonias após mudança para ambientes com maior número de pessoas.
CONCLUSÃO: Um subgrupo de pacientes com ICV apresentou pneumonias após mudança para ambiente físico com maior número de pessoas. O diagnóstico de ICV deve ser feito o mais precocemente possível, na tentativa de evitar sequelas pulmonares irreversíveis. Sendo assim, é importante a pesquisa desta doença em indivíduos que apresentem pneumonias após mudanças de ambiente físico, incluindo mudanças para locais onde o espaço é compartilhado com número aumentado de pessoas.

Palavras-chave: Imunodeficiência comum variável, imunodeficiências primárias, pneumonias.

5 - Melhora clínica da dermatite atópica em crianças de 6 meses a 12 anos com o uso oral de uma associação de probióticos

Clinical improvement of atopic dermatitis in children aged 6 months to 12 years with the use of a combination of oral probiotics

Flavia Alvim Sant'Anna Addor, MD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):99-105

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Probióticos são organismos vivos que administrados em quantidade adequada conferem benefício ao hospedeiro. Alguns estudos demonstram que sua colonização intestinal pode influenciar a evolução de alergias sistêmicas. O objetivo do presente estudo foi avaliar clinicamente a eficácia e segurança da administração de uma associação de probióticos em crianças com dermatite atópica.
MÉTODOS: Cinquenta e seis pacientes portadores de dermatite atópica com idades entre 6 meses a 12 anos ingeriram diariamente a associação das seguintes cepas de probióticos: Lactobacillus acidophilus NCFM®, L. rhamnosus HN001®, L. paracasei Lpc-37® e Bifidobacterium lactis HN019® em uma tomada diária, por 12 semanas, juntamente com o tratamento que vinham realizando para a dermatose. A avaliação da dermatite atópica foi realizada através do SCORAD ao início e final do estudo, além de avaliação clínica dos sinais individualmente e questionário para acessar presença de prurido e alterações do sono pela doença. Ao final do tratamento, também foi perguntado sobre o sabor e praticidade de uso da associação.
RESULTADOS: Houve melhora significante do SCORAD ao longo do tempo (p = 0,001) assim como redução dos sinais e sintomas: eritema, edema e pápulas, escoriação, liquenificação, xerose, prurido e alterações do sono.
CONCLUSÃO: A associação oral dos probióticos estudados atuou de maneira significante na melhora dos sinais e sintomas de pacientes com dermatite atópica com idades entre 6 meses e 12 anos, de maneira segura e sem interferir com a terapêutica de rotina.

Palavras-chave: Dermatite atópica, eczema atópico, probióticos, qualidade de vida.

CARTAS AO EDITOR

6 - Rinite alérgica em crianças na idade pré-escolar: mito ou realidade?

Allergic rhinitis in preschool children: myth or fact?

Herberto José Chong Neto, MD, PhD; Nelson Augusto Rosário, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):106-107

PDF Português

7 - Dessensibilização com aspirina na doença coronariana

Aspirin desensitization in coronary artery disease

Mario Geller, MD, MACP, FAAAAI, FACAAI

Braz J Allergy Immunol.2015;3(3):107-108

PDF Português

Agosto 2015 - Volume 3  - Número 4

Editorial

1 - A vida com alergia: da criança ao idoso

Life with allergies: from childhood to old age

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2015;3(4):109-110

PDF Português

TEMAS LIVRES

2 - Temas Livres

Braz J Allergy Immunol.2015;3(4):111-124

PDF Português

PÔSTERES

3 - Pôsteres

Braz J Allergy Immunol.2015;3(4):125-195

PDF Português

Outubro 2015 - Volume 3  - Número 5

Editorial

1 - Novos biológicos para asma: terapia anti-interleucina-5

New biologicals for asthma: anti interleukin-5 therapy

Lucas Brom, MD; Thais Nociti Mendonça, MD; Fabiola Reis Oliveira, MD, PhD; Willy Sarti, MD, PhD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD; Luisa Karla de Paula Arruda, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol.2015;3(5):197-204

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Guia para o manejo da asma grave

Guideline for the management of severe asthma

Eduardo Costa, MD, PhD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD; Marcelo Vivolo Aun, MD, PhD; Pedro Francisco Giavina Bianchi Jr., MD, PhD; Jose Laerte Boechat, MD, PhD; Gustavo Falbo Wandalsen, MD, PhD; José Angelo Rizzo, MD, PhD; Alvaro Augusto Cruz, MD, PhD; Adelmir Souza-Machado, MD, PhD; Flavio Sano, MD, PhD; Faradiba Sarquis Serpa, MD, MSc

Braz J Allergy Immunol.2015;3(5):205-225

Resumo PDF Português

O conceito e a abordagem da asma grave sofreram modificações ao longo das últimas décadas. Atualmente são considerados asmáticos graves os pacientes que necessitam das etapas 4 ou 5 de tratamento da Global Initiative for Asthma (GINA) para evitar o descontrole da doença ou que permanecem não controlados apesar dessa terapêutica. O diagnóstico de asma grave deve ser estabelecido após avaliação de condições que contribuem para o não controle da doença, como a adesão e o acesso ao tratamento, a técnica inalatória, os diagnósticos diferenciais e as comorbidades prevalentes nessa população. Além da terapia com corticosteroides inalados em alta dose associados a beta-2 agonistas de longa ação, antagonistas do receptor muscarínico de longa ação e agentes biológicos dirigidos contra moléculas bioativas envolvidas na fisiopatologia da doença têm demonstrado eficácia no controle da asma. A introdução das terapias alvo com agentes biológicos na etapa 5 da GINA permite um tratamento de precisão, baseado no fenótipo e/ou endótipo da asma, e representa uma nova e grande janela de oportunidade no controle da asma grave. Nesse contexto, este guia foi desenvolvido com o objetivo de contribuir para uma melhor abordagem da asma grave por parte do especialista.

Palavras-chave: Asma, diagnóstico, terapêutica.

Dezembro 2015 - Volume 3  - Número 6

Editorial

1 - Alergia a alfa-gal e anafilaxia tardia a carne vermelha: esta síndrome existe no Brasil?

Alpha-gal allergy and delayed anaphylaxis to red meat: does this syndrome exist in Brazil?

L. Karla Arruda; Janaina Lima Melo

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):227-232

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Destaques do I Workshop de Alergia a Medicamentos em Crianças

Highlights from the I Workshop on Drug Allergy in Children

Mara Morelo Rocha Felix; Luis Felipe Chiaverini Ensina; Gladys Reis e Silva de Queiroz; Maria Inês Perelló; Cristiane de Jesus Nunes dos Santos; Carolina Sanchez Aranda

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):233-240

Resumo PDF Português

Em novembro de 2015 foi realizado o I Workshop de Alergia a Medicamentos em Crianças no Brasil. Este encontro científico foi organizado pelo Grupo de Assessoria em Alergia a Medicamentos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), com o objetivo de discutir os aspectos mais relevantes e peculiares das reações de hipersensibilidade a medicamentos (RHM) em crianças. A hipersensibilidade a drogas em crianças é pouco conhecida. Muitos algoritmos utilizados em adultos são replicados em crianças, sem pesquisas específicas nesta faixa etária. As crianças com suspeita de RHM devem ser avaliadas através da história clínica que irá orientar quanto à necessidade da realização de exames complementares (testes in vivo e in vitro). As infecções podem atuar como cofatores ou como diagnósticos diferenciais. Existem protocolos desenvolvidos especificamente para essa faixa etária. Um exemplo é a investigação dos exantemas benignos não imediatos associados ao uso de beta-lactâmicos (BLs). Nesses casos, o teste de provocação oral (TPO) é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico. Na hipersensibilidade aos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), o TPO também pode auxiliar no diagnóstico e na busca de uma alternativa segura. A abordagem dos pacientes com reações vacinais constitui outra importante área da alergia pediátrica. Nesses casos, o conhecimento da relação risco vs. benefício pode evitar exclusões desnecessárias. O presente artigo foi elaborado a partir das discussões ocorridas durante o Workshop. Seu objetivo é apresentar os principais pontos ressaltados nas aulas e fazer algumas recomendações relacionadas à hipersensibilidade a medicamentos na faixa etária pediátrica.

Palavras-chave: Hipersensibilidade a drogas, diagnóstico, criança.

Artigo de Revisão

3 - Alergia a alfa-gal: uma revisão sistemática

Allergy to alpha-gal: a systematic review

Maurício Domingues Ferreira; Luiz Piaia Neto; Rodrigo Gil Ribeiro

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):241-250

Resumo PDF Português

A alergia ao carboidrato galactose-α-1,3-galactose (alfa-gal) tem sido associada a duas formas distintas de apresentação de anafilaxia: anafilaxia de início imediato durante a primeira exposição ao anticorpo monoclonal cetuximab intravenoso, e anafilaxia de início tardio 3-6 horas após ingestão de carne de mamíferos não-primatas (carne vermelha), em pacientes sensibilizados previamente por picada de carrapatos. Recentemente foi descrito este tipo de anafilaxia que ocorre em pacientes que possuem IgE específica para alfa-gal, um carboidrato que é componente de glicoproteínas e glicolipídeos de mamíferos não primatas. Tais pacientes desenvolvem sintomas tardios como urticária, angioedema, sintomas gastrointestinais e anafilaxia, que podem ser graves e até fatais, após comerem carne vermelha ou vísceras de mamíferos não primatas. Reações mais rápidas, em cerca de 2 horas após a ingestão do alimento, em indivíduos com anticorpos IgE para alfa-gal, foram descritas em pacientes europeus que consumiram rim de porco, e em pacientes que relataram ingestão de álcool concomitantemente à carne vermelha. Cetuximab é um anticorpo monoclonal humanizado IgG1 contendo alfa-gal, e reações alérgicas a este anticorpo ocorreram com a primeira administração deste medicamento. O conhecimento das manifestações clínicas desta síndrome tem aumentado, e o número de casos tem crescido nos Estados Unidos e em outros países do mundo, de forma que a alergia a alfa-gal tornou-se mais prontamente compreendida e diagnosticada nos últimos anos.

Palavras-chave: Alergia a alfa-gal, galactose-α-1,3-galactose, carne vermelha, picada de carrapato.

Artigo Original

4 - Prevalência de asma em alunos de graduação dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia

Asthma prevalence among medical and nursing students at Universidade Federal de Uberlândia

Marina Melo Gonçalves; Gesmar Rodrigues Silva Segundo

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):251-258

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Conhecer a prevalência de asma entre estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e determinar os principais alérgenos associados a essa doença nos indivíduos estudados.
MÉTODOS: Foi aplicado o questionário International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) modificado para adultos, em alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem da UFU. Alunos com perfil positivo para asma foram recrutados para a realização do teste cutâneo de puntura (TCP) com extratos de Dermatophagoides pteronyssinus (Der p), D. farinae (Der f), Blomia tropicalis (Blo t), Blattella germanica (Bla g), Alternaria sp., Aspergillus sp., Cladosporium sp., Penicillium sp., epitélios de Canis familiaris (Can f) e Felis domesticus (Fel d), e gramíneas.
RESULTADOS: Foram obtidos 457 questionários válidos. Destes, 50 (10,9%) apresentaram perfil positivo para asma, com 36 questionários (72%) respondidos por indivíduos do gênero feminino e 14 (28%) por indivíduos do gênero masculino (relação F:M 2,57). A idade dos participantes com perfil positivo para asma variou de 17 a 39 anos, com mediana de 20 anos. Dos 50 alunos com perfil positivo, 21 realizaram o TCP, com 61,9% de positividade para Der p; 66,7% para Der f; 28,6% para Blo t; 4,7% para Can f, Fel d e Alternaria.
CONCLUSÃO: A prevalência de asma na população estudada foi de 10,9%, com predomínio no gênero feminino. Observou-se sensibilização alergênica predominante a ácaros da poeira domiciliar.

Palavras-chave: Asma, alergia e imunologia, hipersensibilidade, prevalência, epidemiologia.

RELATOS DE CASO

5 - Deficiência seletiva de IgM: relato de caso

Selective IgM deficiency: case report

Juliano José Jorge

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):259-260

Resumo PDF Português

Deficiência seletiva de IgM é um defeito imunológico mais comum do que se pensava. Está associada a infecções de repetição, manifestações atópicas, doenças autoimunes e malignidades. Reposição de imunoglobulina é o tratamento de escolha nos pacientes com infecções recorrentes e presença associada de deficiência seletiva de anticorpos.

Palavras-chave: Deficiência IgM, imunodeficiência.

6 - O alérgeno imunodominante da tilápia geneticamente melhorada para aquacultura (Oreochromis niloticus) em quatro brasileiros alérgicos é uma proteína de 100 kDa susceptível à digestão péptica

The immunodominant allergen of genetically improved farmed tilapia (Oreochromis niloticus) is a 100-kDa protein susceptible to pepsin digestion in four fish-allergic Brazilian patients

Celso Eduardo Olivier; Regiane Patussi dos Santos Lima; Daiana Guedes Pinto Argentão; Mariana Dias da Silva; Raquel Acácia Pereira Gonçalves dos Santos; Jaison Castro Oliveira; Priscila Cristina Vaz Bortolozzo

Braz J Allergy Immunol.2015;3(6):261-265

Resumo PDF Português

A caracterização dos alérgenos de peixes brasileiros ainda é deficiente. Este estudo foi conduzido com quatro indivíduos brasileiros que apresentaram reações imediatas após a ingestão de tilápia. A natureza mediada por IgE da hipersensibilidade foi demonstrada por testes cutâneos e por immunoblotting. Uma proteína ainda não caracterizada de 100 kDa foi identificada pelo immunoblotting IgE como o alérgeno do extrato natural não digerido da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) geneticamente melhorada para aquacultura. Esta proteína foi susceptível à atividade péptica como demonstrado por SDS-PAGE, que mostrou uma banda única entre 12 e 19 kDa após a digestão péptica. Os testes cutâneos com o extrato digerido de tilápia não demonstraram nenhuma reação, assim como o immunoblotting IgE não demarcou nenhuma banda na corrida eletroforética do extrato digerido.

Palavras-chave: Hipersensibilidade alimentar, imunoglobulina E, tilápia, immunoblotting, pepsina A, criança.

2018 Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Av. Prof. Ascendino Reis, 455, Vila Clementino, CEP 04027-000, SÃO PAULO, SP, Fone: (11) 5575-6888

GN1 - Sistemas e Publicações