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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Fevereiro 2014 - Volume 2  - Número 1

Nota do Editor

1 - Dr. Charles Naspitz: gratidão e apreciação no WISC-ASBAI 2014

Dr. Charles Naspitz: gratitude and appreciation during WISC-ASBAI 2014

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):1-2

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Editorial

2 - Medida da fração de óxido nítrico exalado na asma

Measurement of fraction of exhaled nitric oxide in asthma

Nelson Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):3-5

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Artigos de Revisão

3 - Angioedema hereditário e outras formas de angioedema por bradicinina: atualização no diagnóstico e tratamento

Hereditary angioedema and other forms of bradykinin-mediated angioedema: update on diagnosis and treatment

Maria Fernanda Ferraro; L. Karla Arruda; Luana S. M. Maia; Adriana S. Moreno

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):6-20

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Angioedema é definido como edema que ocorre em áreas bem delimitadas do tecido subcutâneo e submucoso, consequente ao aumento da permeabilidade capilar local causada por mediadores vasoativos. Em geral acomete extremidades, face, vias aéreas superiores e tratos gastrointestinal e geniturinário. Há dois mediadores amplamente reconhecidos na patogênese do angioedema: histamina e bradicinina, com repercussões clínicas distintas. O angioedema histaminérgico é geralmente associado a urticária e tem boa resposta ao tratamento com anti-histamínicos, corticosteroides e adrenalina. Já o angioedema por bradicinina tem duração mais prolongada (36 a 72 horas), envolve mais frequentemente o trato gastrointestinal e não responde ao tratamento convencional com anti-histamínicos, corticosteroides e adrenalina. Suspeita-se de angioedema mediado por bradicinina quando há angioedema recorrente, não associado a urticária, que pode ser hereditário ou adquirido. O nonapeptídeo bradicinina é um potente mediador de vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, particularmente em vênulas pós-capilares, que produz seus efeitos através da estimulação dos receptores B2 ligados a proteína-G. Neste artigo de revisão, temos por objetivo fazer uma atualização em diagnóstico diferencial e tratamento das diferentes formas de angioedema mediado por bradicinina: angioedema por inibidores da enzima conversora da angiotensina (iECA) e outros fármacos que podem diminuir o metabolismo da bradicinina; angioedema hereditário (AEH) por mutações nos genes SERPING1 e F12 que codificam, respectivamente, o inibidor de C1-INH e o fator XII da coagulação; angioedema hereditário de causa desconhecida; angioedema por deficiência adquirida do C1-INH; e angioedema idiopático.

Palavras-chave: Angiodema, angioedema hereditário, bradicinina, inibidor de C1, angioedema adquirido.

4 - Epidemiologia da anafilaxia

Epidemiology of anaphylaxis

Elaine Gagete Miranda da Silva; Fábio F. Morato Castro

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):21-27

Resumo PDF Português PDF Inglês

A anafilaxia é uma doença de hipersensibilidade cujas características principais são a gravidade, a forma aguda de apresentação e sua possível evolução para choque e/ou falência respiratória caso o paciente não seja socorrido a tempo. Sua prevalência não é totalmente conhecida, variando de acordo com as regiões pesquisadas ao redor do mundo e, por razões ainda pouco conhecidas, está aumentando tanto em frequência quanto em gravidade. Através de estudos epidemiológicos é possível investigar-se melhor a doença, seus desencadeantes, os fatores a ela relacionados e sua prevenção. A presente revisão mostra os principais trabalhos epidemiológicos realizados sobre o tema nas últimas décadas.

Palavras-chave: Anafilaxia, hipersensibilidade, epidemiologia, alergia e imunologia.

Artigos Originais

5 - Fração exalada de óxido nítrico no diagnóstico e controle da asma em adolescentes

Exhaled nitric oxide in the diagnosis and management of asthma in teenagers

Rosa M. de Carvalho; Beatriz J. V. Aarestrup; Fernanda R. R. da Silva; Nayara C. Goretti; Fernando M. Aarestrup

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):28-34

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a presença de inflamação nas vias aéreas inferiores, assim como a relação desta com o padrão das respostas ao questionário ISAAC, com o nível de controle da asma e com a percepção de qualidade de vida (QV), em adolescentes com asma detectada pelo questionário ISAAC.
MÉTODOS: Estudo transversal, em que 27 adolescentes com asma detectada pelo questionário ISAAC realizaram espirometria, medidas de FeNO, avaliação do controle da asma através do Asthma Control Questionnaire (ACQ-7) e avaliação da QV pelo Paediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ).
RESULTADOS: Treze meninas e 14 meninos com idade média de 14,6 anos apresentaram média de 50,6 partes por bilhão (ppb) de FeNO; e 1,29 de escore no ACQ-7. No PAQL, apresentaram 5,02 no escore total, com 4,87 no domínio "sintomas"; 4,30 no domínio "limitação física"; e 5,67 no domínio "emocional". Os níveis de FeNO apresentaram associação com resposta afirmativa às questões 1 e 5 do ISAAC, além de correlação positiva com os escores do ACQ-7 (r = 0,417; p = 0,030) e correlação inversa com os escores de QV (r = -0,578; p = 0,002).
CONCLUSÃO: O grau de inflamação das vias aéreas inferiores, avaliado através da FeNO, é elevado, confirmando o diagnóstico de asma e se relacionando inversamente com o controle da doença e a qualidade de vida.

Palavras-chave: Asma, ISAAC, óxido nítrico, questionários, qualidade de vida.

6 - Estaria o polimorfismo 55MM da PON1 associado à maior gravidade da doença em pacientes com imunodeficiência comum variável?

Would the PON1-55MM polymorphism be associated to higher disease severity in patients with Common Variable Immunodeficiency?

Bruno Carnevale Sini; Sérgio Paulo Bydlowski; Débora Levy; Cristina M. Kokron; Luciana M. F. Maselli; Andrea Cohon; Ana Karolina Barreto de Oliveira; Jorge Kalil; Myrthes A. M. T. Barros

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):35-43

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Investigar a presença dos polimorfismos Q192R e L55M no gene da Paraoxonase1 (PON1) em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV) e sua relação com morbidade e gravidade da doença.
MÉTODOS: Pacientes com ICV e controles saudáveis foram genotipados para os polimorfismos L55M da PON1 e avaliados em relação à atividade arilesterase. No grupo de pacientes foram analisados parâmetros de morbidade e gravidade da doença.
RESULTADOS: O genótipo 55MM e o alelo 55M foram mais frequentes no grupo ICV em relação ao grupo controle. Pacientes com o genótipo 55MM apresentaram menor atividade de PON1, associada a maior morbidade da doença representada pela maior frequência de infecções de vias aéreas e taxa de internações. Por outro lado, a análise dos alelos demonstrou que a menor morbidade foi associada à presença do alelo 55L, que também apresentou relação com menor frequência de hiperplasia nodular linfoide (p = 0,007) e linfonodomegalia (p = 0,003) e menor ocorrência de óbitos (p = 0,039). Não foi observada relação entre a presença de alelos ou genótipos do polimorfismo PON1 Q192R e a maioria dos parâmetros avaliados neste estudo.
CONCLUSÕES: Este constitui o primeiro relato da maior frequência do polimorfismo 55MM da PON1 em pacientes com ICV. Nossos resultados sugerem que o alelo 55L pode estar associado a um melhor prognóstico. Por outro lado, os resultados são sugestivos de que a presença do genótipo 55MM pode ser preditiva de maior morbidade e mortalidade em pacientes com ICV.

Palavras-chave: Paraoxonase, paraoxonase 1, atividade arilesterase, morbidade, mortalidade, imunodeficiência comum variável.

RELATO DE CASO

7 - Reação de hipersensibilidade a levotiroxina e dessensibilização oral

Hypersensitivity reaction to levothyroxin and oral desensitization

Sérgio Duarte Dortas Junior; Franklin Moreira De Araujo; Cíntia Ribas Souza; Eduardo Micmacher; Soloni Afra Pires Levy; Augusto Tiaqui Abe; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol.2014;2(1):44-46

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A tiroxina sintética (T4) é o tratamento de escolha para a correção do hipotireoidismo. Reações de hipersensibilidade a levotiroxina são raras. Relatamos um caso de reação maculopapular induzida por levotiroxina, com dessensibilização oral bem sucedida.

Palavras-chave: Hipotireoidismo, levotiroxina, alergia a drogas, dessensibilização.

Abril 2014 - Volume 2  - Número 2

Editorial

1 - Introdução precoce de alimentos na infância: qual a melhor recomendação?

Early introduction of foods in infancy: what is the best recommendation?

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2014;2(2):47-49

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Artigo de Revisão

2 - Alimentação no primeiro ano de vida e prevenção de doenças alérgicas: evidências atuais

Feeding in the first year of life and prevention of allergic diseases: current evidence

Marina Neto Rafael; Heloiza C. T. Esteves; Glauce Hiromi Yonamine

Braz J Allergy Immunol.2014;2(2):50-55

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A prevalência de doenças alérgicas aumentou significantemente nos últimos anos. Devido a este rápido aumento, surgiu o interesse em se identificar estratégias de prevenção ou redução do risco de se desenvolver alergia. Acredita-se que esta alta prevalência seja consequência de mudanças ambientais modernas, como o desenvolvimento industrial, mudanças climáticas e de hábitos alimentares que poderiam afetar a função imunológica, independente do seu caráter genético. O presente estudo tem como objetivo discutir o papel da alimentação no primeiro ano de vida sobre a prevenção de doenças alérgicas, através de revisão bibliográfica com base em artigos publicados entre 2003 e abril de 2014, disponíveis nos bancos de dados PubMed, SciELO e LILACS. Com relação ao aleitamento materno, existem poucas evidências do seu efeito protetor para o desenvolvimento de alergia. A recomendação de manter o aleitamento materno exclusivo por período de 4 a 6 meses deve-se a outros benefícios associados a esta prática. Há dados suficientes para a indicação da utilização de fórmulas parcialmente ou extensamente hidrolisadas, com alergenicidade reduzida comprovada, para aqueles com alto risco de desenvolvimento de atopia, quando a amamentação exclusiva não for possível. O início da alimentação complementar é recomendado após 4-6 meses, com atenção à variedade dos alimentos. A alimentação no primeiro ano de vida parece ser importante para a modulação do desenvolvimento do sistema imunológico e prevenção de alergias.

Palavras-chave: Hipersensibilidade, aleitamento materno, alimentação mista, prevenção primária.

Artigos Originais

3 - Imunodeficiência combinada grave: uma revisão da literatura

Severe combined immunodeficiency: review of the literature

Juliana Cantagalli Pfisterer; Sabrina Vargas Martini; Paolo Ruggero Errante; Josias Brito Frazão

Braz J Allergy Immunol.2014;2(2):56-65

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A imunodeficiência combinada grave (SCID) é uma condição clínica caracterizada por marcante comprometimento da resposta imune envolvendo linfócitos T e/ou B e/ou células NK, que conduz a aumento da susceptibilidade a infecções e alta taxa de mortalidade em crianças acometidas. Dificuldades na interpretação dos sintomas clínicos e na identificação de mutações genéticas, devido à ampla variedade fenotípica e genotípica da doença, representam obstáculos para o diagnóstico. Por outro lado, o tratamento é realizado de forma independente da identificação de mutação genética. O objetivo do presente trabalho foi revisar aspectos fisiopatológicos, métodos diagnósticos e tratamentos utilizados em pacientes com SCID. A revisão foi realizada com base em levantamento bibliográfico de banco de dados indexados disponíveis na Internet incluindo LILACS, MEDLINE, PubMed, SciELO Brasil, periódicos CAPES e Cochrane, e foi conduzida com os seguintes critérios de inclusão: artigos científicos publicados nos idiomas português e inglês, dentro do período de 1963 a 2014 e que possuíam as palavras-chave "Imunodeficiência Combinada Grave", "SCID", "Leucopenia", "Diagnóstico", "Tratamento" e "Transplante de medula óssea". O levantamento bibliográfico revelou dificuldades no diagnóstico clínico, laboratorial e genético-molecular, e ressaltou a importância do diagnóstico precoce conduzindo ao tratamento adequado. O diagnóstico precoce da SCID tem papel crucial na melhora da qualidade de vida e na sobrevida dos pacientes, além de favorecer intervenções terapêuticas que previnem o surgimento de infecções e complicações clínicas subsequentes.

Palavras-chave: Imunodeficiência combinada grave, SCID, leucopenia, diagnóstico, tratamento, transplante de medula óssea.

4 - Citologia do escarro induzido em asmáticos infectados pelo Schistosoma mansoni

Induced sputum cytology in asthmatics infected with Schistosoma mansoni

Givaneide S. Lima; Maria Ilma Araújo; Maria Cecília F. Almeida; Alvaro A. Cruz; Luciana S. Cardoso

Braz J Allergy Immunol.2014;2(2):66-74

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INTRODUÇÃO: A infecção pelo Schistosoma mansoni inibe manifestação da asma. A avaliação do escarro induzido em pacientes infectados pelo parasita pode trazer informações importantes sobre a relação entre doenças alérgicas e parasitoses.
OBJETIVO: Avaliar a celularidade do escarro em asmáticos em uma área endêmica em esquistossomose na Bahia.
MÉTODOS: Estudo randomizado, duplo cego, controlado com placebo, incluindo asmáticos infectados pelo S. mansoni e um grupo de asmáticos não infectados. Foi utilizada a celularidade do escarro induzido, em contagens sequenciais pré (D0) e pós-tratamento (D7, D60 e D90), para avaliar os efeitos do tratamento da parasitose com praziquantel sobre a asma.
RESULTADOS: Avaliados 22 indivíduos asmáticos infectados pelo S. mansoni e grupo controle adicional composto por oito asmáticos não infectados. O grupo que usou praziquantel não diferiu do grupo placebo quando comparada a celularidade do escarro. Houve aumento no número de eosinófilos nos D7, D60 e D90 no grupo placebo, quando comparados ao basal, e no D60 no grupo praziquantel. O número total de células aumentou em relação ao basal no D7 e no D90 para o grupo placebo, e no D90 para o grupo praziquantel. O grupo que usou praziquantel apresentou uma redução do volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) no D7, D60 e D90. Não houve associação entre a eosinofilia e a gravidade da asma.
CONCLUSÃO: No presente estudo não foi encontrada correlação entre os tipos celulares encontrados e a gravidade da asma, nem houve variação significativa do percentual de eosinófilos em resposta ao tratamento da esquistossomose.

Palavras-chave: Escarro, asma, eosinófilos, eosinofilia, esquistossomose.

5 - Estudo comparativo sobre a prevalência de alergias entre idosos e não idosos

A comparative study of the prevalence of allergies in elderly and non-elderly patients

Lílian Dias dos Santos Alves; Andrea Bronhara Pelá Calamita; Zamir Calamita

Braz J Allergy Immunol.2014;2(2):75-80

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Doenças alérgicas também estão presentes no idoso e apesar do impacto em sua qualidade de vida, podem ser subdiagnosticadas ou desvalorizadas pela concomitância de outras doenças consideradas de maior gravidade e de risco à vida. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de doenças alérgicas observadas em idosos com 60 anos ou mais, comparando-se com a de não idosos, atendidos em clínica especializada em alergia.
MÉTODOS: Realizou-se uma análise retrospectiva de prontuários de uma clínica particular, supervisionada pela Disciplina de Alergia da Faculdade de Medicina de Marília.
RESULTADOS: Dentre os 398 prontuários analisados, 51 (12,8%) eram de pacientes com 60 anos ou mais, com os seguintes diagnósticos de doenças alérgicas ou de hipersensibilidade: 31,4% dermatite de contato; 15,7% urticária crônica; 13,7% reação adversa a fármaco(s) (RAF); 11,8% rinite; 7,8% asma; 7,8% prurido; e 3,9% tosse. Os demais 347 pacientes tinham menos que 60 anos, com os seguintes diagnósticos de doenças alérgicas ou de hipersensibilidade: 24,2% urticária crônica; 23,6% rinite; 21,6% dermatite de contato; 11,5% asma; 4,3% RAF; 3,4% urticária aguda; 2,6% conjuntivite alérgica; 1,4% tosse; 1,1% dermatite atópica; 1,1% prurido. Houve prevalência significantemente maior de RAF e de prurido no grupo dos idosos.
CONCLUSÕES: Conclui-se que os idosos apresentaram prevalências semelhantes para as diversas doenças alérgicas ou de hipersensibilidade em relação aos não idosos, exceto para RAF e prurido, os quais predominaram na população idosa.

Palavras-chave: Alergia, epidemiologia, hipersensibilidade, idoso.

Junho 2014 - Volume 2  - Número 3

Editorial

1 - Classificando reações de hipersensibilidade a anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) na prática clínica: uma tarefa em sete passos

Classifying hypersensitivity reactions to non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) in clinical practice: a seven-step task

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):83-86

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Questionário de avaliação da qualidade de vida na urticária crônica

Questionnaire to assess quality of life in chronic urticaria

Gabriela A. C. Dias; Solange O. R. Valle; Gisele Viana Pires; Alfeu Tavares França; Sergio Dortas Jr.; Soloni Levy; José Angelo de S. Papi; Ilaria Baiardini; Giorgio Walter Canonica

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):87-90

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Artigos de Revisão

3 - Aspectos práticos no diagnóstico e manejo das reações de hipersensibilidade a fármacos

Practical aspects in the diagnosis and management of drug hypersensitivity reactions

Ullissis P. Menezes; Daniel L. Cordeiro; Janaina Michelle L. Melo

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):91-106

Resumo PDF Português

As reações de hipersensibilidade a fármacos (RHF) podem ser de natureza alérgica ou não alérgica, e correspondem a aproximadamente 15% de todas as reações adversas a fármacos (RAF). As reações alérgicas são mediadas por mecanismo imune, não previsíveis, podendo ser graves e até mesmo fatais, ou requererem internações hospitalares prolongadas. Erros na classificação das RHF ocorrem com frequência, principalmente quando o diagnóstico é baseado apenas na história clínica (superdiagnóstico) ou quando as reações não são documentadas de maneira apropriada (subdiagnóstico). O diagnóstico inadequado pode levar à exclusão desnecessária, com diminuição das opções terapêuticas, e ao uso de fármacos alternativos ineficazes e/ou de custo elevado. Os grupos de fármacos mais comumente envolvidos em reações de hipersensibilidade são os betalactâmicos e os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Consensos atuais preconizam uma investigação diagnóstica sistematizada das RHF através da realização de testes cutâneos, laboratoriais e testes de provocação, direcionados por uma história clínica detalhada. O objetivo do presente estudo é abordar aspectos práticos do diagnóstico e manejo das reações de hipersensibilidade a fármacos, com ênfase aos betalactâmicos e AINEs, de acordo com os estudos e consensos atuais.

Palavras-chave: Hipersensibilidade a drogas, alergia, imunologia.

4 - Avaliação da qualidade do sono e da qualidade de vida na asma

Evaluation of quality of sleep and quality of life in asthma

Deisiane Lima Araújo; Cristina Salles; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):107-111

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Revisar a literatura sobre a relação entre asma noturna, qualidade de vida e qualidade do sono em pacientes asmáticos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão com busca na base de dados Bireme e PUBMED, de artigos publicados em língua inglesa, portuguesa e espanhola. O estudo restringiu-se a artigos originais e de revisão, que avaliaram o tema em questão, publicados no período de 1988 a 2013.
RESULTADOS: Pacientes com asma apresentam frequentes alterações do sono. As exacerbações da asma geralmente ocorrem à noite, comprometendo a qualidade do sono e a qualidade de vida nos asmáticos. Estudos sugerem que pacientes com asma controlada podem apresentar alterações do sono, tais como maior latência do sono, dificuldades de manter o sono, e vigília durante a noite, comprometendo a eficiência do sono. Indivíduos asmáticos apresentam sonolência excessiva diurna, déficit nas atividades diárias e na qualidade de vida.
CONCLUSÃO: A qualidade do sono é afetada nos indivíduos com asma, o que pode explicar a sonolência diurna, déficit na saúde e na qualidade de vida. A ausência de controle e presença de sintomas noturnos está associada a pior índice de qualidade do sono e qualidade de vida. No entanto, pacientes asmáticos mesmo controlados relatam maior tempo de latência e vigília noturna. Essas alterações do sono na asma podem estar associadas a outros fatores, como a presença de comorbidades e terapia medicamentosa.

Palavras-chave: Asma, sono, qualidade de vida.

Artigos Originais

5 - Prevalência de asma e rinite entre adolescentes de 13-14 anos em uma capital do Nordeste, de acordo com o questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC)

Prevalence of asthma and rhinitis among adolescents aged 13-14 years in a Brazilian northeastern state capital according to the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) questionnaire

Mércia L. Medeiros; Dirceu Solé; Auxiliadora D. P. V. Costa; Anya N. V. F. Andrade; Paula K. S. Mello; Diego A. M. Santos; Kelvyn M. Vital; Ana C. N. C. Silva; Emily A. O. Nascimento

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):112-118

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Determinar a prevalência de sintomas de asma e rinite, e avaliar a associação entre as duas doenças em adolescentes de 13-14 anos, estabelecendo comparações de gênero, tipo de escola e gravidade dos sintomas.
MÉTODOS: Estudo transversal, realizado com aplicação de questionários escritos envolvendo questões sobre sintomas de asma e rinite do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) a 3.500 adolescentes de 13-14 anos na cidade de Maceió, Alagoas. A amostra foi obtida por meio de sorteio aleatório, respeitando a proporcionalidade entre escolas públicas e privadas em cada distrito da cidade. Para análise, 3.268 questionários foram considerados válidos. As comparações foram realizadas utilizando-se teste do Qui-quadrado. O nível de significância estabelecido foi de 5% (p < 0,05).
RESULTADOS: As prevalências encontradas foram de 13,2% para asma ativa, 32% para rinite ativa e 15,9% para rinoconjuntivite alérgica, com predominância de sintomas no gênero feminino. Doença grave foi relatada em 3,5% e 3,7% dos adolescentes para asma e rinite, respectivamente. Adolescentes de escolas privadas relataram mais frequentemente sintomas ativos e diagnóstico de asma e rinite. Considerando o total de adolescentes, 4,9% (162) apresentavam asma e rinite ativas concomitantemente. A frequência de rinite ativa entre asmáticos ativos e asmáticos graves foi significantemente maior quando comparada à frequência no grupo total de adolescentes (60% e 56% versus 32%, respectivamente, p < 0,01).
CONCLUSÕES: A prevalência dos sintomas de asma e rinite situou-se dentro de valores intermediários, quando comparada à prevalência em outras áreas do mundo. Associação de sintomas de asma e rinite simultaneamente teve frequência comparável à média mundial, com aumento na prevalência de sintomas de rinite em asmáticos ativos e graves, em relação ao grupo total de adolescentes.

Palavras-chave: Asma, epidemiologia, saúde do adolescente, rinite, hipersensibilidade.

6 - Avaliação da resposta IgE para o entendimento do papel de fungos do ar na alergia respiratória em crianças

Evaluation of IgE responses for a better understanding of the role of airborne fungi in respiratory allergy in children

Geusa Felipa de Barros Bezerra; Marcos Antonio Custódio Neto da Silva; Ramon Moura dos Santos; Denise Maria Costa Haidar; Walbert Edson Muniz Filho; Ivone Garros Rosa; Graça Maria de Castro Viana; Luís Conrado Zaror; Maria do Desterro Soares Brandão Nascimento

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):119-124

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Este estudo realizou-se na cidade de São Luis, Maranhão, com a finalidade de investigar possível relação entre alergia respiratória e elevação sérica de IgE total e IgE específica para fungos isolados de ambientes externos.
MÉTODOS: Fizeram parte deste estudo 98 crianças com diagnóstico clínico de asma e/ou rinite alérgica, com idades entre 4 e 12 anos, sendo 65 (66,3 %) do sexo masculino e 33 (33,7 %) do sexo feminino. Quantificaram-se no soro dessas crianças os níveis de IgE total e IgE específica para Aspergillus spp e Penicillium spp, pelo método de ELISA.
RESULTADOS: IgE total foi detectada em 95 crianças (96,9%); 73 (74,5%) apresentaram níveis detectáveis de IgE anti-Aspergillus spp e 85 (86,7 %) de IgE anti-Penicillium spp. Não houve significância estatística quando foram correlacionados níveis de IgE total, sexo e área de residência das crianças estudadas (p = 0,88). Na correlação entre IgE total e faixa etária verificou-se distribuição não normal dos dados, com destaque à faixa etária de 11 anos, onde os níveis de IgE total foram mais elevados (Teste de Shapiro p < 0,05). Não houve correlação entre IgE anti-Aspergillus e IgE anti-Penicillium com idade, sexo e área de residência.
CONCLUSÃO: Anticorpos IgE contra os fungos estudados possivelmente fazem parte de uma polissensibilização, já que os fungos estão presentes em todas as áreas e durante todo o ano na cidade de São Luis, Maranhão, Brasil. Serão necessários mais estudos para o entendimento da alergia respiratória por fungos do ar em São Luis, Maranhão.

Palavras-chave: Fungos, alergia, imunoglobulina E, meio ambiente.

CARTA AO EDITOR

7 - Síndrome do olho seco na conjuntivite polínica: uma interface entre oftalmologia e alergia

Dry eye syndrome in pollen-induced allergic conjunctivitis: interface between ophthalmology and allergy

Francisco M. Vieira

Braz J Allergy Immunol.2014;2(3):125-126

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Agosto 2014 - Volume 2  - Número 4

Editorial

1 - Imunoglobulina humana por via subcutânea para imunodeficiências primárias

Subcutaneous immunoglobulin therapy for primary immunodeficiencies

Ekaterini Simões Goudouris; Almerinda Maria Rego Silva; Aluce Loureiro Ouricuri; Anete Sevciovic Grumach; Antonio Condino Neto; Beatriz Tavares Costa Carvalho; Cristina Maria Kokron; Dewton de Moraes Vasconcelos; Gesmar Rodrigues Silva Segundo; Mayra de Barros Dorna; Myrthes Anna Maragna Toledo Barros; Wilma Carvalho Neves Forte

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):127-128

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Parecer técnico da ASBAI sobre o uso da penicilina G em unidades básicas de saúde

The ASBAI technical report on the use of penicillin G at primary care health clinics

Mara Morelo R. Felix; Maria Fernanda Malaman; Luis Felipe C. Ensina; Grupo de Assessoria em Alergia a Medicamentos da ASBAI

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):129-131

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Este artigo é resultado de um Parecer Técnico solicitado pelo Ministério da Saúde (MS) sobre o posicionamento da ASBAI quanto à Portaria nº 3161, de 27/12/2011 que "Dispõe sobre a administração da Penicilina nas unidades de atenção básica à saúde (UBS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)". A Portaria anterior, nº 156 de 19/01/2006 do MS, enfatiza a importância da sífilis congênita, que ainda hoje constitui grave problema de saúde pública. Nesta Portaria, recomenda-se que toda UBS deve contar com os seguintes materiais para atendimento à anafilaxia: máscara e cilindro para administração de oxigênio; epinefrina; prometazina; fenoterol; cloreto de sódio 0,9%, entre outros. Em 2011, a Portaria nº 156/2006 foi revogada pelo MS, que publicou a Portaria nº 3161, de 27/12/2011. Nesta nova Portaria não são mencionados os materiais e medicamentos que constavam na Portaria nº 156/2006. De todo modo, determina que a penicilina seja administrada em todas as UBS do SUS, pela equipe de enfermagem, médicos e farmacêuticos e que em caso de reações anafiláticas, deve-se proceder de acordo com os protocolos que abordam a atenção às urgências no âmbito da Atenção Básica à Saúde. O Grupo de Assessoria da ASBAI em Alergia a Medicamentos sugere que todas as UBS do SUS disponham de pessoal capacitado para o diagnóstico e tratamento de reações alérgicas. No caso de uma reação grave, como uma anafilaxia, o diagnóstico deve ser feito na UBS e, após as medidas iniciais, o paciente deve ser encaminhado para um serviço de referência.

Palavras-chave: Penicilina G, atenção primária à saúde, anafilaxia.

Artigos de Revisão

3 - Avanços recentes no emprego de imunobiológicos nas doenças alérgicas

Recent advances in the use of biologicals in allergic diseases

Priscila Geller Wolff; Mario Geller

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):132-138

Resumo PDF Português

O uso de imunobiológicos, já consagrados como importantes avanços terapêuticos na Reumatologia, para o tratamento de pacientes com doenças autoimunes do tecido conjuntivo, e na Gastroenterologia, no manejo de pacientes com doenças intestinais inflamatórias, inicia uma trajetória também muito promissora no controle mais eficaz de várias condições em Alergia-Imunologia, incluindo asma grave eosinofílica, urticária crônica espontânea, dermatite atópica, e esofagite eosinofílica. É possível que futuramente, tal como na Oncologia, possam ser empregadas várias combinações de drogas visando um melhor controle da alergia, baseado sempre que possível na caracterização dos diversos endótipos e fenótipos estabelecidos. No presente artigo, é feita uma revisão objetiva e atualizada de vários agentes imunobiológicos em Alergia: omalizumabe (anti-IgE), anti-IL-5 (mepolizumabe, reslizumabe e benralizumabe), dupilumabe (anti-subunidade alfa do receptor de IL-4), quilizumabe (anti-receptor M1 prime de membrana da IgE nas células-alvo), anti-TSLP (AMG 157), e lebrikizumabe (anti-IL-13). Futuramente, novos agentes imunoterapêuticos poderão surgir, com potencial de melhorar as atuais estratégias para tratamento das doenças alérgicas mais complexas e graves, de difícil controle.

Palavras-chave: Imunobiológicos, anticorpos monoclonais, asma eosinofílica, asma grave, dermatite atópica, urticária crônica espontânea, esofagite eosinofílica.

4 - Fatores associados ao conhecimento de crianças e adolescentes asmáticos sobre a asma

Factors associated with asthma knowledge among asthmatic children and adolescents

Tássia Natalie Nascimento Santos; Ana Carla Carvalho Coelho; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):139-146

Resumo PDF Português

Asma é uma doença respiratória crônica que ocorre frequentemente em escolares e adolescentes, podendo ocasionar redução temporária ou permanente do rendimento escolar. Pode passar despercebida pelos pais e adolescentes, facilitando a ausência de controle e promovendo desfechos desfavoráveis. O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura sobre fatores associados ao conhecimento sobre a doença em crianças e adolescentes asmáticos. Revisão sistemática da literatura foi realizada, com busca nas bases de dados MEDLINE, SciELO e LILACS. Descritores pesquisados simultaneamente foram asthma, adolescents, children, parents, hospitalization, school health, health education, knowledge e morbidity. Os 13 artigos incluídos relataram avaliação de pacientes asmáticos nas faixas etárias de 6-12 anos e 13-18 anos, com desenhos de estudo do tipo corte transversal, coorte, ensaios clínicos controlados e caso controle. Os resultados mostraram que o nível de conhecimento em asma está associado a crenças, atitudes, nível de escolaridade dos pais, condições socioeconômicas, diagnóstico prévio de asma na família. Fatores como relação dos profissionais de saúde, informações fornecidas sobre asma pelos profissionais de saúde e posse de medicações para resgate e controle da asma também estão diretamente associadas ao conhecimento sobre a doença. O conhecimento sobre a asma influencia na redução do absenteísmo escolar e controle dos sinais e sintomas da doença. Fatores biológicos e socioeconômicos relacionados à enfermidade, presença de atopia na família e acesso ao tratamento podem estar associados ao nível de conhecimento dos asmáticos e seus pais. Estratégias incluindo intervenções escolares para educação em asma são eficazes na melhoria do conhecimento sobre a doença.

Palavras-chave: Asma, adolescentes, crianças, hospitalizações, saúde escolar, conhecimento, educação em saúde, morbidade.

Artigos Originais

5 - Eficácia da terapia Anti-IgE no controle da asma

Effectiveness of anti-IgE therapy for asthma control

Faradiba Sarquis Serpa; Mariana Pandolfi Piana; Firmino Braga Neto; Fernanda Lugão Campinhos; Marina Gaburro da Silveira; Joseane Chiabai; Eliana Zandonade

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):147-153

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar parâmetros de resposta à terapia anti-IgE com omalizumabe em pacientes com asma de difícil controle.
MÉTODOS: Foram avaliados 24 pacientes com asma de difícil controle, em uso de omalizumabe há pelo menos 32 semanas e considerados como respondedores à terapia. Avaliou-se a pontuação do teste de controle de asma (TCA), a presença de sintomas de asma, a frequência de uso de ß2-agonista de curta ação, as doses de corticoide inalatório e oral e o percentual previsto do volume expiratório forçado no 1º minuto (VEF1), antes e com 16 e 32 semanas de tratamento.
RESULTADOS: Na avaliação da pontuação do TCA foram obtidas as médias 12,4 para o momento inicial, 15,7 e 17,9 para a 16ª semana e 32ª semana respectivamente (p < 0,0001). A dose média de corticoide inalatório diminuiu ao longo das 32 semanas, de 1.416 mcg para 1.250 mcg na 32ª semana (p = 0,0797). O número de idas à emergência e de sintomas noturnos também diminuíram. Observou-se redução da dose de corticoide oral, sendo inicialmente a dose média de 17,4 mg e após 16 e 32 semanas 6,7 mg e 4,4 mg, respectivamente (p < 0,0001). Houve aumento na média do VEF1(% do previsto), de 37,5% no início do tratamento para 44,0% na 16ª semana (p = 0,007).
CONCLUSÕES: O omalizumabe como terapia adjuvante no tratamento de pacientes com asma de difícil controle foi eficaz na melhora de parâmetros clínicos e funcionais, contribuindo para o controle da asma e diminuição dos riscos futuros.

Palavras-chave: Omalizumabe, anti-IgE, asma grave, eficácia.

6 - Fatores de risco socioeconômicos e ambientais associados à asma em crianças nascidas em maternidades públicas e privadas no Brasil

Socioeconomic and environmental risk factors associated with asthma in children born in public and private maternity hospitals in Brazil

Heli V. Brandão; Graciete O. Vieira; Tatiana de Oliveira Vieira; Carlos Antonio de S. Teles; Edna Lúcia Santos de Souza; Constança Margarida Sampaio Cruz

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):154-160

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Identificar os fatores de risco socioeconômicos e ambientais associados à asma em crianças aos seis anos de idade.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal aninhado a uma coorte de 672 crianças nascidas em maternidades públicas e privadas em Feira de Santana no Estado da Bahia. A variável dependente foi a presença de sintomas de sibilância ou chiado no peito nos últimos 12 meses. As variáveis socioeconômicas e ambientais foram categorizadas e comparadas de acordo com presença de sintomas de asma utilizando o teste do Qui-quadrado e teste exato de Fisher. Análise de regressão logística foi utilizada para identificar os preditores de asma. O nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Prevalência de asma foi de 13,8%. O fator associado à asma em serviços de saúde privados foi o número < 4 de pessoas que dormem no quarto com a criança (p = 0,015), tabagismo materno na gestação (p = 0,04) e pneumonia alguma vez (p = 0,01) enquanto que em serviços de saúde públicos os fatores associados a asma foram sexo masculino (p = 0,027), diagnóstico de asma na mãe (p < 0,001) e pneumonia alguma vez (p < 0,001).
CONCLUSÃO: A prevalência da asma foi elevada e o fator ambiental esteve associado à asma em crianças nascidas em serviços de saúde públicos e privados, de acordo a hipótese da higiene.

Palavras-chave: Asma, epidemiologia, serviços de saúde.

RELATO DE CASO

7 - Anafilaxia por ácaros: caso clínico com evolução de 22 anos

House dust mite anaphylaxis: report of a case with 22-year follow-up

Antonio Carlos Gomes da Silva

Braz J Allergy Immunol.2014;2(4):161-168

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Jovem de 21 anos do sexo masculino, asmático, foi acometido de quatro episódios de anafilaxia no período de 22 dias. Dados da anamnese permitiram suspeitar da participação de ácaros da poeira domiciliar, hipótese sugerida fortemente pela presença de partículas fecais de ácaros no local onde ocorreu o último episódio, além da presença anticorpos IgE elevados e testes cutâneos positivos para ácaros. Duas horas após os testes cutâneos com extratos de ácaros, apresentou urticária. Além disso, apresentou também episódios de urticária após as primeiras doses da imunoterapia alérgeno-específica subcutânea (IT), mesmo com uso de anti-histamínico, sendo necessário realizar diluições adicionais do extrato de ácaro para IT. Os 22 anos de seguimento deste paciente revelaram boa evolução, não tendo havido recorrência de episódios de anafilaxia. Neste relato de caso, comentam-se aspectos do tratamento da fase aguda e o tratamento com IT, tanto quanto às concentrações do alérgeno comumente usadas como quanto à duração necessária para obter tolerância.

Palavras-chave: Anafilaxia, ácaros, imunoterapia, epinefrina, asma, urticária.

Outubro 2014 - Volume 2  - Número 5

Nota do Editor

1 - Avanços em asma a serem abordados no Congresso da ASBAI: compartilhando o cuidado entre Alergistas e Pneumologistas

Advances in asthma to be discussed at the ASBAI Congress: sharing the care among Allergists and Pulmonologists

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol.2014;2(5):169-170

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Editorial

2 - Vitória da Alergia e Imunologia no Brasil: por mais conhecimento e melhor prática entre nossos especialistas

Victory of Allergy and Immunology in Brazil: for more knowledge and best practice among our specialists

L. Karla Arruda; Faradiba Saquis Serpa; José Carlos Perini

Braz J Allergy Immunol.2014;2(5):171-172

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TEMAS LIVRES

3 - Temas Livres

Braz J Allergy Immunol.2014;2(5):174-182

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PÔSTERES

4 - Pôsteres

Braz J Allergy Immunol.2014;2(5):184-221

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Dezembro 2014 - Volume 2  - Número 6

Editorial

1 - Anafilaxia e uso de adrenalina

Anaphylaxis and the use of adrenaline

Elaine Gagete Miranda da Silva

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):223-226

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Artigos Originais

2 - Abordagem da anafilaxia por picada de himenópteros no serviço de urgência

Management of anaphylaxis caused by Hymenoptera stings in the emergency setting

Luís Pereira Amaral, Alice Coimbra, José Luís Plácido

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):227-230

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a abordagem da anafilaxia por picada de himenópteros no serviço de urgência (SU) nos doentes que realizaram imunoterapia com veneno de himenópteros (VIT) em serviço de imunoalergologia (SIA).
MÉTODOS: Análise retrospectiva dos registros clínicos de doentes seguidos no SIA do Centro Hospitalar de São João (CHSJ-Porto, Portugal), que realizaram VIT entre janeiro de 2005 e abril de 2013. Foram selecionadas as reações anafiláticas mais graves de cada doente, sendo avaliadas sua abordagem no SU e classificação de acordo com os graus de Mueller.
RESULTADOS: Sessenta e seis indivíduos, 31 do sexo masculino, com idade média de 38 ± 14 anos (6-68 anos) foram incluídos na presente análise. Cinquenta (76%) realizaram VIT com veneno de abelha, e 16 (24%) com veneno de vespa. Cinquenta e dois (79%) apresentaram reações graus III a IV de Mueller. Adrenalina IM foi administrada em apenas 14 doentes (21%) no SU. Na alta, apenas 9 (14%) receberam prescrição de um autoinjetor de adrenalina, e a 28 doentes (43%) não lhes foi prescrita nenhuma medicação. Só 5 (8%) foram referenciados diretamente do SU para o SIA. Vinte e oito (42%) foram referenciados ao SIA pelo médico assistente. Destes, apenas 11 (39%) foram enviados no primeiro mês após o episódio de anafilaxia, 12 (43%) entre o segundo e sexto mês, e 5 (18%) com mais de seis meses.
CONCLUSÕES: Apesar das recomendações atuais e como referido em inúmeros trabalhos, constatou-se subutilização da adrenalina no SU. Ainda há espaço para melhorar a implementação das recomendações mais recentes na abordagem da anafilaxia.

Palavras-chave: Anafilaxia, reação a picada de insetos, adrenalina, imunoterapia com veneno de himenópteros.

3 - Atendimento a pacientes com anafilaxia: conhecendo as principais condutas médicas nos setores de urgência e emergência dos hospitais da cidade de Maceió, Alagoas

Assistance to patients with anaphylaxis: learning about the main medical procedures performed at hospital-based emergency departments in the city of Maceió, state of Alagoas

Társis Padula dos Santos; Giuliano Rodrigues Freire de Almeida; Lucas Correia Lins; Iramirton Figuerêdo Moreira

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):231-234

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Verificar o conhecimento e conduta de médicos clínicos e pediatras frente ao atendimento de casos de anafilaxia em setores de urgência e emergência da cidade de Maceió, Alagoas.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional transversal, em que foi aplicado questionário a médicos clínicos e pediatras de hospitais público e privados, dos setores de urgência e emergência da cidade de Maceió, Alagoas.
RESULTADOS: Participaram do estudo 95 médicos, dos quais 54,7% já atenderam um caso de anafilaxia. Dos entrevistados, 76,9% indicaram a atenção à respiração, ventilação e circulação como medida inicial. A adrenalina foi indicada como primeira droga a ser administrada no manejo da anafilaxia por 78,9%, e entre eles a via de administração subcutânea foi escolhida por 52% dos participantes. O conhecimento sobre a reação bifásica foi identificado em 46,3% dos médicos, e o glucagon foi citado por 3,15% dos médicos como fármaco alternativo no manejo de pacientes em uso contínuo de betabloqueador, refratários ao tratamento habitual.
CONCLUSÕES: Médicos que atendem nos setores de urgência e emergência possuem conhecimentos para o manejo inicial da anafilaxia, mas há a necessidade de educação continuada sobre condutas médicas frente à anafilaxia para uma melhor abordagem, por ser uma condição clinica de extrema gravidade e que exige atendimento rápido e adequado.

Palavras-chave: Anafilaxia, conhecimento, assistência médica.

4 - Prevalência de alergia ao látex IgE-mediada em um hospital universitário

Prevalence of IgE-mediated latex allergy at a university hospital

Cristiane Fernandes; Cristiane M. de O. Silva; Gesmar R. S. Segundo

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):235-240

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Este estudo teve por objetivos determinar a frequência de alergia ao látex IgE-mediada nos trabalhadores expostos a este alérgeno, caracterizar o perfil epidemiológico dos trabalhadores, e identificar fatores preditivos para positividade do teste sorológico para IgE específica para látex.
MÉTODOS: É um estudo analítico, descritivo, transversal, desenvolvido com trabalhadores de diversas áreas de um Hospital Universitário de atenção terciária, cujo critério de inclusão foi o uso de material com látex por pelo menos uma hora por semana. A coleta de dados ocorreu de fevereiro a outubro de 2013. Foi desenvolvido e aplicado um questionário específico, com posterior seleção dos trabalhadores sintomáticos e coleta de Imunoglobulina E específica para o látex, pelo método ImmunoCAP. Foi realizada análise descritiva, correlações e associações, e o valor de p< 0,05 foi considerado significante.
RESULTADOS: Participaram do estudo 390 trabalhadores. Foram divididos em sintomáticos e assintomáticos. Os primeiros representaram 14,6% da amostra, e dentre estes 93% foram do sexo feminino. Quanto ao teste da imunoglobulina E específica, somente 4 participantes foram positivos, representando 1,02% do total e 7% dos sintomáticos. Os testes de correlação de Spearman e o Odds ratio mostraram associação significante entre a positividade do exame e o número de sintomas locais e sistêmicos, além da frequência destes.
CONCLUSÃO: A frequência observada de alergia ao látex foi de 1,02%. O uso do número de sintomas e a frequência dos mesmos podem ser bons preditivos para a positividade do teste para IgE para látex.

Palavras-chave: Látex, hipersensibilidade ao látex, trabalhadores da saúde.

RELATO DE CASO

5 - Doença celíaca: um diagnóstico diferencial a ser lembrado

Celiac disease: a differential diagnosis to be considered

Adliz da Rocha Siqueira, Claudia Salvini Barbosa Martins da Fonseca, Isabela Maria Barbosa de Paula, Marina Magalhães Novais

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):241-247

Resumo PDF Português

A doença celíaca (DC) é uma enteropatia imuno-mediada, com uma prevalência de 1:100 a 1:300 indivíduos entre os diversos países. Resulta da interação de fatores ambientais (exposição ao glúten), predisposição genética (presença de HLA DQ 2 e DQ 8) e uma resposta imunológica. Há grupos de risco, aonde a incidência é mais elevada que a da população geral: parentes de primeiro grau de pacientes com DC, diabetes mellitus tipo 1, certas síndromes como síndrome de Down, Turner e Williams, doenças autoimunes de tireoide e fígado, e pacientes com deficiência de IgA. Apresenta-se com uma grande variedade de sinais e sintomas. Os sintomas típicos são diarreia crônica, esteatorreia e distensão abdominal. As demais manifestações são bem variadas, incluindo baixa estatura, atraso na puberdade, deficiência de ferro refratária ao tratamento, traumas devido à osteoporose, anormalidades dentárias, urticária, estomatite aftosa, elevação de aminotransferases, artralgias e constipação crônica. Desta forma, a suspeita clínica de DC deve ser cada vez mais encorajada e questionada, sendo necessário que os profissionais da saúde possam realizar triagem adequada com a dosagem de IgA total e IgA antitransglutaminase e, em casos positivos, realizar biopsia duodenal para constatação de alteração da mucosa intestinal. O tratamento consiste na retirada do glúten da dieta, com melhora total dos sintomas e prevenção de possíveis complicações. Neste relato de caso, quisemos enfatizar a DC como diagnóstico diferencial de alergia alimentar à proteína de leite de vaca não IgE mediada, e destacar a importância de rastrear DC em pacientes com deficiência de IgA, e de pensar neste diagnóstico em pacientes com urticária crônica sem etiologia conhecida.

Palavras-chave: Doença celíaca, deficiência de IgA, autoimunidade, urticária, hipersensibilidade alimentar.

CARTA AO EDITOR

6 - Diagnóstico molecular por componentes e polinose por gramíneas no trópico brasileiro: "uma nova mira no alvo"

Component-resolved molecular diagnosis and grass pollinosis in the Brazilian tropic: "a new target"

Francisco M. Vieira

Braz J Allergy Immunol.2014;2(6):248-249

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