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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Novembro-Dezembro 2013 - Volume 1  - Número 6

Nota do Editor

1 - ASBAI: sob um olhar de mudanças

ASBAI: under the eye of changes

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :289-290

DOI: 10.5935/2318-5015.20130042

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Editorial

2 - Asma sim, mortes por asma não!

Asthma yes, deaths for asthma no!

L. Karla Arruda, Elcio O. Vianna

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :291-296

DOI: 10.5935/2318-5015.20130043

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Artigos de Revisão

3 - Paracetamol e asma: evidências atuais

Paracetamol and asthma: current evidence

Geórgia Véras de Araújo; Bruno Acatauassú Paes Barreto; Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho; Germana Pimentel Stefani; Herberto José Chong Neto; Joseane Chiabai; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :297-304

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130044

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Há vários mecanismos possíveis para explicar o nexo de causalidade entre o paracetamol e a asma. A hipótese mais abordada está relacionada com o desequilíbrio entre o balanço oxidante/antioxidante, principalmente no epitélio pulmonar. A produção de um metabólito altamente reativo, o N-acetil-p-benzoquinonaimina (NAPQI), derivado do metabolismo do paracetamol, promove depleção no pool de glutationa intracelular, resultando em danos oxidativos, inflamação e broncoespasmo, destacados na asma. A diminuição dos níveis de glutationa pode alterar a apresentação antigênica e favorecer uma resposta imune polarizada para Th2. Existem evidências fisiopatológicas e epidemiológicas consistentes na literatura para considerar a forte relação de causalidade do paracetamol no desencadeamento da asma e outras desordens alérgicas, como rinoconjuntivite e eczema, em diferentes populações no mundo. Descrições em consensos e diretrizes devem enfatizar esta associação e orientar o uso somente de forma esporádica, evitando doses altas deste fármaco em grávidas. Estudos randomizados controlados seriam úteis em dirimir possíveis dúvidas quanto ao não uso em crianças e adultos com asma ou em risco de asma. Esta revisão narrativa pretende ressaltar o conhecimento científico atual sobre a relação causal do paracetamol (acetaminofeno), durante exposição intrauterina, infância, adolescência e na fase adulta, e as desordens alérgicas, em especial a asma. Para tanto, foram selecionados os principais artigos abordando o tema de interesse, em inglês e espanhol, a partir da pesquisa nos bancos de dados MEDLINE, SCOPUS e Web of Science publicados entre março de 1983 a março de 2014, e livros-textos selecionados sobre o assunto.

Palavras-chave: Acetaminofeno, alergias, asma, paracetamol.

4 - Diagnóstico das reações imediatas aos meios de contraste iodados: revisão da literatura

Diagnosis of immediate reactions to iodinated contrast media: a review

Mara M. R. Felix; Maria Fernanda Malaman; Luis Felipe C. Ensina

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :305-312

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130045

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As reações adversas aos meios de contraste são comuns e incluem as reações de hipersensibilidade alérgicas e não-alérgicas. As reações de hipersensibilidade são denominadas imediatas quando ocorrem em até 1h após a administração do contraste, e têm se tornado menos frequentes com o uso de compostos não-iônicos. Além do tipo de contraste, a história de reação prévia é um fator de risco importante para recorrência destas reações. As principais manifestações clínicas são cutâneas, como urticária e/ou angioedema, porém quadros graves de anafilaxia também podem ocorrer. O diagnóstico correto, através da história e testes cutâneos, pode auxiliar na prevenção de novas reações. Além disso, a identificação do paciente sob risco, e a minimização deste risco através da utilização de outros métodos radiológicos ou do uso de contrastes alternativos, pode ser útil na redução da incidência destas reações. Outra medida profilática que pode ter impacto positivo é a utilização das pré-medicações. O objetivo deste artigo foi fornecer uma revisão atualizada da abordagem às reações de hipersensibilidade imediatas aos meios de contraste iodados, através da busca de artigos originais, revisões e consensos indexados nas bases bibliográficas LILACS e MEDLINE.

Palavras-chave: Hipersensibilidade imediata, meios de contraste, testes cutâneos.

5 - Doença das pequenas vias aéreas na asma: revisão

Small airways disease in asthma: a review

Ataualpa P. Reis; Álvaro A. Cruz

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :313-318

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130046

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Recentes evidências demonstram que anormalidades nas pequenas vias aéreas contribuem para a expressão clínica da asma. O conceito de que a asma é doença das grandes vias aéreas tem mudado bastante, e esta revisão enfoca os conhecimentos recentes do papel das pequenas vias aéreas. Existem várias técnicas pouco invasivas, incluindo medidas de fluxo aéreo, estimativas do aprisionamento de ar nos pulmões, dosagem do óxido nítrico alveolar (NO), impedância respiratória, técnicas de imagem e nariz eletrônico que podem estudar e avaliar as pequenas vias aéreas. Há considerável quantidade de evidência de que partículas extrafinas utilizadas em aerossóis para tratamento de asma terão maior chance de se depositar nas vias distais e podem melhorar a função destas pequenas vias aéreas, mais do que as comparativas formulações com partículas maiores de aerossol. Esta revisão incluiu artigos originais, revisões e consensos indexados nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SCIELO e publicações on line nos últimos 20 anos, e pretende apresentar o conhecimento atual da importância das pequenas vias aéreas e a influência que tratamentos visando estas vias podem ter na asma.

Palavras-chave: Asma, pequenas vias aéreas, corticosteroides inalados, tratamento da asma.

Artigos Originais

6 - Mortalidade por asma em adultos no município do Rio de Janeiro no período de 2000 a 2009: análise de causas múltiplas

Mortality from asthma in adults in the city of Rio de Janeiro from 2000 to 2009: analysis of multiple causes of death

Eliane Miranda da Silva; Gulnar Azevedo e Silva; Norma de Paula Motta Rubini; Carlos Alberto Morais de Sá

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :319-327

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130047

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OBJETIVO: Analisar a tendência da mortalidade por asma em adultos, considerando-a como causa múltipla de óbito, no município do Rio de Janeiro, no período de 2000 a 2009.
MÉTODOS: Os dados foram obtidos no Sistema de Informações de Mortalidade, no período de 2000 a 2009, nas Declarações de Óbitos registradas com CID-10 J45 e J46, de residentes do município do Rio de Janeiro, com 20 anos ou mais de idade, considerando-se asma como causa básica e como causa múltipla. Foram calculadas taxas de mortalidade padronizadas nas faixas etárias 20-34 anos, 35-59 anos, 60 e mais anos, segundo gênero para cada ano do período. Para análise de dados, foi utilizada a técnica de regressão linear.
RESULTADOS: A asma foi causa básica em 66,1% dos óbitos que mencionaram asma. A recuperação da mortalidade por asma como causa múltipla foi igual a 51,2%. A tendência foi de declínio nas taxas de mortalidade padronizadas por asma como causa básica e múltipla (β = -0,07, p = 0,036 e β = -0,12, p = 0,013, respectivamente). Quando a asma foi causa básica, as causas associadas mais frequentes foram doenças do aparelho respiratório.
CONCLUSÃO: A série histórica mostrou tendência ao declínio nas taxas de mortalidade, segundo causas básicas e múltiplas, com queda entre os homens e estabilidade entre as mulheres. A mortalidade por asma foi subestimada quando considerada apenas como causa básica, o que poderia ser evitado com a utilização da metodologia de causas múltiplas nas estatísticas de mortalidade da asma.

Palavras-chave: Asma, mortalidade, óbitos.

7 - Reações adversas à imunoglobulina humana endovenosa no tratamento de pacientes com imunodeficiência primária

Adverse reactions to intravenous human immunoglubulin for the treatment of patients with primary immunodeficiency

Danielli C. Bichuetti-Silva; Fernanda P. Furlan; Fernanda A. Nobre; Camila T. M. Pereira; Tessa R. T. Gonçalves; Mariana Gouveia-Pereira; Rafael Rota; Juliana T. L. Mazzucchelli; Beatriz T. Costa-Carvalho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :328-334

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130048

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OBJETIVOS: Avaliar a incidência e gravidade das reações adversas à infusão de imunoglobulina endovenosa (IgEV) em pacientes com imunodeficiência primária (IDP) e identificar fatores de risco associados.
MÉTODOS: Estudo prospectivo das infusões ocorridas no período de agosto/2011 a junho/2012 em centro de referência para atendimento de pacientes com IDP. Foi realizada análise descritiva e não paramétrica (teste do qui-quadrado) através do software Minitab 16®. O valor de p < 0,05 foi considerado significante.
RESULTADOS: Um total de 741 infusões de IgEV foram realizadas em 93 pacientes, sendo 34% mulheres e 66% homens. A faixa etária variou de 6 meses a 77 anos, e os pacientes foram divididos em 3 grupos: < 10 anos (33,3%); 10-18 anos (21,5%); >18 anos (12,9%). A maioria foi representada por pacientes com deficiências humorais (70,9%). As marcas de IgEV utilizadas foram: Octagam® (31,6%), Flebogama® (28%), Tegeline® (27,2%), Imunoglobulin® (8,6%), Vigam® (2,6%), e Kiovig® (0,9%). A incidência de reações foi 2,8%, ocorrendo em 21 infusões, (IC95% 1,6-4,0%), sendo 86% de intensidade leve/moderada. O grupo com maior incidência de reações adversas foi o de pacientes < 10 anos. Não houve diferença significante (p = 0,743) entre os que receberam IgEV com ou sem processo infeccioso agudo. Quanto às reações adversas, 81,2% (13) ocorreram em infusões com velocidade < 4 mg/kg/min, e 18,8% no grupo com velocidade acima desta; não houve diferença significante entre os grupos (p=0.21). O uso de Tegeline® quando comparado ao uso de outras preparações de IgEV representou fator de risco significante para reação (p=0,002).
CONCLUSÃO: IgEV mostrou ser uma droga segura, com baixa incidência de reações adversas, sendo a maioria não graves.

Palavras-chave: Imunodeficiência, imunoglobulina endovenosa, efeitos adversos.

8 - Perfil de sensibilização a aeroalérgenos e espécies de ácaros mais prevalentes na cidade de Marília: dados preliminares

Profile of sensitization to inhalant allergens and the most prevalent mite species in Marília: preliminary data

Zamir Calamita; Marina F. C. Barbosa; Odilon M. Almeida Filho; João G. P. Capobianco; Lisiane A. S. Messias; Gilberto J. Moraes

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :335-340

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130049

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OBJETIVO: O conhecimento do perfil de sensibilização aos aeroalérgenos, assim como da prevalência dos alérgenos nos domicílios, é fundamental para um melhor entendimento e abordagem das alergias respiratórias. Este é um estudo preliminar cujo objetivo foi analisar o perfil de sensibilização a alérgenos inalantes em pacientes adolescentes e adultos com alergia respiratória, assim como as características da fauna acarina na região de Marília, cidade situada no interior de São Paulo.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico em que foi analisada a prevalência de sensibilização a alérgenos inalantes em 412 pacientes adolescentes e adultos com alergia respiratória, e em que foram coletadas aleatoriamente amostras de poeira domiciliar de 30 moradias. O estudo foi coordenado pela Disciplina de Alergia e Imunologia Clínica da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA).
RESULTADOS: Entre os aeroalérgenos analisados, houve alta prevalência de sensibilização aos ácaros domiciliares Dermatophagoides pteronyssinus (59,4%), Blomia tropicalis (44,6%) e Dermatophagoides farinae (39,3%). Para os demais alérgenos inalantes estudados, a prevalência de sensibilização foi menor ou igual a 21,8%. Em relação à fauna acarina, encontramos alta prevalência das famílias Pyroglyphidae (36%) e Acaridae (25%). Entre as espécies, predominaram Dermatophagoides pteronyssimus (26,5%), Tyrophagus putrescentiae (24,5%) e Dermatophagoides farinae (14,2%).
CONCLUSÕES: O perfil de sensibilização encontrado neste estudo foi semelhante ao observado em outras regiões do Brasil, entretanto quando analisamos a fauna acarina, também encontramos alta prevalência de ácaros de estocagem. O fato de nossa região ter uma forte inserção no ramo da indústria alimentícia poderia contribuir para este achado, entretanto mais estudos são necessários no sentido de comprovar esta afirmação.

Palavras-chave: Alergia respiratória, sensibilização, aeroalérgenos, ácaros.

RELATO DE CASO

9 - Asma ocupacional por farinha de trigo

Occupational asthma due to wheat flour

Camila Nunes Cardoso Sora; Carolina T. Gehlen; Maurício Domingues Ferreira; Marcelo Nunes Cardoso; Luís Piaia

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :341-344

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130050

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Asma ocupacional é definida pela presença de obstrução reversível ao fluxo aéreo e/ou hiper-responsividade brônquica causadas por agentes presentes no ambiente de trabalho. O teste de provocação, com objetivo de reproduzir a sintomatologia do paciente em ambiente controlado, pode ser utilizado para confirmação diagnóstica. Neste artigo, descrevemos um paciente trabalhador de padaria, exposto a farinha de trigo em suspensão, com sintomas de tosse seca, dispneia, prurido nasal e espirros, associados ao trabalho. Os sintomas desaparecem ao se afastar do trabalho, e reaparecem em cerca de três dias após retomar suas atividades profissionais. A investigação laboratorial revelou níveis elevados de IgE específica para trigo (14,9 kU/L). Sua prova de função pulmonar mostrou distúrbio ventilatório obstrutivo leve, reversível após uso de broncodilatador de curta duração. Teste de provocação foi realizado, em que o paciente manipulou a mesma farinha de trigo utilizada em seu trabalho na padaria, reproduzindo a preparação de massa de pão, sob supervisão. Após vinte minutos, apresentou dispneia moderada, com queda do pico de fluxo expiratório para 250 L/m (48% do valor predito). Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata com farinha de trigo in natura foi positivo, indicando tratar-se de reação IgE mediada. Este caso ilustra de forma clara que a estratégia de teste de provocação com simulação do ambiente de trabalho, e a anamnese dirigida para investigar os sintomas decorrentes do trabalho, podem contribuir para o diagnóstico dos casos de asma iniciada em adultos. A identificação do agente causal é de importância fundamental para a prevenção de progressão da doença ocupacional.

Palavras-chave: Asma ocupacional, trigo, asma.

CARTAS AO EDITOR

10 - Polinose com síndrome de alergia oral: uma raridade no Brasil? Vamos visitá-la!

Francisco M. Vieira

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :345-346

DOI: 10.5935/2318-5015.20130051

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11 - Sibilância recorrente, ganho excessivo de peso e corticosteroides sistêmicos em lactentes

Dr. João Mário Mazzola (in memoriam); Eduardo Mundstock; Dr. Pedro Celiny Ramos Garcia

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(6) :346-347

DOI: 10.5935/2318-5015.20130052

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