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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI
Revista oficial da Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología SLaai

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Número Atual:  Março-Abril 2014 - Volume 2  - Número 2


Artigo Original

Estudo comparativo sobre a prevalência de alergias entre idosos e não idosos

A comparative study of the prevalence of allergies in elderly and non-elderly patients

Lílian Dias dos Santos Alves1; Andrea Bronhara Pelá Calamita2; Zamir Calamita3


1. MSc. Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marilia, SP
2. MD, MSc. Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marilia, SP
3. MD, PhD. Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), Marilia, SP


Endereço para correspondência:

Zamir Calamita
E-mail: calamita@unimedmarilia.com.br


Submetido em 10/04/2014.
Aceito em 09/05/2015.
Nao foram declarados conflitos de interesse associados à publicaçao deste artigo.

RESUMO

OBJETIVO: Doenças alérgicas também estao presentes no idoso e apesar do impacto em sua qualidade de vida, podem ser subdiagnosticadas ou desvalorizadas pela concomitância de outras doenças consideradas de maior gravidade e de risco à vida. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de doenças alérgicas observadas em idosos com 60 anos ou mais, comparando-se com a de nao idosos, atendidos em clínica especializada em alergia.
MÉTODOS: Realizou-se uma análise retrospectiva de prontuários de uma clínica particular, supervisionada pela Disciplina de Alergia da Faculdade de Medicina de Marília.
RESULTADOS: Dentre os 398 prontuários analisados, 51 (12,8%) eram de pacientes com 60 anos ou mais, com os seguintes diagnósticos de doenças alérgicas ou de hipersensibilidade: 31,4% dermatite de contato; 15,7% urticária crônica; 13,7% reaçao adversa a fármaco(s) (RAF); 11,8% rinite; 7,8% asma; 7,8% prurido; e 3,9% tosse. Os demais 347 pacientes tinham menos que 60 anos, com os seguintes diagnósticos de doenças alérgicas ou de hipersensibilidade: 24,2% urticária crônica; 23,6% rinite; 21,6% dermatite de contato; 11,5% asma; 4,3% RAF; 3,4% urticária aguda; 2,6% conjuntivite alérgica; 1,4% tosse; 1,1% dermatite atópica; 1,1% prurido. Houve prevalência significantemente maior de RAF e de prurido no grupo dos idosos.
CONCLUSOES: Conclui-se que os idosos apresentaram prevalências semelhantes para as diversas doenças alérgicas ou de hipersensibilidade em relaçao aos nao idosos, exceto para RAF e prurido, os quais predominaram na populaçao idosa.

Descritores: Alergia, epidemiologia, hipersensibilidade, idoso.




INTRODUÇAO

O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea. Este fenômeno se iniciou em países desenvolvidos, mas recentemente este processo também vem ocorrendo nos denominados países emergentes, dentre os quais o Brasil1.

No Brasil, o número de idosos passou de 3 milhoes em 1960, para 7 milhoes em 1975 e 14 milhoes em 2002, um aumento de 500% em quarenta anos, e estima-se que alcançará 32 milhoes até 20202.

O maior desafio da saúde pública do século XXI será cuidar de uma populaçao de idosos de mais de 32 milhoes de habitantes, a grande maioria de nível socioeconômico e educacional baixo, e com alta prevalência de doenças crônicas e incapacitantes3.

Os últimos anos têm mostrado um aumento progressivo de doenças alérgicas na populaçao idosa em todo o mundo. Naturalmente, esse fenômeno coincidiu com as tentativas de garantir a melhor qualidade de vida para este grupo etário. Como resultado, as doenças que antes eram ignoradas estao atraindo atençao cada vez maior4.

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou uma prevalência de sensibilidade alérgica IgE mediada, que foi 39,4% em pessoas entre 60-69 anos, 28,2% entre 70-79 anos, e 28,6% entre idosos com mais de 80 anos. Apesar de a populaçao mais jovem ter apresentado uma prevalência maior em relaçao ao teste, nota-se que os idosos tiveram uma prevalância bastante significativa e que existe um grande potencial para o aumento da prevalência destas doenças em pacientes idosos, pelo fato de serem doenças crônicas e devido ao aumento da expectativa de vida5. Além disso, vários fatores em indivíduos idosos contribuem para risco de desenvolvimento de alergias, e que estao relacionados às suas condiçoes, incluindo fragilidade, coexistência de outros problemas médicos e a polifarmácia. Os principais tipos de alergias encontradas em idosos sao rinite, asma, dermatite de contato, urticária e hipersensibilidade medicamentosa6.

No que se refere ao sistema imunológico, o indivíduo idoso apresenta uma maior susceptibilidade ao desenvolvimento de doenças como câncer e infecçoes. Assim como os outros sistemas, o sistema imunológico também sofre alteraçoes, sendo o termo imunossenescência utilizado para definir o envelhecimento do sistema imunológico. O declínio da funçao imunológica, encontrado nos idosos, está associado a alteraçoes que podem ocorrer em diversas etapas da resposta imune7.Quanto aos aspectos da resposta alérgica, assim como sua expressao no indivíduo idoso, há poucos estudos disponíveis4,6,8.

Assim, considera-se de suma importância o desenvolvimento de estudos sobre a prevalência e as características de doenças alérgicas em pacientes idosos, para aprimorar os métodos de diagnóstico e tratamentos mais seguros e eficazes para estes pacientes9.

 

MÉTODOS

Trata-se de um estudo retrospectivo, em que foi comparada a prevalência de diversas doenças de hipersensibilidade entre pacientes com 60 anos ou mais e aqueles com menos de 60 anos.

Os pacientes foram atendidos em Marília, cidade do interior do Estado de Sao Paulo, Brasil, em clínica privada especializada em Alergia e Imunologia, a qual dispoe de aproximadamente 5.200 prontuários. O estudo foi supervisionado pela Disciplina de Alergia e Imunopatologia da Faculdade de Medicina de Marília. Além das principais doenças de hipersensibilidade, diagnosticadas por história clínica e exame físico detalhados, também foram avaliados sintomas isolados como prurido e tosse. Foi considerado como critério de inclusao para esta amostra pacientes com queixa de manifestaçoes alérgicas, previamente atendidos e como critério de exclusao aqueles sem queixas de manifestaçoes alérgicas, tomando-se os prontuários de maneira aleatória e selecionando-se aqueles de pacientes com 60 anos ou mais para análise mais detalhada.

Os prontuários foram selecionados durante o ano de 2012, escolhendo-se um a cada contagem de 13 prontuários sequencialmente, sendo que os pacientes haviam sido atendidos no período compreendido entre os anos de 2000 e 2012.

Foram coletados os resultados dos testes cutâneos de punctura ou skin prick test (SPT) para aeroalérgenos, realizados de acordo com técnica previamente descrita10. Testes foram considerados positivos quando a média do diâmetro da pápula foi maior que 3 mm em relaçao ao controle negativo. Extratos padronizados de acordo com as normas da Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) foram utilizados, e incluíram extratos de: Dermatophagoides pteronyssinus (Dpt), Dermatophagoides farinae (Df), Blomia tropicalis (Bt), Lepidoglyphus destructor (Ld), Tyrophagus putrescentiae (Tp), epitélio de cao (Canis familiaris), epitélio de gato (Felis domesticus), Aspergillus fumigatus (Af), mistura de fungos, polens de gramíneas, penas e barata (Periplaneta americana).

Verificaram-se também os registros dos resultados dos testes de contato (patch test) com primeira e segunda leitura realizadas 48 horas e 72 horas, respectivamente, após a colocaçao dos contensores. Foram utilizadas as seguintes substâncias: ácido benzoico, ácido bórico, anilina, antraquinona, azocorante, bálsamo de peru, benzocaina, bicloreto de mercúrio, bicromato de potássio, butilfenol-para-terciário, carba-mix, cloranfenicol, cloreto de cobalto, clorexedine, colofônio, derivados imidazólicos, epóxi-resina, eosina, etilenodiamina, fenol, formaldeido, germall 115, hidroquinona, hipoclorito de sódio, irgasan, kathon CG, lanolina, látex, laurilsulfato de sódio, mercapto-mix, neomicina, sulfato de níquel, nitrofurazona, ácido para aminobenzoico (PABA), parabenos, PPD-mix, pirogalol, polietilenoglicol, prometazina, propilenoglicol, quinolina-mix, resorcina, quaternium-15, sulfanilamida, terebentina, tiuram-mix, timerosal, tolueno e viofórmio. Os critérios de leitura foram baseados no preconizado pelo Grupo Brasileiro de Estudo em Dermatite de Contato (GBEDC)11.

Cálculo amostral

Para o cálculo amostral utilizamos a fórmula abaixo; por nao dispormos de uma expectativa prévia da proporçao esperada de atendimentos feitos com pessoas de 60 anos ou mais, assim como das prevalências relativas das diversas doenças alérgicas, estipulamos ao "p" (proporçao esperada) o valor de 0,5. O "N" utilizado foi de 5.200 (equivalente ao número de prontuários arquivados na clínica), e a amplitude estabelecida foi de 5%. Dessa forma, obtivemos o "n" de 374. Avaliamos um total de 398 prontuários, portanto um número um pouco acima do "n" pré-estabelecido12.

n = N.Z2.p(1-p) / (N-1).d2+Z2.p(1-p), onde:

n = tamanho da amostra ;

N = o tamanho da populaçao (5.200);

Z = o valor de tabela de distribuiçao normal (1,96 para uma confiabilidade de 95%);

p = proporçao esperada estabelecida em 0,5;

d = semiamplitude do intervalo de confiança.

Análise estatística

Para os dados quantitativos (distribuiçao Gaussiana) foram utilizadas médias (M) como medidas de tendência central e desvio padrao (DP) como medida de dispersao. As variáveis qualitativas (categóricas) foram expressas em números absolutos e percentagem de todos os casos. Foram calculados o odds ratio (OR) e o intervalo de confiança de 95% (95% IC) nas comparaçoes das prevalências entre os grupos analisados.

A coleta de dados foi realizada após a aprovaçao do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Marília.

 

RESULTADOS

Entre os 398 prontuários analisados, 131 pertenciam a pacientes do sexo masculino, e 267 a pacientes do sexo feminino; destes, 51 (12,8%) eram de pacientes com 60 anos ou mais (M: 70,1 anos; DP: 6,5 anos), sendo que 16 (31,4%) pertenciam ao sexo masculino e 35 (68%) ao sexo feminino.

Quanto às manifestaçoes alérgicas ou de hipersensibilidade na populaçao com 60 anos ou mais, 16 (31,4%) apresentaram dermatite de contato; 8 (15,7%) urticária crônica; 7 (13,7%) reaçao adversa a fármaco(s) (RAF); 6 (11,8%) rinite; 4 (7,8%) asma; 4 (7,8%) prurido; 2 (3,9%) urticária aguda; 2 (3,9%) tosse; e 2 (3,9%) tiveram outras manifestaçoes clínicas (Figura 1). É interessante destacar que 14 (27,4%) apresentaram mais de uma forma de manifestaçao alérgica ou de hipersensibilidade.

 


Figura 1 - Porcentagem das diferentes manifestaçoes alérgicas ou de hipersensibilidade em pacientes com 60 anos ou mais

 

O grupo de pacientes com menos de 60 anos foi composto por 347 pacientes, destes 115 (33,1%) eram do sexo masculino e 232 (66,8%) do sexo feminino, com média de idade de 32,5 (+ 12,0) anos. Em relaçao às doenças alérgicas ou de hipersensibilidade, encontramos os seguintes resultados: urticária crônica em 84 (24,2%); rinite em 82 (23,6%); dermatite de contato em 75 (21,6%); asma em 40 (11,5%); RAF em 15 (4,3%); urticária aguda em 12 (3,4%); conjuntivite alérgica em 9 (2,6%); tosse em 5 (1,4%); prurido em 4 (1,1%); dermatite atópica em 4 (1,1%) e outras doenças alérgicas ou de hipersensibilidade em 17 (4,9%) (Figura 2).

 


Figura 2 - Porcentagem das diferentes manifestaçoes alérgicas em pacientes com menos de 60 anos

 

Quando comparadas as prevalências das diversas doenças alérgicas ou de hipersensibilidade entre os grupos de pacientes com menos de 60 anos e aqueles com 60 anos ou mais, encontramos diferença significante apenas para RAF e prurido, sendo que os idosos apresentaram em ambos os casos maior chance de apresentá-los em relaçao aos nao idosos (Tabela 1).

 

 

Quanto aos SPTs para aeroalérgenos, encontramos positividade mais frequentes no grupo de idosos para Dpt, Df e Bt, cujas frequências de reatividade foram 29,5%, 18,1% e 13,6%, respectivamente. Em relaçao ao patch test, as duas substâncias com maior positividade nos idosos foram sulfato de níquel e perfume mix, cujas frequências de reatividade foram 31,2% e 23,4%, respectivamente

No grupo de pacientes com menos de 60 anos, observamos prevalência semelhante de positividade nos SPTs e patch test àquela encontrada em pacientes com mais de 60 anos, sendo os alérgenos e substâncias de maior frequência os mesmos observadas para o grupo de idosos.

Para as RAF, em ambos os grupos destacaram-se os AINEs como a classe de medicamentos mais prevalentes. Tais reaçoes foram diagnosticadas baseadas apenas na história clínica. Reaçoes a AINEs representaram 64% de todas as RAF no grupo de idosos, e 77% no grupo de nao idosos. Além disso, reaçoes a antibióticos e a fármacos utilizados para tratamento de doenças cardiovasculares, foram observadas em menor frequência.

 

DISCUSSAO

A Organizaçao Mundial de Saúde define pessoa idosa como aquela de 60 anos ou mais para os países em desenvolvimento, podendo o envelhecimento ser entendido como um processo natural de diminuiçao progressiva da reserva funcional do organismo (senescência). Denomina-se imunossenescência o envelhecimento imunológico que está associado ao progressivo declínio da funçao imunológica. A imunossenescência envolve a resposta inata e adaptativa, afetando diferentes tipos celulares, sendo acompanhada da involuçao do timo6,13 e por vezes de um estado inflamatório crônico "inflammaging"14.

Apesar de alguns aspectos relacionados à imunossenescência serem frequentemente abordados, como a maior suscetibilidade para infecçoes e para o desenvolvimento do câncer, existem poucos estudos relativos às doenças de hipersensibilidade. Apesar do envelhecimento, doenças alérgicas iniciadas na juventude podem persistir, e novas alergias podem surgir com o avançar da idade. Este fato poderia ser aplicado ao caso das RAF, que se mostraram mais frequentes nos idosos (OR: 3,52) no presente estudo. Sabe-se que o idoso pode apresentar maior necessidade de uso de múltiplas medicaçoes, e ser mais susceptível a disfunçao hepática e renal, que poderiam contribuir para menor metabolizaçao e excreçao das drogas, além de maior interaçao entre as mesmas15. Verificamos que entre as medicaçoes que mais causaram RAF estao os AINEs, frequentemente usados pelos idosos para o alívio de processos inflamatórios e dolorosos comuns nesta faixa etária. A questao medicamentosa ultrapassa o aspecto da hipersensibilidade, podendo também envolver efeitos adversos peculiares a algumas drogas, que poderiam intensificar problemas comuns aos idosos. Um exemplo seria o uso de anti-histamínicos clássicos para tratamento de doenças alérgicas, que poderiam agravar a secura da mucosa oral, intensificar constipaçao, diminuir a capacidade de acomodaçao visual e dificultar a micçao em homens, em virtude dos efeitos anticolinérgicos peculiares a estas drogas. Além disso, anti-histamínicos de primeira geraçao poderiam desencadear ou agravar alteraçoes cognitivas, de forma que a preferência deve ser dada para o uso de anti-histamínicos de segunda geraçao também em pacientes idosos16.

Outro aspecto que chamou a atençao neste estudo foi o prurido, mais frequente nos idosos (OR:7,3), desencadeado pela xerose comum nesta faixa etária; porém é necessário que sejam descartadas outas causas de prurido como, por exemplo, as doenças sistêmicas. Isto faz da hidrataçao cutânea uma medida importante no cuidado do idoso17.

Ainda em relaçao à pele, verificamos que as doenças alérgicas, exemplificadas pela dermatite de contato, urticária crônica e aguda, apesar de estatisticamente nao diferirem em termos de prevalência em relaçao aos nao idosos, quando somadas tiveram uma prevalência maior que 50% na populaçao idosa, o que faz da pele um foco importante de atençao, principalmente em relaçao a contactantes como o sulfato de níquel e fragrâncias, os quais foram responsáveis por mais de 50% das sensibilizaçoes às quais o idoso estaria exposto. O uso de fármacos pode ser fator importante em desencadear diversas formas de reaçoes cutâneas, incluindo urticária e dermatite de contato, esta última com frequência associada ao uso tópico de pomadas e cremes de antibióticos18.

Quanto aos quadros respiratórios, observamos que nao foi encontrada diferença significante na prevalência de asma e rinite entre os dois grupos estudados. Foi observado que os aeroalérgenos mais frequentemente associados a sensibilizaçao foram os ácaros, o que faz dos cuidados ambientais para o idoso um aspecto importante no manejo de sua doença alérgica. Além da rinite alérgica, podemos encontrar quadros de rinites nao alérgicas, que poderiam estar relacionados com aspectos anatômicos e fisiológicos próprios do idoso, com maior predisposiçao a roncos19. A maior secura nasal, o enfraquecimento da cartilagem do septo nasal com retraçao da columela nasal e a diminuiçao do movimento mucociliar da árvore respiratória poderiam dificultar a respiraçao e predispor a infecçoes7,19. Neste contexto, podem estar associada asma nao alérgica. Torna-se fundamental nestes casos uma boa hidrataçao das vias aéreas, principalmente da mucosa nasal, o que pode ser efetuado com a utilizaçao rotineira de soluçoes fisiológicas nasais. Além disso, a tosse como sintoma isolado deve ser investigada, para se afastar outras etiologias como, por exemplo, a doença do refluxo gastroesofágico e as doenças cardiovasculares20.

Conclui-se que as doenças de hipersensibilidade atingem tanto os idosos quanto os jovens. Tais doenças devem ser abordadas no idoso com especial atençao a outras comorbidades comuns e relevantes nesta faixa etária. Atençao especial deve ser dada à hidrataçao da pele para prevençao do prurido e ao uso judicioso de fármacos, para prevençao de RAF, com cuidado especial para possíveis interaçoes medicamentosas.

 

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