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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Setembro-Outubro 2013 - Volume 1  - Número 5

Nota do Editor

1 - WISC 2014: da teoria à prática da Alergia, com ênfase em Imunoterapia e Alergia Alimentar

WISC 2014: from theory to practice in Allergy, with emphasis on Immunotherapy and Food Allergy

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :237-238

DOI: 10.5935/2318-5015.20130032

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Editorial

2 - Dermatite atópica e filagrina: restaurando barreiras para o controle da doença

Atopic dermatitis and filaggrin: restoring barriers to control the disease

Renata N. Cardili; Janaina M.L. Melo; Ana M. Roselino; Adriana S. Moreno; Ana Paula M. Castro; L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :239-242

DOI: 10.5935/2318-5015.20130033

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Artigos de Revisão

3 - Perspectivas atuais sobre inflamação e remodelamento das vias aéreas na asma e na rinite alérgica

Current perspectives on airway inflammation and remodelling in asthma and allergic rhinitis

Ruby Pawankar

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :243-252

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130034

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O desenvolvimento da rinite alérgica (RA) e da asma requer uma interação entre ambiente, sistema imunológico e susceptibilidade genética. Enquanto a rinite induzida por pólen é a mais característica doença alérgica mediada pela imunoglobulina E, na RA perene os desencadeantes da alergia são mais contínuos e levam à inflamação constante. Várias células e mediadores coordenam e mantêm essa inflamação. Embora a histamina ainda seja um dos principais mediadores da reação alérgica, muitos outros mediadores produzidos por diferentes tipos celulares estão envolvidos. Assim, a intrincada interação entre esses mediadores, citocinas, quimiocinas, neuropeptídeos, moléculas de adesão e várias células na forma de uma rede complexa leva ao desenvolvimento de sintomas específicos e à hiper-reatividade não específica presente na RA. A asma é caracterizada por graus variáveis de inflamação crônica e alterações estruturais nas vias aéreas que incluem denudação epitelial, metaplasia das células caliciformes, espessamento subepitelial, aumento da massa do músculo liso nas vias aéreas, aumento das glândulas brônquicas, angiogênese, e alterações nos componentes da matriz extracelular envolvendo as pequenas e grandes vias aéreas. Acredita-se que a inflamação crônica inicie e perpetue ciclos de dano e reparo tecidual na asma, embora o remodelamento também possa ocorrer em paralelo com a inflamação. Ao mesmo tempo em que RA e asma apresentam várias semelhanças em termos de perfil e resposta das células inflamatórias e dos mediadores, o remodelamento como observado na asma não é característico da RA. Na asma, as relações entre inflamação e remodelamento das vias aéreas e função pulmonar estão sendo melhor compreendidas. Uma variedade de células inflamatórias e células estruturais atuam na coordenação da inflamação e das mudanças estruturais na asma. O aumento da responsividade das vias aéreas é um marcador substituto de inflamação e pode refletir o desenvolvimento de mudanças estruturais nas vias aéreas. Tal aumento persistente da responsividade brônquica aponta para a ocorrência de remodelamento parcialmente resistente à terapia.

Palavras-chave: Asma, rinite alérgica, remodelamento de vias aéreas, inflamação de vias aéreas, citocinas.

4 - Deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo e resposta humoral a vacinas pneumocócicas: atualização em diagnóstico

Specific anti-pneumococcal polysaccharide antibody deficiency and humoral response to pneumococcal vaccines: uptdate on diagnosis

Bruno Acatauassú Paes Barreto; Emanuel Sávio Cavalcanti Sarinho; Germana Pimentel Stefani; Herberto José Chong Neto; Joseane Chiabai; Maria Luiza Oliva Alonso; Neusa Falbo Wandalsen; Victor Nudelman

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :253-260

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130035

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A deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo é o comprometimento da resposta IgG específica aos antígenos polissacarídeos do pneumococo e manifesta-se de maneira semelhante às outras deficiências de imunoglobulinas, com infecções recorrentes do trato respiratório. A prevalência é variável, entre 7 a 19%, representando no Brasil 8,7% dos casos de imunodeficiências. O diagnóstico funcional baseia-se na capacidade do organismo montar uma resposta imune constituída pela produção de anticorpos quando estimulado por antígenos polissacarídeos presentes na vacina pneumocócica polissacarídea pura. No estudo da resposta à vacina pneumocócica polissacarídea pura é necessário testar os sorotipos não comuns à vacina polissacarídea conjugada para determinar a resposta de anticorpos antipolissacarídeos sem a interferência de anticorpos antiproteínas advindos da vacina polissacarídea conjugada. São reconhecidos quatro diferentes fenótipos da doença, denominados memória, leve, moderada e grave. O objetivo do presente trabalho foi realizar revisão da literatura para verificar a epidemiologia, diagnóstico e fenótipos da deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo. Trata-se de revisão narrativa de artigos nos últimos 10 anos sobre a deficiência de anticorpo específica para o pneumococo. Concluímos que a deficiência específica de anticorpo antipolissacarídeo de pneumococo é frequente, com espectro laboratorial variável.

Palavras-chave: Antígeno polissacarídeo, anticorpo específico, pneumococo.

5 - Vitamina D e dermatite atópica: o que há de novo?

Vitamin D and atopic dermatitis: what is new?

Renata Robl; Vânia O. Carvalho; Marjorie Uber; Kerstin T. Abagge; Rosana M. Pereira

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :261-266

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130036

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Não há consenso sobre quais são os valores ideais da vitamina D em crianças saudáveis. Porém, níveis séricos altos ou baixos parecem ter influência na fisiopatologia das doenças alérgicas. Há dados na literatura atual que demonstram os potenciais efeitos da vitamina D em aumentar a atividade dos peptídeos antimicrobianos e suprimir a resposta inflamatória, apontando uma relação inversa entre os níveis de vitamina D e a gravidade da dermatite atópica. O objetivo do presente trabalho foi revisar artigos publicados sobre a relação entre níveis séricos de vitamina D e dermatite atópica, uma vez que a vitamina D tem sido implicada em várias ações imunomoduladoras e alguns estudos têm descrito sua influência na gravidade da dermatite atópica, porém com resultados conflitantes. Este estudo baseou-se em revisão de artigos originais, artigos de revisão e consensos publicados nos últimos 10 anos, obtidos a partir da pesquisa dos termos "vitamin D" e "atopic dermatitis", nos bancos de dados online. Concluímos que a suplementação da vitamina D pode trazer benefícios no tratamento da dermatite atópica. No entanto, mais pesquisas são necessárias para determinar se existe alguma relação entre os níveis de vitamina D e a gravidade da dermatite atópica.

Palavras-chave: Dermatite atópica, atopia, vitamina D.

Artigos Originais

6 - Teste do soro autólogo em urticária crônica espontânea na criança

Autologous serum skin test in children with chronic spontaneous urticaria

Débora Toassa Gomes Geschwandtner; Herberto José Chong Neto; Carlos Antônio Riedi; Nelson Augusto Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :267-272

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130037

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OBJETIVOS: Verificar a reatividade ao teste do soro autólogo em crianças com urticária crônica espontânea e analisar a relação entre o teste do soro autólogo, as características clínicas e o tratamento utilizado nesses pacientes.
MÉTODO: Este estudo transversal analisou resultados de testes cutâneos com soro autólogo dos pacientes. Foram incluídas crianças com urticária crônica espontânea nos últimos 12 meses, submetidas ao teste do soro autólogo entre agosto/2001 a junho/2012. Soro autólogo (0,05 mL) foi injetado via intradérmica e reações interpretadas após 30 minutos. Medicações que pudessem suprimir a resposta cutânea foram suspensas por 7 dias antes da realização do teste cutâneo. Todos os pacientes foram investigados detalhadamente para urticária crônica e outras doenças. As crianças foram consideradas não responsivas ao tratamento se submetidas ao uso oral de anti-histamínicos em doses habituais, com persistência dos sintomas por no mínimo 3 meses.
RESULTADOS: Foram incluídos 57 pacientes (61,4% meninos), com mediana de 10,6 anos (3,7-17,1 anos). Trinta pacientes (53%) apresentaram teste do soro autólogo positivo e 21 destes (70%) não responderam ao tratamento habitual (p < 0,001). Pacientes com teste do soro autólogo positivo apresentaram maior frequência de sintomas, com 1,5 episódios/mês (p = 0,04). Quatorze por cento das crianças apresentaram níveis altos de anticorpo antiperoxidase e 16,6% níveis altos de anticorpo antitireoglobulina. Houve relação significativa entre os altos títulos de anticorpo antiperoxidase com a positividade ao teste do soro autólogo (p = 0,02).
CONCLUSÕES: A frequência de reatividade ao teste do soro autólogo foi alta, sugerindo que o teste deve ser realizado rotineiramente em crianças com urticária crônica espontânea. Pacientes com teste do soro autólogo positivo apresentaram maior chance de não responder ao tratamento habitual.

Palavras-chave: Criança, teste do soro autólogo, urticária crônica.

7 - Aspectos clínicos e perfil de sensibilização em pacientes pediátricos em um programa de asma

Clinical aspects and sensitization profile of pediatric patients enrolled in an asthma program

Juliana Lima Ribeiro; Gesmar Rodrigues Silva Segundo

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :273-278

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130038

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OBJETIVO: Determinar as características clínicas e o perfil de sensibilização dos pacientes pediátricos acompanhados em um programa de asma.
MÉTODOS: Este estudo transversal, observacional, analítico avaliou crianças com diagnóstico de asma, com idades entre 2 e 15 anos, atendidas no período de julho de 2010 a julho de 2011, participantes de programa de asma na cidade de Catalão, Goiás. Dados dos pacientes foram obtidos por meio de questionário e por consulta ao prontuário do paciente. Foram realizados os testes cutâneos de puntura (TCP) para os principais alérgenos regionais, para avaliação do perfil de sensibilização.
RESULTADOS: Trezentos e um pacientes participaram do estudo. Cento e setenta e três (57,5%) destes eram do sexo masculino, e a mediana de idade foi de 74 meses (24-166 meses). Antecedentes parentais ou pessoais de atopia foram encontrados em 80% dos pacientes. Sensibilização a aeroalérgenos observada no TCP foi de 63% para pelo menos um alérgeno. Ácaros foram os aeroalérgenos associados a maior frequência de sensibilização. Os pacientes de 2 a 5 anos incompletos apresentaram frequência de sensibilização significantemente inferior aos pacientes dos outros grupos etários (p < 0,0001). Observamos que 62% dos pacientes apresentavam controle da asma.
CONCLUSÕES: O nível controle da asma observado no presente estudo foi maior que o descrito na literatura. Observamos diferentes perfis de sensibilização de acordo com a faixa etária. Conhecer esses perfis auxilia na diferenciação de padrões de sibilância, no prognóstico de evolução destes pacientes, e, ainda, na elaboração de estratégias de prevenção para a asma na infância.

Palavras-chave: Asma, alergia, sibilância, sensibilização.

8 - Prevalência de asma em escolares de 6 e 7 anos de idade na cidade de Fortaleza, Brasil

Prevalence of asthma among 6-7 year-old schoolchildren in the city of Fortaleza, Brazil

Maria de Fátima G. de Luna; Gilberto B. Fisher; João Rafael G. de Luna; Marcelo Gurgel Carlos da Silva; Paulo César de Almeida; Daniela Chiesa

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :279-285

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130039

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OBJETIVO: Avaliar a prevalência de asma e de sintomas relacionados em escolares de 6 e 7 anos de Fortaleza, Brasil.
MÉTODOS: Neste estudo transversal, o questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) foi aplicado a 2.020 crianças de escolas públicas e privadas, em 2010.
RESULTADOS: A prevalência de "sibilos cumulativos" (sibilos na vida) foi 52,6% e a de "sibilos nos últimos 12 meses" (asma ativa), 28,3%, enquanto a taxa de "asma diagnosticada" foi 12,4%. Para os sintomas associados à gravidade da asma, como "sibilos com limite da fala", "quatro ou mais crises de sibilos no último ano" e "sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana", as prevalências foram, respectivamente, 4,1, 3,9 e 6,7%. A taxa de "sibilos pós-exercícios" foi 7,2%, e a de "tosse seca noturna" foi de 39,7%. Houve predomínio no gênero masculino, com significância estatística, de "sibilos cumulativos" (p < 0,001) e asma ativa (p = 0,04). "Sibilos com limite da fala", "sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana" e "sibilos pós-exercícios" predominaram no grupo das escolas públicas, comparado ao das escolas privadas (p = 0,002; p = 0,002; e p = 0,003, respectivamente).
CONCLUSÕES: A prevalência de asma e de sintomas relacionados em escolares de 6 e 7 anos morando em Fortaleza mostrou-se elevada e acima da média nacional, com predomínio dos sintomas no gênero masculino e entre o grupo das escolas públicas, onde a asma também foi mais grave. Observou-se, ainda, que a asma é subdiagnosticada entre as crianças de 6 e 7 anos de Fortaleza.

Palavras-chave: Asma, sibilos, escolares, epidemiologia, prevalência, ISAAC.

CARTAS AO EDITOR

9 - Edema agudo isolado da úvula: autoinduzido e associado à inalação de maconha

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :286-287

DOI: 10.5935/2318-5015.20130040

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10 - Associação entre sensibilização cutânea e presença de pets no domicílio

Zamir Calamita

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(5) :287-288

DOI: 10.5935/2318-5015.20130041

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