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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Maio-Junho 2013 - Volume 1  - Número 3

Editorial

1 - Corticosteroides tópicos: lobo em pele de cordeiro?

Topical glucocorticoids: wolf in sheep's clothing?

L. Karla Arruda; Emanuel S.C. Sarinho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :133-137

DOI: 10.5935/2318-5015.20130012

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Artigos de Revisão

2 - Asma na gravidez: atualização no manejo

Asthma in pregnancy: current management

Mauro M. de Aguiar; José A. Rizzo; Maria E.P.L. e Silva Lima; Elias F. de Melo Junior; Emanuel S.C. Sarinho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :138-142

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130013

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A asma é doença crônica frequente na gestação, cujo descontrole encontra-se associado a desfechos maternos e perinatais desfavoráveis. O manejo da doença apresenta desafios, tais como a resistência das pacientes em utilizar medicações durante a gravidez, além de queixas frequentes de dispneia associada ao estado gravídico, não relacionada à asma. O objetivo do presente trabalho foi revisar os conhecimentos atuais sobre asma na gravidez. As fontes de dados foram revisões e artigos originais publicados nos últimos 12 anos e indexados nas bases de dados PubMed, SciELO e Lilacs. As conclusões deste artigo de revisão indicam que o controle adequado da asma juntamente com a vigilância obstétrica cuidadosa devem ser integrados e constituir objetivo global do tratamento de gestantes asmáticas. O tratamento medicamentoso permite o uso de algumas medicações utilizadas em pacientes não gestantes.

Palavras-chave: Asma, gravidez, dispneia, tratamento.

3 - Fatores de risco para morte por asma

Risk factors for death from asthma

Andréia G.O. Fernandes; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado; Álvaro A. Cruz

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :143-148

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130014

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OBJETIVO: Revisar a literatura quanto a fatores de risco associados a mortes por asma e estratégias utilizadas para prevenção de óbito entre asmáticos.
MÉTODOS: Revisão narrativa a partir dos principais artigos abordando o tema de interesse em português e inglês, publicados nos últimos 30 anos, selecionados nos seguintes bancos de dados: MEDLINE, SciELO, Lilacs e BIREME. Fontes complementares de pesquisa foram os sítios da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil.
RESULTADOS: A asma é responsável por uma elevada morbidade, resultando em hospitalizações, asfixia recorrente e mortes prematuras, passíveis de prevenção. Mortes por asma são consideradas eventos incomuns, sendo, na maioria das vezes, evitáveis se a doença, e particularmente sua exacerbação, for diagnosticada e tratada precocemente. Fatores biológicos e psicossociais e fatores relacionados à enfermidade, tais como os relativos à redução da função pulmonar dos pacientes, e ao seu tratamento, podem estar associados à ocorrência de óbito entre asmáticos. O diagnóstico precoce, o uso adequado dos medicamentos, e intervenções com abordagem educativa para obter adesão e uso adequado das medicações inalatórias, bem como a orientação sobre plano de ação para exacerbações, podem evitar hospitalizações e mortes.
CONCLUSÕES: A asma é uma doença crônica muito frequente. Quando não é controlada adequadamente pode resultar em hospitalizações e mortes, que podem ser prevenidas por estratégias terapêuticas eficazes e efetivas amplamente validadas, que incluem medicamentos e educação para o autocuidado supervisionado no tratamento imediato de exacerbações.

Palavras-chave: Asma, mortalidade, fatores de risco, prevenção.

4 - Imunoglobulina endovenosa em pacientes pediátricos e adultos em unidades de terapia intensiva com síndrome de resposta inflamatória sistêmica grave e/ou síndrome de disfunção de múltiplos órgãos

Intravenous immunoglobulin in pediatric and adult patients in intensive care units with systemic inflammatory response syndrome and/or multiple organ dysfunction syndrome

María Claudia Ortega López; Janna Dalel Arboleda Salaiman

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :149-154

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130015

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A literatura revela benefícios, em termos de sobrevivência, relacionados ao uso da imunoglobulina endovenosa em adultos com sepse hospitalizados em unidades de terapia intensiva, em comparação com pacientes tratados com placebo, ou com os que não sofreram intervenção. Em nossa prática clínica, alguns pacientes com sepse e/ou com síndrome de disfunção de múltiplos órgãos apresentam níveis de imunoglobulinas dentro das faixas utilizadas para interpretação do estado imunológico de indivíduos saudáveis. Desconhecemos se pacientes em estado crítico devido a infecção e inflamação poderiam ter a função das imunoglobulinas diminuída, a despeito de ter níveis de imunoglobulinas dentro da faixa de normalidade. O objetivo do presente artigo foi utilizar as informações dos resultados sobre segurança e eficácia publicados na literatura para intervenção com imunoglobulina humana endovenosa (IGIV), sobretudo em adultos com sepse e internados em unidades de terapia intensiva, numa tentativa de extrapolar os resultados para pacientes pediátricos com sepse e/ou com síndrome de disfunção de múltiplos órgãos, dando suporte ao seu uso durante as primeiras 12 e 24 horas em unidade de terapia intensiva pediátrica como coadjuvante, imunomodulador e anti-inflamatório, juntamente com a intervenção de rotina, em crianças com níveis "fisiologicamente normais" e/ou limítrofes baixos de IgG. Foram consultados os bancos de dados PubMed, MEDLINE e Cochrane de 1995 a 2011, com os seguintes termos: sepse, síndrome de disfunção orgânica múltipla, adultos, população pediátrica, unidade de terapia intensiva, e intervenção ou tratamento com imunoglobulina humana endovenosa.

Palavras-chave: Sepse, síndrome de disfunção de múltiplos órgãos, unidade de terapia intensiva pediátrica, imunoglobulina endovenosa, terapia.

Artigos Originais

5 - Avaliação da densidade mineral óssea em crianças com dermatite atópica moderada ou grave

Bone mineral density in children with moderate or severe atopic dermatitis

Ariana C. Yang; Vanessa R.A. Penterich; Rosa M.R. Pereira; Liliam Takayama; Marise Lazaretti-Castro; Jorge Kalil; Fábio F.M. Castro

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :155-162

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130016

PDF Português

OBJETIVO: Determinar o impacto da Dermatite Atópica (DA) no estado nutricional e metabolismo ósseo em crianças.
MÉTODOS: Quarenta e nove crianças com DA moderada ou grave (4-12 anos) e 48 crianças saudáveis foram avaliadas por z-escore altura/idade, z-escore peso/idade, z-escore IMC, duração e gravidade da doença, uso de Glicocorticoides (GC) tópico e parâmetros ósseos. Conteúdo mineral ósseo (CMO), densidade mineral óssea (DMO) e z-escores foram medidos por absormetria de dupla emissão de raios-X (DXA). Níveis séricos de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, cortisol e telopeptídeo carboxiterminal do colágeno tipo 1 (CTX), e níveis plasmáticos de 25 hidroxivitamina D (25OHD) e hormônio da paratireoide (PTH), foram determinados.
RESULTADOS: Crianças com DA apresentaram menor altura para idade quando comparadas às crianças controle (p = 0,007). Menor CMO em coluna lombar [16,5 (6,4) vs. 19,8 (8,3)g, p = 0,027] e fêmur total [12,2 (4,0) vs. 14,2 (5,0)g, p = 0,029] foi encontrado em crianças com DA. Níveis de CTX foram menores em pacientes com DA [1,36 (0,59) vs. 1,67 (0,79)ng/mL, p = 0,026] e tendência a níveis mais baixos de fosfatase alcalina foi observada em crianças com DA [228 (75,3) vs. 255 (70,7) ng/mL, p = 0,074]. Crianças com DA apresentaram níveis mais baixos de cortisol que crianças saudáveis [9,06 (4.8) 10,57 vs. (4,9), p = 0,061], sem diferença significante.
CONCLUSÕES: Redução em altura para idade, remodelamento ósseo e conteúdo mineral ósseo em crianças com DA moderada ou grave poderia estar associada a fatores incluindo determinantes genéticos, baixa exposição solar, inflamação crônica e uso crônico do GC tópico.

Palavras-chave: Dermatite atópica, densidade óssea, criança, estado nutricional, glicocorticoide.

6 - Prevalência de sensibilização a aeroalérgenos em adolescentes de Belém, Pará

Prevalence of sensitization to aeroallergens among adolescents in the city of Belém, Pará, northern Brazil

Bruno A.P. Barreto; Kamila S. Ferreira

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :163-169

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130017

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OBJETIVO: Doenças alérgicas afetam atualmente um quarto da população mundial. Em nosso meio, ácaros da poeira doméstica são os principais aeroalérgenos intradomiciliares. Os objetivos deste estudo caso-controle foram verificar a prevalência de sensibilização a aeroalérgenos em adolescentes de Belém, PA, e investigar sua correlação com asma.
MÉTODOS: A amostra foi feita por conveniência, incluindo 104 adolescentes de 13 e 14 anos participantes do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) e que realizaram teste cutâneo de hipersensibilidade imediata (TCHI) com painel de extratos incluindo Dermatophagoides pteronyssinus, Blomia tropicalis, epitélios de cão e gato, mistura de fungos, Alternaria alternata, mistura de polens, Blattella germanica e Periplaneta americana. Resultado positivo do TCHI foi considerado como presença de pápula de diâmetro médio superior a 3 mm após aplicação do extrato. Asma ativa foi definida por presença de sibilos nos últimos 12 meses, e gravidade da asma foi caracterizada por dificuldade de falar duas palavras entre cada respiração.
RESULTADOS: Sensibilização a aeroalérgenos ocorreu com maior frequência para B. tropicalis (34,6%), D. pteronyssinus (29,8%) e epitélio de cão (17,3%). Positividade para extrato de mistura de fungos ocorreu em 21% dos adolescentes asmáticos, mostrando 84% de acurácia no diagnóstico de asma. Entretanto, positividade a nenhum alérgeno foi útil para estimar gravidade da asma.
CONCLUSÕES: Sensibilização a ácaros D. pteronyssinus e B. tropicalis foi encontrada com maior frequência entre adolescentes com e sem asma. Testes cutâneos positivos para mistura de fungos mostraram valor diagnóstico para asma, entretanto não houve correlação com gravidade de asma para nenhum dos alérgenos testados.

Palavras-chave: Alérgenos, testes cutâneos, asma, hipersensibilidade imediata, adolescentes.

7 - Prevalência e gravidade de asma, rinite e eczema entre crianças e adolescentes de Feira de Santana, BA, por questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC)

Prevalence and severity of asthma, rhinitis, and eczema among children and adolescents living in Feira de Santana, Bahia, northeastern Brazil, according to International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) questionnaire

Heli V. Brandão; Wesley Batista; Constança Sampaio Cruz; Andressa de Moura; Davi Felix Martins Junior

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :170-174

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130018

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OBJETIVO: Determinar a prevalência e gravidade de asma, rinite e eczema entre escolares de 6-7 anos e adolescentes de 13-14 anos residentes em Feira de Santana, BA.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal. Questionários padronizados do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) foram respondidos pelos pais de escolares em residência e devolvidos às escolas, e pelos adolescentes em sala de aula. Na análise estatística utilizou-se o teste do qui-quadrado.
RESULTADOS: A prevalência de sintomas de asma, rinite e eczema atópico nos últimos 12 meses em escolares foi de 19,1% (118); 40,7% (251) e 7,8% (48) respectivamente; e em adolescentes foi de 23,9% (247); 38,7% (400) e 11% (114). Rinite esteve associada de forma significante à asma em escolares, com com razão de prevalência RP 2,16 IC95% (1,83-2,56) e em adolescentes, com RP 1,53 IC95% (1,31-1,78). Eczema também mostrou associação significante com asma em escolares, com RP 2,15 IC95% (1,22-3,78) e em adolescentes RP 3,29 IC95% (2,35-4,62). Asma grave foi observada em 7,1% e 7,4% dos escolares e adolescentes, enquanto que rinite grave ocorreu em 25,8% e 21,6% de escolares e adolescentes, respectivamente.
CONCLUSÕES: A prevalência de asma e rinite foi elevada entre escolares e adolescentes de Feira de Santana, BA. Em concordância com estudos prévios, a asma permanece subdiagnosticada. Houve elevada frequência de asma e rinite graves. Ações por órgãos públicos e privados de saúde são necessárias para o controle destas doenças.

Palavras-chave: Asma, rinite, eczema, epidemiologia, escolares, adolescentes.

RELATO DE CASO

8 - Urticária pigmentosa: mastocitose cutânea na infância

Urticaria pigmentosa: cutaneous mastocytosis in a child

Claudia Salvini B.M. da Fonseca; Elisângela Ferreira Vasconcellos; Juliana Salvini B.M. da Fonseca; Raquel Machado Barbosa; Vivian Santos C. Oliveira

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :175-179

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130019

PDF Português

A mastocitose é uma doença rara caracterizada pela proliferação e subsequente acúmulo de mastócitos na pele e/ou órgãos internos. Esta patologia pode ser dividida em cutânea e sistêmica. A cutânea é mais frequente na infância; o infiltrado de mastócitos é limitado à pele, geralmente tem uma evolução benigna e regride espontaneamente na adolescência. A urticária pigmentosa é a apresentação cutânea mais comum. São máculas, pápulas, nódulos ou placas, de coloração vermelho-acastanhada, com predileção pelo tronco. O sinal de Darier ocorre em 90% dos pacientes. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de mastocitose cutânea na infância, no qual o quadro clínico e a biópsia de pele foram suficientes para o diagnóstico. Em pacientes com mastocitose, é importante enfatizar a necessidade do acompanhamento periódico com realização de exames laboratoriais e de imagem, conforme a sintomatologia apresentada pelo paciente, e informar a família sobre a doença e acerca da maior predisposição à anafilaxia.

Palavras-chave: Mastocitose, urticária pigmentosa, infância.

CARTAS AO EDITOR

9 - Prednisolona na sibilância induzida por vírus

Nelson Augusto Rosario Filho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :180-182

DOI: 10.5935/2318-5015.20130020

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10 - Pustulose exantemática localizada aguda (PELA) causada pela associação amoxicilina-ácido clavulânico

Acute localized exanthematous pustulosis (ALEP) caused by the association amoxicillin-clavulanic acid

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :182-183

DOI: 10.5935/2318-5015.20130021

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Errata

11 - Errata

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(3) :184

DOI: 10.5935/2318-5015.20130022e

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