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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Julho-Agosto 2013 - Volume 1  - Número 4

Nota do Editor

1 - Fatima Ferreira: do diagnóstico e terapia em alergia à compreensão da ciência pelo público e valorização das mulheres na ciência

Fatima Ferreira: from allergy diagnosis and treatment to public understanding of science and promotion of women in science

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :185-186

DOI: 10.5935/2318-5015.20130023

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Editorial

2 - Diagnóstico molecular de alergia: pronto para a prática clínica?

Molecular diagnosis of allergy: ready for clinical practice?

L. Karla Arruda; Adriana S. Moreno; Fátima Ferreira

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :187-194

DOI: 10.5935/2318-5015.20130024

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Artigos de Revisão

3 - Anafilaxia e urticárias físicas

Anaphylaxis and physical urticarias

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :195-201

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130025

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As urticárias físicas são condições clínicas associadas a disfunção mastocitária, com diminuição do limiar para liberação de substâncias vasoativas por exposição a estímulos físicos externos. Fatores físicos desencadeantes incluem: fatores mecânicos, térmicos, os relacionados aos exercícios, à exposição ao sol, ou aquagênicos. Extremos de temperatura (frio e calor), pressão, trauma, vibração, contato com a água, com a luz solar, e exercícios aeróbicos (com e sem dependência alimentar), constituem desencadeantes para estas alergias físicas. Vários tipos de urticárias físicas podem coexistir em um mesmo paciente. As urticárias físicas ocorrem em cerca de 1/5 dos pacientes com urticária crônica espontânea. Podem causar anafilaxia potencialmente fatal. São aqui discutidos o diagnóstico diferencial, os testes confirmatórios e a terapia atual disponível para urticárias físicas.

Palavras-chave: Anafilaxia, urticárias físicas, disfunção mastocitária, testes diagnósticos, dessensibilização.

4 - Anti-IgE na urticária crônica

Anti-IgE in chronic urticaria

Solange Oliveira Rodrigues Valle; Sergio Duarte Dortas Júnior; Soloni Afra Pires Levi; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :202-210

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130026

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A urticária é uma condição frequente; consiste de lesões eritematopapulosas pruriginosas, isoladas ou agrupadas, fugazes, geralmente circulares, podendo variar em forma e tamanho. Convencionalmente, a urticária pode ser dividida, quanto a sua duração, em duas formas: aguda e crônica. Na forma crônica as lesões estão presentes diariamente ou quase diariamente, permanecendo menos de 24 horas na maior parte dos casos, durante um período superior a seis semanas, frequentemente tendo impacto na qualidade de vida. A anti-IgE é um anticorpo monoclonal humanizado aprovado para o uso em asma de difícil controle. Atualmente, várias linhas de evidência indicam que a anti-IgE pode ser benéfica no tratamento da urticária espontânea crônica e física. Neste artigo revisamos as principais e atuais publicações sobre o uso de anti-IgE para o tratamento da urticária crônica refratária aos tratamentos convencionais. Outros estudos ainda são necessários para melhor compreender os mecanismos envolvidos na resposta favorável a esta terapia.

Palavras-chave: Urticária crônica, anti-imunoglobulina E (IgE), urticárias físicas, angioedema, mastócitos.

5 - Alérgenos recombinantes: papel no diagnóstico e na imunoterapia alérgeno-específica

Recombinant allergens: role in diagnosis and in allergen-specific immunotherapy

L. Karla Arruda; Michelle C. R. Barbosa; Gil Bardini; Ariana Campos Yang; Isabel Ruguê Genov; Adriana Santos Moreno

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :211-218

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130027

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Nos últimos 30 anos tem havido um avanço notável na identificação, purificação e expressão recombinante de alérgenos relevantes das mais variadas fontes, incluindo ácaros, insetos, mamíferos, polens, alimentos, fungos, látex e outras fontes. Estes avanços resultaram na utilização crescente de alérgenos purificados, naturais ou recombinantes, para melhorar o diagnóstico de alergia pelos métodos que dispomos, incluindo os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata, e os métodos in vitro para medida de anticorpos IgE específicos, como ImmunoCAP, ImmunoCAP-ISAC, ELISA e MARIA. Mais recentemente, o uso de alérgenos recombinantes de pólen de bétula (rBet v 1) e de gramas (coquetel de 5 alérgenos) em imunoterapia foi relatado como seguro e eficaz, com resultados comparáveis aos obtidos usando extratos naturais, em pacientes com rinoconjuntivite alérgicos a polens. No presente artigo, apresentamos revisão atualizada do uso de alérgenos recombinantes em diagnóstico de alergia e em imunoterapia alérgeno-específica, incluindo novas estratégias de imunoterapia. Focalizamos na avaliação crítica de estudos que investigaram sensibilidade, especificidade, reatividade cruzada e valor prognóstico de métodos diagnósticos com uso de alérgenos recombinantes versus extratos naturais; nas recomendações atuais para o uso destes novos métodos na prática clínica; e na revisão de estudos clínicos com imunoterapia usando alérgenos recombinantes realizados até o momento.

Palavras-chave: Alérgenos, dessensibilização imunológica, imunoterapia alérgeno-específica, alérgenos recombinantes.

Artigos Originais

6 - Determinação de IgE a alérgenos alimentares por microarray (ImmunoCAP-ISAC) em pacientes com rinite alérgica

Evaluation of IgE antibodies to food allergens in patients with allergic rhinitis using microarray analysis (ImmunoCAP ISAC)

Laura Maria Lacerda Araujo; Nelson Augusto Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :219-222

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130028

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OBJETIVO: Determinar a frequência de anticorpos IgE a alérgenos alimentares em pacientes com doenças alérgicas respiratórias por análise molecular.
MÉTODO: Este estudo transversal incluiu 101 participantes, com idades entre 6-18 anos, com diagnóstico de rinite alérgica (89,1% com asma associada), sem história de alergia alimentar. Foi realizada análise de IgE sérica específica por ImmunoCAP ISAC, método que emprega biologia molecular para detecção de IgE a componentes alergênicos, sendo 42 alimentares e provenientes das seguintes fontes: abacaxi, aipo, amendoim, avelã, bacalhau, camarão, carpa, castanha de caju, castanha do Pará, cenoura, gergelim, kiwi, leite de vaca, maçã, ovo, pêssego, soja e trigo. Valores > 0,3 ISU (unidades padronizadas do ISAC) foram considerados positivos. Utilizou-se análise estatística descritiva.
RESULTADOS: Vinte e sete (26,7%) pacientes apresentaram IgE específica a pelo menos um dos alérgenos alimentares analisados. Entre os 42 componentes alergênicos testados, 20 (47,6%) foram associados a resposta IgE em pelo menos um dos pacientes. Alérgenos com maior frequência de reatividade IgE foram: camarão (Pen a 1 15,8%, Pen i 1 16,8%, Pen m 1 16,8%) e pêssego (Pru p 3 5,9%).
CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que a avaliação de alergia alimentar baseada em análise molecular deve considerar vários elementos, particularmente a correlação com os sintomas clínicos, e o conhecimento sobre reatividade cruzada IgE entre alérgenos das mais variadas fontes. Presença de IgE específica a determinado componente alergênico significa sensibilização, e não necessariamente alergia. Diagnóstico incorreto de alergia alimentar pode levar a tratamento inadequado, com dietas restritivas desnecessárias e prejuízo nutricional para os pacientes.

Palavras-chave: Sensibilização, alérgenos alimentares, alergia respiratória, IgE.

7 - Sensibilização a aeroalérgenos em adultos jovens vivendo na região sul do Brasil

Sensitization to aeroallergens among young adults living in southern Brazil

Maria Sonia Dal Bello; Márcia L. M. Schneider; Marlene Doring; Larissa M. Gomes; Tainã C. Mistura

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :223-228

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130029

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OBJETIVO: Estudos epidemiológicos sobre rinite foram realizados em crianças e adolescentes, entretanto a população adulta tem sido pouco avaliada, uma vez que o protocolo International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) não foi validado para essa faixa etária. O objetivo do presente trabalho foi determinar a frequência de rinite e de sensibilização a aeroalérgenos em adultos jovens.
MÉTODOS: Estudo de série, com participação de 236 estudantes de Medicina, com idades entre 16 e 32 anos, que preencheram o questionário ISAAC módulo Rinite. Subgrupo de indivíduos que relataram sintomas de rinite no questionário ISAAC foi submetido a testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (prick test), com extratos de ácaros da poeira domiciliar e polens de gramíneas.
RESULTADOS: A idade média dos participantes foi de 21,4 anos (±2,4). Cento e setenta e um estudantes (72,5%) relataram sintomas de rinite, e 156 destes (91,2%) apresentaram sintomas nos últimos 12 meses. Cento e dezesseis indivíduos (67,8%) relataram lacrimejamento e prurido ocular associados. Rinite foi mais frequente no sexo feminino (62,2%). Dos 63 indivíduos que realizaram prick-test, 79% tiveram teste positivo para algum alérgeno, sendo a maioria (88%) positiva tanto para ácaros quanto para polens. Houve associação entre ocorrência de sintomas de rinite nos meses de janeiro, fevereiro, setembro, outubro, novembro e dezembro e testes cutâneos positivos para azevém (p < 0,05).
CONCLUSÃO: A alta frequência de rinite sugere a necessidade de ações conjuntas da saúde ambiental e da saúde coletiva, visando à diminuição da exposição a alérgenos ambientais derivados de polens e ácaros.

Palavras-chave: Rinite, Lolium, Paspalum, Dermatophagoides.

8 - Avaliação da função respiratória: comparação entre valores de referência percentuais fixos e o 5º percentil para diagnóstico de obstrução das vias aéreas

Lung function evaluation: comparing fixed percentage reference values vs. the 5th percentile in the diagnosis of airway obstruction

Luís Miguel Borrego; Mariana Couto; Isabel Almeida; Lara Pimenta; Sara Matos; Mário Morais-Almeida

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :229-235

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130030

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INTRODUÇÃO: Têm sido utilizados critérios fixos para avaliação funcional de doentes com patologia respiratória. É atualmente recomendado pelas orientações internacionais a utilização preferencial do limite inferior do normal (LIN) e limite superior do normal (LSN) (inferior ou superior ao 5º percentil).
OBJETIVO: Comparar os resultados das provas de função respiratória (PFR), utilizando os valores percentuais fixos versus 5º percentil (método de referência), como limites da normalidade, no diagnóstico funcional de obstrução das vias aéreas.
MÉTODOS: Análise retrospetiva dos registos de PFR (espirometria e pletismografia corporal) efetuados pelos autores em 2011. Foi avaliada a concordância entre os dois métodos na amostra global, sendo os doentes distribuídos por faixas etárias. Posteriormente foram selecionadas as PFR com razão VEF1/CV < LIN. Nestas, foram analisados os parâmetros VEF1, CVF, CPT e VR quando considerados o 5º percentil versus valores percentuais fixos. A análise estatística for realizada utilizando-se o kappa de Cohen.
RESULTADOS: Em 2011, 1.358 indivíduos realizaram PFR. Foram excluídos 8 por dados incompletos. De forma geral, o grau de concordância entre os dois critérios foi bom (valor de Kappa = 0,655±0,035). Entretanto, entre os 124 doentes que apresentavam obstrução pelo LIN, 32 (26%) tiveram um teste normal pelo cut-off de 0,70, pelo que seriam erroneamente subdiagnosticados. Este fato foi verificado apenas nas faixas etárias mais jovens, enquanto nos grupos etários mais idosos se observou uma elevada taxa de sobrediagnóstico (51 indivíduos, 36%). Entre os doentes com obstrução, a concordância para os restantes parâmetros foi boa, exceto para a hiperinsuflação diagnosticada por CPT.
CONCLUSÃO: A utilização de valores percentuais fixos para diagnóstico de obstrução resulta em elevada taxa de subdiagnóstico em idades jovens e sobrediagnóstico em idade avançadas.

Palavras-chave: Asma, função respiratória, obstrução brônquica, testes diagnósticos, valores referência.

CARTA AO EDITOR

9 - Anafilaxia induzida por exercício com dependência alimentar sem IgE específica

Food-dependent, exercise-induced IgE-independent anaphylaxis

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(4) :236

DOI: 10.5935/2318-5015.20130031

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