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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Janeiro-Fevereiro 2014 - Volume 2  - Número 1

Nota do Editor

1 - Dr. Charles Naspitz: gratidão e apreciação no WISC-ASBAI 2014

Dr. Charles Naspitz: gratitude and appreciation during WISC-ASBAI 2014

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :1-2

DOI: 10.5935/2318-5015.20140001

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Editorial

2 - Medida da fração de óxido nítrico exalado na asma

Measurement of fraction of exhaled nitric oxide in asthma

Nelson Rosário Filho

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :3-5

DOI: 10.5935/2318-5015.20140002

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Artigos de Revisão

3 - Angioedema hereditário e outras formas de angioedema por bradicinina: atualização no diagnóstico e tratamento

Hereditary angioedema and other forms of bradykinin-mediated angioedema: update on diagnosis and treatment

Maria Fernanda Ferraro; L. Karla Arruda; Luana S. M. Maia; Adriana S. Moreno

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :6-20

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140003

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Angioedema é definido como edema que ocorre em áreas bem delimitadas do tecido subcutâneo e submucoso, consequente ao aumento da permeabilidade capilar local causada por mediadores vasoativos. Em geral acomete extremidades, face, vias aéreas superiores e tratos gastrointestinal e geniturinário. Há dois mediadores amplamente reconhecidos na patogênese do angioedema: histamina e bradicinina, com repercussões clínicas distintas. O angioedema histaminérgico é geralmente associado a urticária e tem boa resposta ao tratamento com anti-histamínicos, corticosteroides e adrenalina. Já o angioedema por bradicinina tem duração mais prolongada (36 a 72 horas), envolve mais frequentemente o trato gastrointestinal e não responde ao tratamento convencional com anti-histamínicos, corticosteroides e adrenalina. Suspeita-se de angioedema mediado por bradicinina quando há angioedema recorrente, não associado a urticária, que pode ser hereditário ou adquirido. O nonapeptídeo bradicinina é um potente mediador de vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, particularmente em vênulas pós-capilares, que produz seus efeitos através da estimulação dos receptores B2 ligados a proteína-G. Neste artigo de revisão, temos por objetivo fazer uma atualização em diagnóstico diferencial e tratamento das diferentes formas de angioedema mediado por bradicinina: angioedema por inibidores da enzima conversora da angiotensina (iECA) e outros fármacos que podem diminuir o metabolismo da bradicinina; angioedema hereditário (AEH) por mutações nos genes SERPING1 e F12 que codificam, respectivamente, o inibidor de C1-INH e o fator XII da coagulação; angioedema hereditário de causa desconhecida; angioedema por deficiência adquirida do C1-INH; e angioedema idiopático.

Palavras-chave: Angiodema, angioedema hereditário, bradicinina, inibidor de C1, angioedema adquirido.

4 - Epidemiologia da anafilaxia

Epidemiology of anaphylaxis

Elaine Gagete Miranda da Silva; Fábio F. Morato Castro

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :21-27

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140004

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A anafilaxia é uma doença de hipersensibilidade cujas características principais são a gravidade, a forma aguda de apresentação e sua possível evolução para choque e/ou falência respiratória caso o paciente não seja socorrido a tempo. Sua prevalência não é totalmente conhecida, variando de acordo com as regiões pesquisadas ao redor do mundo e, por razões ainda pouco conhecidas, está aumentando tanto em frequência quanto em gravidade. Através de estudos epidemiológicos é possível investigar-se melhor a doença, seus desencadeantes, os fatores a ela relacionados e sua prevenção. A presente revisão mostra os principais trabalhos epidemiológicos realizados sobre o tema nas últimas décadas.

Palavras-chave: Anafilaxia, hipersensibilidade, epidemiologia, alergia e imunologia.

Artigos Originais

5 - Fração exalada de óxido nítrico no diagnóstico e controle da asma em adolescentes

Exhaled nitric oxide in the diagnosis and management of asthma in teenagers

Rosa M. de Carvalho; Beatriz J. V. Aarestrup; Fernanda R. R. da Silva; Nayara C. Goretti; Fernando M. Aarestrup

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :28-34

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140005

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OBJETIVO: Avaliar a presença de inflamação nas vias aéreas inferiores, assim como a relação desta com o padrão das respostas ao questionário ISAAC, com o nível de controle da asma e com a percepção de qualidade de vida (QV), em adolescentes com asma detectada pelo questionário ISAAC.
MÉTODOS: Estudo transversal, em que 27 adolescentes com asma detectada pelo questionário ISAAC realizaram espirometria, medidas de FeNO, avaliação do controle da asma através do Asthma Control Questionnaire (ACQ-7) e avaliação da QV pelo Paediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ).
RESULTADOS: Treze meninas e 14 meninos com idade média de 14,6 anos apresentaram média de 50,6 partes por bilhão (ppb) de FeNO; e 1,29 de escore no ACQ-7. No PAQL, apresentaram 5,02 no escore total, com 4,87 no domínio "sintomas"; 4,30 no domínio "limitação física"; e 5,67 no domínio "emocional". Os níveis de FeNO apresentaram associação com resposta afirmativa às questões 1 e 5 do ISAAC, além de correlação positiva com os escores do ACQ-7 (r = 0,417; p = 0,030) e correlação inversa com os escores de QV (r = -0,578; p = 0,002).
CONCLUSÃO: O grau de inflamação das vias aéreas inferiores, avaliado através da FeNO, é elevado, confirmando o diagnóstico de asma e se relacionando inversamente com o controle da doença e a qualidade de vida.

Palavras-chave: Asma, ISAAC, óxido nítrico, questionários, qualidade de vida.

6 - Estaria o polimorfismo 55MM da PON1 associado à maior gravidade da doença em pacientes com imunodeficiência comum variável?

Would the PON1-55MM polymorphism be associated to higher disease severity in patients with Common Variable Immunodeficiency?

Bruno Carnevale Sini; Sérgio Paulo Bydlowski; Débora Levy; Cristina M. Kokron; Luciana M. F. Maselli; Andrea Cohon; Ana Karolina Barreto de Oliveira; Jorge Kalil; Myrthes A. M. T. Barros

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :35-43

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140006

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OBJETIVO: Investigar a presença dos polimorfismos Q192R e L55M no gene da Paraoxonase1 (PON1) em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV) e sua relação com morbidade e gravidade da doença.
MÉTODOS: Pacientes com ICV e controles saudáveis foram genotipados para os polimorfismos L55M da PON1 e avaliados em relação à atividade arilesterase. No grupo de pacientes foram analisados parâmetros de morbidade e gravidade da doença.
RESULTADOS: O genótipo 55MM e o alelo 55M foram mais frequentes no grupo ICV em relação ao grupo controle. Pacientes com o genótipo 55MM apresentaram menor atividade de PON1, associada a maior morbidade da doença representada pela maior frequência de infecções de vias aéreas e taxa de internações. Por outro lado, a análise dos alelos demonstrou que a menor morbidade foi associada à presença do alelo 55L, que também apresentou relação com menor frequência de hiperplasia nodular linfoide (p = 0,007) e linfonodomegalia (p = 0,003) e menor ocorrência de óbitos (p = 0,039). Não foi observada relação entre a presença de alelos ou genótipos do polimorfismo PON1 Q192R e a maioria dos parâmetros avaliados neste estudo.
CONCLUSÕES: Este constitui o primeiro relato da maior frequência do polimorfismo 55MM da PON1 em pacientes com ICV. Nossos resultados sugerem que o alelo 55L pode estar associado a um melhor prognóstico. Por outro lado, os resultados são sugestivos de que a presença do genótipo 55MM pode ser preditiva de maior morbidade e mortalidade em pacientes com ICV.

Palavras-chave: Paraoxonase, paraoxonase 1, atividade arilesterase, morbidade, mortalidade, imunodeficiência comum variável.

RELATO DE CASO

7 - Reação de hipersensibilidade a levotiroxina e dessensibilização oral

Hypersensitivity reaction to levothyroxin and oral desensitization

Sérgio Duarte Dortas Junior; Franklin Moreira De Araujo; Cíntia Ribas Souza; Eduardo Micmacher; Soloni Afra Pires Levy; Augusto Tiaqui Abe; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(1) :44-46

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140007

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A tiroxina sintética (T4) é o tratamento de escolha para a correção do hipotireoidismo. Reações de hipersensibilidade a levotiroxina são raras. Relatamos um caso de reação maculopapular induzida por levotiroxina, com dessensibilização oral bem sucedida.

Palavras-chave: Hipotireoidismo, levotiroxina, alergia a drogas, dessensibilização.

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