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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Janeiro-Fevereiro 2013 - Volume 1  - Número 1

Nota do Editor

1 - Brazilian Journal of Allergy and Immunology: no caminho da internacionalização

Brazilian Journal of Allergy and Immunology: on its way to internationalization

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :1-2

DOI: 10.5935/2318-5015.20130001

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Editorial

2 - Alergia, obesidade, microbiota e transplante de fezes: o que isto significa para nossa saúde?

Allergy, obesity, microbiota, and fecal transplantation: what do they mean to our health?

L. Karla Arruda; Cristina Miuki Abe Jacob

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :3-4

DOI: 10.5935/2318-5015.20130002

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Artigos de Revisão

3 - Hipótese da biodiversidade explicando o aumento dos transtornos inflamatórios crônicos - alergia e asma entre eles - em populações urbanizadas?

Biodiversity hypothesis explaining the rise of chronic inflammatory disorders - allergy and asthma among them - in urbanized populations?

Tari Haahtela; Leena von Hertzen; Ilkka Hanski

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :5-7

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130003

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Comensais humanos não são mais considerados como espectadores passivos ou passageiros temporários, mas cada vez mais como participantes ativos e essenciais no desenvolvimento e manutenção da função de barreira e da tolerância imunológica. Uma redução súbita na abundância e/ou na diversidade desses micro-organismos, outrora ubíquos, pode ter levado a falhas em regular e restaurar respostas imunes e inflamatórias apropriadas. Evidências indicam que alterações na microbiota nativa se correlacionam com doenças inflamatórias, e sabe-se que inflamação é aspecto fundamental de condições clínicas como asma e doenças alérgicas, doenças autoimunes e muitas formas de câncer. Este artigo de revisão focaliza na nova "hipótese da biodiversidade", que pode ser considerada como uma extensão da hipótese da higiene e privação microbiana, ou hipótese da microbiota. Segundo a mesma, o crescimento populacional (urbanização) leva à perda da biodiversidade (macrobiota/microbiota pobre), microbiota humana pobre (disbiose), disfunção imune (baixa tolerância), inflamação e, finalmente, à doença clínica.

Palavras-chave: Hipótese da biodiversidade, microbiota, tolerância imunológica, asma, doenças alérgicas, inflamação.

4 - As múltiplas faces da anafilaxia: anafilaxia induzida por exercício e anafilaxia idiopática

The multiple faces of anaphylaxis: exercise-induced anaphylaxis and idiopathic anaphylaxis

Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :8-13

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130004

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A anafilaxia é uma reação grave que pode ter fatores desencadeantes diversos. É frequentemente associada a mecanismos alérgicos e/ou imunológicos, e requer pronto tratamento, pois em geral é de instalação rápida, progressiva, sendo potencialmente fatal. Anafilaxia induzida por exercício e anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento são condições raras, mas potencialmente ameaçadoras à vida, nas quais a associação com o exercício é essencial. Atividades desencadeantes podem ser atividades físicas leves, bem como exercícios vigorosos. Na anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, a combinação de ingestão do alimento sensibilizante e o exercício é necessária para induzir os sintomas. Alimentos sensibilizantes comuns são: trigo, frutos do mar (particularmente camarão), amendoim, leite de vaca, soja, e farinhas contaminadas com ácaros. Anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamentos pode também ocorrer; anti-inflamatórios não-esteroidais e antibióticos são desencadeantes frequentes desta condição. Aspectos clínicos e manejo do episódio agudo de anafilaxia induzida por exercício não diferem de forma significante de outros tipos de anafilaxia. Anafilaxia idiopática é diagnosticada por exclusão de outros tipos de anafilaxia de etiologia conhecida. Na anafilaxia idiopática, degranulação de mastócitos foi documentada, com liberação de histamina e triptase. Este artigo de revisão descreve os aspectos clínicos, diagnóstico e manejo da anafilaxia induzida por exercício, anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamento, e anafilaxia idiopática.

Palavras-chave: Anafilaxia, anafilaxia induzida por exercício, anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, anafilaxia induzida por exercício dependente de medicamento, epinefrina autoinjetora.

5 - Fatores de risco associados à rinite alérgica e à asma em crianças

Risk factors associated with allergic rhinitis and asthma in children

Sílvia Paschoalini Azalim; Antonio Leite Alves Radicchi; Paulo Augusto Moreira Camargos; José Dirceu Ribeiro; Eliane Dias Gontijo

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :14-22

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130005

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O objetivo deste artigo é apresentar os resultados de estudos sobre os fatores de risco intradomicilares e extradomiciliares associados à rinite alérgica e/ou a asma em crianças e adolescentes. Utilizaram-se bancos de dados eletrônicos do MEDLINE, LILACS e do HIGHWIRE e busca direta para a seleção de artigos publicados entre 1990 e 2011. Os fatores intradomiciliares associados à prevalência de rinite alérgica e asma foram o tabagismo materno durante a gestação (valores médios de OR em torno de 1,8), tabagismo passivo (OR em torno de 1,6) e a presença de mofo visível nas paredes das residências (OR em torno de 1,3). Resultados contraditórios foram encontrados quanto à associação dos poluentes ambientais, PM10, SO2, O3, NO2 e CO, pois o OR variou de 0,7 a 1,3. Como a exposição a poluentes ambientais mostrou-se contraditória com as doenças estudadas, parece prudente a adoção de medidas de controle ambiental direcionadas principalmenteparaa cessação dotabagismomaterno duranteagestaçãoe reduçãoda exposição ao mofo nas residências. Outros estudos são necessários para se estabelecer o papel de outros aeroalérgenos e dos poluentes ambientais na prevalência da rinite alérgica e da asma..

Palavras-chave: Rinite alérgica, asma, prevalência, fatores de risco, poluentes do ar, poluição por fumaça de tabaco.

6 - Neutropenia congênita

Congenital neutropenia

Paolo Ruggero Errante; Josias Brito Frazão; Antônio Condino Neto

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :23-38

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130006

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Buscamos aqui revisar os mecanismos imunopatológicos relacionados à neutropenia congênita. O termo neutropenia congênita é utilizado para designar uma série de distúrbios neutropênicos, de caráter permanente, intermitente, grave (< 500 neutrófilos/mm3 de sangue), ou moderado (entre 500-1.500 neutrófilos/mm3 de sangue), que podem acometer pele e mucosa do trato respiratório e gastrintestinal. Quando a neutropenia é diagnosticada, ela deve ser distinguida das formas adquiridas, incluindo a neutropenia pós-viral e a autoimune, da forma congênita, que pode ser uma enfermidade isolada ou fazer parte de uma doença genética. Cinquenta por cento das formas congênitas de neutropenia apresentam manifestação extra-hematopoiética com resposta imune adaptativa normal e infecções recorrentes no início da vida. O tratamento destes pacientes tem por objetivo o controle e a prevenção de infecções através do uso profilático de antibióticos, e outra forma de tratamento consiste na utilização de fator estimulador de colônia de granulócitos recombinante humano (rHUG-CSF), que aumenta o número de granulócitos, diminui o número infecções e melhora de forma significativa a sobrevida e qualidade de vida. A revisão foi realizada por levantamento bibliográfico de banco de dados obtidos através de pesquisa direta, LILACS, MEDLINE e capítulos de livros. A revisão literária demonstra a importância dos neutrófilos pela defesa do hospedeiro contra micro-organismos, e defeitos genéticos que envolvem estas células acarretam maior susceptibilidade a infecções microbianas em locais como pele e mucosa do trato respiratório e gastrintestinal. Estes defeitos genéticos dos neutrófilos envolvem o seu número, função, ou ambos. Como estes defeitos envolvendo fagócitos são de caráter congênito e hereditário, as crianças são os pacientes predominantes. Os neutrófilos apresentam um papel importante na imunidade inata, prevenindo o surgimento de infecções de repetição. O tratamento com rHUG-CSF aumenta o número de granulócitos, diminui o número de novas infecções e melhora de forma significativa a sobrevida e qualidade de vida. O transplante de células-tronco hematopoiéticas é indicado em casos refratários ao tratamento com rHUG-CSF que apresentam infecções recorrentes graves e resistência ao tratamento sem detecção de mielodisplasia/leucemia.

Palavras-chave: Neutropenia, neutropenia congênita, ELANE, G6PC3, síndrome de Shwachman-Diamond.

Artigos Originais

7 - Associação entre o ganho de peso e a prevalência e gravidade de sibilância e asma no primeiro ano de vida

Association between weight gain and the prevalence and severity of wheezing and asthma in the first year of life

Gustavo F. Wandalsen; Leila V. Borges; Nathália Barroso; Anna Carolina P. Navarro; Fabíola Suano-Souza; Elaine X. Prestes; Herberto Chong Neto; Nelson Rosário Filho; Ana Carolina Dela Bianca; Carolina S. Aranda; Décio Medeiros; Emanuel Sarinho; Lilian S. Moraes; Javier Mallol; Dirceu Solé

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :39-44

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130007

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OBJETIVO: Avaliar a relação entre diferentes padrões de ganho de peso no primeiro ano de vida e a prevalência e gravidade de sibilância e asma em crianças.
MÉTODOS: Foram analisadas as respostas ao questionário EISL de 9.159 pais moradores das cidades de São Paulo, Recife, Cuiabá, Curitiba e Belém. Os dados referidos do peso de nascimento e com um ano de vida foram convertidos em escore z (z). Foram considerados como tendo ganho de peso acelerado aqueles com diferença entre os pesos superior a 0,67 z, e ganho de peso excessivo aqueles com diferença superior a 2,01 z.
RESULTADOS: Ganho de peso acelerado foi observado em 55,7% dos lactentes, e ganho excessivo em 20,8%. Lactentes com ganho de peso acelerado apresentaram, de modo significante, maior prevalência de sibilância recorrente (18,9% vs 18,2%) e de hospitalização por sibilância (8,9% vs 7,5%). Entre os lactentes com ganho de peso excessivo houve, de modo significante, maior prevalência de hospitalização por sibilância (10,1% vs 7,8%) e do diagnóstico médico de asma (8,7% vs 7,3%). A presença de aleitamento materno por pelo menos seis meses foi associada de forma significante com menor prevalência de ganho de peso acelerado (45,2% vs 51,4%).
CONCLUSÕES: A maioria dos lactentes avaliados apresentou ganho de peso superior ao esperado durante o primeiro ano de vida. Ganho de peso acelerado e ganho de peso excessivo no primeiro ano de vida foram associados a formas mais graves de sibilância, enquanto que o ganho de peso excessivo foi associado ao diagnóstico médico de asma, independentemente da presença do aleitamento materno.

Palavras-chave: Asma, sibilância, lactentes, ganho de peso.

8 - Sensibilização a aeroalérgenos em pacientes com suspeita de alergia respiratória atendidos na rede pública e privada no município de Aracaju

Sensitization to inhalant allergens in patients with suspected respiratory allergy treated at public and private health care clinics in the city of Aracaju

Allisson M. Oliveira; Enaldo V. Melo; Glauber A. Nunes; Jackeline M. Franco; Mario A. dos Santos; Silvia de M. Simões

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :45-50

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130008

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OBJETIVO: Identificar e comparar os padrões de sensibilização a alérgenos inalantes entre pacientes com suspeita de alergias respiratórias atendidos em ambulatórios públicos e privados do município de Aracaju.
MÉTODOS: Foram analisados 1.514 resultados de testes cutâneos (TC) de punctura, realizados de abril de 2006 a setembro de 2009. Destes, 872 TC foram realizados em consultório de setor privado, e 642 nos ambulatórios do setor público. Os extratos alergênicos utilizados em TC foram: Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae, Blomia tropicalis, Periplaneta americana, Blattella germanica, penas, mistura de fungos e epitélios de cão e de gato.
RESULTADOS: Asensibilização a pelo menos um alérgeno foi de 55% (58,4% no setor privado vs 50,3% no setor público; p < 0,05). Houve predomínio de TC positivos para ácaros domiciliares (total 53%; 57,3% vs. 47,2%; p < 0,0001), seguido de baratas (total 19,9%; 22,1% vs. 16,8%; p < 0,05) e animais domésticos (total 18,4%; 24,4% vs. 10,3%; p < 0,0001). Foram encontradas frequências significativamente maiores de TC positivos no setor privado quando comparado ao setor público para D. farinae (50,1% vs. 37,5%; p < 0,0001), D. pteronyssinus (47,7% vs. 35,7%; p < 0,0001), B. tropicalis (50,8% vs. 35,5%; p < 0,0001), epitélio de gato (18,1% vs. 6,2%; p < 0,0001), epitélio de cão (12,0% vs. 4,2%; p < 0,0001), penas (4,8% vs. 2,6%; p = 0,03) e B. germanica (16,1% vs. 11,5%; p = 0,01). Não se observou diferença significante quanto à sensibilização a fungos do ar e a P. americana.
CONCLUSÃO: Ácaros domiciliares, baratas e animais domésticos foram as principais fontes de sensibilização alérgica na população estudada. Indivíduos atendidos no setor público apresentaram menor frequência de sensibilização a alérgenos inalantes quando comparados àqueles atendidos em clínica privada na cidade de Aracaju.

Palavras-chave: Sensibilização, alérgenos inalantes, ácaros, doenças alérgicas.

9 - Determinação de IgE específica in vivo e in vitro após a imunoterapia específica com veneno de himenópteros: é parâmetro para avaliação do sucesso do tratamento?

In vivo and in vitro specific IgE determination after specific immunotherapy with Hymenoptera venom: parameter to evaluate treatment success?

Cynthia Mafra Fonseca de Lima; Alexandra Sayuri Watanabe; Jorge Kalil; Fábio Fernandes Morato Castro; Clóvis Eduardo Santos Galvão

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :51-55

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130009

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OBJETIVO: Comparar os níveis séricos de anticorpos IgE veneno-específicos e a reatividade em testes cutâneos antes e após 3 anos de imunoterapia específica com veneno de himenópteros.
MÉTODO: Pacientes foram selecionados para imunoterapia de acordo com a história clínica e pesquisa de anticorpos IgE veneno-específicos (ImmunoCap, Phadia, Brasil) e testes cutâneos (prick test e intradérmico). Após 3 anos de imunoterapia, os pacientes foram avaliados sobre ferroadas acidentais e foram repetidos a IgE sérica e o teste cutâneo.
RESULTADOS: Trinta e cinco pacientes foram avaliados. Dos que fizeram imunoterapia com veneno de abelha, 56% tiveram diminuição dos níveis de IgE por ImmunoCap, 71% permaneceram com teste cutâneo positivo, e 5% apresentaram sensibilização ao veneno de vespa, que não havia sido detectada na avaliação inicial. Para os que fizeram imunoterapia com veneno de vespa, 80% tiveram diminuição no nível de IgE sérica, 88% apresentaram teste cutâneo negativo, e 5% apresentaram sensibilização ao veneno de abelha. Dos que fizeram imunoterapia com veneno de formiga, 92% tiveram diminuição dos níveis de IgE sérica específica, 78% permaneceram com teste cutâneo positivo, e 10%, apresentaram sensibilização para abelha e vespa. Não houve reação sistêmica dos pacientes que apresentaram ferroadas acidentais (86% dos pacientes alérgicos a abelha, 75% a vespa e 82% a formiga).
CONCLUSÃO: A imunoterapia por pelo menos 3 anos foi efetiva, pois todos os pacientes que foram ferroados acidentalmente não apresentaram reações sistêmicas. Nossos resultados também demonstraram que tanto a IgE sérica específica assim como os testes cutâneos não servem como parâmetros de sucesso no tratamento, pois a maioria permanece com positividade, no entanto sem reatividade clínica.

Palavras-chave: Imunoterapia com veneno, ferroada de inseto, Hymenoptera, anafilaxia, IgE específica.

10 - Avaliação da resposta clínica dos pacientes com imunodeficiência comum variável submetidos à vacinação com antígenos proteicos e polissacarídicos

Clinical evaluation of patients with common variable immunodeficiency before and after immunization with polysaccharide and protein antigens

Ana Karolina B.B. Marinho; Maíra Pedreschi; Andrea Cohon; Jorge Kalil; Myrthes T. Barros; Cristina M. Kokron

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :56-64

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130010

PDF Português

OBJETIVO: Avaliar a resposta clínica a imunização com antígenos proteicos e polissacarídicos após administração de vacinas de antígenos específicos (Pneumococo e Influenza H2N3 e H1N1) em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV) acompanhados no ambulatório de Imunodeficiências Primáriasdo Serviço de Imunologia Clínica e Alergia, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
MÉTODOS: Os pacientes foram diagnosticados segundo critérios da OMS, PAGID e ESID. Os pacientes foram vacinados contra Influenza H2N3, Influenza H1N1 e Pneumococo. A avaliação clínica foi realizada a partir de um escore clínico no qual os parâmetros considerados foram: pneumonias, sinusites, otite média aguda, infecções de vias aéreas superiores virais (IVAS), amigdalite, diarreia, bronquiectasias, hospitalizações, uso de antibiótico terapêutico, uso de antibiótico profilático, sepse e meningite. Avaliação do escore clínico foi realizada durante o ano que precedeu a vacinação e um ano após a administração das vacinas.
RESULTADOS: Participaram do estudo 45 pacientes (51% mulheres), com idade entre 20 a 78 anos (média 36,3 anos). Observamos mediana de 7 anos de retardo no diagnóstico dos pacientes com ICV. IVAS, pneumonias e sinusites foram as manifestações infecciosas mais frequentes em mulheres (80%, 78% e 55% respectivamente). IVAS, sinusites e pneumonias foram os achados mais frequentes em homens (78%, 65% e 35% respectivamente). Houve redução significativa do escore clínico em relação ao número de sinusites e IVAS após a administração das vacinas (p < 0,001).
CONCLUSÕES: Observamos redução do número de infecções, especialmente sinusites e IVAS no ano posterior à vacinação. Esta observação reforça o benefício da vacinação e sugere modificação na orientação quanto às indicações de vacinas nos pacientes com ICV.

Palavras-chave: Imunodeficiência comum variável, vacinas, infecções.

11 - Teste de contato atópico com aeroalérgenos: uma ferramenta promissora no diagnóstico da dermatite atópica

Atopy patch test with aeroallergens: a promising tool in the diagnosis of atopic dermatitis

Sérgio Duarte Dortas Junior; Soloni Afra Pires Levy; Andrea Huguenim Silva Pires; Augusto Tiaqui Abe; Solange Oliveira Rodrigues Valle; Vilma Perez Coelho; Ludwig Ruppert Hahnstadt; Alfeu Tavares França

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :65-70

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20130011

PDF Português

OBJETIVOS: Avaliar a padronização do método com relação à concentração do aeroalérgeno, tempo de oclusão, de interpretação; e determinar a especificidade e a sensibilidade do teste de contato alérgico (TCA) em relação ao teste por puntura e a dosagem de IgE específica, na verificação da sensibilização a ácaros em crianças com dermatite atópica (DA).
MÉTODOS: Foram selecionadas 72 crianças com idade entre 2 e 12 anos, acompanhadas no ambulatório de alergia do Hospital São Zacharias. Estas foram submetidas a teste de puntura, dosagem de IgEs específicas e TCA para ácaros (Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae e Blomia tropicalis). Os testes foram realizados em 3 grupos: (1) DA com ou sem rinite e asma, (2) Rinite e/ou asma sem DA, (3) Saudáveis (controle).
RESULTADOS: No grupo 1, 40% dos pacientes apresentaram reação positiva. A sensibilidade foi maior nos pacientes com maior tempo de exposição (48 h e 72 h). No grupo 2, o TCA foi mais específico que sensível para todos os extratos, com aumento da sensibilidade quanto maior o tempo de exposição (72 h). No grupo 3, apenas 8,3% apresentaram positividade a algum aeroalérgeno do TCA.
CONCLUSÃO: O TCA mostrou ter valor diagnóstico em relação às reações de fase tardia a ácaros (D. pteronyssinus, D. farinae e B. tropicalis), com elevada especificidade. Ele demonstrou ser um teste confiável quando comparado aos resultados do grupo controle.

Palavras-chave: Dermatite atópica, teste de contato atópico, ácaros.

Programa de Educação Médica Continuada

12 - Programa de Educação Médica Continuada

Braz J Allergy Immunol. 2013;1(1) :71-72

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