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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Maio-Junho 2015 - Volume 3  - Número 3

Editorial

1 - Terapia anti IL-4/IL-13: revolução no tratamento da asma, dermatite atópica e rinossinusite crônica com polipose nasossinusal?

Anti IL4/IL-13 therapy: a revolution in the treatment of asthma, atopic dermatitis and chronic rhinossinusitis with nasal polyps?

L. Karla Arruda, MD, PhD; Lucas Brom, MD; Thais Nociti Mendonça, MD; Janaina Michelle Lima Melo, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :71-76

DOI: 10.5935/2318-5015.20150016

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Uma visão diferenciada no manejo do dermografismo

A differentiated view of the management of dermographism

Eduardo Magalhães Souza Lima, MD; Ingrid Cunha de Souza Lima, MD; Cynthia Dias Pinto Coelho, LCP; Marina Cunha de Souza Lima

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :77-85

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150017

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A urticária apresenta-se com diversos aspectos clínicos e tem causas distintas. Constitui uma das dermatoses mais frequentes: 15 a 20% da população tem pelo menos um episódio agudo da doença, resultando em 1 a 2% dos atendimentos nas especialidades de Dermatologia e Alergia/Imunologia. Urticária é classificada em aguda, com duração inferior a seis semanas, ou crônica, com duração superior a seis semanas. A urticária crônica pode ser espontânea ou induzida. O tratamento da urticária compreende tanto medidas farmacológicas, que podem estar associadas a efeitos adversos, como medidas não farmacológicas, incluindo realização do psicodiagnóstico. Dermografismo é um tipo de urticária crônica induzida física em que a aplicação de uma determinada pressão na pele do paciente resultará no aparecimento de pápula no trajeto da pressão exercida. Para investigar a associação entre dermografismo e alterações psicológicas, foi avaliado grupo de 280 pacientes com dermografismo, na faixa etária de 18 a 68 anos de idade, com predominância de 3:1 do sexo feminino. Muitos destes pacientes não apresentavam resposta favorável com o tratamento convencional. Quando foi associado ao seu tratamento o uso de um antidepressivo tricíclico com ação anti-histamínica, como o cloridrato de doxepina, e avaliação psicológica pelo Teste Projetivo HTP (House-Tree-Person), foi evidenciada melhora significante dos sintomas. O psicodiagnóstico foi realizado por psicóloga clínica. Os resultados revelaram uma clara associação com fatores psicossomáticos na evolução do dermografismo, indicando benefício da abordagem multiprofissional, com visão diferenciada, biopsicossocial, e do uso de terapêutica antidepressiva isolada ou adjuvante a anti-histamínicos para o controle sintomático do dermografismo.

Palavras-chave: Urticária, dermografismo, urticária crônica.

Artigo de Revisão

3 - MicroRNAs: papel no diagnóstico e tratamento da asma

MicroRNAs: role in the diagnosis and treatment of asthma

Ataualpa P. Reis, MD, PhD; Karla Fernandes, PhD; Fernanda Sarquis Jehee, BSc, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :86-92

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150018

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A asma é reconhecida como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e que tem como características a hiper-reatividade das vias aéreas, a hipersecreção de muco e a obstrução ao fluxo aéreo, resultando em sintomas de gravidade variável. Na maior parte dos casos, a asma está associada a processo inflamatório crônico mediado por padrão tipo 2 da resposta imune, que pode ser induzido ou aumentado por alérgenos ambientais, irritantes primários, exercício, infecções do trato respiratório e comorbidades. Alterações epigenéticas são reconhecidas como participantes do início e/ou da manutenção da resposta tipo 2. MicroRNAs (miRNAs) são reguladores da expressão gênica e têm papel importante na patogênese da asma. Sua caracterização na circulação sanguínea pode prover uma ferramenta de alta especificidade e sensibilidade no diagnóstico da asma. Seu papel em regular a expressão de genes por mecanismos pós-transcricionais através de interação com RNAs mensageiros (mRNA) pode oferecer o potencial de constituir uma nova modalidade terapêutica desta doença. A presente revisão incluiu artigos originais, revisões e consensos indexados nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS, SciELO e publicações on line nos últimos 10 anos, e pretende apresentar o conhecimento atual da importância dos microRNAs no diagnóstico e tratamento da asma.

Palavras-chave: Asma, microRNA, diagnóstico e tratamento da asma.

Artigos Originais

4 - Pneumonias em imunodeficiência comum variável após mudança de ambiente físico

Pneumonia in common variable immunodeficiency after change in physical environment

Ana Paula Kazue Beppu, MD; Julia Warchavchik Melardi, MD; Verônica Reche Rodrigues Gaudino, MD; Marina Colella dos Santos, MD; Maria da Conceição Santos de Menezes, MD, MSc; Wilma Carvalho Neves Forte, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :93-98

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150019

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OBJETIVO: Estudar a possível relação entre mudança para ambiente físico com maior número de pessoas e aparecimento de pneumonias de repetição em pacientes com imunodeficiência comum variável (ICV).
MÉTODOS: Realizou-se estudo prospectivo-transversal em amostra de conveniência de pacientes com ICV e história de pneumonias de repetição, acompanhados em serviço especializado de hospital terciário.
RESULTADOS: Entre os 23 pacientes selecionados com ICV e história de pneumonias, cinco apresentaram pneumonias após mudança para ambientes com maior número de pessoas.
CONCLUSÃO: Um subgrupo de pacientes com ICV apresentou pneumonias após mudança para ambiente físico com maior número de pessoas. O diagnóstico de ICV deve ser feito o mais precocemente possível, na tentativa de evitar sequelas pulmonares irreversíveis. Sendo assim, é importante a pesquisa desta doença em indivíduos que apresentem pneumonias após mudanças de ambiente físico, incluindo mudanças para locais onde o espaço é compartilhado com número aumentado de pessoas.

Palavras-chave: Imunodeficiência comum variável, imunodeficiências primárias, pneumonias.

5 - Melhora clínica da dermatite atópica em crianças de 6 meses a 12 anos com o uso oral de uma associação de probióticos

Clinical improvement of atopic dermatitis in children aged 6 months to 12 years with the use of a combination of oral probiotics

Flavia Alvim Sant'Anna Addor, MD

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :99-105

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150020

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OBJETIVOS: Probióticos são organismos vivos que administrados em quantidade adequada conferem benefício ao hospedeiro. Alguns estudos demonstram que sua colonização intestinal pode influenciar a evolução de alergias sistêmicas. O objetivo do presente estudo foi avaliar clinicamente a eficácia e segurança da administração de uma associação de probióticos em crianças com dermatite atópica.
MÉTODOS: Cinquenta e seis pacientes portadores de dermatite atópica com idades entre 6 meses a 12 anos ingeriram diariamente a associação das seguintes cepas de probióticos: Lactobacillus acidophilus NCFM®, L. rhamnosus HN001®, L. paracasei Lpc-37® e Bifidobacterium lactis HN019® em uma tomada diária, por 12 semanas, juntamente com o tratamento que vinham realizando para a dermatose. A avaliação da dermatite atópica foi realizada através do SCORAD ao início e final do estudo, além de avaliação clínica dos sinais individualmente e questionário para acessar presença de prurido e alterações do sono pela doença. Ao final do tratamento, também foi perguntado sobre o sabor e praticidade de uso da associação.
RESULTADOS: Houve melhora significante do SCORAD ao longo do tempo (p = 0,001) assim como redução dos sinais e sintomas: eritema, edema e pápulas, escoriação, liquenificação, xerose, prurido e alterações do sono.
CONCLUSÃO: A associação oral dos probióticos estudados atuou de maneira significante na melhora dos sinais e sintomas de pacientes com dermatite atópica com idades entre 6 meses e 12 anos, de maneira segura e sem interferir com a terapêutica de rotina.

Palavras-chave: Dermatite atópica, eczema atópico, probióticos, qualidade de vida.

CARTAS AO EDITOR

6 - Rinite alérgica em crianças na idade pré-escolar: mito ou realidade?

Allergic rhinitis in preschool children: myth or fact?

Herberto José Chong Neto, MD, PhD; Nelson Augusto Rosário, MD, PhD

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :106-107

DOI: 10.5935/2318-5015.20150021

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7 - Dessensibilização com aspirina na doença coronariana

Aspirin desensitization in coronary artery disease

Mario Geller, MD, MACP, FAAAAI, FACAAI

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(3) :107-108

DOI: 10.5935/2318-5015.20150022

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