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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Janeiro-Março 2017 - Volume 1  - Número 1

Editoriais

1 - Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia

Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia

Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :1-2

DOI: 10.5935/2526-5393.20170001

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2 - O futuro da especialidade de Alergia e Imunologia

The future of the specialty of Allergy and Immunology

Norma de Paula M. Rubini

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :3-4

DOI: 10.5935/2526-5393.20170002

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3 - Avanços no manejo do angioedema hereditário

Advances in the management of hereditary angioedema

Antonio Abílio Motta

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :5-6

DOI: 10.5935/2526-5393.20170003

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ARTIGOS ESPECIAIS

4 - Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica

Practical guide to environmental control for patients with allergic rhinitis

Norma de Paula M. Rubini; Gustavo F. Wandalsen; Maria Cândida V. Rizzo; Marcelo V. Aun; Herberto José Chong Neto; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :7-22

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170004

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A asma e a rinite alérgica são doenças frequentes e acometem parcela significativa da população, sobretudo crianças. Frequentemente a asma e a rinite coexistem e tem sido documentado que a presença de rinite potencialmente aumenta a gravidade da asma e impacta negativamente na qualidade de vida. Entre os agentes desencadeantes/agravantes dessas doenças são apontados: aeroalérgenos (ácaros do pó domiciliar, fungos, alérgenos de baratas, epitélio de animais, polens e ocupacionais), poluentes intradomiciliares e extradomiciliares (fumaça de tabaco, material particulado liberado pela cocção/aquecimento - gás de cozinha, fogão a lenha) e irritantes (odores fortes, ar-condicionado). O objetivo desse estudo foi identificar as medidas recomendadas para reduzir a exposição de pacientes sensíveis a esses agentes. Realizou-se busca em base de dados MEDLINE, SciELO e LILACS empregando-se os descritores: environmental control, mite, cockroach, fungi, furry pets, pollen, irritants, smoking, indoor pollution, cooking. Foram revisados os principais estudos e elaborou-se um documento em que são discutidas as relações entre exposição e aparecimento de sintomas, assim como as medidas apontadas como tendo potencial para evitar a exacerbação/agravamento das doenças alérgicas respiratórias.

Palavras-chave: Ácaros, barata, animais de pelo, fungos, polens, controle ambiental.

5 - Diretrizes brasileiras para o diagnóstico e tratamento do angioedema hereditário - 2017

Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of hereditary angioedema - 2017

Pedro Giavina-Bianchi; L. Karla Arruda; Marcelo V. Aun; Regis A. Campos; Herberto J. Chong-Neto; Rosemeire N. Constantino-Silva; Fátima F. Fernandes; Maria F. Ferraro; Mariana P. L. Ferriani; Alfeu T. França; Gustavo Fusaro; Juliana F. B. Garcia; Shirley Komninakis; Luana S. M. Maia; Eli Mansour; Adriana S. Moreno; Antonio A. Motta; João Bosco Pesquero; Nathalia Portilho; Nelson A. Rosário; Faradiba S. Serpa; Dirceu Solé; Eliana Toledo; Solange O. R. Valle; Camila Lopes Veronez; Anete S. Grumach

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :23-48

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170005

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O angioedema hereditário é uma doença autossômica dominante caracterizada por crises de edema com o envolvimento de múltiplos órgãos. A doença é desconhecida por muitos profissionais da área da saúde e, portanto, subdiagnosticada. Os pacientes que não são diagnosticados e tratados adequadamente têm uma mortalidade estimada de 25% a 40%, devido ao angioedema da laringe, resultando em asfixia. O angioedema de alças intestinais é outra manifestação importante e incapacitante, que pode ser a principal ou a única durante uma crise da doença. Neste cenário, um grupo de especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e do Grupo Brasileiro de Estudos sobre Angioedema Hereditário (GEBRAEH) atualizou as diretrizes para o diagnóstico e terapia do angioedema hereditário.

Palavras-chave: Angioedema, angioedema hereditário, diagnóstico, tratamento.

6 - Vacina rotavírus: segurança e alergia alimentar - Posicionamento das Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP)

Rotavirus vaccine: safety and food allergy - Position paper of the Brazilian Societies of Allergy and Immunology (ASBAI), Immunizations (SBIm), and Pediatrics (SBP)

Renato A. Kfouri; Juarez Cunha; Emanuel C. Sarinho; Dirceu Solé; Eduardo Jorge da Fonseca Lima; Renata R. Cocco; Fátima R. Fernandes; Ana Karolina B. B. Marinho; Luciana R. Silva; Norma de Paula M. Rubini

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :49-54

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170006

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O rotavírus continua sendo o principal agente causador de diarreia na criança, a despeito da ampla utilização de vacinas nos programas públicos de vacinação em todo o mundo. No Brasil, a vacina monovalente foi introduzida no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2006, e a segurança da vacina está bem documentada em diferentes estudos pré e pós-licenciamento. Embora não haja nenhuma associação entre o uso da vacina rotavírus e o desenvolvimento da alergia às proteínas do leite de vaca (APLV), existe o receio, por parte de alguns pediatras e familiares, da vacina estar relacionada ao surgimento ou desencadeamento desta reação de hipersensibilidade. Este artigo faz uma revisão dos dados de segurança da vacina e aborda aspectos imunológicos das reações de hipersensibilidade, demonstrando não haver nexo causal entre a vacina e a APLV, reforçando o posicionamento e recomendações de organismos nacionais, internacionais e das sociedades científicas.

Palavras-chave: Vacina, rotavírus, alergia alimentar, eventos adversos.

Artigos de Revisão

7 - Fatores de risco para otite média secretora

Risk factors for otitis media with effusion

Mario Sánchez-Borges; Nelson Rosário Filho

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :55-58

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170007

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A patogênese da otite média secretora é multifatorial e envolve a resposta imunológica, fatores genéticos e anatômicos. Muitos dos fatores relacionados à otite média aguda também têm sido postulados como relevantes para a otite média crônica e recorrente. Evidências indicam que não há diferenças na função da tuba auditiva entre orelhas que desenvolvem otite médica crônica (OMC) recorrente e as que não têm OMC. A mucosa da orelha média reage igualmente à inflamação alérgica respiratória. Atopia pode promover disfunção tubária ou reação direta no epitélio da tuba auditiva. Obstrução da tuba auditiva não é o mecanismo principal de OMC, mas a inflamação alérgica do epitélio respiratório da orelha média. Alergia ao leite de vaca é rara em crianças com otite média secretora, no entanto sensibilização a alérgenos inaláveis deve ser investigada, e em casos selecionados, imunoterapia específica pode ser empregada.

Palavras-chave: Otite, otite média crônica, otite secretora.

8 - Fisioterapia no paciente com asma: intervenção baseada em evidências

Physiotherapy in asthma patients: evidence-based intervention

Fernanda de Cordoba Lanza; Simone Dal Corso

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :59-64

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170008

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As intervenções fisioterapêuticas destacam-se como tratamento não farmacológico e são coadjuvantes no tratamento da asma. O tratamento fisioterapêutico só deve ser iniciado quando o indivíduo estiver com a medicação ajustada para sua condição e em acompanhamento médico regular. Como a asma é uma doença crônica com episódios recorrentes de sibilância, tosse e dispneia, ocorre aumento do trabalho respiratório e da percepção do esforço, podendo levar a alterações da mecânica respiratória, função muscular respiratória e do descondicionamento físico. Os objetivos da fisioterapia são: reduzir o desconforto respiratório e a dispneia, melhorar a mecânica respiratória, melhorar a força muscular respiratória nos casos de fraqueza desta musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, promover higiene brônquica, quando necessária, e melhorar a qualidade de vida. Estudos prévios investigaram os efeitos dos exercícios respiratórios, do treinamento muscular respiratório (TMR), da reabilitação pulmonar (RP) e das técnicas de higiene brônquica em pacientes asmáticos. Não há evidências de que os exercícios respiratórios melhorem a função pulmonar, embora reduzam os sintomas e a medicação de resgate e melhorem a qualidade de vida. O TMR diminui a dispneia, aumenta a força muscular inspiratória e melhora a capacidade de exercício. O treinamento físico, que é o principal componente da RP, leva à melhora dos sintomas respiratórios, da capacidade funcional e qualidade de vida. Por fim, não há evidências científicas que suportem a realização de técnicas manuais de higiene brônquica. No entanto, o oscilador oral de alta frequência pode ser uma estratégia para eliminar secreção de adultos e crianças na vigência de infecção pulmonar.

Palavras-chave: Asma, exercícios respiratórios, músculos respiratórios, tolerância ao exercício, função pulmonar, qualidade de vida.

Artigos Originais

9 - Conhecimento e implementação de medidas de controle ambiental no manejo da asma e da rinite alérgica

Knowledge and implementation of environmental control measures in the management of asthma and allergic rhinitis

Ana Paula W. Fabro; Katia L. Jojima; Márcia Mallozi; Dirceu Solé; Gustavo F. Wandalsen

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :65-74

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170009

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OBJETIVO: Avaliar o conhecimento de pais ou responsáveis por pacientes sobre medidas de controle ambiental no manejo da asma e da rinite alérgica, bem como a implementação destas medidas.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, que incluiu pacientes entre 5 e 18 anos, com asma e/ou rinite alérgica, sensibilizados a alérgenos inalatórios domésticos. Os entrevistados responderam questionário sobre sensibilização alérgica, medidas de controle ambiental e exposição ao tabagismo passivo.
RESULTADOS: Foram incluídos 122 pais ou responsáveis. Embora 97% acreditassem que seu filho tinha uma doença alérgica, apenas 43% conseguiam relacionar os sintomas da doença à presença de alérgenos. O percentual de pais capaz de referir os alérgenos para os quais seus filhos estavam sensibilizados foi de 88% para ácaros, 56% para fungos, 41% para baratas e gatos, e 40% para cães. Medidas para controle de ácaros foram adotadas por 83% das famílias, com exceção das capas antiácaros, utilizadas por 39%. Entre donos de cães e gatos, 57% não permitiam que seus animais entrassem na casa; 21 % dedetizavam a casa contra baratas. Entre os familiares tabagistas, 14% pararam de fumar.
CONCLUSÕES: A maioria dos entrevistados reconheceu que seu filho tinha uma doença alérgica, mas grande parte não relacionou os sintomas da doença à exposição a alérgenos. Grande percentagem dos entrevistados cujos filhos eram sensibilizados a fungos, baratas, gatos e cães não soube referir este resultado. Os entrevistados aplicavam medidas gerais para controle de alérgenos, mas a maioria não implementava algumas medidas com benefício comprovado para uma estratégia abrangente de controle ambiental.

Palavras-chave: Alérgenos, saúde ambiental, asma, rinite, criança.

10 - Vacina de Bordetella pertussis reduz IgE específica, inflamação e remodelamento num modelo animal de alergia respiratória induzida por ácaro

Bordetella pertussis vaccine reduces specific IgE, inflammation, and remodeling in an animal model of respiratory allergy caused by house dust mites

Marcelo Vivolo Aun; Beatriz Mangueira Saraiva-Romanholo; Francine Maria de Almeida; Thayse Regina Brüggemann; Paulo Lee Ho; Jorge Kalil; Milton de Arruda Martins; Fernanda Magalhães Arantes-Costa; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :75-86

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170010

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OBJETIVO: Adjuvantes, como lipopolissacárides bacterianos, vêm sendo estudados para melhorar a eficácia da imunoterapia alérgeno-específica. A vacina de Bordetella pertussis (Pw) mostrou ter papel protetor em modelos de asma induzida por ovalbumina. Porém, seu papel na alergia a ácaros é desconhecido. Avaliamos os efeitos da vacina difteria-tétano-coqueluche (DTPw) em um modelo murino de alergia respiratória induzida por Dermatophagoides pteronyssinus (Derp).
MÉTODOS: Num protocolo de 30 dias, camundongos BALB/c foram imunizados por via subcutânea com salina ou Derp, isoladamente ou associados às vacinas de difteria-tétano (DT) ou DTPw (dias 0, 7 e 14). Posteriormente, os animais sofreram desafio intranasal diariamente com salina ou Derp (dias 22 a 28) e foram sacrificados (dia 29). Avaliamos imunoglobulinas séricas específicas, celularidade no lavado bronco-alveolar (BAL), remodelamento das vias aéreas inferiores, densidade de leucócitos polimorfonucleares (PMN) e área de muco ácido no epitélio nasal.
RESULTADOS: Os animais sensibilizados com Derp produziram altos níveis de imunoglobulinas específicas, apresentaram aumento da densidade de PMN e da área de muco ácido nasal, elevação da celularidade no BAL e remodelamento. As vacinas levaram à redução dos níveis de IgE, sendo o grupo Derp-DTPw similar aos grupos salina. Os grupos vacinados tiveram redução da celularidade no BAL e do remodelamento, com resultados mais expressivos no grupo Derp-DTPw em relação ao Derp-DT. As vacinas DT e DTPw inibiram o infiltrado PMN nasal e DTPw modulou a produção do muco ácido.
CONCLUSÕES: A vacina DTPw diminuiu a IgE específica sérica, inflamação nasal e pulmonar e o remodelamento das vias respiratórias inferiores.

Palavras-chave: Asma, rinite alérgica, modelos animais, Imunoglobulina E, inflamação, remodelação das vias aéreas.

11 - Asma alérgica e não alérgica apresentam diferentes características fenotípicas e genotípicas

Allergic and non-allergic asthma have different phenotypic and genotypic characteristics

Priscila Takejima; Rosana Câmara Agondi; Helcio Rodrigues; Marcelo Vivolo Aun; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :87-98

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170011

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OBJETIVO: A identificação dos fenótipos da asma permite uma melhor compreensão e abordagem desta doença heterogênea. Muitos estudos têm demonstrado associação entre os antígenos leucocitários humanos (HLA) e asma em diversas populações, porém os resultados são inconclusivos e raramente consideram uma doença com diferentes fenótipos. O objetivo deste estudo foi caracterizar os fenótipos alérgico e não alérgico da asma e avaliar possíveis associações com o sistema HLA.
MÉTODOS: Um total de 190 pacientes com asma foram prospectivamente acompanhados durante dois anos. Foram divididos em dois grupos, asma alérgica e não alérgica, de acordo com a história clínica e os resultados do teste cutâneo de puntura e da pesquisa da IgE sérica específica. O grupo controle foi composto por 297 doadores falecidos de órgãos sólidos. As características de cada grupo e a tipificação dos HLA classe I e II foram avaliadas e comparadas.
RESULTADOS: O estudo mostrou diferentes características entre os fenótipos estudados. Os pacientes com asma não alérgica relataram uma idade mais tardia de início dos sintomas da doença e maior frequência de história sugestiva de intolerância aos anti-inflamatórios não esteroidais. O grupo asma alérgica apresentaram IgE sérica total elevada, presença de dermatite atópica e rinoconjuntivite mais frequente e, inesperadamente, maior gravidade da doença. Novas associações entre os genótipos HLA e os fenótipos alérgico e não alérgico da asma foram identificados. Os genótipos HLA-B*42, HLA-C*17, HLA-DPA1*03 e HLA-DPB1*105 foram associados com a asma alérgica, e o HLA-B*48 com o fenótipo não alérgico. A presença do haplótipo HLA-DPA1*03 DQA*05 foi associado com asma alérgica, e a presença do HLA-DPA1*03 e ausência do HLA-DQA*05 com a asma não alérgica.
CONCLUSÕES: A asma alérgica e não alérgica apresentaram diferentes características fenotípicas e genotípicas. Novas associações entre os fenótipos e o sistema HLA classe I e II foram identificadas.

Palavras-chave: Asma, hipersensibilidade respiratória, antígenos HLA, fenótipo, genótipo.

12 - IgE, IgG4 e IgA específicas na alergia ao látex

Specific IgE, IgG4, and IgA in latex allergy

Laila S. Garro; Marcelo V. Aun; Antônio A. Motta; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :99-108

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170012

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OBJETIVO: A alergia ao látex é considerada um problema mundial de saúde por estar associada a reações potencialmente fatais. O objetivo principal deste estudo é identificar fatores clínico-laboratoriais associados à sensibilização e alergia ao látex, avaliando as concentrações de IgE, IgG4 e IgA específicas nestas condições.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal em uma coorte de 400 crianças e adolescentes com defeito do fechamento do tubo neural. Os pacientes realizaram entrevista clínica e foram submetidos a coleta de sangue periférico para a detecção dos níveis séricos de IgE, IgG4 e IgA específicas para látex. As prevalências de sensibilização e alergia ao látex foram calculadas e as variáveis clínico-laboratoriais coletadas foram analisadas.
RESULTADOS: A prevalência de sensibilização e de alergia ao látex em pacientes com defeito de fechamento do tubo neural foi de 33,2% e 12,2%, respectivamente. As manifestações clínicas de alergia ao látex mais frequentes foram as cutâneas (79,6%), mas anafilaxia foi observada em 4,75% dos pacientes. Os fatores clínico-cirúrgicos associados à alergia ao látex foram identificados e um escore de sintomas para rastrear os pacientes foi desenvolvido. A concentração de IgE sérica específica para látex ≥ 0,77 kUA/L tem boa acurácia para diferenciar os pacientes sensibilizados assintomáticos dos alérgicos. As dosagens de IgE sérica específica para alérgenos recombinantes também apresentaram boa acurácia no diagnóstico da alergia.
CONCLUSÕES: Maior concentração de IgE específica para látex e Hevb5, menor concentração de IgG4 específica para látex e escore de sintomas ≥ 40% estiveram associados com alergia ao látex.

Palavras-chave: Látex, biomarcadores, alergia, anafilaxia, IgE, IgG4, IgA, alérgenos, anticorpos específicos, sensibilização, história natural, tolerância, espinha bífida, defeito de fechamento do tubo neural.

Comunicações Clínicas e Experimentais

13 - Interleucina-2 no tratamento adjuvante de paciente com linfocitopenia CD4 idiopática e tuberculose disseminada

Interleukin 2 as adjuvant treatment in a patient with idiopathic CD4 lymphocytopenia and disseminated tuberculosis

Juliana Fóes Bianchini Garcia; Nathalia Silveira Barsotti; Cristina Maria Kokron; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :109-113

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170013

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Linfocitopenia CD4 idiopática (LCI) é uma imunodeficiência rara e grave caracterizada por uma diminuição inexplicável da contagem absoluta de linfócitos T CD4, a qual está associada a infecções oportunistas. Existem poucos relatos de casos na literatura que descrevem a IL2 como uma opção terapêutica em infecções oportunistas associadas à LCI. Relatamos os benefícios da adição de IL2 ao tratamento padrão em um paciente com ICL e infecções oportunistas. Um homem de 38 anos de idade foi internado por acidente vascular cerebral isquêmico devido à vasculite infecciosa. A análise do líquido cefalorraquidiano mostrou meningite neutrofílica. Cultura e PCR foram positivos para Mycobacterium tuberculosis. A tomografia de tórax foi compatível com tuberculose pulmonar. O paciente também apresentava candidíase oral, onicomicose e dermatite seborreica. A contagem de células sanguíneas mostrou linfocitopenia. O tratamento padronizado para tuberculose disseminada (RIPE) e fluconazol foram iniciados e mantidos em casa após a alta do paciente. Após cinco meses de seguimento, o paciente foi encaminhado ao imunologista clínico, pois não apresentava melhora clínica significativa, tendo sido hospitalizado diversas vezes. A avaliação imunológica mostrou uma contagem sanguínea de CD4 T consistentemente inferior a 100 células/mm3 e o diagnóstico de LCI foi confirmado (linfocitopenia inexplicável com menos de 300 células/mm3 ou menos de 20% de células T CD4+ em mais de uma ocasião com pelo menos 2 meses de intervalo). O paciente também apresentava episódios raros de linfocitopenia de células B e hipogamaglobulinemia, tendo recebido gamaglobulina. Como tratamento adjuvante, a IL2 subcutânea foi associada ao tratamento padronizado. Até agora, o paciente recebeu cinco ciclos consecutivos de IL2, mostrando melhora clínica e aumento da contagem de células T CD4 no sangue, atingindo um valor máximo de 401 células/mm3. As células CD8, B e natural killer também aumentaram. Novas análises do líquido cefalorraquidiano foram normais, e a cultura de Mycobacterium tuberculosis e a PCR foram negativas. Nosso paciente com infecções oportunistas associadas à LCI apresentou evolução laboratorial e clínica favoráveis após a adição de IL2 ao tratamento padrão. Este relato de caso apoia o uso de IL2 como um coadjuvante seguro e potencialmente eficaz para infecções oportunistas associadas à LCI. O caso destaca a importância da avaliação e acompanhamento de pacientes com suspeita de imunodeficiência por imunoalergologistas.

Palavras-chave: Interleucina-2, linfocitopenia CD4 idiopática, tuberculose, imunidade, tratamento.

14 - Doenças autoinflamatórias em adultos: abordagem prática ao diagnóstico baseada em um caso clínico

Autoinflammatory diseases in adults: practical approaches to diagnosis based on a clinical case

Leonardo Oliveira Mendonça; Ricardo Krieger Azzolini; Andre Franco Silva; Jorge Kalil; Alessandra Pontillo; Fabio Morato Castro; Myrthes Toledo Barros

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :114-118

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20170014

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As doenças autoinflamatórias são doenças inflamatórias raras cujo cerne imunológico baseia-se na imunidade inata. A maioria das doenças autoinflamatórias tem início na idade pediátrica, mas pouco se sabe sobre as doenças que se iniciam na vida adulta. O diagnóstico é feito por exclusão, e, quando possível, com auxílio de técnicas moleculares. Este artigo tem como objetivo relatar um caso de doença autoinflamatória de início na vida adulta e a partir dele estabelecer fluxograma de auxílio ao diagnóstico.

Palavras-chave: Inflamação, imunidade inata, doenças hereditárias autoinflamatórias, síndromes periódicas associadas à criopirina, febre familiar do Mediterrâneo, Imunoglobulina D.

CARTA AO EDITOR

15 - Teste de provocação nasal com alérgenos inalantes: da pesquisa para a prática clínica

Francisco M. Vieira, MD

Arq Asma Alerg Imunol 2017;1(1) :120-122

DOI: 10.5935/2526-5393.20170015

PDF Português

2017 Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Av. Prof. Ascendino Reis, 455, Vila Clementino, CEP 04027-000, SÃO PAULO, SP, Fone: (11) 5575-6888

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