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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Julho-Agosto 2014 - Volume 2  - Número 4

Editorial

1 - Imunoglobulina humana por via subcutânea para imunodeficiências primárias

Subcutaneous immunoglobulin therapy for primary immunodeficiencies

Ekaterini Simões Goudouris; Almerinda Maria Rego Silva; Aluce Loureiro Ouricuri; Anete Sevciovic Grumach; Antonio Condino Neto; Beatriz Tavares Costa Carvalho; Cristina Maria Kokron; Dewton de Moraes Vasconcelos; Gesmar Rodrigues Silva Segundo; Mayra de Barros Dorna; Myrthes Anna Maragna Toledo Barros; Wilma Carvalho Neves Forte

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :127-128

DOI: 10.5935/2318-5015.20140021

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Parecer técnico da ASBAI sobre o uso da penicilina G em unidades básicas de saúde

The ASBAI technical report on the use of penicillin G at primary care health clinics

Mara Morelo R. Felix; Maria Fernanda Malaman; Luis Felipe C. Ensina; Grupo de Assessoria em Alergia a Medicamentos da ASBAI

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :129-131

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140022

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Este artigo é resultado de um Parecer Técnico solicitado pelo Ministério da Saúde (MS) sobre o posicionamento da ASBAI quanto à Portaria nº 3161, de 27/12/2011 que "Dispõe sobre a administração da Penicilina nas unidades de atenção básica à saúde (UBS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)". A Portaria anterior, nº 156 de 19/01/2006 do MS, enfatiza a importância da sífilis congênita, que ainda hoje constitui grave problema de saúde pública. Nesta Portaria, recomenda-se que toda UBS deve contar com os seguintes materiais para atendimento à anafilaxia: máscara e cilindro para administração de oxigênio; epinefrina; prometazina; fenoterol; cloreto de sódio 0,9%, entre outros. Em 2011, a Portaria nº 156/2006 foi revogada pelo MS, que publicou a Portaria nº 3161, de 27/12/2011. Nesta nova Portaria não são mencionados os materiais e medicamentos que constavam na Portaria nº 156/2006. De todo modo, determina que a penicilina seja administrada em todas as UBS do SUS, pela equipe de enfermagem, médicos e farmacêuticos e que em caso de reações anafiláticas, deve-se proceder de acordo com os protocolos que abordam a atenção às urgências no âmbito da Atenção Básica à Saúde. O Grupo de Assessoria da ASBAI em Alergia a Medicamentos sugere que todas as UBS do SUS disponham de pessoal capacitado para o diagnóstico e tratamento de reações alérgicas. No caso de uma reação grave, como uma anafilaxia, o diagnóstico deve ser feito na UBS e, após as medidas iniciais, o paciente deve ser encaminhado para um serviço de referência.

Palavras-chave: Penicilina G, atenção primária à saúde, anafilaxia.

Artigos de Revisão

3 - Avanços recentes no emprego de imunobiológicos nas doenças alérgicas

Recent advances in the use of biologicals in allergic diseases

Priscila Geller Wolff; Mario Geller

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :132-138

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140023

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O uso de imunobiológicos, já consagrados como importantes avanços terapêuticos na Reumatologia, para o tratamento de pacientes com doenças autoimunes do tecido conjuntivo, e na Gastroenterologia, no manejo de pacientes com doenças intestinais inflamatórias, inicia uma trajetória também muito promissora no controle mais eficaz de várias condições em Alergia-Imunologia, incluindo asma grave eosinofílica, urticária crônica espontânea, dermatite atópica, e esofagite eosinofílica. É possível que futuramente, tal como na Oncologia, possam ser empregadas várias combinações de drogas visando um melhor controle da alergia, baseado sempre que possível na caracterização dos diversos endótipos e fenótipos estabelecidos. No presente artigo, é feita uma revisão objetiva e atualizada de vários agentes imunobiológicos em Alergia: omalizumabe (anti-IgE), anti-IL-5 (mepolizumabe, reslizumabe e benralizumabe), dupilumabe (anti-subunidade alfa do receptor de IL-4), quilizumabe (anti-receptor M1 prime de membrana da IgE nas células-alvo), anti-TSLP (AMG 157), e lebrikizumabe (anti-IL-13). Futuramente, novos agentes imunoterapêuticos poderão surgir, com potencial de melhorar as atuais estratégias para tratamento das doenças alérgicas mais complexas e graves, de difícil controle.

Palavras-chave: Imunobiológicos, anticorpos monoclonais, asma eosinofílica, asma grave, dermatite atópica, urticária crônica espontânea, esofagite eosinofílica.

4 - Fatores associados ao conhecimento de crianças e adolescentes asmáticos sobre a asma

Factors associated with asthma knowledge among asthmatic children and adolescents

Tássia Natalie Nascimento Santos; Ana Carla Carvalho Coelho; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :139-146

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140024

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Asma é uma doença respiratória crônica que ocorre frequentemente em escolares e adolescentes, podendo ocasionar redução temporária ou permanente do rendimento escolar. Pode passar despercebida pelos pais e adolescentes, facilitando a ausência de controle e promovendo desfechos desfavoráveis. O objetivo do presente estudo foi revisar a literatura sobre fatores associados ao conhecimento sobre a doença em crianças e adolescentes asmáticos. Revisão sistemática da literatura foi realizada, com busca nas bases de dados MEDLINE, SciELO e LILACS. Descritores pesquisados simultaneamente foram asthma, adolescents, children, parents, hospitalization, school health, health education, knowledge e morbidity. Os 13 artigos incluídos relataram avaliação de pacientes asmáticos nas faixas etárias de 6-12 anos e 13-18 anos, com desenhos de estudo do tipo corte transversal, coorte, ensaios clínicos controlados e caso controle. Os resultados mostraram que o nível de conhecimento em asma está associado a crenças, atitudes, nível de escolaridade dos pais, condições socioeconômicas, diagnóstico prévio de asma na família. Fatores como relação dos profissionais de saúde, informações fornecidas sobre asma pelos profissionais de saúde e posse de medicações para resgate e controle da asma também estão diretamente associadas ao conhecimento sobre a doença. O conhecimento sobre a asma influencia na redução do absenteísmo escolar e controle dos sinais e sintomas da doença. Fatores biológicos e socioeconômicos relacionados à enfermidade, presença de atopia na família e acesso ao tratamento podem estar associados ao nível de conhecimento dos asmáticos e seus pais. Estratégias incluindo intervenções escolares para educação em asma são eficazes na melhoria do conhecimento sobre a doença.

Palavras-chave: Asma, adolescentes, crianças, hospitalizações, saúde escolar, conhecimento, educação em saúde, morbidade.

Artigos Originais

5 - Eficácia da terapia Anti-IgE no controle da asma

Effectiveness of anti-IgE therapy for asthma control

Faradiba Sarquis Serpa; Mariana Pandolfi Piana; Firmino Braga Neto; Fernanda Lugão Campinhos; Marina Gaburro da Silveira; Joseane Chiabai; Eliana Zandonade

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :147-153

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140025

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OBJETIVO: Avaliar parâmetros de resposta à terapia anti-IgE com omalizumabe em pacientes com asma de difícil controle.
MÉTODOS: Foram avaliados 24 pacientes com asma de difícil controle, em uso de omalizumabe há pelo menos 32 semanas e considerados como respondedores à terapia. Avaliou-se a pontuação do teste de controle de asma (TCA), a presença de sintomas de asma, a frequência de uso de ß2-agonista de curta ação, as doses de corticoide inalatório e oral e o percentual previsto do volume expiratório forçado no 1º minuto (VEF1), antes e com 16 e 32 semanas de tratamento.
RESULTADOS: Na avaliação da pontuação do TCA foram obtidas as médias 12,4 para o momento inicial, 15,7 e 17,9 para a 16ª semana e 32ª semana respectivamente (p < 0,0001). A dose média de corticoide inalatório diminuiu ao longo das 32 semanas, de 1.416 mcg para 1.250 mcg na 32ª semana (p = 0,0797). O número de idas à emergência e de sintomas noturnos também diminuíram. Observou-se redução da dose de corticoide oral, sendo inicialmente a dose média de 17,4 mg e após 16 e 32 semanas 6,7 mg e 4,4 mg, respectivamente (p < 0,0001). Houve aumento na média do VEF1(% do previsto), de 37,5% no início do tratamento para 44,0% na 16ª semana (p = 0,007).
CONCLUSÕES: O omalizumabe como terapia adjuvante no tratamento de pacientes com asma de difícil controle foi eficaz na melhora de parâmetros clínicos e funcionais, contribuindo para o controle da asma e diminuição dos riscos futuros.

Palavras-chave: Omalizumabe, anti-IgE, asma grave, eficácia.

6 - Fatores de risco socioeconômicos e ambientais associados à asma em crianças nascidas em maternidades públicas e privadas no Brasil

Socioeconomic and environmental risk factors associated with asthma in children born in public and private maternity hospitals in Brazil

Heli V. Brandão; Graciete O. Vieira; Tatiana de Oliveira Vieira; Carlos Antonio de S. Teles; Edna Lúcia Santos de Souza; Constança Margarida Sampaio Cruz

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :154-160

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140026

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OBJETIVO: Identificar os fatores de risco socioeconômicos e ambientais associados à asma em crianças aos seis anos de idade.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal aninhado a uma coorte de 672 crianças nascidas em maternidades públicas e privadas em Feira de Santana no Estado da Bahia. A variável dependente foi a presença de sintomas de sibilância ou chiado no peito nos últimos 12 meses. As variáveis socioeconômicas e ambientais foram categorizadas e comparadas de acordo com presença de sintomas de asma utilizando o teste do Qui-quadrado e teste exato de Fisher. Análise de regressão logística foi utilizada para identificar os preditores de asma. O nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Prevalência de asma foi de 13,8%. O fator associado à asma em serviços de saúde privados foi o número < 4 de pessoas que dormem no quarto com a criança (p = 0,015), tabagismo materno na gestação (p = 0,04) e pneumonia alguma vez (p = 0,01) enquanto que em serviços de saúde públicos os fatores associados a asma foram sexo masculino (p = 0,027), diagnóstico de asma na mãe (p < 0,001) e pneumonia alguma vez (p < 0,001).
CONCLUSÃO: A prevalência da asma foi elevada e o fator ambiental esteve associado à asma em crianças nascidas em serviços de saúde públicos e privados, de acordo a hipótese da higiene.

Palavras-chave: Asma, epidemiologia, serviços de saúde.

RELATO DE CASO

7 - Anafilaxia por ácaros: caso clínico com evolução de 22 anos

House dust mite anaphylaxis: report of a case with 22-year follow-up

Antonio Carlos Gomes da Silva

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(4) :161-168

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140027

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Jovem de 21 anos do sexo masculino, asmático, foi acometido de quatro episódios de anafilaxia no período de 22 dias. Dados da anamnese permitiram suspeitar da participação de ácaros da poeira domiciliar, hipótese sugerida fortemente pela presença de partículas fecais de ácaros no local onde ocorreu o último episódio, além da presença anticorpos IgE elevados e testes cutâneos positivos para ácaros. Duas horas após os testes cutâneos com extratos de ácaros, apresentou urticária. Além disso, apresentou também episódios de urticária após as primeiras doses da imunoterapia alérgeno-específica subcutânea (IT), mesmo com uso de anti-histamínico, sendo necessário realizar diluições adicionais do extrato de ácaro para IT. Os 22 anos de seguimento deste paciente revelaram boa evolução, não tendo havido recorrência de episódios de anafilaxia. Neste relato de caso, comentam-se aspectos do tratamento da fase aguda e o tratamento com IT, tanto quanto às concentrações do alérgeno comumente usadas como quanto à duração necessária para obter tolerância.

Palavras-chave: Anafilaxia, ácaros, imunoterapia, epinefrina, asma, urticária.

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