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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Maio-Junho 2014 - Volume 2  - Número 3

Editorial

1 - Classificando reações de hipersensibilidade a anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) na prática clínica: uma tarefa em sete passos

Classifying hypersensitivity reactions to non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) in clinical practice: a seven-step task

L. Karla Arruda

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :83-86

DOI: 10.5935/2318-5015.20140014

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Questionário de avaliação da qualidade de vida na urticária crônica

Questionnaire to assess quality of life in chronic urticaria

Gabriela A. C. Dias; Solange O. R. Valle; Gisele Viana Pires; Alfeu Tavares França; Sergio Dortas Jr.; Soloni Levy; José Angelo de S. Papi; Ilaria Baiardini; Giorgio Walter Canonica

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :87-90

DOI: 10.5935/2318-5015.20140015

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Artigos de Revisão

3 - Aspectos práticos no diagnóstico e manejo das reações de hipersensibilidade a fármacos

Practical aspects in the diagnosis and management of drug hypersensitivity reactions

Ullissis P. Menezes; Daniel L. Cordeiro; Janaina Michelle L. Melo

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :91-106

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140016

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As reações de hipersensibilidade a fármacos (RHF) podem ser de natureza alérgica ou não alérgica, e correspondem a aproximadamente 15% de todas as reações adversas a fármacos (RAF). As reações alérgicas são mediadas por mecanismo imune, não previsíveis, podendo ser graves e até mesmo fatais, ou requererem internações hospitalares prolongadas. Erros na classificação das RHF ocorrem com frequência, principalmente quando o diagnóstico é baseado apenas na história clínica (superdiagnóstico) ou quando as reações não são documentadas de maneira apropriada (subdiagnóstico). O diagnóstico inadequado pode levar à exclusão desnecessária, com diminuição das opções terapêuticas, e ao uso de fármacos alternativos ineficazes e/ou de custo elevado. Os grupos de fármacos mais comumente envolvidos em reações de hipersensibilidade são os betalactâmicos e os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Consensos atuais preconizam uma investigação diagnóstica sistematizada das RHF através da realização de testes cutâneos, laboratoriais e testes de provocação, direcionados por uma história clínica detalhada. O objetivo do presente estudo é abordar aspectos práticos do diagnóstico e manejo das reações de hipersensibilidade a fármacos, com ênfase aos betalactâmicos e AINEs, de acordo com os estudos e consensos atuais.

Palavras-chave: Hipersensibilidade a drogas, alergia, imunologia.

4 - Avaliação da qualidade do sono e da qualidade de vida na asma

Evaluation of quality of sleep and quality of life in asthma

Deisiane Lima Araújo; Cristina Salles; Carolina Souza-Machado; Adelmir Souza-Machado

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :107-111

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140017

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OBJETIVO: Revisar a literatura sobre a relação entre asma noturna, qualidade de vida e qualidade do sono em pacientes asmáticos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão com busca na base de dados Bireme e PUBMED, de artigos publicados em língua inglesa, portuguesa e espanhola. O estudo restringiu-se a artigos originais e de revisão, que avaliaram o tema em questão, publicados no período de 1988 a 2013.
RESULTADOS: Pacientes com asma apresentam frequentes alterações do sono. As exacerbações da asma geralmente ocorrem à noite, comprometendo a qualidade do sono e a qualidade de vida nos asmáticos. Estudos sugerem que pacientes com asma controlada podem apresentar alterações do sono, tais como maior latência do sono, dificuldades de manter o sono, e vigília durante a noite, comprometendo a eficiência do sono. Indivíduos asmáticos apresentam sonolência excessiva diurna, déficit nas atividades diárias e na qualidade de vida.
CONCLUSÃO: A qualidade do sono é afetada nos indivíduos com asma, o que pode explicar a sonolência diurna, déficit na saúde e na qualidade de vida. A ausência de controle e presença de sintomas noturnos está associada a pior índice de qualidade do sono e qualidade de vida. No entanto, pacientes asmáticos mesmo controlados relatam maior tempo de latência e vigília noturna. Essas alterações do sono na asma podem estar associadas a outros fatores, como a presença de comorbidades e terapia medicamentosa.

Palavras-chave: Asma, sono, qualidade de vida.

Artigos Originais

5 - Prevalência de asma e rinite entre adolescentes de 13-14 anos em uma capital do Nordeste, de acordo com o questionário do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC)

Prevalence of asthma and rhinitis among adolescents aged 13-14 years in a Brazilian northeastern state capital according to the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) questionnaire

Mércia L. Medeiros; Dirceu Solé; Auxiliadora D. P. V. Costa; Anya N. V. F. Andrade; Paula K. S. Mello; Diego A. M. Santos; Kelvyn M. Vital; Ana C. N. C. Silva; Emily A. O. Nascimento

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :112-118

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140018

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OBJETIVOS: Determinar a prevalência de sintomas de asma e rinite, e avaliar a associação entre as duas doenças em adolescentes de 13-14 anos, estabelecendo comparações de gênero, tipo de escola e gravidade dos sintomas.
MÉTODOS: Estudo transversal, realizado com aplicação de questionários escritos envolvendo questões sobre sintomas de asma e rinite do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) a 3.500 adolescentes de 13-14 anos na cidade de Maceió, Alagoas. A amostra foi obtida por meio de sorteio aleatório, respeitando a proporcionalidade entre escolas públicas e privadas em cada distrito da cidade. Para análise, 3.268 questionários foram considerados válidos. As comparações foram realizadas utilizando-se teste do Qui-quadrado. O nível de significância estabelecido foi de 5% (p < 0,05).
RESULTADOS: As prevalências encontradas foram de 13,2% para asma ativa, 32% para rinite ativa e 15,9% para rinoconjuntivite alérgica, com predominância de sintomas no gênero feminino. Doença grave foi relatada em 3,5% e 3,7% dos adolescentes para asma e rinite, respectivamente. Adolescentes de escolas privadas relataram mais frequentemente sintomas ativos e diagnóstico de asma e rinite. Considerando o total de adolescentes, 4,9% (162) apresentavam asma e rinite ativas concomitantemente. A frequência de rinite ativa entre asmáticos ativos e asmáticos graves foi significantemente maior quando comparada à frequência no grupo total de adolescentes (60% e 56% versus 32%, respectivamente, p < 0,01).
CONCLUSÕES: A prevalência dos sintomas de asma e rinite situou-se dentro de valores intermediários, quando comparada à prevalência em outras áreas do mundo. Associação de sintomas de asma e rinite simultaneamente teve frequência comparável à média mundial, com aumento na prevalência de sintomas de rinite em asmáticos ativos e graves, em relação ao grupo total de adolescentes.

Palavras-chave: Asma, epidemiologia, saúde do adolescente, rinite, hipersensibilidade.

6 - Avaliação da resposta IgE para o entendimento do papel de fungos do ar na alergia respiratória em crianças

Evaluation of IgE responses for a better understanding of the role of airborne fungi in respiratory allergy in children

Geusa Felipa de Barros Bezerra; Marcos Antonio Custódio Neto da Silva; Ramon Moura dos Santos; Denise Maria Costa Haidar; Walbert Edson Muniz Filho; Ivone Garros Rosa; Graça Maria de Castro Viana; Luís Conrado Zaror; Maria do Desterro Soares Brandão Nascimento

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :119-124

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20140019

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OBJETIVOS: Este estudo realizou-se na cidade de São Luis, Maranhão, com a finalidade de investigar possível relação entre alergia respiratória e elevação sérica de IgE total e IgE específica para fungos isolados de ambientes externos.
MÉTODOS: Fizeram parte deste estudo 98 crianças com diagnóstico clínico de asma e/ou rinite alérgica, com idades entre 4 e 12 anos, sendo 65 (66,3 %) do sexo masculino e 33 (33,7 %) do sexo feminino. Quantificaram-se no soro dessas crianças os níveis de IgE total e IgE específica para Aspergillus spp e Penicillium spp, pelo método de ELISA.
RESULTADOS: IgE total foi detectada em 95 crianças (96,9%); 73 (74,5%) apresentaram níveis detectáveis de IgE anti-Aspergillus spp e 85 (86,7 %) de IgE anti-Penicillium spp. Não houve significância estatística quando foram correlacionados níveis de IgE total, sexo e área de residência das crianças estudadas (p = 0,88). Na correlação entre IgE total e faixa etária verificou-se distribuição não normal dos dados, com destaque à faixa etária de 11 anos, onde os níveis de IgE total foram mais elevados (Teste de Shapiro p < 0,05). Não houve correlação entre IgE anti-Aspergillus e IgE anti-Penicillium com idade, sexo e área de residência.
CONCLUSÃO: Anticorpos IgE contra os fungos estudados possivelmente fazem parte de uma polissensibilização, já que os fungos estão presentes em todas as áreas e durante todo o ano na cidade de São Luis, Maranhão, Brasil. Serão necessários mais estudos para o entendimento da alergia respiratória por fungos do ar em São Luis, Maranhão.

Palavras-chave: Fungos, alergia, imunoglobulina E, meio ambiente.

CARTA AO EDITOR

7 - Síndrome do olho seco na conjuntivite polínica: uma interface entre oftalmologia e alergia

Dry eye syndrome in pollen-induced allergic conjunctivitis: interface between ophthalmology and allergy

Francisco M. Vieira

Braz J Allergy Immunol. 2014;2(3) :125-126

DOI: 10.5935/2318-5015.20140020

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