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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Novembro-Dezembro 2015 - Volume 3  - Número 6

Editorial

1 - Alergia a alfa-gal e anafilaxia tardia a carne vermelha: esta síndrome existe no Brasil?

Alpha-gal allergy and delayed anaphylaxis to red meat: does this syndrome exist in Brazil?

L. Karla Arruda; Janaina Lima Melo

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :227-232

DOI: 10.5935/2318-5015.20150026

PDF Português

ARTIGO ESPECIAL

2 - Destaques do I Workshop de Alergia a Medicamentos em Crianças

Highlights from the I Workshop on Drug Allergy in Children

Mara Morelo Rocha Felix; Luis Felipe Chiaverini Ensina; Gladys Reis e Silva de Queiroz; Maria Inês Perelló; Cristiane de Jesus Nunes dos Santos; Carolina Sanchez Aranda

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :233-240

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150027

PDF Português

Em novembro de 2015 foi realizado o I Workshop de Alergia a Medicamentos em Crianças no Brasil. Este encontro científico foi organizado pelo Grupo de Assessoria em Alergia a Medicamentos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), com o objetivo de discutir os aspectos mais relevantes e peculiares das reações de hipersensibilidade a medicamentos (RHM) em crianças. A hipersensibilidade a drogas em crianças é pouco conhecida. Muitos algoritmos utilizados em adultos são replicados em crianças, sem pesquisas específicas nesta faixa etária. As crianças com suspeita de RHM devem ser avaliadas através da história clínica que irá orientar quanto à necessidade da realização de exames complementares (testes in vivo e in vitro). As infecções podem atuar como cofatores ou como diagnósticos diferenciais. Existem protocolos desenvolvidos especificamente para essa faixa etária. Um exemplo é a investigação dos exantemas benignos não imediatos associados ao uso de beta-lactâmicos (BLs). Nesses casos, o teste de provocação oral (TPO) é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico. Na hipersensibilidade aos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), o TPO também pode auxiliar no diagnóstico e na busca de uma alternativa segura. A abordagem dos pacientes com reações vacinais constitui outra importante área da alergia pediátrica. Nesses casos, o conhecimento da relação risco vs. benefício pode evitar exclusões desnecessárias. O presente artigo foi elaborado a partir das discussões ocorridas durante o Workshop. Seu objetivo é apresentar os principais pontos ressaltados nas aulas e fazer algumas recomendações relacionadas à hipersensibilidade a medicamentos na faixa etária pediátrica.

Palavras-chave: Hipersensibilidade a drogas, diagnóstico, criança.

Artigo de Revisão

3 - Alergia a alfa-gal: uma revisão sistemática

Allergy to alpha-gal: a systematic review

Maurício Domingues Ferreira; Luiz Piaia Neto; Rodrigo Gil Ribeiro

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :241-250

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150028

PDF Português

A alergia ao carboidrato galactose-α-1,3-galactose (alfa-gal) tem sido associada a duas formas distintas de apresentação de anafilaxia: anafilaxia de início imediato durante a primeira exposição ao anticorpo monoclonal cetuximab intravenoso, e anafilaxia de início tardio 3-6 horas após ingestão de carne de mamíferos não-primatas (carne vermelha), em pacientes sensibilizados previamente por picada de carrapatos. Recentemente foi descrito este tipo de anafilaxia que ocorre em pacientes que possuem IgE específica para alfa-gal, um carboidrato que é componente de glicoproteínas e glicolipídeos de mamíferos não primatas. Tais pacientes desenvolvem sintomas tardios como urticária, angioedema, sintomas gastrointestinais e anafilaxia, que podem ser graves e até fatais, após comerem carne vermelha ou vísceras de mamíferos não primatas. Reações mais rápidas, em cerca de 2 horas após a ingestão do alimento, em indivíduos com anticorpos IgE para alfa-gal, foram descritas em pacientes europeus que consumiram rim de porco, e em pacientes que relataram ingestão de álcool concomitantemente à carne vermelha. Cetuximab é um anticorpo monoclonal humanizado IgG1 contendo alfa-gal, e reações alérgicas a este anticorpo ocorreram com a primeira administração deste medicamento. O conhecimento das manifestações clínicas desta síndrome tem aumentado, e o número de casos tem crescido nos Estados Unidos e em outros países do mundo, de forma que a alergia a alfa-gal tornou-se mais prontamente compreendida e diagnosticada nos últimos anos.

Palavras-chave: Alergia a alfa-gal, galactose-α-1,3-galactose, carne vermelha, picada de carrapato.

Artigo Original

4 - Prevalência de asma em alunos de graduação dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia

Asthma prevalence among medical and nursing students at Universidade Federal de Uberlândia

Marina Melo Gonçalves; Gesmar Rodrigues Silva Segundo

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :251-258

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150029

PDF Português

OBJETIVOS: Conhecer a prevalência de asma entre estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e determinar os principais alérgenos associados a essa doença nos indivíduos estudados.
MÉTODOS: Foi aplicado o questionário International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) modificado para adultos, em alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem da UFU. Alunos com perfil positivo para asma foram recrutados para a realização do teste cutâneo de puntura (TCP) com extratos de Dermatophagoides pteronyssinus (Der p), D. farinae (Der f), Blomia tropicalis (Blo t), Blattella germanica (Bla g), Alternaria sp., Aspergillus sp., Cladosporium sp., Penicillium sp., epitélios de Canis familiaris (Can f) e Felis domesticus (Fel d), e gramíneas.
RESULTADOS: Foram obtidos 457 questionários válidos. Destes, 50 (10,9%) apresentaram perfil positivo para asma, com 36 questionários (72%) respondidos por indivíduos do gênero feminino e 14 (28%) por indivíduos do gênero masculino (relação F:M 2,57). A idade dos participantes com perfil positivo para asma variou de 17 a 39 anos, com mediana de 20 anos. Dos 50 alunos com perfil positivo, 21 realizaram o TCP, com 61,9% de positividade para Der p; 66,7% para Der f; 28,6% para Blo t; 4,7% para Can f, Fel d e Alternaria.
CONCLUSÃO: A prevalência de asma na população estudada foi de 10,9%, com predomínio no gênero feminino. Observou-se sensibilização alergênica predominante a ácaros da poeira domiciliar.

Palavras-chave: Asma, alergia e imunologia, hipersensibilidade, prevalência, epidemiologia.

RELATOS DE CASO

5 - Deficiência seletiva de IgM: relato de caso

Selective IgM deficiency: case report

Juliano José Jorge

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :259-260

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150030

PDF Português

Deficiência seletiva de IgM é um defeito imunológico mais comum do que se pensava. Está associada a infecções de repetição, manifestações atópicas, doenças autoimunes e malignidades. Reposição de imunoglobulina é o tratamento de escolha nos pacientes com infecções recorrentes e presença associada de deficiência seletiva de anticorpos.

Palavras-chave: Deficiência IgM, imunodeficiência.

6 - O alérgeno imunodominante da tilápia geneticamente melhorada para aquacultura (Oreochromis niloticus) em quatro brasileiros alérgicos é uma proteína de 100 kDa susceptível à digestão péptica

The immunodominant allergen of genetically improved farmed tilapia (Oreochromis niloticus) is a 100-kDa protein susceptible to pepsin digestion in four fish-allergic Brazilian patients

Celso Eduardo Olivier; Regiane Patussi dos Santos Lima; Daiana Guedes Pinto Argentão; Mariana Dias da Silva; Raquel Acácia Pereira Gonçalves dos Santos; Jaison Castro Oliveira; Priscila Cristina Vaz Bortolozzo

Braz J Allergy Immunol. 2015;3(6) :261-265

Resumo

DOI: 10.5935/2318-5015.20150031

PDF Português

A caracterização dos alérgenos de peixes brasileiros ainda é deficiente. Este estudo foi conduzido com quatro indivíduos brasileiros que apresentaram reações imediatas após a ingestão de tilápia. A natureza mediada por IgE da hipersensibilidade foi demonstrada por testes cutâneos e por immunoblotting. Uma proteína ainda não caracterizada de 100 kDa foi identificada pelo immunoblotting IgE como o alérgeno do extrato natural não digerido da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) geneticamente melhorada para aquacultura. Esta proteína foi susceptível à atividade péptica como demonstrado por SDS-PAGE, que mostrou uma banda única entre 12 e 19 kDa após a digestão péptica. Os testes cutâneos com o extrato digerido de tilápia não demonstraram nenhuma reação, assim como o immunoblotting IgE não demarcou nenhuma banda na corrida eletroforética do extrato digerido.

Palavras-chave: Hipersensibilidade alimentar, imunoglobulina E, tilápia, immunoblotting, pepsina A, criança.

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