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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Julho-Setembro 2019 - Volume 3  - Número 3

Editorial

1 - Imunobiológicos na Imunologia Clínica e Alergia

Immunobiological agents in Clinical Immunology and Allergy

Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :205-206

DOI: 10.5935/2526-5393.20190049

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Guia prático de atualização: medicamentos biológicos no tratamento da asma, doenças alérgicas e imunodeficiências

Practical update guide: biological drugs in the treatment of asthma, allergic diseases and immunodeficiencies

Dirceu Solé; Flávio Sano; Nelson A. Rosário; Martti A. Antila; Carolina S. Aranda; Herberto J. Chong-Neto; Renata R. Cocco; Antonio Condino-Neto; Regis A. Costa; Luis F. Ensina; Pedro Giavina-Bianchi; Ekaterini S. Goudouris; Marcia C. Mallozi; José L. B. Morandi; Sandro F. Perazzio; Ana Carolina R. Reali; José Luis M. Rios; Cristine S. Rosário; Gesmar R. S. Segundo; Faradiba S. Serpa; Gustavo F. Wandalsen; Norma P. M. Rubini; Solange O. R. Valle

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :207-258

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190035

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O presente guia apresenta revisão extensa sobre imunobiológicos utilizados, liberados e ainda sob estudo, para o tratamento da asma, doenças alérgicas e imunodeficiências. Além das características físico-químicas de alguns desses fármacos, são revisadas as indicações e os resultados de estudos clínicos realizados para avaliar eficácia e segurança. Separados por doença específica, são apresentados os principais agentes disponíveis e aprovados para utilização segundo as normas regulatórias nacionais.

Descritores: Imunobiológico, terapia imunobiológica, anticitocinas, anticorpo monoclonal, proteínas de fusão.

Artigos de Revisão

3 - Síndrome de Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (FPIES): um novo diagnóstico diferencial para alergia alimentar

Food Protein-Induced Enterocolitis Syndrome (FPIES): a new differential diagnosis for food allergy

Yara Henrique Martins Costa; Lúcia Gutheil-Gonçalves; Denise Tiemi-Miyakawa; Cristine Secco Rosário; Débora Carla Chong-Silva; Carlos Antônio Riedi; Nelson Augusto Rosario-Filho; Herberto Jose Chong-Neto

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :259-268

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190036

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A síndrome de enterocolite induzida por proteína alimentar, conhecida como "FPIES" (do inglês: Food Protein-Induced Enterocolitis Syndrome) é uma das apresentações da alergia alimentar não IgE mediada. Tema antes considerado raro, torna-se cada vez mais frequente nos pronto-atendimentos pediátricos. Através dos dados disponíveis na literatura, buscou-se relatar apresentação, diagnóstico e manejo da FPIES. Foi realizada busca ativa na base de dados PubMed do termo "food protein-induced enterocolitis" entre 2014 e 2019. Foram selecionados os artigos cuja população em estudo compunha a faixa etária pediátrica, e artigos completos que estavam disponíveis. Os pacientes usualmente descritos são lactentes com vômitos incoercíveis, diarreia, palidez, letargia e desidratação. Destes, alguns casos evoluem para choque hipovolêmico e acidose metabólica, podendo levar a diagnósticos equivocados. A proteína do leite de vaca, soja e arroz compõem os principais desencadeantes da doença. Entretanto, há diversos alimentos descritos neste processo. O diagnóstico dá-se através de história clínica compatível associada à reprodutibilidade dos sintomas quando ocorre reexposição ao alimento suspeito. O manejo agudo fundamenta-se na expansão volêmica, ondansetrona e corticoide, nos casos graves. Devido aos múltiplos fenótipos existentes, curto período de estudo, prevalência e patogenia incerta, a FPIES apresenta muitas lacunas a serem preenchidas. Assim, o presente estudo apresenta os consensos disponíveis e divergências atuais.

Descritores: Hipersensibilidade alimentar, hipersensibilidade, enterocolite.

4 - Relatório sobre o controle do tabagismo nas Américas: qual é a realidade no Brasil?

Report on tobacco control in the Americas: what is the reality in Brazil?

Marilyn Urrutia-Pereira; Herberto Jose Chong-Neto; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :269-274

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190037

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O fumo continua a ser a principal causa de doença e morte evitável no mundo. Estima-se que o custo econômico do tabagismo seja de US$ 1,4 bilhão por ano em todo o mundo, e aproximadamente 40% correspondem a países de baixa e média renda. O relatório sobre o controle do tabagismo na Região das Américas visa fornecer uma visão geral da situação atual das tendências da epidemia do tabagismo e da aplicação das políticas eficazes para combatê-lo. Apresenta dados atualizados e validados sobre prevalência, mortalidade associada ao tabaco e os avanços na aprovação de legislação e políticas relacionadas às seis medidas conhecidas de controle do tabagismo, MPOWER, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Alerta sobre a importância de que os sistemas de vigilância do tabaco incluam informações sobre os produtos mais consumidos, tipos de tabaco, com ou sem fumo, como também para os novos produtos que a indústria está desenvolvendo, permitindo identificar as mudanças iniciais nos padrões de consumo, e fazer as adaptações necessárias às políticas existentes.

Descritores: Tabaco, tabagismo, poluição por fumaça de tabaco.

5 - Sibilância em lactentes: o que mudou?

Wheezing in infants: what has changed?

Sileyde Cristiane Bernardino Matos Póvoas Jucá; Líllian Sanchez Lacerda Moraes; Olga Akiko Takano; Javier Mallol; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :275-282

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190038

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O objetivo deste artigo foi avaliar a prevalência e fatores de risco para sibilância recorrente e asma em lactentes. Foi realizada pesquisa de artigos originais, revisões, consensos indexados e publicações on-line, nos últimos 15 anos, nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS e SciELO. Conhecer a prevalência de sibilância recorrente e os fatores a ela associados é imprescindível, visto a sibilância recorrente ser uma das principais manifestações clínicas da asma na infância, sendo inclusive considerada por alguns autores como sinônimo desta doença, somado ao fato de que alguns dos fatores associados à sibilância no primeiro ano de vida também o são ao desenvolvimento de asma em crianças e adolescentes. A realização e aprofundamento de pesquisas sobre a sibilância e a asma na infância se fazem necessárias, e podem colaborar com a implantação de políticas públicas de saúde e programas educacionais objetivando o diagnóstico precoce de asma, e a adoção de medidas preventivas que favoreçam seu controle e evolução.

Descritores: Sons respiratórios, lactente, prevalência, asma, fatores de risco.

Artigos Originais

6 - Associação do polimorfismo de IL-13 (+1398A/G) com a asma e a ancestralidade genômica

Association of IL-13 (+1398A/G) gene polymorphisms with asthma and genomic ancestry

Sonia M. T. Reis; Luciano G. da S. Gomes; Ohana L. S. de Oliveira; Lauro J. Marin; Marco A. Costa; Sandra R. Gadelha; Sandra M. B. Sousa

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :283-290

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190039

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INTRODUÇÃO: A asma é uma doença complexa, resultante da interação entre fatores genéticos e ambientais. A expressão aumentada de genes relacionados à inflamação define as alterações celulares e estruturais do aparelho respiratório, enquanto o meio ambiente modula os diferentes fenótipos asmáticos. Os produtos dessas células envolvidos na inflamação incluem citocinas, como a interleucina13 (IL-13), que está relacionada com a síntese direta de IgE, imunoglobulina essencial na patogênese da asma. Há divergências entre a prevalência da asma e o grupo étnico estudado, desta forma, o uso de Marcadores Informativos de Ancestralidade (AIM - Ancestry Informative Markers) possibilita a caracterização da ancestralidade genômica de diferentes populações.
OBJETIVOS: Verificar a associação entre polimorfismos do gene IL-13R com a ancestralidade genômica e a asma em uma população no sul da Bahia.
MÉTODOS: Foram genotipadas 320 amostras, sendo 114 casos, e 206 controles, utilizando o método de PCR e PCR/RFLP em sete AIMs (Sb19.3, APO, AT3, RB2300, LPL, CKMM e PV92) que apresentam elevado diferencial de frequência alélica entre africanos, ameríndios e europeu, e um polimorfismo no receptor de IL-13 (IL-13RA1).
RESULTADOS: Os resultados desse estudo mostraram que a maior contribuição foi ameríndia, tanto para os casos (37,42%), como para os controles (50,52%), demonstrando que há diferenças nas contribuições étnicas das amostras da região estudada. O polimorfismo no receptor de IL-13 (IL13RA1) apresentou associação significativa com rinite e história familiar.
CONCLUSÕES: A heterogeneidade da composição étnica das amostras pode ter influenciado na não associação das duas variáveis: níveis de IgE sérico e histórico familiar, e a presença do polimorfismo no receptor da IL-13RA1, e aponta a necessidade de realização do controle genômico.

Descritores: AIM, marcadores moleculares, IL13, doença inflamatória crônica, vias aéreas inferiores.

7 - Prevalência de cárie e condições clínicas associadas à asma em adolescentes

Caries prevalence and medical conditions associated with asthma in adolescents

Amanda Maria Ferreira Barbosa; Élvio Luís Ramos Vieira; Felipe Leonardo de Melo Almeida Fonseca; Valdenice Aparecida Menezes

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :291-300

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190040

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INTRODUÇÃO: Adolescentes com asma apresentam problemas e necessidades distintas se comparados a outros grupos etários. O presente artigo tem como objetivo verificar as principais manifestações bucais e o acesso de adolescentes asmáticos aos serviços odontológicos.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo do tipo transversal, realizado com 215 adolescentes asmáticos de 12 a 15 anos e de ambos os sexos, atendidos em centros de referência para o controle da asma. O levantamento dos dados foi realizado em duas etapas. Na primeira foi realizado o exame intrabucal para levantamento das principais condições bucais por uma examinadora calibrada (kappa = 0,78, 0,79 e 0,86, respectivamente). Para aferir o sangramento gengival, utilizou-se o Eastman Interdental Bleeding Index (EIBI). Na segunda etapa foram aplicados, por meio de entrevistas, formulários aos pais/responsáveis com perguntas objetivas e subjetivas sobre alguns aspectos relacionados à doença asma, fatores sociodemográficos e o acesso ao cirurgião-dentista. Os testes estatísticos empregados para a interpretação dos resultados foram Qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher, Mann-Whitney e Kruswal-Wallis, com margem de erro de 5,0%.
RESULTADOS: A prevalência de maloclusão foi de 64,7%. Os adolescentes do sexo masculino (65,8%), de 12 anos de idade (71,0%), portadores de asma moderada persistente (75,0%) e que faziam uso de medicação (68,6%) apresentaram maloclusões com maior frequência. Verificouse que a média do índice CPO-D foi igual a 1,63. Os maiores valores deste escore pertenceram ao sexo feminino (1,85), aos 14 anos de idade (2,18) e asmáticos graves (1,86). Aproximadamente metade dos adolescentes (47,4%) apresentou sangramento gengival. Destes, 48,3% pertenciam ao sexo masculino, 59,0% possuíam 14 anos de idade, 71,4% eram portadores da asma na sua forma mais grave, e 56,9% utilizavam fármacos para o controle desta patologia.
CONCLUSÕES: As manifestações bucais mais prevalentes foram a maloclusão e o sangramento gengival. A maioria dos adolescentes asmáticos teve acesso ao cirurgião-dentista.

Descritores: Adolescente, asma, manifestações bucais, acesso aos serviços de saúde.

8 - Esofagite eosinofílica numa consulta de alergia alimentar: caracterização e comparação entre idade pediátrica e idade adulta

Eosinophilic esophagitis at a food allergy appointment: characterization and comparison between pediatric and adult ages

Sara Carvalho; Célia Costa; João Marcelino; Fátima Cabral Duarte; Manuel Pereira Barbosa

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :301-308

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190041

PDF Português

INTRODUÇÃO: Esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica do esôfago, mediada imunologicamente e caracterizada por sintomas relacionados com disfunção esofágica e infiltração da mucosa esofágica por eosinófilos (Eo). Os objetivos foram caracterizar os doentes com diagnóstico de EoE e analisar as diferenças entre doentes com diagnóstico em idade pediátrica (Cr, < 18 anos) e adulta (Ad, ≥ 18 anos).
MÉTODOS: Estudo observacional retrospetivo dos doentes seguidos no serviço de Imunoalergologia, no período de Fev/2009 a Jul/2017, com diagnóstico de EoE. Foram divididos em dois grupos, Cr e Ad, caracterizados de acordo com dados demográficos, história de atopia, sintomas, sensibilizações alimentares, IgE Total, eosinofilia, achados na endoscopia digestiva alta e biópsias. Avaliou-se a correlação entre sensibilização alimentar, clínica grave (ClinG), ou seja, idas ao serviço de urgência ou internamento por complicações de EoE ou histologia grave (HistG), biópsia com Eo > 50 e/ou microabcessos.
RESULTADOS: 74 pacientes (81% sexo masculino, média de idades 27±17 anos), 36 Cr e 38 Ad. Os sintomas mais frequentemente reportados foram, no grupo Cr disfagia (73%) e refluxo gastroesofágico (46%), enquanto no grupo Ad impactação (85%) e disfagia (56%). Foram referidos antecedentes de atopia em 96% das Cr, e 67% dos Ad. Em 77% das Cr e 69% dos Ad havia sensibilização alimentar. Os achados endoscópicos mais frequentes no grupo Cr foram estriação (65%) e placas brancas (50%), enquanto que no grupo Ad foram placas brancas (42%) e anéis esofágicos (35%). HistG (46%) associou-se a ClinG (35%), p = 0,001, nas Cr, mas o mesmo não foi objetivado no grupo Ad [ClinG (22%) e HistG (17%), p = 0,5].
CONCLUSÃO: Os nossos resultados estão de acordo com o descrito na literatura, observando-se um predomínio do sexo masculino e uma maior frequência de história de atopia e sensibilização alimentar no grupo Cr. As situações graves de impactação e estenose esofágica foram mais frequentes nos Ad, e objetivou-se uma associação de histologia grave com clínica grave, apenas nas Cr.

Descritores: Atopia, biópsia esofágica, endoscopia digestiva alta, eosinófilos, esofagite eosinofílica, sensibilização alimentar.

9 - Dispositivos intranasais de medicamentos são uma potencial fonte de contaminação das vias aéreas

Intranasal drug delivery devices are a potential contamination source of airways

Felipe Maciel Pereira; Lidiane de Castro Soares; Isadora Passamani Reis Innocencio; Luísa Costa Oliveira Valente; Beatriz Julião Vieira Aarestrup; Fernando Monteiro Aarestrup; Akinori Cardozo Nagato

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :309-316

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190042

PDF Inglês

BACKGROUND: The use of intranasal drug delivery devices (IDDD) for the treatment of allergic rhinitis (AR) is frequent because they are simple, efficient, and safe, and mainly because they are perceived as low-risk. However, it is speculated that contact between the nasal mucosa and an IDDD may give rise to infections once the nose is colonized by bacteria, and there are currently no proper instructions for IDDD sanitization. The objective of this study was to evaluate the possibility of contamination of an IDDD for topical medication after simulating use in healthy individuals.
METHODS: The in vitro study consisted of 14 healthy individuals of both sexes, between the ages of 18 and 24 years. Samples were collected immediately after the opening of each IDDD and after simulating use by the subjects. Afterwards, the samples were deposited in tubes and kept in an incubator at 37 °C. After 48 hours, the samples were inoculated on Müller-Hinton agar. Qualitative analyses of the appearance of the samples were performed after 24 and 48 hours, and after 72 hours the presence or absence of bacteria was evaluated macroscopically.
RESULTS: After 24 hours of incubation, 21.4% (n = 3) of the samples presented with a turbid appearance and after 48h, 71% (n = 10) of the samples presented with a turbid appearance and positive bacterial growth.
CONCLUSION: The results suggest that IDDDs for topical medications may be important sources of contamination or recontamination of the nasal mucosa of individuals who are being treated for upper respiratory tract conditions. A better understanding of the risks of re-using IDDDs after previous contact with the nasal mucosa will improve guidelines on hygiene procedures and prevention of related risks.

Descritores: Administration, intranasal, nasal mucosa, contamination, bacteria.

Comunicação Clínica e Experimental

10 - Teste de provocação oral descarta alergia aos fármacos

Oral challenge test rules out drug allergy

Cíntia de Matos Rodrigues da Silva; Débora Carla Chong-Silva; Carlos Antônio Riedi; Herberto Jose Chong-Neto; Nelson Augusto Rosario-Filho

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :317-321

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190043

PDF Português

O objetivo deste estudo foi avaliar a utilidade do teste de provocação oral (TPO) em pacientes encaminhados para investigação de reações alérgicas a medicamentos. Foi realizado um estudo analítico, transversal, com coleta de dados de pacientes de 0 a 14 anos, com história de reação adversa a medicamentos no período entre junho de 2017 a junho de 2019. Os pacientes foram submetidos aos testes cutâneos alérgicos por puntura (TCA), e na sequência, TPO com os medicamentos suspeitos. Os TPO foram abertos, e se o paciente apresentasse manifestação clínica compatível, o teste era interrompido e considerado positivo. Foram avaliadas 38 reações com fármacos orais. Dentre os 36 pacientes submetidos aos TPO, 23 (63,8%) eram do sexo masculino, média de idade de 5,7 anos; 32 (88,8%) tinham história de atopia, e 13 (36,1%) apresentaram teste cutâneo positivo para aeroalérgenos. Todos (n = 38) relataram sinais e sintomas cutâneos, 9 (25%) com sintomas respiratórios, 2 (5,5%) com sintomas gastrointestinais e 1 (2,7%) com outros sintomas. Todos os TCA para os fármacos avaliados foram negativos. Os TPO foram realizados com: antibióticos em 21 (55,2%), 16 (42,1%) com analgésicos e anti-inflamatórios, e 1 com prednisona (2,6%). Dentre os TPO, somente 1 (2,6%) foi positivo ao ibuprofeno. Concluiu-se que o teste de provocação oral a fármacos teve a finalidade de excluir, mais do que confirmar alergia, o que reforça a importância da confirmação, uma vez que a prevalência de alergia medicamentosa confirmada é baixa, sobretudo em crianças.

Descritores: Antibacterianos, hipersensibilidade a drogas, pediatria.

CARTAS AO EDITOR

11 - Sobre a falta de imunoglobulina humana

Almerinda Maria Rego Silva; Anete Sevciovic Grumach; Antonio Condino Neto; Carolina Cardoso de Mello Prando; Carolina Sanchez Aranda; Cristina Maria Kokron; Ekaterini Simões Goudouris; Fernanda Mariz; Gesmar Rodrigues Silva Segundo; Mayra de Barros Dorna; Wilma Carvalho Neves Forte; Helena Fleck Velasco

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :322-323

DOI: 10.5935/2526-5393.20190044

PDF Português

12 - Successful perioperative care in systemic mastocytosis

Mario Geller

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :323-324

DOI: 10.5935/2526-5393.20190045

PDF Inglês

13 - Acesso facilitado à medicação com budesonida e formoterol associados

Gustavo Silveira Graudenz; Helena Landim Cristóvão

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :324-325

DOI: 10.5935/2526-5393.20190046

PDF Português

14 - Síndrome de Melkersson-Rosenthal

Melkersson-Rosenthal syndrome

Adriana Pereira de Lira Marques; Paulo Eduardo Silva Belluco

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :326-330

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190047

PDF Português

A síndrome de Melkersson-Rosenthal é uma doença rara que pode se apresentar como uma tríade clássica de edema orofacial, paralisia facial e língua fissurada ou, mais frequentemente, com características oligo/monossintomáticas. Relatamos um caso que aportou a um alergista para o diagnóstico de um angioedema, e que na avaliação se configurou como a síndrome completa. Diagnósticos diferenciais com angioedema alérgico, hereditário, idiopático e com outras patologias devem ser considerados. Apesar de o diagnóstico ser clínico, a biópsia cutânea foi relevante. Objetivamos alertar o especialista que se depara com angioedema crônico recorrente sobre essa patologia.

Descritores: Síndrome de Melkersson-Rosenthal, angioedema, paralisia facial, língua fissurada.

15 - Síndrome escromboide

Scombroid syndrome

Antônio Paulo Costa Penido; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2019;3(3) :331-333

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20190048

PDF Português

Relato de caso de paciente com síndrome escromboide. Os aspectos clínicos e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na síndrome são revistos. Salienta-se o diagnóstico diferencial com a anafilaxia a peixe.

Descritores: Síndrome escromboide, diagnóstico diferencial, anafilaxia.

2019 Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Av. Prof. Ascendino Reis, 455, Vila Clementino, CEP 04027-000, SÃO PAULO, SP, Fone: (11) 5575-6888

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