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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Abril-Junho 2018 - Volume 2  - Número 2

Editoriais

1 - Doença respiratória exacerbada por aspirina

Aspirin-exacerbated respiratory disease

Rosana Câmara Agondi

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :159-160

DOI: 10.5935/2526-5393.20180018

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2 - Alimentos industrializados e gravidade da dermatite atópica: o alérgico é reflexo do que come?

Processed foods and severity of atopic dermatitis: are allergic patients a reflection of what they eat?

Herberto José Chong Neto

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :161-162

DOI: 10.5935/2526-5393.20180019

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ARTIGO ESPECIAL

3 - Diretrizes da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e Sociedade Brasileira de Pediatria para sibilância e asma no pré-escolar

Guidelines of the Brazilian Association of Allergy and Immunology and the Brazilian Society of Pediatrics for wheezing and asthma in preschool children

Herberto J. Chong Neto; Dirceu Solé; Paulo Camargos; Nelson A. Rosário; Emanuel C. Sarinho; Débora Carla Chong-Silva; Bernardo Kiertsman; Antônio C. Pastorino; Flávio Sano; Marilyn Urrutia-Pereira; Gustavo F. Wandalsen; Ana Caroline Dela Bianca de Melo; Bruno A. Paes Barreto; Fábio C Kuschnir; Joel Cunha; Luciana R. Silva; Mariane Cordeiro A. Franco; Maria Luisa O. Alonso; Murilo Britto; Neusa F. Wandalsen; Norma M. P. Rubini; Sidnei Ferreira

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :163-208

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180020

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A asma é uma das doenças crônicas de maior frequência na infância. Parcela significativa de crianças com asma desenvolve sintomas nos primeiros anos de vida, mas nem sempre a sua confirmação diagnóstica é fácil. Outras causas de sibilância que podem gerar confusão diagnóstica, além da complexidade para a obtenção de medidas objetivas, tais como a realização de provas de função pulmonar nessa faixa etária, são justificativas para esse fato. Especialistas na abordagem desses pacientes, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria, após revisão extensa da literatura pertinente elaboraram esse documento, onde são comentados os possíveis agentes etiológicos, prevalência, diagnóstico diferencial, assim como tratamento e prevenção da sibilância e asma em pré-escolares.

Palavras-chave: Asma, pré-escolares, alergia, vírus, tratamento.

Artigos de Revisão

4 - Ferramentas para avaliação e acompanhamento da urticária crônica

Patient-reported outcomes for the evaluation and follow-up of chronic urticaria

Solange Oliveira Rodrigues Valle; Sérgio Duarte Dortas-Junior; Gabriela Andrade Coelho Dias; Antônio Abílio Motta; Claudia Soïdo Falcão do-Amaral; Emmanuel Antonio P. Reis Martins; Luis Felipe Chiaverini Ensina; Márcia Carvalho Mallozi; Maria das Graças de Melo Teixeira Spengler; Maria Fernanda Ferraro; Mário Cezar Pires; Maurício Martins; Nelson Guilherme Bastos Cordeiro; Regis de Albuquerque Campos; Rosana Câmara Agondi Leite; Alfeu Tavares França

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :209-224

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180021

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Urticária é uma doença pruriginosa da pele na qual ocorrem urticas e/ou angioedema. A urticária é definida como crônica quando persiste por 6 semanas ou mais. A urticária crônica tem um grande impacto na vida diária do paciente. Atualmente, não há biomarcadores confiáveis para identificar e medir a atividade da doença na urticária crônica espontânea. Consequentemente, o uso de ferramentas conhecidas por patient-reported outcomes (PROs) é crucial ao avaliar e monitorar diferentes aspectos da urticária crônica, como atividade/gravidade da doença, controle da doença e qualidade de vida. Apresentamos uma visão geral de cinco PROs usados na avaliação da urticária crônica, e destacamos suas vantagens, limitações e uso na prática clínica e pesquisa.

Palavras-chave: Urticária, angioedema, qualidade de vida.

5 - Rinite em pré-escolares

Rhinitis in preschool children

Fausto Yoshio Matsumoto; Maria Candida Varanda Rizzo; Fabio Chigres Kuschnir; Giovanni Marcelo Siqueira di-Gesu; João Ferreira Mello-Jr.; Maria Leticia Freitas Silva Chavarria; Priscila Megumi Takejima

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :225-228

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180022

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A rinite no pré-escolar configura um grande desafio diagnóstico e terapêutico, tanto para pediatras, como para especialistas. Os poucos dados existentes nesta faixa etária, além da sobreposição dos sintomas também comuns às doenças respiratórias virais, tornam o diagnóstico de rinite extremamente raro e/ou frequentemente ignorado. A melhor compreensão e identificação da rinite nos pré-escolares pode ajudar a melhorar a qualidade de vida destes pacientes, através da instituição do diagnóstico e tratamento corretos. Além disso, o diagnóstico mais precoce, possivelmente possibilitará caracterizar melhor a história natural da rinite, comorbidades, fatores de risco e o acompanhamento do desenvolvimento dos diferentes fenótipos da rinite ao longo da vida.

Palavras-chave: Rinite, pré-escolar, classificação.

6 - Asma e DPOC: está na hora de mudar conceitos e o foco do tratamento

Asthma and COPD: it is time to change concepts and treatment targets

Hisbello S. Campos; Celso E. Ungier

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :229-237

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180023

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A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) compõem um grupo de doenças respiratórias obstrutivas crônicas nas quais as disfunções refletem múltiplos processos inflamatórios do trato respiratório. Os mecanismos patogenéticos envolvidos em ambas são influenciados por uma interação entre redes genéticas contendo genes alterados (polimorfismos), estímulos ambientais, biológicos ou físicos, e a população de microrganismos que habita nosso corpo (microbioma). Aparentemente, parte dos polimorfismos genéticos envolvidos são comuns a ambas, justificando algumas semelhanças observadas entre elas. Atualmente, os esquemas medicamentosos usados no tratamento de ambas são compostos, basicamente, por broncodilatadores e corticosteroides inalatórios. Estas classes farmacológicas são efetivas apenas sobre parte dos processos patogênicos envolvidos, o que pode justificar as taxas inadequadas de sucesso terapêutico. O progresso na compreensão dos fatores envolvidos na gênese das alterações no comportamento celular do trato respiratório vem apontando novos alvos terapêuticos, o que vem impulsionando estudos visando o desenvolvimento de fármacos potencialmente mais efetivos.

Palavras-chave: Asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, bases genéticas, microbioma, biomarcadores.

7 - Papel do microbioma na resposta imune e na asma

Role of microbiome in immunity and asthma

Hisbello S. Campos

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :238-246

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180024

PDF Português

Nos últimos vinte anos, passamos a reconhecer que o corpo humano hospeda, em condições normais, uma quantidade de microrganismos que supera o número de células do nosso organismo. A interação desses micróbios, seus genomas e seus metabolitos com nosso organismo desempenha papel relevante no desenvolvimento e funcionamento dos nossos órgãos e sistemas, como o imune e o neurológico, por exemplo. A reviravolta nos conceitos de patogenicidade dos microrganismos revogou a crença sobre "assepsia" de muitos de nossos órgãos, como o pulmão. Atualmente, sabe-se que o aparelho respiratório, em condições saudáveis, é colonizado por diversas comunidades de microrganismos. Há indícios de que desequilíbrios nas proporções das diferentes espécies (disbioses) que convivem nas vias respiratórias desempenham papel relevante na patogênese de diversas doenças pulmonares, incluindo a asma. Por essa razão, o desenvolvimento de compostos microbiológicos que corrijam disbioses vem sendo alvo de inúmeros estudos. Possivelmente, tais compostos farão parte da abordagem terapêutica da asma e de diversas outras doenças respiratórias.

Palavras-chave: Microbioma, microbiota, sistema imune, asma.

Artigos Originais

8 - Análise imunológica da reatividade cruzada alergênica entre Cheyletus malaccensis e Dermatophagoides farinae, Dermatophagoides pteronyssinus e Blomia tropicalis

Immunological analysis of allergenic cross-reactivity between Cheyletus malaccensis and Dermatophagoides farinae, Dermatophagoides pteronyssinus and Blomia tropicalis

Francisca Mihos; Victor Paiva; Patrícia Pereira; Anderson Matos; Maria Cruz

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :247-252

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180025

PDF Inglês

OBJETIVO: O ácaro Cheyletus malaccensis é referido na literatura como um predador de outras espécies de ácaro. Pouco se sabe sobre sua composição proteica, e poucos estudos avaliaram sua habilidade de desencadear reações alérgicas respiratórias atópicas. O objetivo do presente estudo é investigar a impressão digital do perfil proteico presente em um extrato de Cheyletus malaccensis e avaliar sua reatividade imunológica na presença de imunoglobulinas (IgE) específicas do soro de indivíduos diagnosticados com alergia aos ácaros Dermatophagoides farinae, Dermatophagoides pteronyssinus e Blomia tropicalis. Essas três espécies carregam proteínas responsáveis pela maioria dos casos de alergias respiratórias atópicas, o que justifica o interesse em compará-las ao Cheyletus malaccensis.
MÉTODOS: Amostras de poeira aspirada contendo Cheyletus malaccensis foram coletadas de domicílios na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. A partir da massa coletada desse ácaro, extratos foram preparados para análise. As proteínas presentes nos extratos foram identificadas por eletroforese sob condições desnaturantes.
RESULTADOS: Proteínas com massa molecular de 24 kDa, 26 kDa, 12 kDa, 45 kDa e 70 kDa foram visualizadas. O ensaio imunoenzimático mostrou reatividade cruzada positiva para proteínas de massa molecular variando de 20 kDa a 45 kDa. Esses resultados indicam que ligações específicas foram estabelecidas entre a IgE presente no soro de indivíduos alérgicos ao ácaro usado como comparador e proteínas de Cheyletus malaccensis.
CONCLUSÕES: Os achados são relevantes por seu potencial clínico e aplicações imunoterapêuticas, bem como sua base de informações para futuros estudos.

Palavras-chave: Ácaros, Cheyletus malaccensis, caracterização de proteínas, alérgenos, reatividade cruzada.

9 - Avaliação do fenótipo atópico nos pacientes com DREA

Evaluation of atopic phenotype in patients with DREA

Mayra Coutinho Andrade; Rosilane dos Reis Pacheco; Mila Almeida; Priscila Takejima; Marcelo Vivolo Aun; Jorge Kalil; Pedro Giavina-Bianchi; Rosana Câmara Agondi

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :253-257

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180026

PDF Português

INTRODUÇÃO: A doença respiratória exacerbada por anti-inflamatórios (DREA) é uma síndrome bem caracterizada, composta por asma, polipose nasal e intolerância a aspirina e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Apesar de já bem definida, há uma heterogeneidade entre a população de pacientes com diagnóstico de DREA. O objetivo desse trabalho foi avaliar o fenótipo atópico nos pacientes com DREA.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo com pacientes com DREA acompanhados em um serviço terciário. Esses pacientes foram classificados em dois grupos: atópicos e não atópicos. Foram avaliados também dados como gravidade da asma, AINEs envolvidos na reação, e IgE sérica total.
RESULTADOS: Foram analisados 70 pacientes, destes 55 (78,6%) eram mulheres. A média de idade era de 54 anos. Do total de pacientes, 32 (45,7%) eram atópicos. Os pacientes atópicos apresentavam média de início de asma mais precoce (22 anos) e maior tempo de doença (31 anos) do que os não atópicos. A média de IgE sérica total era maior nos atópicos (742,1 UI/mL). No grupo dos pacientes com DREA e atopia, a pesquisa de IgE sérica específica mostrou-se positiva para os ácaros em 90,6% dos pacientes. A maioria dos pacientes atópicos (71%) relatava reação a múltiplos AINEs. Os principais medicamentos relacionados às exacerbações respiratórias nos pacientes com DREA foram: AAS em 72,1% dos casos; dipirona em 61,8%; diclofenaco em 45,6%; e cetoprofeno e ibuprofeno em 27,9% dos casos cada um.
CONCLUSÕES: Existem diferenças entre os pacientes com DREA conforme a presença ou não de atopia. Os atópicos apresentam início de sintomas mais precoce, maior tempo de duração de asma, necessitam de mais medicação para controle e apresentam hipersensibilidade a um número maior de AINEs, sendo que o principal medicamento causador de sintomas também varia entre os dois grupos.

Palavras-chave: Asma, aspirina, asma induzida por aspirina, antiinflamatórios não esteroides.

10 - Correlação entre a dieta alimentar e a gravidade da dermatite atópica

Correlation between dietary patterns and severity of atopic dermatitis

Bruno Acatauassu Paes Barreto; Fernanda Araújo Santos; Mayara Castello Branco de Mello Dias

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :258-263

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180027

PDF Português

INTRODUÇÃO: A dermatite atópica tornou-se importante problema de saúde pública, visto que sua incidência triplicou nas últimas três décadas, e que compromete significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A hipótese de que a ingestão alimentar pode ser importante para modular a expressão da doença vem sendo cada vez mais evidenciada.
OBJETIVO: Correlacionar a dieta alimentar com a gravidade da dermatite atópica em crianças e adolescentes atendidos no Ambulatório de Dermatologia da Universidade do Estado do Pará.
MÉTODO: Foi realizado um estudo transversal e observacional, cuja amostra foi composta por 53 pacientes, nos quais foram aplicados o Questionário de Frequência de Consumo Alimentar (QFCA) e o Scoring of Atopic Dermatitis - SCORAD para avaliar a gravidade da doença. Para identificar essa correlação foi aplicado o teste de D'Agostino-Pearson para variáveis quantitativas, e a correlação Linear de Pearson para variáveis qualitativas, tendo sido previamente fixado o nível de significância alfa = 0,05 para rejeição da hipótese de nulidade.
RESULTADOS: Os pacientes estudados foram em sua maioria do sexo feminino, na faixa etária entre 4-10 anos, e com IMC adequado para a idade. Cerca de 50% teve história familiar de atopia, 60% fez uso de fórmulas lácteas ao longo da vida, e 60% recebeu aleitamento materno exclusivo. A gravidade da dermatite atópica teve correlação direta apenas com o consumo habitual de alimentos industrializados (coeficiente de correlação: 0,3355).
CONCLUSÃO: São necessários estudos longitudinais prospectivos e de longo prazo para determinar como modificações na ingestão dietética podem oferecer benefícios à população atópica.

Palavras-chave: Dermatite atópica, dieta, alimentos industrializados.

11 - Fungos anemófilos isolados de diferentes ambientes de uma escola primária na cidade de Manaus, Amazonas, Brasil

Airborne fungi isolated from different environments of a primary school in the city of Manaus, Amazonas, Brazil

Michael Rubem Miranda Tiago; José Augusto Almendros de Oliveira; Ana Cláudia Alves Cortez; João Vicente Braga de Souza

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :264-269

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180028

PDF Inglês

INTRODUÇÃO: Os fungos presentes no ar, denominados anemófilos, possuem uma ampla diversidade em locais de clima tropical e são causadores de micoses pulmonares e outras doenças do aparelho respiratório. O objetivo do estudo foi isolar e identificar os fungos do ar de uma escola de ensino fundamental de tempo integral, a partir de ambientes externos e internos, e verificar se a sazonalidade influencia a incidência desses microrganismos.
MÉTODOS: Para coleta dos fungos do ar, placas de Petri contendo Sabouraud foram expostas nos ambientes externos e internos da escola.
RESULTADOS: Foram isoladas 2.386 colônias de fungos, sendo 1.041 na estação chuvosa e 1.345 na estação seca. Foram identificados 1.858 fungos, que puderam ser distribuídos em 34 gêneros. Os gêneros mais frequentes foram Cladosporium sp. (22,6%), Aspergillus sp. (17,14%), Penicillium sp. (8,55%), Curvularia sp. (6,83%) e Drechslera sp. (5,7%). Durante o período seco, o gênero mais frequente foi o Aspergillus (19,21%), e no período chuvoso, o gênero Cladosporium (34,8%).
CONCLUSÃO: A sazonalidade influenciou principalmente o gênero Cladosporium, que obteve aumento significativo na estação chuvosa, constituindo um biomarcador dessa estação.

Palavras-chave: Fungos, meio ambiente e saúde pública, biodiversidade.

Comunicações Clínicas e Experimentais

12 - Vasculite urticariforme e exantema: uma reação de hipersensibilidade tardia mista a dimenidrinato - relato de caso

Urticarial vasculitis and rash: a mixed delayed hypersensitivity reaction to dimenhydrinate - case report

Larissa Prando Cau; Danilo Gois Gonçalves; Rosana Camara Agondi; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :270-274

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180029

PDF Português

Dimenidrinato é um anti-histamínico H1 do grupo das etanolaminas, com importantes propriedades anticolinérgicas, antisserotoninérgicas e sedativas. Relatamos um caso de uma mulher que após 14 dias de ter usado dimenidrinato, iniciou quadro de exantema e vasculite urticariforme, além de sintomas constitucionais. Avaliação laboratorial sem alterações. Biopsia de pele evidenciou dermatite de interface do tipo vacuolar e púrpura com leucocitoclasia e derrame pigmentar. Imunofluorescência positiva para IgG, com presença de fluorescência dos núcleos dos queratinócitos da epiderme. Tratada com corticoide oral por 2 meses até remissão completa do quadro, e posterior realização de teste intradérmico, que foi positivo na leitura de 48h. A reação de hipersensibilidade tardia observada foi relacionada a mecanismo misto de Gell e Coombs (III e IV), com positividade no teste cutâneo intradérmico de leitura tardia em 48h (reação tipo IV) e biópsia compatível com vasculite cutânea (reação tipo III); lesões exantemáticas (reação tipo IV) e urticária vasculítica (reação tipo III). O teste cutâneo com dimenidrinato positivo reforça o diagnóstico de reação de hipersensibilidade.

Palavras-chave: Vasculite, reação de hipersensibilidade tardia, dimenidrinato.

13 - Síndrome de Chediak-Higashi em fase acelerada: um relato de caso

Accelerated Chediak-Higashi syndrome: case report

Aline Mendes; Constantino Giovanni Braga Cartaxo

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :275-278

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180030

PDF Português

A síndrome de Chediak-Higashi (CHS) é um distúrbio genético autossômico recessivo decorrente de uma mutação no gene regulador do transporte lisossomal (LYST ou CHS1). Os sintomas da síndrome são resultado de alterações funcionais de melanócitos, plaquetas, neutrófilos e células natural killer, e incluem albinismo parcial, fotossensibilidade, infecções recorrentes, principalmente bacterianas, linfocitose hemofagocítica, sangramentos e manifestações neurológicas, como neuropatia central e periférica, perda de sensibilidade, fraqueza muscular, ataxia cerebelar e déficit cognitivo. Aproximadamente 85% dos casos se apresentam como a forma avançada, caracterizada por pancitopenia, hemofagocitose e infiltrado linfocítico em todos os órgãos, determinando falência múltipla dos órgãos. Nesse estudo é relatado o caso de uma paciente diagnosticada com a síndrome aos 8 anos de idade, apresentando a doença já em fase avançada, além de uma rápida revisão bibliográfica sobre a doença em questão.

Palavras-chave: Chediak-Higashi, linfohistiocitose hemofagocítica, relato de caso.

14 - Uso de leite processado em altas temperaturas por paciente com alergia ao leite de vaca - relato de caso

Use of milk processed at high temperatures by a patient with cow's milk allergy: case report

Renata Magalhães Boaventura; Raquel Bicudo Mendonça; Roseani da Silva Andrade; Elaine Cristina de Almeida Kotchetkoff; Roseli Oselka Saccardo Sarni

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :279-282

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180031

PDF Português

OBJETIVO: Relatar a evolução clínica de um escolar com alergia ao leite de vaca (ALV) que fez uso de leite de vaca processado em altas temperaturas (LVPAT).
DESCRIÇÃO: H.B.M., sexo masculino, 7 anos, com ALV IgE mediada diagnosticada com 1 ano e 3 meses. Aos 2 anos foi submetido a teste de provocação oral (TPO) aberto para leite de vaca (LV) in natura, evoluindo com urticária, congestão nasal e vômito após a primeira dose (1 mL). Mãe relatou alguns episódios de exposição acidental ao LV acompanhados de sintomas. As Imunoglobulinas E para LV e frações mantiveram-se elevadas (IgE leite total: 4,69 KU/L) até os 6 anos, quando a criança realizou TPO com LVPAT, sob a forma de bolo, evoluindo sem intercorrências. Passou a consumir diariamente uma porção do bolo contendo leite processado durante 6 meses. Aos 7 anos e com IgEs específicas mais baixas (IgE específica leite total: 2,2 KU/L), realizou TPO com LV in natura sem sintomas, sendo liberado na dieta.
COMENTÁRIOS: O uso do leite de vaca processado em altas temperaturas em pacientes com ALV IgE mediada é uma estratégia promissora com impacto na tolerância futura ao alimento, tendo resultados favoráveis com ênfase na qualidade de vida e inclusão social. No entanto, vale ressaltar a importância da avaliação individualizada dos pacientes e a segurança da equipe na aplicação desses protocolos, além de levar em consideração que a alergia pode ser transitória, mesmo sem o uso do leite processado.

Palavras-chave: Hipersensibilidade a leite, hipersensibilidade alimentar, diagnóstico.

15 - Anafilaxia a morfina e tramadol: relato de caso

Anaphylactic reaction to morphine and tramadol: case report

Amanda Rocha Firmino Pereira; Rebeca Mussi Brugnolli; Jorge Kalil; Antonio Abílio Motta; Marcelo Vivolo Aun; Pedro Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :283-287

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20180032

PDF Português

A investigação diagnóstica de reações anafiláticas durante a anestesia é difícil, uma vez que vários medicamentos são administrados. O diagnóstico é necessário para evitar uma reexposição ao medicamento potencialmente ofensivo. Os opioides raramente causam anafilaxia. A incidência total de reação de hipersensibilidade imediata aos opiáceos é desconhecida, e as incidências diferenciais de reações alérgicas e não alérgicas aos opiáceos também. Os dados sobre a sensibilidade cruzada entre as classes de medicamentos são limitados pela ocorrência rara destas alergias, e qualquer uso de opioide em um paciente com alergia relatada deve ser feito com cautela. O valor dos testes cutâneos de leitura imediata nos indivíduos sensíveis aos opiáceos é incerto, por poderem causar desgranulação direta dos mastócitos, e o teste de IgE sérico para opiáceos não está disponível comercialmente. O objetivo dos autores é relatar um caso de anafilaxia perioperatória, tendo como agente causal um opioide e discorrer sobre a investigação e implicações decorrentes do uso destes medicamentos. Estudos bem desenhados e adequadamente controlados sobre o assunto ainda são necessários para melhor entendimento das reações e maior segurança para o uso destes medicamentos.

Palavras-chave: Anafilaxia, morfina, tramadol.

CARTA AO EDITOR

16 - A epidemiologia da anafilaxia no Brasil: enquanto o CID 11 não chega

Gustavo Silveira Graudenz; Helena Landim Cristóvão

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :288-289

DOI: 10.5935/2526-5393.20180033

PDF Português

Imagens em Alergia e Imunologia

17 - Trombose de seio cavernoso e aneurisma micótico como complicações de rinossinusite aguda

Cavernous sinus thrombosis and mycotic aneurysm as complications of acute rhinosinusitis

Luana Pereira Maia; Rita Garcia; Lukas Ogorodnik; Silvia Macedo

Arq Asma Alerg Imunol 2018;2(2) :290-294

DOI: 10.5935/2526-5393.20180034

PDF Português

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