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Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI
Revista oficial da Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología SLaai

Brazilian Journal of Allergy and Immunology (BJAI)

Janeiro-Março 2024 - Volume 8  - Número 1

Vol. 8 - Nº 1


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Editorial

1 - Anafilaxia: um problema de todos nós!

Anaphylaxis: it's everyone's problem

Dirceu Solé; Fábio Chigres Kuschnir

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 1-2

DOI: 10.5935/2526-5393.20230067

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ARTIGO ESPECIAL

2 - Desafios e propostas para a assistência aos pacientes com doenças imunoalérgicas no Sistema Único de Saúde brasileiro - Carta de Maceió

Challenges and proposals for the care of patients with immune and allergic diseases within the Brazilian Unified Health System: The Maceió Charter

Faradiba Sarquis Serpa; Joseane Chiabai; Luane Marques de Mello; Eduardo Costa Silva; Eliane Miranda da Silva; José Luiz Magalhães Rios; Marilyn Urrutia-Pereira; Marta de Fátima Rodrigues da Cunha Guidacci; Norma de Paula M. Rubini; Phelipe dos Santos Souza;Yara Arruda Marques Mello; Fabio Chigres Kuschnir

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 3-9

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230068

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A Carta de Maceió foi elaborada com base nas discussões do 3º Fórum SUS da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). O documento destaca os desafios e propostas para aprimorar a assistência a pacientes com doenças imunoalérgicas no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Tais condições, frequentemente crônicas e debilitantes, afetam milhões de brasileiros e exigem uma abordagem integrada, desde a atenção primária à saúde até a atenção especializada. Foram discutidos a necessidade de aprimorar a gestão de referência e contrarreferência, a urgência na superação da carência de especialistas e o desafio representado pelo limitado acesso tanto a diagnóstico quanto a tratamento adequados. As doenças raras, incluindo os erros inatos da imunidade (EII), apresentam um desafio adicional, exigindo acesso a tecnologias de alto custo para diagnóstico e tratamento e cuidado multidisciplinar. Do fórum emergiram propostas como o financiamento adequado da saúde, o fortalecimento do diagnóstico precoce, a gestão integrada de cuidados, a educação continuada dos profissionais de saúde e a implementação de telemedicina. Essas ações visam um sistema de saúde mais inclusivo, eficiente e humanizado, atendendo às necessidades dos pacientes com doenças imunoalérgicas.

Descritores: Alergia e imunologia, Sistema Único de Saúde, política de saúde, doenças raras.

Artigos de Revisão

3 - Cuidando do ambiente - Logística reversa e dispositivos inalatórios

Caring for the environment: reverse logistics and inhalation devices

Raphael Coelho Figueredo; Marilyn Urrutia-Pereira; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 10-13

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230070

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A asma é uma das doenças crônicas mais prevalentes e representa um problema de saúde pública global que afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, com um aumento adicional estimado de 100 milhões até 2025. A asma é uma doença típica de origem ambiental com exposição a infeções, alérgenos, poluentes e outros fatores estressores implicados na sua patogênese. O impacto ambiental causado pelos dispositivos inalatórios é cada vez mais importante, e pouco abordado ou valorizado. Até 88% dos profissionais de saúde não têm conhecimento que os dispositivos de aerossol dosimetrado contêm gás propelente que afeta a camada de ozônio e causa aquecimento global. São necessárias estratégias alternativas de tratamento se quisermos evitar a piora das alterações climáticas. Portanto, diante desse cenário existem oportunidades de ouro para tornar o tratamento da asma mais eficaz, moderno, seguro e ecológico.

Descritores: Asma, inaladores dosimetrados, meio ambiente.

4 - Manejo dos eventos adversos do dupilumabe na dermatite atópica e no prurigo nodular

Management of the adverse effects of dupilumab in atopic dermatitis and prurigo nodularis

Mara Giavina-Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 14-20

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230071

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A dermatite atópica (DA) e o prurigo nodular (PN) são doenças inflamatórias da pele que cursam com lesões variadas, como eczemas, pápulas e nódulos, acompanhados de intenso prurido e, nos casos graves, de importante prejuízo da qualidade de vida para os pacientes e seus familiares. O dupilumabe está aprovado no Brasil para o manejo das duas condições: DA moderada/grave e PN que não responde aos tratamentos tópicos. A eficácia e segurança do dupilumabe foram amplamente estabelecidas para ambas as condições em ensaios clínicos e estudos de vida real. Este artigo tem como objetivo revisar os principais eventos adversos (EAD) associados ao uso do dupilumabe em DA e PN, e auxiliar no seu manejo. Desde o início do uso da medicação, há alguns anos, os principais EAD reportados foram: a reação no local da injeção, a doença da superfície ocular (conjuntivite não infecciosa, blefarite, olhos secos), a eosinofilia e o eritema de face/pescoço. Outras manifestações também foram observadas em pacientes com DA em uso de dupilumabe, mas sem associação comprovada: psoríase, artralgia e alopecia areata. Apesar de muito infrequentemente levarem à suspensão do dupilumabe, é fundamental que os médicos prescritores deste medicamento para estas condições, dermatologistas e imunoalergistas, saibam detectar e manejar seus possíveis eventos adversos.

Descritores: Dermatite atópica, prurigo nodular, dupilumabe, eventos adversos, manejo.

5 - Reações alérgicas a ferroadas de insetos da classe Hymenoptera: uma revisão de literatura

Allergic reactions to hymenopteran stings: a literature review

Lucas da Costa Lomeu; Laryssa Damasceno Daniel; Renata Pinto Ribeiro Miranda; João Paulo de Assis

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 21-29

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230072

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Insetos como abelhas, vespas e formigas da ordem Hymenoptera podem causar reações alérgicas graves e até fatais. Esses insetos possuem venenos com componentes alergênicos e os injetam por meio de suas ferroadas, que podem causar reações locais e sistêmicas. O objetivo deste artigo é realizar uma revisão sistemática de literatura sobre as reações alérgicas às ferroadas de insetos da ordem Hymenoptera, com o intuito de analisar os mecanismos imunológicos envolvidos, as manifestações clínicas, os fatores de risco, os métodos de diagnóstico, as estratégias de prevenção e as opções terapêuticas disponíveis. Trata-se então de revisão sistemática de literatura realizada em agosto de 2023. O processo envolveu seis etapas. Os artigos foram obtidos pela busca em bases de dados, utilizando descritores em Ciências da Saúde relacionados ao tema. Foram identificados inicialmente 50 artigos, no entanto, apenas 10 deles atenderam aos critérios de inclusão. Para detecção das reações incluem-se testes cutâneos com venenos de Hymenoptera e análise do soro para IgE específica do veneno de Hymenoptera. Os fatores de risco que influenciam o resultado de uma reação anafilática incluem o intervalo de tempo entre as ferroadas, o número de ferroadas, a gravidade da reação anterior e o tipo de inseto. Esta revisão oferece uma visão abrangente das reações alérgicas às picadas de insetos Hymenoptera, contribuindo significativamente para o entendimento, diagnóstico e manejo dessas condições.

Descritores: Anafilaxia, insetos, venenos de abelha, venenos de formiga, venenos de vespas.

6 - Síndrome da urticária de contato - uma revisão

Contact urticaria syndrome - a review

Sérgio Duarte Dortas Junior; Solange Oliveira Rodrigues Valle

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 30-34

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230073

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A síndrome da urticária de contato (SUC), a urticária de contato (UCO) e a dermatite de contato por proteínas (DCP) são entidades descritas sob o rótulo de reações cutâneas imediatas por contato. Geralmente as urticas surgem 20-30 minutos após a exposição por contato com uma substância, e desaparecem por completo em algumas horas, sem deixar lesão residual.Entretanto, a SUC pode apresentar sintomas generalizados graves. Estima-se uma prevalência, entre trabalhadores europeus, entre 5-10%, enquanto na população geral estima-se de que seja de 1-3%. Os mecanismos envolvidos na patogênese da SUC não foram totalmente elucidados. Uma abordagem inicial, para melhorar a sua compreensão, pode ser dividir esta condição em urticária não imunológica (UCNI) e imunológica (UCI). A primeira não necessita de sensibilização prévia ao alérgeno, enquanto a segunda necessita. O diagnóstico da SUC necessita de uma anamnese detalhada e exame físico seguido de teste cutâneo com as substâncias suspeitas. O afastamento do agente desencadeante é o melhor tratamento. Para isso é necessário o diagnóstico apropriado e precoce, a confecção de relatórios ocupacionais e o desenvolvimento de medidas preventivas.

Descritores: Urticária crônica, urticária crônica induzida, angioedema, dermatite, dermatite ocupacional.

Artigos Originais

7 - Epidemiologia da anafilaxia no Brasil: Registro Brasileiro de Anafilaxia (RBA) da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)

Epidemiology of anaphylaxis in Brazil: The Brazilian Registry of Anaphylaxis (RBA) of the Brazilian Association of Allergy and Immunology (ASBAI)

Mara Morelo Rocha Felix; Dirceu Solé; Herberto José Chong-Neto; Ekaterini Simões Goudouris; Alexandra Sayuri Watanabe; Norma de Paula M. Rubini; Emanuel Sarinho; Fátima Rodrigues Fernandes; Fábio Chigres Kuschnir; Grupo Brasileiro de Interesse em Anafilaxia (GBIA)

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 35-42

Resumo

DOI: 10.5935/2526-5393.20230074

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INTRODUÇÃO: A anafilaxia é uma reação alérgica multissistêmica grave, de início agudo e potencialmente fatal. Poucos são os dados sobre sua epidemiologia no Brasil. O Registro Brasileiro de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (RBAASBAI) teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre anafilaxia em indivíduos brasileiros.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal com questionário online sobre dados demográficos, desencadeantes suspeitos, manifestações clínicas, atendimento durante a reação, investigação diagnóstica e aconselhamento após a reação de pacientes que experimentaram uma reação anafilática.
RESULTADOS: Entre junho/2021 e abril/2023, foram incluídos 237 pacientes (131 femininos): 99 crianças/adolescentes; 127 adultos e 11 idosos. Houve predomínio de meninos entre crianças/adolescentes (55,5%), e de mulheres entre os adultos (64,5%), e mediana de idade de 22 anos (< 1 a 77 anos). As manifestações cutâneas (92,8%) foram as mais frequentes, seguidas pelas respiratórias (70,1%), gastrointestinais (52,3%), neurológicas (36,3%) e cardiovasculares (35,3%). Os principais desencadeantes foram: alimentos (43,0%), medicamentos (26,2%), himenópteros (21,6%) e látex (2,5%); os alimentos entre crianças (leite, ovo, amendoim/castanhas), e os fármacos (anti-inflamatórios e antibióticos) entre os adultos. Quanto ao tratamento, 61,1% recebeu adrenalina (52,7% por profissional e 8,4% via autoinjetor de adrenalina -AIA). Uma adolescente (12 anos) faleceu após picada de abelha. A maioria recebeu plano escrito de emergência (78,1%) e foi ensinada a usar o AIA (70%).
CONCLUSÃO: Os alimentos foram os desencadeantes mais comuns entre crianças/adolescentes, e os fármacos entre adultos brasileiros. A adrenalina continua sendo subutilizada, reforçando a necessidade de maior disseminação do tratamento adequado da anafilaxia.

Descritores: Anafilaxia, hipersensibilidade alimentar, hipersensibilidade a drogas, hipersensibilidade a veneno, epinefrina.

8 - Influência da exposição ambiental na percepção do estado de saúde de indivíduos de cinco países latino-americanos

Effect of environmental exposure on the perceived health status of individuals from five Latin American countries

Marilyn Urrutia-Pereira; Lucas Pitrez Mocelin; Herberto José Chong-Neto; Héctor Badellino; Veronica Riquelme Martinez; Paulo Oliveira Lima; Raphael Coelho Figueredo; Oscar Caldeón Llosa; José Ignacio Larco Sousa; Marcela Soria; Adelmir de Souza Machado; Raquel de Carvalho Baldaçara; Doris Mora; Maria Suzana Repka Ramirez; Maria Isabel Rojo; Geraldo Lopez Perez; Veronica Acosta; Marylin Valentin Rostan; Patricia Latour; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 43-53

DOI: 10.5935/2526-5393.20230075

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9 - Incidência de anafilaxia relacionada às vacinas do Programa Nacional de Imunizações

Incidence of vaccine-related anaphylaxis from Brazil's National Immunization Program

Debora Demenech Hernandes; Jorge Kalil; Carla Dinamerica Kobayashi; Ana Karolina Barreto Berselli Marinho

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 54-64

DOI: 10.5935/2526-5393.20230069

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10 - Análise do perfil clínico e epidemiológico das internações por asma no período de 2020 a 2021 em um hospital do sul de Santa Catarina

Analysis of the clinical and epidemiological profile of hospitalizations due to asthma in the period 2020-2021 in a hospital in southern Santa Catarina, Brazil

Alice Assis Pacheco; Kelser de Souza Kock

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 65-74

DOI: 10.5935/2526-5393.20230076

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Comunicação Clínica e Experimental

11 - Dermatite de contato alérgica por flores: a importância do teste de contato personalizado

Allergic contact dermatitis to flowers: the importance of personalized patch testing

Lucas Braga Leite; Juliana Emi Dias Ujihara; Flávia Regina Ferreira; Fátima Maria de Oliveira Rabay; Elisangela Manfredini Andraus de Lima

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 75-79

DOI: 10.5935/2526-5393.20230077

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12 - Eficácia da midostaurina na mastocitose sistêmica - um relato de caso

Efficacy of midostaurin in systemic mastocytosis: a case report

Stéphanie Kim Azevedo de Almeida; Igor Rafael Guedes Pereira Brandão; Marina França de Paula Santos; Jorge Kalil; Pedro Giavina Bianchi

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 80-84

DOI: 10.5935/2526-5393.20230078

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CARTAS AO EDITOR

13 - Teste de triagem de oportunidade nos Erros Inatos da Imunidade: o que é a globulina calculada?

Opportunity screening for inborn errors of immunity: what is calculated globulin?

Cristina Frias-Sartorelli Toledo Piza; Carolina Sanchez Aranda Lago; Maria Cândida Faria Varanda Rizzo; Ligia Maria de Oliveira Machado; Celso José Medanha da Silva; Dirceu Solé

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 85-86

DOI: 10.5935/2526-5393.20230079

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14 - Tratamento farmacológico da polinose: uma resposta alérgica da fase tardia dos sintomas encontra-se esquecida?

Pharmacological treatment of pollinosis: has the late-phase allergic response been forgotten?

Francisco Machado Vieira

Arq Asma Alerg Imunol 2024;8(1): 87-88

DOI: 10.5935/2526-5393.20230080

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